Doença inflamatória intestinal pode ser tratada com Cannabis, apontam pesquisas

Entre as enfermidades testadas em estudo israelense, destacam-se a doença de Crohn e a colite ulcerosa – as duas formas mais comuns de doença inflamatória intestinal

Dores abdominais que não cessam. Diarreias ou constipações. Em casos mais graves, pode haver sangramento, cansaço, fraqueza e perda de peso. Pacientes com doença inflamatória intestinal convivem com esses sintomas. Trata-se de uma enfermidade crônica, causada por predisposição genética.

Para piorar, em 40% dos casos, os medicamentos disponíveis surtem pouco ou nenhum efeito. E, mais uma vez, segundo estudo israelense e americano, a Cannabis parece ser a saída para aliviar o sofrimento desses pacientes.

A doença

Causada por uma série de fatores, a doença inflamatória intestinal envolve um desequilíbrio nas respostas imunológicas do organismo.

Quando captam sinais de inflamação, as células começam uma briga contra o invasor. E liberam uma resposta imunológica agressiva. Só que isso pode causar um problema: danificar as células do intestino.

Em pessoas saudáveis, essas respostas imunológicas cessam antes de causarem grandes estragos. Em pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa, isso não acontece. E o corpo segue constantemente em guerra.

Daí vêm os sintomas, como as cólicas, diarreias e sangramentos. Os pacientes só se recuperam quando essas células voltam ao estágio de normalidade – e cessam as respostas imunológicas.

E a Cannabis pode reequilibrar as funções e desligar temporariamente esse mecanismo excessivo de proteção do organismo.

Tratamento com Cannabis

Foi o que mostrou um estudo de pesquisadores israelenses e americanos. Eles retiraram amostras de mucosa de áreas do cólon inflamado e não inflamado de 16 pacientes. “Cultivamos mucosa do intestino porque preservam a dinâmica de conversa cruzada entre todas as células do órgão”, explica o estudo. Em seguida, introduziram canabinoides nessas células, que deveriam interagiar com o recepter CB2, e esperaram por seis horas.

A proliferação de células epiteliais aumentou nas amostras inflamadas. Ou seja, as inflamações diminuíram e tecidos saudáveis voltaram a surgir.

Com a utilização de modelos humanos e in vitro, a pesquisa demonstrou que a manipulação do sistema canabinoide afeta as células do cólon e as características do secretoma, o que auxilia o sistema imunológico a combater as inflamações.

Estudos anteriores, como os da Universidade de Massachusetts e da Universidade de Bath, já apontavam que os endocanabinoides – a “Cannabis” que nosso próprio organismo produz – são eficazes no controle de inflamações gastrointestinais.

No entanto, esses estudos ainda não haviam testado as interações em células humanas, e sim em camundongos.

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