Sativa, indica e ruderalis: entenda os tipos de Cannabis

As três subespécies possuem o mesmo centro de origem, mas se adaptaram a diferentes regiões do mundo, conforme explica o engenheiro agrônomo Lorenzo Rolim. 

A Cannabis é uma das culturas mais antigas cultivadas pelo ser humano. Seus primeiros registros datam de 10 mil anos atrás, na China.

Com o passar de milênios, diversos tipos de Cannabis foram sendo catalogadas pela Biologia. Apesar das descobertas, feitas por taxonomistas de diferentes períodos históricos, a verdade é que só existe a espécie Cannabis sativa. É o que explica o engenheiro agrônomo Lorenzo Rolim, pesquisador da planta e proprietário de uma consultoria agronômica para indústrias de cânhamo industrial e Cannabis medicinal.

“Através do sequenciamento genético nuclear, hoje sabemos que indica e ruderalis são subespécies da sativa. Elas possuem um mesmo centro de origem, mas que se adaptaram a diferentes regiões do mundo”. 

Conheça as características da Cannabis sativa e suas subespécies:

Cannabis sativa

Encontrada principalmente em climas quentes e secos, com longos dias de sol, como na África, América Central, Sudeste Asiático e partes ocidentais da Ásia. São plantas altas e finas, que levam mais tempo para amadurecer. Geralmente, apresenta doses mais baixas de CBD e mais altas de THC.

Cannabis indica

Já a Cannabis indica é nativa do Afeganistão, Índia, Paquistão e Turquia e se adaptou ao clima das montanhas Hindu Kush. São plantas mais largas e baixas, que crescem mais rápido que a sativa, com níveis mais altos de CBD e menos THC.

Cannabis ruderalis

Há ainda uma outra subespécie de Cannabis menos abundante, a ruderalis. No entanto, esta não é amplamente utilizada, por não produzir tantos efeitos. Elas se adaptam a ambientes extremos, como Europa Oriental, regiões do Himalaia na Índia, Sibéria e Rússia. Possui pouco THC e quantidades maiores de CBD, mas pode não ser suficiente para produzir efeito medicinal.  

O agrônomo Lorenzo Rolim destaca ainda que, apesar das características diferentes das subespécies, não há estudos suficientes que comprovem que cada tipo seja bom para um ou outro sintoma.

“Não temos como dizer que a indica serve para náuseas e que a sativa não funciona. De modo geral, existem usos medicinais, mas não há como afirmar qual espécie trata diretamente determinado sintoma”.

Lorenzo tem pesquisado, nos últimos anos, a Cannabis e o cânhamo industrial, uma variedade da Cannabis ruderalis, com diversos usos industriais.

“O Brasil está deixando de fora algo com muito potencial financeiro para o país, por falta de vontade de política”, pondera.

O cânhamo pode ser utilizado na fabricação de papel, cordas, óleos, alimento animal, resina, cerveja e combustíveis, entre outros.

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