Cannabis medicinal no tratamento de artrite reumatóide

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A artrite reumatoide atinge aproximadamente 1% da população mundial, não tem causa conhecida, não tem cura e se não tratada pode levar até à imobilidade das articulações. Tratamento contínuo com medicação adequada é a única saída aos pacientes, e o canabidiol tem se apresentado como um importante analgésico que não traz efeitos colaterais.

No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas sofrem com a doença que atinge as articulações, geralmente a partir dos 40 anos. Porém, muitas vezes pessoas a partir dos 25 anos já começam a apresentar sintomas.

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Nas mulheres, a incidência é quase o dobro do que nos homens, iniciando-se principalmente na pré menopausa.

Como a doença afeta o corpo

É uma doença sistêmica crônica, inflamatória, que prejudica principalmente as articulações das juntas, causando dor, inchaço e rigidez. Se não tratada pode levar a deformidade e destruição das articulações por erosão do osso. Outro ponto importante, destaca o reumatologista Dr. Thiago Bitar Moraes Barros, é a perda de cartilagem:

“A cartilagem é uma película que reveste a articulação e a perda ocorre junto com um processo inflamatório. Por ser uma doença autoimune, ou seja, em que o sistema imune ataca o próprio organismo, não se sabe muito bem sua causa”.

O sistema imune é formado por uma rede de órgãos, tecidos e células especializadas e tem como função manter a integridade do organismo, protegendo-o de agressões, como uma infecção. Numa doença autoimune “os glóbulos brancos atacam o organismo da pessoa, sendo o principal alvo as articulações”, explica Bitar.

Com a progressão da enfermidade, os pacientes podem ter dificuldade de mobilidade e se ver incapacitados de realizar atividades básicas, tanto na vida diária quanto na profissional.

Como diagnosticar artrite no paciente

Por não ter um motivo claro para acometer um paciente, muitas vezes o médico precisa saber a história dos sintomas, quando começaram, sua evolução, etc. antes de chegar a uma conclusão sobre a doença.

Utiliza-se de alguns critérios para chegar a um diagnóstico de artrite. Verifica-se a incidência dos seguintes critérios :

  •  Rigidez matinal: rigidez articular durando pelo menos 1 hora. Um dos sintomas mais comuns da artrite reumatoide é a inflexibilidade de articulações ao acordar, geralmente nos dedos das mãos e de forma simétrica, ou seja, em ambos os lados do corpo;
  • Artrite de três ou mais áreas: pelo menos três áreas articulares com edema de partes moles ou derrame articular, observado pelo médico;
  • Artrite de articulações das mãos (punho, interfalangianas proximais e metacarpofalangianas);
  • Artrite simétrica;
  • Nódulos reumatoides;
  • Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. Ela é detectada através do exame de sangue VHS ou PCR;
  • Quando a doença está mais avançada, pode aparecer uma diminuição da densidade dos ossos perto das articulações, que é denominada desmineralização periarticular, além de deformidades nas juntas. Essas alterações radiográficas podem ser localizadas em exames de imagem (radiografias simples, ressonância magnética e ultrassom)

Características e alterações físicas provocadas pela doença

Além da rigidez matinal, algumas deformidades existentes nos dedos das mãos são características da artrite reumatoide e têm designações próprias como dedo em pescoço de cisne ou dedo em botoeira.

“Pode causar também alteração de pele, por meio de nódulos reumatoides, que ficam embaixo da pele”, exemplifica Bitar. Esses nódulos também podem aparecer em exames. 

Além disso, é “uma doença sistêmica, podendo atacar, em casos mais raros, órgãos como o pulmão e o coração”, ressalta.

Outro ponto em comum nos pacientes é a presença de dor nas juntas acometidas. Geralmente afetam os dois lados do corpo, mas às vezes com intensidade diferente; uma junta pode estar mais inflamada do que outras.

Como é o tratamento?

A artrite reumatoide não tem cura, apenas tratamento, que varia de acordo com o estágio e a gravidade da doença.

Muitos pacientes utilizam remédios para dor e anti-inflamatórios (paracetamol, ibuprofeno, diclofenaco) e corticoides. O problema é que esses medicamentos, quando usados de forma prolongada, podem causar diversos efeitos colaterais sérios.

Um estudo do European Heart Journal de 2017 mostrou que tanto o ibuprofeno quanto o diclofenaco (dois dos anti-inflamatórios mais utilizados no mundo), quando usados continuamente, podem levar a um risco de 31% maior de sofrer ataque cardíaco do que quem não toma a droga.

Já os efeitos colaterais pelo uso contínuo de corticoides incluem: cansaço, aumento dos níveis de açúcar no sangue, diminuição das defesas do corpo, agitação, insônia e, principalmente, inchaço.

“O tratamento de base são as drogas modificadoras da doença, aprovadas e orientadas pelo conselho da Sociedade Brasileira de Reumatologia, e das sociedades britânica e americana também”, explica Bitar. Segundo as diretrizes do órgão, a “Metotrexato é considerada entre as drogas modificadoras do curso da doença a melhor tolerada”.

“Na prática, esses são os remédios utilizados para restringir o uso do corticoide ou anti-inflamatório. Mas, se durante o tratamento repararmos que o paciente demora um pouco mais para conseguir os efeitos desejados, ou se ele usa muito analgésico, então, uma opção é a utilização do canabidiol, para poupá-lo desses medicamentos. Mas ele sempre é receitado como um auxiliar às drogas modificadoras da doença, nunca como um substituto”, ressalta o médico.

CBD como auxiliar no tratamento

“O CBD ainda é controverso na reumatologia. No caso da artrite reumatoide, apesar de, na teoria, ter uma função na regulação imunológica e inflamatória, como não há estudos conclusivos, acabamos usando como analgésico. Ajuda a controlar a dor do paciente”, avalia Bitar.

Segundo o médico, além de não apresentar risco de causar vício ou dependência, estudos já comprovaram a eficácia do canabidiol para atenuar dores físicas.

“Costuma ser uma droga bem tolerada, não é psicoativa, não tem contra-indicação”, ressalta. “O problema, por enquanto, ainda é o custo elevado”, lamenta o reumatologista.

Apesar disso, diz que tem pacientes fazendo uso de CBD há mais de dois anos, com respostas satisfatórias ao tratamento. 

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