Cannabis & Saúde

Oxalato de Escitalopram reações e efeitos colaterais: veja quais são

Oxalato de Escitalopram

Tem dúvidas sobre o Oxalato de Escitalopram, suas reações e efeitos?

Esse é um medicamento comum para parte da população que sofre de depressão e ansiedade.

Não é para menos, afinal, ainda que descoberto há pouco tempo, atua da mesma forma que os ansiolíticos e sedativos comuns, mas com algumas vantagens que fazem a diferença para os usuários.

Nesse aspecto, trata-se de uma droga muito bem-vinda, ainda mais porque a humanidade está cada vez mais ansiosa.

Segundo o site Our World in Data, da Universidade de Oxford, 3,8% da população mundial sofre de ansiedade, enquanto outros 3,4% têm depressão.

Somando as duas enfermidades, temos um total de 548 milhões de pessoas com pelo menos uma delas.

No Brasil, o quadro é muito preocupante, já que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 18 milhões de brasileiros estão ansiosos.

Esse número nos coloca na indesejável liderança do ranking mundial de países com os maiores índices dessa doença.

Nesse contexto, medicamentos com propriedades ansiolíticas, como o Clonazepam (Rivotril) e outros benzodiazepínicos, ganham cada vez mais popularidade.

A questão é que todo fármaco usado como tranquilizante apresenta reações adversas de relativa gravidade quando administrado por muito tempo.

E você, tem algum parente ansioso ou sofre com crises de pânico? Seja qual for o caso, este conteúdo pode ajudar.

A partir de agora, você vai conhecer mais a fundo o Oxalato de Escitalopram e os efeitos colaterais associados a ele.

Também vai entender como o canabidiol (CBD) representa uma alternativa segura no tratamento de transtornos como a ansiedade.

Siga em frente e boa leitura!

O que é Oxalato de Escitalopram?

O Oxalato de Escitalopram foi lançado em 2002 e sua patente pertence ao laboratório dinamarquês Lundbeck.

Ele é um fármaco indicado para o tratamento da ansiedade, depressão e de transtornos relacionados a essas doenças.

Classifica-se como um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS), por isso, seu uso só é permitido com recomendação médica e a compra é possível apenas com a retenção da receita.

Sendo um ISRS, o Escitalopram pode ser prescrito também para tratar de alguns tipos de transtornos de personalidade.

A função principal dessa classe de medicamentos é aumentar a concentração extracelular do neurotransmissor serotonina no corpo e no cérebro. 

Por sua eficácia, esse tipo de substância psicotrópica é, ao lado dos antidepressivos, o fármaco mais prescrito para tratar de distúrbios comportamentais.

O Oxalato de Escitalopram é indicado em quais situações?

Oxalato de Escitalopram

Tal como os demais ISRS, o Escitalopram é indicado para tratar principalmente da depressão, do transtorno de ansiedade generalizada, da síndrome do pânico e do TOC.

Em alguns casos, ele também pode ser prescrito para quadros de transtorno disfórico pré-menstrual, bem como de sudorese noturna e ondas de calor em consequência da menopausa.

Por ser um medicamento de uso controlado, ele não deve ser utilizado sem orientação e acompanhamento médico.

Afinal, como todo antidepressivo, o Escitalopram pode levar a algum grau de dependência e causar outros efeitos adversos, como veremos mais à frente.

Quando o medicamento é contraindicado?

Assim como qualquer fármaco controlado, o Oxalato de Escitalopram não é indicado para todas as pessoas.

Veja as informações que constam na sua bula:

“Não tomar o Oxalato de Escitalopram se você for alérgico a qualquer um dos componentes mencionados anteriormente.

Não tomar o Oxalato de Escitalopram se estiver em uso de medicamentos conhecidos como inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo Selegilina (usada no tratamento de mal de Parkinson), Moclobemida (usada no tratamento da depressão) e Linezolida (um antibiótico).

Não tomar o Oxalato de Escitalopram se você nasceu com ou teve um episódio de arritmia cardíaca (observado em eletrocardiograma, exame que avalia como o coração está funcionando).

Não tomar o Oxalato de Escitalopram se estiver em uso de medicamentos para tratamento de arritmia cardíaca ou que podem afetar o ritmo cardíaco.”

Percebe-se facilmente que não são poucas as contraindicações para esse medicamento, o que tem a ver com o fato de ele agir diretamente no sistema nervoso central (SNC).

Veja a seguir com mais detalhes como isso acontece.

Como o Oxalato de Escitalopram age no organismo?

A farmacodinâmica do Escitalopram tem como princípio ativo sua ligação a uma proteína que transporta a serotonina.

Dessa forma, ele age inibindo a sua recaptação por parte das membranas pré-sinápticas, que consistem em células cuja função é gerar e liberar sinais entre neurotransmissores.

Assim, é aumentada a quantidade de serotonina disponível no organismo, o que leva aos efeitos esperados no humor.

A exemplo da maior parcela dos medicamentos antidepressivos, o pico de sua atividade acontece em um prazo de duas a quatro semanas ou, em alguns casos, dentro de 240 dias.

Ao longo do tratamento, é necessário acompanhamento médico no sentido de monitorar eventuais efeitos colaterais e possíveis ajustes de dosagem.

Oxalato de Escitalopram reações: quais são as principais?

A quantidade de reações adversas associadas ao uso do Escitalopram variam.

De acordo com a sua bula, algumas são mais frequentes, outras mais difíceis de ocorrer.

Em mais de 10% dos casos, o medicamento causa dor de cabeça e náusea. 

Também podem acontecer, na proporção entre 1% e 10% dos pacientes, efeitos como:

  • Cansaço
  • Febre
  • Aumento do peso
  • Tremores
  • Boca seca
  • Dores articulares e musculares
  • Sinusite
  • Alterações no apetite
  • Tonturas
  • Inquietação
  • Dificuldades para dormir
  • Sonolência diurna
  • Sensação de picadas na pele
  • Diarreia
  • Constipação
  • Vômitos
  • Aumento do suor.

Também são relatados nessa proporção (entre 1% e 10%) distúrbios sexuais como redução da libido, disfunção erétil e retardo da ejaculação em homens.

Em mulheres, foram detectados problemas para alcançar o orgasmo.

Quais são os outros efeitos colaterais do Oxalato Escitalopram?

Além das reações mais comuns, também foram documentadas em testes algumas mais raras e que acometem até 1% das pessoas que tomam Escitalopram.

São elas:

  • Sangramento vaginal
  • Queda de cabelo
  • Perda de peso
  • Inchaços nos membros superiores e inferiores
  • Batimentos cardíacos mais acelerados
  • Sangramento nasal
  • Sangramentos gastrointestinais
  • Urticária
  • Eczemas e coceira
  • Ranger de dentes
  • Agitação
  • Nervosismo
  • Ataque de pânico
  • Confusão mental
  • Alterações no sono e no paladar
  • Pupilas dilatadas (midríase)
  • Barulhos nos ouvidos (tinnitus)
  • Distúrbios visuais.

Oxalato de Escitalopram reações: como substituir o medicamento por tratamentos mais naturais?

Vale destacar que o Escitalopram é considerado um antidepressivo avançado, porque, em relação aos outros, ele é o que apresenta a menor incidência de efeitos adversos.

Além disso, sua capacidade de causar dependência química é mais baixa, se comparada com medicamentos para tratar da depressão e transtornos de ansiedade.

Por que, então, uma pessoa descontinuaria o tratamento com essa substância?

Na verdade, embora tenha um potencial de gerar dependência menor, o Oxalato de Escitalopram não pode deixar de ser administrado sem acompanhamento médico.

Isso porque a interrupção repentina do tratamento pode causar efeitos colaterais, como tonturas, problemas de sono, ansiedade, entre outros.

Sendo assim, uma opção que vem ganhando popularidade como alternativa a esse medicamento é o canabidiol, que vamos conhecer a partir de agora.

O que é o canabidiol?

Oxalato de Escitalopram

Desde tempos imemoriais o homem tira proveito das muitas substâncias encontradas nas plantas do gênero Cannabis.

Estima-se que os primeiros registros do seu uso sejam datados na pré-história.

No entanto, as primeiras descobertas científicas modernas aconteceram somente no século XIX: no ano de 1840, um cientista conhecido por J.J. Schlesinger conseguiu extrair em laboratório o primeiro extrato ativo de cânhamo.

O outro grande salto só veio na década de 1960, quando o químico Raphael Mechoulam identificou e isolou os canabinoides THC e canabidiol (CBD). Vinte anos depois, a equipe do cientista descobriria que o corpo humano possui um sistema receptor e produtor destas substâncias, o sistema endocanabinoide.

Foi a partir dessa incrível descoberta que passamos a olhar mais de perto para a Cannabis e, mais especificamente, para os canabinoides, a principal classe de substâncias extraídas dessa planta.

Entre os mais de 100 tipos já catalogados pela ciência, destaca-se o canabidiol.

Ele se tornou uma espécie de “estrela” para a medicina, porque é, até agora, o canabinoide que reúne mais propriedades curativas e terapêuticas.

De fato, a julgar pelos incontáveis casos de pessoas que se recuperaram de doenças graves ou obtiveram alívio de sintomas quase sem cura, não é injustificada a fama.

Para que serve o canabidiol?

O canabidiol se destaca por ser um poderoso composto usado no tratamento de uma imensa lista de enfermidades.

Por isso, muitos cientistas e membros da comunidade médica defendem de forma apaixonada (mas não menos embasada cientificamente) o seu uso medicinal.

Para começar, raras substâncias na natureza servem para tratar tantas doenças ao mesmo tempo.

Algumas delas são:

Poderíamos estender ainda mais essa lista, mas, por essa breve amostra, não restam dúvidas de que o CBD é realmente um composto que vale a pena considerar.

Como veremos no tópico seguinte, o seu mecanismo de ação faz com que ele seja bem tolerado na maioria dos casos, com raros efeitos adversos.

Vamos conferir, então, de que forma o canabidiol promove benefícios à saúde e algumas das suas propriedades terapêuticas.

Como o canabidiol age no organismo?

Como você viu, o divisor de águas para a Cannabis medicinal foi a descoberta do sistema endocanabinoide.

É nele que atuam os canabinoides endógenos, que todos nós produzimos naturalmente.

Nesse caso, os endocanabinoides auxiliam em uma série de reações orgânicas e processos bioquímicos.

Destacam-se nessa classe de substâncias a anandamida e o 2-AG.

Mas se já produzimos os nossos próprios canabinoides, para que serve o CBD?

Acontece que o canabidiol, como todo fitocanabinoide, ou seja, um canabinoide derivado de plantas, age como um potencializador do que já fazem os seus “irmãos”.

Assim como os seus pares endógenos, ele se liga a dois receptores presentes na maior parte das células humanas, o CB1 e o CB2.

É com base nessa ligação que ele modula diversas funções desempenhadas pelos endocanabinoides, promovendo benefícios à saúde.

Isso porque o papel principal do sistema endocanabinoide é realizar a homeostase, ou seja, o equilíbrio das atividades orgânicas.

Significa que, quando uma reação demanda controle, ele atua suprimindo-a, enquanto reações deficientes podem ser estimuladas, se necessário.

Quais são os efeitos colaterais do canabidiol?

Não é apenas por ser efetivo no tratamento de inúmeras doenças que o CBD é um aliado da saúde humana.

Afinal, se fosse só por isso, todos os medicamentos conhecidos deveriam ser exaltados pelas suas propriedades.

O detalhe que faz toda a diferença, no caso do canabidiol, é ser uma substância em geral bem tolerada pelo organismo e com pouquíssimos efeitos colaterais.

Nesse aspecto, já existem estudos que sugerem a segurança em utilizá-lo como recurso terapêutico.

Um dos mais conhecidos é o Cannabidiol Adverse Effects and Toxicity.

Encampado por pesquisadores da Universidade de Roma e da Filadélfia, ele traz importantes revelações acerca do baixo risco oferecido pelo CBD.

Sua conclusão não poderia ser mais clara:

“(…) os possíveis fatores que contribuem para os efeitos colaterais do CBD são a potência dos medicamentos, a forma de administrá-lo (transdérmica, vaporizada ou oral), o uso em paralelo de outras drogas lícitas e ilícitas e as interações com outros remédios”.

Ou seja, o canabidiol, em si, não apresenta efeitos colaterais. Tudo vai depender, como concluem os pesquisadores, de aspectos externos.

Oxalato de Escitalopram reações: o que é preciso para comprar medicamentos à base de canabidiol?

Desde 2015, quando a Anvisa retirou o CBD da lista de substâncias proibidas, a legislação vem, gradativamente, ampliando as possibilidades de se adquirir produtos à base do composto.

A opção mais fácil e rápida é recorrer às farmácias e drogarias nacionais.

Nesse caso, a compra do canabidiol é feita como a de um remédio comum de uso controlado.

Para isso, basta apenas que a pessoa compareça ao estabelecimento com a receita médica, que será retida pela farmácia/drogaria.

No entanto, considerando a disponibilidade bastante reduzida de medicamentos de produção nacional, na maior parte dos casos, a solução é importar.

Veja, então, o que fazer do início ao fim do processo.

Prescrição médica

Como agora você já sabe, o CBD é um fármaco que só pode ser comprado mediante prescrição médica.

Dessa forma, a primeira medida a ser tomada para garantir sua aquisição é obter a receita, que deve ser emitida por um especialista ou clínico geral.

Por outro lado, nem todos os médicos brasileiros optam pelo canabidiol como alternativa de tratamento.

Sendo assim, fica a indicação da nossa lista de profissionais prescritores como opção para facilitar na busca por quem possa receitar CBD.

Solicitação junto à Anvisa

Uma boa notícia em relação ao processo de importação de produtos à base de canabidiol é que, hoje, ele é bem mais rápido do que foi no começo.

Se, há alguns anos, as pessoas podiam esperar até três meses para ter uma resposta da Anvisa, agora o órgão de vigilância sanitária se manifesta em até dez dias, em média.

Hoje, também são exigidos menos documentos, bastando somente a receita médica para fazer o pedido.

Outra facilidade bem-vinda é que o formulário para solicitação de importação de CBD encontra-se disponível online.

Vale destacar que o pedido pode ser feito pelo próprio paciente ou por seu representante legal autorizado por procuração.

Resposta do órgão

Depois que o pedido é protocolado online, resta esperar pela resposta da Anvisa que, como vimos, demora cerca de dez dias. 

Não deixe de observar, ainda, se o remédio a ser comprado faz parte da relação dos autorizados pela Anvisa.

Se o medicamento a ser importado não estiver nela, faça contato com a Anvisa para saber se é possível comprá-lo mesmo assim.

Compra e entrega

Com tudo pronto, você só precisa escolher de qual loja ou empresa vai importar o medicamento que precisa, na posologia indicada pelo médico.

Embora o processo possa ser feito por qualquer pessoa, nem sempre contamos com tempo ou conhecimento suficientes para dar conta de todas as etapas.

Clique e veja como comprar e importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

O Oxalato de Escitalopram é, como você viu ao longo deste conteúdo, uma das mais bem-vindas e recentes descobertas da indústria farmacêutica.

No entanto, da mesma forma como ocorre com outros medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, ele apresenta efeitos adversos a considerar.

Embora essas reações sejam menos graves e recorrentes do que se compararmos com outros fármacos do gênero, elas existem e não podem ser ignoradas.

Nesse ponto, o CBD ganha ainda mais força por todos os benefícios que ele promove e por ser muito menos perigoso para o organismo, com raros e mínimos efeitos indesejados.

Ainda assim, mesmo que seja seguro, seu uso deve ser sempre orientado e acompanhado por um médico especialista.

Como você também viu no texto, a indústria farmacêutica não para de evoluir.

Para ficar por dentro das últimas novidades, não deixe de acompanhar o portal Cannabis & Saúde.

Aqui, você encontra informações embasadas em estudos científicos sobre a medicina canabinoide.

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