OMS Canabidiol: Diretrizes da Organização Mundial da Saúde

Diante do crescente apelo da comunidade científica pelo uso do canabidiol, o posicionamento da OMS sobre o tema é de suma importância. Saiba mais sobre o assunto!
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Diante do crescente apelo do CBD junto à comunidade científica, médicos e pacientes, a OMS e o canabidiol parecem estar em uma “lua de mel”.

A Organização Mundial de Saúde publicou, em 2018, o relatório Critical Review Report (CRR), reconhecendo o valor do canabidiol como recurso terapêutico.

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Conheça o CBD e todo seu potencial para o tratamento de 30 doenças e transtornos.

Com base em estudos, a entidade se manifesta favoravelmente a esse composto, considerando-o seguro para pacientes e bem tolerado.

O posicionamento de um órgão ligado à ONU é uma importante vitória para todos os que desejam ver o canabidiol aceito e empregado no tratamento de uma série de doenças, nas quais já demonstrou eficácia.

Neste texto, você vai descobrir mais sobre o CBD e as últimas considerações da OMS sobre o tema.

Siga acompanhando!

OMS Canabidiol: quais são as diretrizes da Organização Mundial da Saúde quanto ao CBD?

O CRR da OMS é, até agora, o principal documento público em nível internacional que atesta a segurança do CBD como substância ativa em medicamentos.

Nele, a entidade se posiciona a respeito do seu uso em diversos tipos de tratamento e faz uma revisão geral em relação aos fármacos à base de canabidiol vendidos legalmente.

Ele pode ser considerado como um conjunto de regras e diretrizes “extra-oficial”. 

Afinal, como salienta o relatório, o CBD ainda não é um remédio relacionado na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS, tanto na de adultos quanto de crianças.

De qualquer forma, algumas posições do órgão merecem ser destacadas como orientadoras a respeito do uso do CBD:

  • O canabidiol é uma substância segura para o consumo humano
  • O CBD é eficaz no tratamento da epilepsia
  • Estudos em animais mostram que ele não provoca dependência, embora em humanos isso ainda não seja possível de se comprovar
  • Como medicamento, ele não apresenta efeitos adversos
  • Não afeta o desenvolvimento embrionário (carece de estudos). 

OMS Canabidiol: potencial terapêutico do Canabidiol

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Vale frisar o posicionamento da OMS a respeito do CBD, que reconhece a maconha como medicinal e retira a Cannabis da lista de plantas perigosas.

Anteriormente, a entidade já havia reconhecido o seu potencial terapêutico, citando alguns estudos que trazem luz sobre o CBD em certos tipos de tratamento, com destaque para o de epilepsia.

Um posicionamento cauteloso, mas que não deixa de ser fundamental para abrir caminhos em direção à regulamentação da Cannabis medicinal

Canabidiol: para que serve?

Um dos capítulos mais extensos no CRR diz respeito à aplicação do CBD e seu uso como recurso terapêutico.

Nele, a OMS destaca principalmente o uso clínico para tratar da epilepsia, cujos estudos, para a entidade, estão mais avançados.

Destaca-se, por exemplo, as demonstrações de eficácia do medicamento Epidiolex para certas formas da doença.

Também merece destaque a evolução dos estudos e testes desde a década de 1970, nos quais pacientes em grupos de controle tiveram melhora significativa das convulsões.

Além da epilepsia, o CRR também destaca os possíveis efeitos benéficos do CBD para pacientes submetidos a transplantes, cuja incidência de rejeição diminuiu com o uso de canabidiol.

OMS Canabidiol: benefícios

Um outro documento que vale citarmos é o artigo “CBD Oil as a treatment procedure”.

Nele, o diretor executivo da ONG Centro de Correção e Desenvolvimento Humano, Obioma Evelyn Agoziem, destaca os benefícios do CBD. 

O texto foi publicado no site do Office on Drugs and Crime, da ONU (que reconheceu recentemente que a maconha não é uma droga perigosa).

De acordo com Obioma, é preciso diferenciar o CBD do tetrahidrocanabinol (THC), que também tem uso medicinal, mas pode causar efeitos psicoativos.

Ele ressalta as propriedades do óleo de CBD, que atua via sistema endocanabinoide como a redução da dor e dos processos inflamatórios

Esse potencial terapêutico é, então, o principal fator de distinção entre o CBD e o THC.

No entanto, a prática clínica e casos reais de pessoas que se curaram com CBD, além de diversos estudos e ensaios, deixam claro que há outros potenciais benefícios. 

Alguns deles você conhece a seguir.

Raros efeitos adversos 

Segundo a OMS, o CBD é eficaz no tratamento contra a epilepsia por não apresentar efeitos adversos.

Citando um estudo que contou inclusive com a participação de Raphael Mechoulam em pessoas com epilepsia, o órgão destaca:

Em outro estudo, 15 pacientes com epilepsia generalizada secundária foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Em um procedimento duplo-cego, cada paciente recebeu 200-300 mg diários de CBD ou placebo por até quatro meses e meio, em combinação com seus medicamentos antiepilépticos prescritos existentes (que já não eram mais eficazes no controle de seus sintomas). O CBD foi tolerado em todos pacientes, sem sinais de toxicidade ou efeitos colaterais graves”.

Substância natural 

Outro ponto que merece ser frisado no artigo de Obioma Evelyn Agoziem é que o óleo de CBD é um composto químico encontrado naturalmente nas plantas do gênero Cannabis.

Por isso, trata-se de uma substância não intoxicante e que provoca efeitos antiinflamatórios, analgésicos e ansiolíticos, bem como outros benefícios. 

Ele destaca também um outro ponto fundamental, que é a capacidade que nosso corpo tem para produzir canabinóides sozinho, via sistema endocanabinoide.

Claro que ser produzido pelo nosso corpo não é garantia de segurança, afinal, também produzimos opioides e, ainda assim, eles podem trazer sérios prejuízos à saúde, se ingeridos sem controle.

No entanto, no caso do CBD, o que parece acontecer é uma espécie de mimetização, na qual os efeitos dos endocanabinoides são potencializados com a ingestão de canabidiol.

Versatilidade 

Ainda que a OMS não enfatize os benefícios do CBD em outros tipos de tratamento, há fortes indícios de que ele pode ajudar a curar ou controlar diversas doenças e condições.

Uma delas é a doença de Alzheimer, para a qual o canabidiol vem se mostrando um poderoso aliado quando os medicamentos usuais não surtem efeito.

Já contamos aqui, no portal Cannabis e Saúde, alguns casos emocionantes de recuperações que parecem milagre de tão incríveis.

Um deles é o da dona Therezinha de Freitas, de 89 anos, que voltou a andar depois de aderir ao óleo de CBD com alto teor de THC.

Outro é o de Ivo Suzin, que teve suas crises de agressividade controladas graças ao canabidiol.

Além do Alzheimer, há inúmeros casos de pacientes que obtiveram cura ou remissão de doenças como esclerose múltipla, autismo, depressão, ansiedade e até esclerose lateral amiotrófica.

Traz benefícios “por tabela”

A função principal do sistema endocanabinoide é promover a homeostase, ou seja, ele atua para recolocar o organismo em equilíbrio.

Talvez por isso, ao ser administrado como medicamento, o canabidiol acabe produzindo efeitos secundários benéficos.

É o que destaca o médico e pesquisador Dustin Sulak, segundo o qual, em 95% dos casos, o CBD produz algum tipo de melhora no estado de saúde, nem que seja apenas dormir melhor.

Outra evidência desses benefícios é uma pesquisa conduzida pela professora de Psiquiatria de Harvard, Dra. Staci Gruber

De acordo com o estudo com portadores de transtorno bipolar, foi observada melhora não só no humor, como na cognição e na qualidade do sono.

Não causa dependência

O CRR da OMS é bem claro em dizer em seu sumário (pág.6) que o CBD não exerce efeitos que indiquem potencial de criar dependência em humanos.

Talvez a crença de que ele causa dependência possa ser creditada muito mais à falta de informação, já que comumente se confunde CBD com THC.

Ademais, até mesmo no caso do THC, a dependência química só acontece quando ela é utilizada sem controle e de forma recreativa que, como sabemos, é ilegal no Brasil.

Na verdade, o que o CBD tem feito é ajudar no controle da dependência de medicamentos, principalmente opioides, cocaína e da própria maconha.

Quais doenças podem ser tratadas com o canabidiol?

oms canabidiol potencial terapeutico do canabidiol

O que é mais fascinante a respeito do CBD é a sua plasticidade. 

Poucas substâncias ou fitofármacos são tão potencialmente benéficos à saúde quanto esse canabinoide.

Até aqui, vimos que ele vem sendo utilizado com sucesso, a despeito da falta de provas irrefutáveis, no tratamento de doenças dos mais variados tipos.

De A a Z, ele vem se mostrando eficaz para controlar de autismo à obesidade, sendo também útil para tratar até do câncer e doença de Parkinson.

Também pode ser uma alternativa para pacientes que sofram de diabetes, esclerose múltipla e fibromialgia, fora a já conhecida aplicação no tratamento da epilepsia

Para saber mais, confira na lista abaixo as principais doenças que podem ser tratadas com CBD.

Clique nos links para acessar conteúdos exclusivos sobre cada uma delas.

OMS Canabidiol e ONU: Consequências dos avanços para indústria global de canabidiol

A partir do relatório da OMS, uma série de manifestações favoráveis ao uso do canabidiol em tratamentos médicos começaram a surgir.

Uma delas é a parceria, anunciada em 2019, dos laboratórios Pfizer, Bristol-Myers Squibb, e Biogen para a produção de canabinoides biossintetizados. 

Essa é uma forma de ampliar a oferta do composto que, segundo a International Cannabis Corp. (ICC), pode ser barateado dessa forma.

Esse é mais um dentre os muitos avanços esperados, não só na indústria farmacêutica como na legislação a respeito da Cannabis.

O que esperar então para os próximos meses e os anos que vêm pela frente?

Avanço nas pesquisas sobre Cannabis medicinal

A comunidade médica e científica ainda está em busca de respostas mais conclusivas sobre o CBD e os canabinoides em geral.

Desde 2018, quando a OMS se manifestou favoravelmente ao uso do canabidiol, não param de surgir estudos que apontam para a segurança do CBD como medicamento.

Um deles, liderado por pesquisadores da Universidade de San Diego, traz novas e importantes contribuições no sentido de elucidar a ação do CBD em casos de autismo.

Outro recente estudo promissor, conduzido por cientistas da Universidade de Utah, analisou os efeitos do CBD no cérebro de adultos, comparando os efeitos do CBD, THC e placebo em 40 indivíduos. 

Uso da Cannabis como medicamento

É verdade que, nos Estados Unidos, só é permitida pela FDA (espécie de Anvisa norte-americana) a venda do Epidiolex.

Já no Brasil, são dois os medicamentos encontrados em farmácias.

Ainda assim, espera-se que, já a partir de 2021, essa oferta seja ampliada, considerando que novas leis e portarias devem ser publicadas tanto pela Anvisa quanto pelos estados.

No Rio de Janeiro, por exemplo, foi aprovada em 2020 uma lei incentivando a pesquisa e o cultivo da Cannabis com fins medicinais.

Isso deve aumentar não só o acesso aos tratamentos como deve expandir as opções para as famílias que precisam importar medicamentos, opção nem sempre acessível em virtude dos preços elevados.

Preço do canabidiol

Os recentes avanços legislativos, no Brasil, devem levar a uma redução esperada de cerca de 75% nos preços dos medicamentos à base de CBD.

Nos Estados Unidos, onde a indústria de medicamentos à base de CBD é mais desenvolvida, é possível encontrar frascos de óleo de canabidiol full spectrum a US$ 40,00.

Embora essa seja uma realidade ainda relativamente distante para os brasileiros, é nesse nível que se espera chegar nos próximos anos. 

Isso considerando não só o aumento na demanda como a evolução na legislação.

Canabidiol comprar: Como funciona o processo atualmente?

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A oferta restrita de medicamentos à base de CBD, no Brasil, deixa a importação como única alternativa na maioria dos casos dos pacientes com epilepsia.

Felizmente, hoje o processo é relativamente rápido, embora ainda exija o cumprimento de alguma burocracia.

Veja então, na sequência, o que você precisa fazer para obter medicamentos contra epilepsia a partir do Brasil, recorrendo à Anvisa.

Prescrição médica

O primeiro passo é buscar uma consulta com um especialista, na qual o paciente receberá a indicação do remédio à base de CBD para epilepsia em receita padronizada.

Solicitação no site da Anvisa

Com a receita digitalizada, deve-se preencher o formulário da Anvisa, junto ao qual ela deverá ser anexada com cópias da identidade e comprovante de residência.

Resposta da Anvisa

Caso o pedido seja aprovado, o órgão emite a autorização para importação. 

Hoje, todo o processo pode ser concluído dentro de 10 dias.

Compra e entrega

É preciso, ainda, observar as restrições da Anvisa, que proíbe a aquisição de remédios de CBD que não sejam administrados via oral ou nasal. 

Ou seja, somente medicamentos que respeitem essa orientação podem ser comprados do exterior.

Uma alternativa para ganhar agilidade é o serviço de concierge da Tegra Pharma, sua melhor opção para comprar com comodidade e dentro dos limites legais.

OMS Canabidiol: O que a ciência já sabe tratamentos com CBD?

Antes mesmo do relatório da OMS, incontáveis instituições de ensino e de pesquisa na área médica já se debruçavam sobre estudos buscando comprovar os benefícios do CBD.

Veja alguns dos estudos mais destacados sobre o canabidiol no tratamento de doenças crônicas e outras condições.

Alzheimer

No estudo A Review on Studies of Marijuana for Alzheimer’s Disease – Focusing on CBD, THC, conduzido por pesquisadores da Coreia do Sul, sugere-se que o canabidiol é eficaz para tratar a demência em pacientes com Alzheimer.

Ansiedade

Já os pacientes com ansiedade têm no estudo Cannabidiol, a Cannabis sativa constituent, as an anxiolytic drug um importante ponto de apoio para reforçar a eficácia do CBD no tratamento desse distúrbio.

Esclerose múltipla

Por sua vez, uma pesquisa conduzida pela Universidade do Colorado, traz novas esperanças a pessoas que sofrem com esclerose múltipla.

De acordo com o estudo, o CBD reduz a espasticidade muscular, a dor e os processos inflamatórios associados à esclerose múltipla.

Efeitos adversos

Neste estudo sobre os efeitos adversos dos CBD, os autores Kerstin Iffland e Franjo Grotenhermen concluem que o perfil de segurança do CBD já está estabelecido de uma infinidade de maneiras. 

Autismo

Por sua vez, a pesquisa Real life Experience of Medical Cannabis Treatment in Autism: Analysis of Safety and Efficacy conclui que o CBD é eficaz para pacientes autistas. 

No estudo, após 6 meses de acompanhamento clínico, 86,6% dos participantes do estudo que utilizaram óleos à base de Cannabis optaram por continuar o tratamento. 

OMS Canabidiol: outros benefícios da liberação do canabidiol

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Com a esperada ampliação na oferta de medicamentos, cria-se a expectativa que o mercado brasileiro seja aquecido, o que levaria à redução de custos dos frascos de CBD.

Embora hoje seja possível importar sem grandes problemas, esse é um processo que pode ser pouco acessível para algumas pessoas.

É por isso que a liberação da venda de novos medicamentos com CBD no Brasil pode ser um importante passo para tratar uma série de doenças.

Conclusão

A atuação de órgãos como a OMS é indispensável para que a indústria em torno da Cannabis medicinal venha a ocupar o espaço que merece.

O posicionamento favorável manifestado em 2018, embora cauteloso, é um avanço a se celebrar. No entanto, ainda há muito o que fazer.

Parte do esforço está em disseminar informação útil para que o preconceito sobre o canabidiol seja finalmente superado.

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