Porta de saída: o canabidiol no tratamento da dependência química em cocaína

Dependência Química em Cocaína

No Brasil, esse tratamento ainda é incomum. Psiquiatras costumam receitar antidepressivos e outras medicações também viciantes. Mas no Rio de Janeiro, um médico tem tido bons resultados com o CBD para dependentes químicos. Segundo o doutor Kocerginsky, o composto regula e modula os neurotransmissores sem causar adição

Evolutivamente, o homem desenvolveu no cérebro o que chamamos de sistema de recompensa, uma área encarregada de receber estímulos de prazer, transmitir essa sensação para todo o corpo e também desempenhar uma função importante para a preservação da espécie. 

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As drogas provocam grande estimulação nessa área por um tipo de curto circuito, provocando uma ilusão totalmente química de prazer. Em algumas pessoas, isso gera compulsão por uma série de motivos, tanto físicos como psicológicos. 

Com a repetição do consumo e desse super estímulo, as outras fontes naturais de prazer perdem o sentido por não promoverem tamanho bem-estar de forma imediata. Isso leva muitos usuários a comprometer a própria vida, uma vez que passam a dar a esses estímulos preferência quase absoluta. Para quem está de fora, fica difícil entender por que o usuário de cocaína, com a saúde deteriorada, não abandona a droga. Tal comportamento reflete uma disfunção do cérebro.

A segunda edição do Relatório Nacional de Álcool e Drogas, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou que 5,6 milhões de adultos e 442 mil adolescentes (entre 14 e 17 anos) admitiram ter consumido cocaína na forma de produtos derivados como crack, óxi e merla.

A cocaína trabalha como um facilitador de uma grande descarga de neurotransmissores na fenda sináptica de forma abrupta. E quando acaba o efeito, acontece o esgotamento desses neurotransmissores, o que causa a famosa “fissura”. Esses neurotransmissores estão ligados ao comportamento compulsivo: a dopamina, serotonina e o sistema opiáceo. 

Canabidiol no tratamento de dependência química

O sistema endocanibinoide é o grande maestro que rege os excessos e as faltas dos neurotransmissores. Como citicolina, adrenalina e noradrenalina. 

Já existem pesquisas sobre o potencial do canabidiol (CBD) como método eficaz para tratar o abuso de cocaína reduzir os desejos, restaurar a função cerebral e prevenir as recaídas. Existem evidências científicas convincentes que revelam que os efeitos do óleo de CBD podem ser um método eficaz no tratamento de alguns sintomas relacionados ao abuso de substâncias. 

Assim como a maioria das doenças crônicas, a dependência em cocaína geralmente apresenta períodos de recaída e remissão. Entre os benefícios do CBD estão não ser viciante nem psicoativo, além de servir como um ansiolítico associado ao vício.

O médico carioca Gilberto Kocerginsky, que atua com Cannabis medicinal desde 2014, tem obtido bons resultados no uso de CBD em pacientes com dependência química. 

Segundo ele, o CBD ajuda no controle dessas fissuras. A substância age no sistema endocanibinoide, que é o grande modulador desses neurotransmissores. Ele vai diminuindo gradativamente a vontade do usuário de procurar por essa sensação de euforia. Sua forma de atuação é a regulamentação dos próprios sistemas de neurotransmissores. 

Dr. Gilberto Kocerginsky

A capacidade do CBD é de regular os receptores de dopamina do corpo através do sistema endocanabinoide, um sistema que regula também a homeostase (pressão sanguínea, humor, ciclos de sono, etc.) através do sistema nervoso. Por esta razão, o canabidiol pode ser eficaz no alívio de sintomas de abstinência com efeitos colaterais mínimos

Atualmente, Kocerginsky está tratando um paciente com vício em cocaína. Segundo esse paciente, que prefere não se identificar, o CBD tem sido uma grande ajuda para diminuir a ansiedade e a sensação de tristeza que o faz procurar a droga. Porém, ele ainda sente a necessidade do uso da droga para ficar mais produtivo e não encontra isso no derivado da Cannabis. Essa é a sua principal dificuldade de suspensão total da droga.

Por outro lado, ele se sente muito mais calmo e com recorrências cada vez menores de consumo do pó. Sente que consegue controlar muito mais as “fissuras” e gradualmente retirar a cocaína da sua vida. O controle da ansiedade e da depressão que o CBD proporciona, com a modulação dos neurotransmissores, tem sido fundamental para o seu tratamento. Já na primeira semana de uso, ele teve um impacto com a diminuição de sua ansiedade, pois a dose foi muito precisa. 

O maior desafio do tratamento com CBD é acertar a dose que alcançará o efeito desejado em cada paciente. Cada um tem uma demanda diferente e uma necessidade ímpar. Kocerginsky enfatiza que o THC não pode ser usado de forma alguma para o tratamento de vícios e compulsões, pois ele possui um discreto potencial de causar dependência e também de esquizofrenia. Já o CBD apresenta total segurança para o tratamento de dependência química. Ele já é a primeira escolha para esse tratamento em alguns lugares da Europa e nos EUA. 

Um estudo recente do CBD, conduzido pelo Scripps Research Institute, em San Diego, descobriu que o CBD inflama os receptores de serotonina do cérebro. Determinou-se que essa interação com os receptores de serotonina estivesse diretamente relacionada à redução no comportamento de busca de drogas pelo usuário.

Neste estudo, o óleo foi administrado em ratos depois que eles eram se tornaram dependentes de álcool e cocaína. O que os resultados da pesquisa indicaram é que, mesmo cinco meses após o CBD deixar seus sistemas, os ratos não retornaram ao seu comportamento normal de busca de drogas.

No Brasil esse tratamento não é comum

Os psiquiatras tradicionais costumam receitar antidepressivos e outras medicações. O que pode acontecer é o usuário substituir um vício pelo outro. Já no caso do CBD, ele busca regular e modular os neurotransmissores sem causar nenhum tipo de dependência como alguns remédios tarjas pretas.  

Já sabemos dos efeitos positivos do CBD na ansiedade, depressão e compulsão. Mas, quando o assunto é cocaína, existe um elemento principal que impede a suspensão total do uso: o desejo. 

Atualmente, pesquisadores procuram avaliar os efeitos do CBD no desejo e recaída de cocaína. O desejo tornou-se um assunto de grande interesse, pois é um fenótipo intermediário confiável da recaída e um sintoma angustiante de dependência associada ao sofrimento.

De fato, mesmo após um período de abstinência, os indivíduos dependentes de cocaína permanecem vulneráveis ​​ao estresse e outros estímulos indutores de desejo, os quais, por sua vez, levam a intensas respostas fisiológicas e vários sentimentos negativos, como raiva e tristeza. 

Em suma, trabalhar para melhorar o tratamento do desejo pode não apenas ajudar a prevenir a recaída, mas também reduzir o sofrimento do paciente nos níveis emocional, cognitivo e fisiológico. 

O CBD é um canabinoide natural com um perfil de tolerabilidade favorável e ações neurobiológicas discretas, que estão ligadas a circuitos neurais intimamente envolvidos em transtornos de dependência. O vício em cocaína é caracterizado por fases alternadas de intoxicação e curta abstinência, seguidas por episódios recorrentes de desejo por drogas que resultam em angústia e recaída.

Existe na comunidade científica a hipótese de que o CBD, um canabinoide conhecido por suas propriedades de amplo espectro, seja um candidato farmacológico interessante para diminuir o desejo de cocaína e tratar também esse aspecto do vício na droga.

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