Cannabis medicinal no combate ao diabetes

Uma pesquisa do National Health and Nutrition Examination Survey  concluiu que usuários de Cannabis possuem menor prevalência de diabetes. A pesquisa ainda aponta que, em geral, esse grupo tende a ingerir mais calorias do que não usuários, mas costumam apresentar um índice de massa corporal mais baixo.

Estudos com Cannabis parecem promissoras para combater a enfermidade que acomete cerca de 8,5% da população adulta mundial e que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é uma das doenças crônicas de maior impacto nos gastos com saúde

Quando o pâncreas não produz mais insulina suficiente ou o organismo não pode utilizar a insulina produzida, estabelece-se um quadro de diabetes. Em 2017, só nos Estados Unidos, dados da Associação Americana de Diabetes (ADA), apontam para um custo de 327 bilhões de dólares em procedimentos voltados para diabéticos. Como consequências do diabetes descontrolado estão: morte precoce, cegueira, doenças renais, infartos, acidente vascular cerebral e amputações. Por esta razão é que para estes pacientes é crucial administrar constantemente o nível de açúcar no sangue.

Como a Cannabis pode ajudar

O controle dos níveis de açúcar no sangue está associado à uma dieta com baixa ingestão de açúcar, a ingestão de medicamentos ou insulina e a prática de alguma atividade física, como a caminhada.

Recentemente, alguns estudos têm investigado a relação entre o uso da Cannabis e o impacto na saúde de diabéticos. Um deles, promovido pelo National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), dos Estados Unidos, concluiu que usuários de Cannabis apresentam uma menor prevalência de diabetes, mas que estudos futuros são importantes para mensurar os efeitos diretos da Cannabis sobre o diabetes.

A pesquisa ainda aponta que, em geral, os usuários de Cannabis tendem a ingerir mais calorias do que não usuários, mas costumam apresentar um índice de massa corporal (IMC) mais baixo. É o que observou empiricamente em sua prática de consultória, a médica e fundadora da International Cannabis Academy, Carolina Nocetti.

“Tive a experiência de receber alguns pacientes que vieram tratar outras doenças e acabaram desmamando o uso de hipoglicemiantes. Isto porque o usuário crônico de Cannabis têm uma circunferência abdominal menor do que aqueles que não usam. Existem estudos demonstrando que a Cannabis diminui a resistência insulínica, o nível de insulina melhora, ou seja, você precisa de menos insulina para fazer o mesmo efeito”, explica.

Trocando em miúdos

O professor e pesquisador israelense Raphael Mechoulam – que está na vanguarda da pesquisa científica da Cannabis – afirma que modular a atividade endocanabinoide pode ter potencial terapêutico em diversas doenças, diabetes é uma delas.

Uma falha no receptor CB1 – que influencia tanto o metabolismo da glicose quanto dos lipídeos – contribui para casos de obesidade, dislipidemia e diabetes do tipo 2. Como antagonista do receptor CB1, quando no organismo, o CBD é capaz de corrigir tais distúrbios metabólicos.

Em um estudo, a equipe do professor Mechoulam, demonstrou que ao serem alimentados apenas com carboidratos, a incidência de diabetes chegou a 86% entre os ratos não tratados com CBD, enquanto entre aqueles que receberam CBD, a incidência foi de apenas 30%.

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