Dr. Paulo Fleury: o uso do canabidiol no tratamento de autismo

Você conhece o trabalho do Dr. Paulo Fleury? Seu currículo fala por si, com grandes contribuições no tratamento do autismo. Descubra quem é esse profissional!
Dr. Paulo Fleury uso do canabidiol no tratamento de autismo

Você conhece o trabalho do Dr. Paulo Fleury? Seu currículo fala por si, com grandes contribuições no tratamento do autismo.

O grande destaque se deve justamente quanto à abordagem da doença, como vamos ver neste conteúdo.

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Não é de hoje que a concepção equivocada a respeito da Cannabis medicinal impede o avanço das pesquisas e da aceitação no mercado brasileiro.

Nesse aspecto, referências como Paulo Fleury vêm a ser essenciais para que governantes, profissionais de saúde e a população possam ser devidamente esclarecidos.

Se considerarmos, por exemplo, os recentes avanços legislativos em países vizinhos, como Uruguai e Colômbia, percebe-se que há um longo caminho a percorrer no Brasil.

Detalhe: ao longo de boa parte das últimas décadas, os colombianos se viram em meio a uma terrível guerra contra o narcotráfico, que só serviu para dizimar vidas.

Isso sinaliza que é possível mudar a abordagem em relação ao cultivo da planta para a produção de medicamentos contendo Cannabis em nosso país.

Nesse sentido, poucas figuras têm sido tão atuantes quanto o proeminente Dr. Fleury.

Acompanhe o texto até o fim e conheça o trabalho desse incansável defensor da saúde humana.

Dr. Paulo Fleury: quem é?

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 de Minas Gerais, instituição pela qual também fez seu doutorado em 2003.

Ao longo da sua carreira, destacou-se pela sua atuação no desenvolvimento de metodologias dedicadas à compreensão das condições de vulnerabilidade social e sua relação com a saúde.

Paulo Fleury é professor e consultor nas áreas de atenção e promoção básica da saúde, com foco no uso da informação, gestão, teoria social e filosofia.

Ele desenvolveu pesquisas e coordenou grupos de trabalho em instituições como a Fundação Estatal de Saúde da Família (FESFSUS), Instituto de Atenção Social Integrada (IASIN), Organização Pan Americana de Saúde e o Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Em meio a tantas atividades, ele também coordena pesquisas para desenvolver óleos à base de canabidiol (CBD) para crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

Óleo de canabidiol no tratamento de autismo: o que dizem os estudos do Dr. Paulo Fleury?

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Embora mais estudos sejam necessários, a ciência tem hoje provas suficientes para, pelo menos, sugerir o uso do canabidiol no tratamento de diversas doenças.

Uma delas é o autismo que, como você acaba de ver, é o foco das pesquisas mais recentes do Dr. Paulo Fleury.

Ele é o líder do grupo de pesquisadores ligados à UFMG que assina o estudo Effects of CBD-Enriched Cannabis sativa Extract on Autism Spectrum Disorder Symptoms: An Observational Study of 18 Participants Undergoing Compassionate Use (Efeitos do extrato de Cannabis sativa enriquecido com CBD no tratamento dos sintomas de TEA: um estudo observacional de 18 participantes).

Na pesquisa, destaca os benefícios do CBD e do tetrahidrocanabinol (THC) ao tratar do autismo em crianças e adolescentes, enfatizando seus poucos efeitos colaterais, quando comparado com os medicamentos convencionais.

Os 18 pacientes testados, todos na faixa etária entre 6 e 17 anos, receberam, ao longo dos 150 dias de tratamento, doses mínimas de 2,9mg, podendo chegar a 3,6mg diários.

Os resultados foram avaliados ao longo dos meses por meio de questionários aplicados a cada 30 dias, nos quais se buscou avaliar os seguintes aspectos:

  • Déficit de atenção / hiperatividade (TDAH)
  • Transtornos do comportamento
  • Déficits motores
  • Déficits de autonomia
  • Déficits de comunicação e interação social
  • Déficits cognitivos
  • Distúrbios do sono
  • Convulsões.

Veja, então, a conclusão à qual o grupo de pesquisa chegou:

“Os resultados apresentados aqui, tomados em conjunto, apoiam a noção de que muitos sintomas de autismo estão associados à hiperexcitabilidade neuronal e indicam que o extrato de Cannabis enriquecido com CBD produz efeitos positivos em vários sintomas autistas, sem causar os efeitos colaterais típicos encontrados em portadores da doença medicados com outros fármacos. A maioria dos pacientes neste estudo melhorou os sintomas mesmo após o desmame supervisionado de outras drogas neuropsiquiátricas.”

Como o canabidiol pode ser útil no tratamento de pacientes com autismo?

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Além da contribuição acadêmica, o Dr. Paulo Fleury ainda exerce uma militância das mais engajadas na defesa da Cannabis medicinal.

Focado sempre na defesa das camadas mais frágeis da população, ele publicou também uma cartilha educativa sobre Cannabis, orientando a respeito das propriedades dessa incrível planta.

Logicamente, entre as doenças que ele aponta como passíveis de tratamento com as substâncias extraídas dela, está o autismo.

O médico destaca novamente os benefícios do CBD, considerando os “efeitos positivos na estabilização de atividade neuropsíquica alterada com melhora dos sintomas (de crises convulsivas e insônia até hiperatividade e crises psicocomportamentais) e significativo impulso ao desenvolvimento global”.

Portanto, argumentos sólidos não faltam para que as autoridades de saúde e governo endossem o uso de canabidiol no tratamento dessa doença, de causas ainda misteriosas.

Afinal, além de eficaz, o CBD é útil no tratamento do TEA em virtude dos seus efeitos adversos mínimos em relação aos fármacos tradicionalmente prescritos.

Para quem sofre desse distúrbio de comportamento, isso significa mais qualidade de vida e, para pais e responsáveis de crianças autistas, a felicidade de verem seus filhos levando uma vida normal.

Quais são as propriedades terapêuticas do canabidiol?

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Nunca é demais relembrar que, além de ser útil no tratamento do autismo, o canabidiol tem diversas propriedades que o tornam indicado nos cuidados de outras doenças.

Embora ainda sejam necessários mais estudos conclusivos e testes até que ele seja enfim chancelado pela indústria farmacêutica, as evidências hoje são bastante promissoras.

Não podemos menosprezar também a experiência milenar que sociedades antigas já tinham com a Cannabis medicinal – estima-se que há pelo menos 10 mil anos ela venha sendo cultivada com finalidades terapêuticas.

A barreira para a disseminação do seu uso, como vimos logo no início deste conteúdo, é a falta de informação e a criminalização.

É preciso, portanto, distinguir o consumo recreativo de maconha do uso dos canabinoides extraídos da planta.

Essa é uma das bandeiras defendidas pelo Dr. Paulo Fleury, que também milita a favor da Cannabis em função das suas propriedades terapêuticas, como descritas a seguir.

Estabilizador de humor

Transtorno bipolar, depressão e ansiedade são distúrbios de humor cujos tratamentos podem ser feitos à base de canabidiol.

Uma evidência disso é a pesquisa Multiple mechanisms involved in the large-spectrum therapeutic potential of cannabidiol in psychiatric disorders.

No estudo, destaca-se a função do CBD como estabilizador de humor em diversos casos documentados.

Anti-inflamatório

O Ministério da Saúde alerta, em um artigo publicado em 2016, sobre os riscos do uso dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).

Segundo o levantamento que embasa o conteúdo, constatou-se que 8,5% da população brasileira fez uso desse tipo de medicação há, pelo menos, 15 dias antes de participar do estudo. 

Portanto, há sinais de uso recorrente por essas pessoas, que disseram usar AINEs para aliviar febre e dores pelo corpo.

A questão que se levanta é que, tomando tais fármacos indiscriminadamente, elas se expõem aos possíveis efeitos colaterais associados a eles.

Entre os mais perigosos estão o aumento da pressão arterial e a redução nos níveis de prostaglandinas

Sendo assim, o CBD aparece como uma alternativa segura, como aponta o estudo Cannabinoids as novel anti-inflammatory drugs.

A pesquisa sugere que, além dos efeitos terapêuticos, o canabidiol apresenta reações adversas em menor proporção, já que é mais tolerado pelo organismo do que os remédios tradicionais.

Analgésico

Pessoas que usam analgésicos estão sujeitas a riscos parecidos com os dos usuários de AINEs.

Uma publicação no site do Hospital Sírio Libanês alerta sobre os potenciais danos à saúde ao administrar analgésicos. 

Entre os mais perigosos estão os iminentes danos ao fígado, um risco elevado para os que ingerem doses altas de paracetamol, por exemplo.

Para que esses danos sejam evitados, o CBD vem a ser uma opção segura no sentido de minimizar a dor associada a algumas doenças, tal como aponta o artigo A Cross-Sectional Study of Cannabidiol Users.

Neuroprotetor

O papel do canabidiol no tratamento da epilepsia é bastante documentado e reconhecido, inclusive pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ele ajuda a evitar as convulsões associadas à doença e reduz a frequência das crises, entre outros benefícios.

A razão para isso é o efeito neuroprotetor do CBD, como sugere a pesquisa Review of the neurological benefits of phytocannabinoids.

No estudo, os autores Jeff Bost e Joseph Maroon dissertam sobre mais essa propriedade do canabidiol, apresentando evidências da sua ação no organismo.

De acordo com os pesquisadores, ele age inibindo a neurotransmissão, impedindo a atividade desordenada dos neurônios típica dos ataques epilépticos.

Relaxante muscular

Em virtude dos seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, o CBD também vem a ser um relaxante muscular dos mais poderosos.

Tal propriedade terapêutica é descrita no estudo Cannabinoids in the management of difficult to treat pain.

Na pesquisa, destaca-se ainda o papel de outro canabinoide, o Canabigerol, como substância eficaz no tratamento da espasticidade, um problema que acomete portadores de esclerose múltipla e fibromialgia.

Como o canabidiol age no organismo do paciente?

O divisor de águas para a ciência e a medicina em relação ao uso do canabidiol foi a descoberta do sistema endocanabinoide por Raphael Mechoulam.

A ciência descobriu que é no sistema endocanabinoide humano (ECS) que se localizam os receptores canabinoides CB1 e CB2.

Eles estão presentes em diversos tecidos humanos, com grande predominância nos terminais nervosos, em que ajudam a regular a função sináptica.

Nos processos em que os canabinoides estão envolvidos, eles podem atuar como agonistas dos receptores CB1 e CB2, emulando os efeitos dos endocanabinoides.

Cabe destacar que todos nós produzimos esses canabinoides internos, cuja função principal é manter o organismo em homeostase (equilíbrio).

Estudos com camundongos comprovaram que, em doenças ligadas ao sistema nervoso e motor, como a esclerose múltipla, o CBD pode ajudar a melhorar a coordenação motora.

Esse efeito, como outros exercidos pelo canabidiol, é creditado à sua interação com os receptores de canabinoides distribuídos pelo corpo e pelos órgãos internos.

Tratamentos para autismo: medicina tradicional x medicina alternativa

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O autismo tem sido o foco das pesquisas mais recentes do Dr. Paulo Fleury não por acaso.

Primeiramente, por essa ser uma doença que, segundo a OMS, afeta uma em cada 160 crianças em todo  mundo.

O grande desafio para a medicina é que não se conhecem substâncias eficazes para tratar especificamente da enfermidade.

O que se faz hoje é o controle de parte dos seus sintomas por meio de uma abordagem mista.

Por exemplo, para minimizar sintomas como hiperatividade, compulsividade, agressividade e dificuldade para aceitar respostas negativas, são indicados fármacos como aripiprazol, risperidona e clozapina.

Também são recomendadas mudanças na dieta, já que a medicina sabe que substâncias como corantes e a caseína são prejudiciais aos autistas.

Paralelamente, ainda podem ser prescritas consultas com fonoaudiólogos a fim de melhorar a capacidade de se expressar verbalmente.

Já o tratamento com CBD, como vimos no tópico sobre as pesquisas do Dr. Fleury, apresenta diversos benefícios que podem complementar as opções convencionais.

Quais são os efeitos colaterais do uso do canabidiol no tratamento de autismo?

Vimos anteriormente que as pesquisas do Dr. Paulo Fleury apontam para a segurança do CBD no tratamento do autismo.

Se comparado aos medicamentos de praxe, o canabidiol apresenta bem menos efeitos adversos.

Outra evidência disso é o estudo Experiência da vida real no tratamento do autismo com Cannabis medicinal: análise da segurança e eficácia.

Liderado por ninguém menos que Raphael Mechoulam (que foi quem isolou pela primeira vez o CBD nos anos 1960), nele, concluiu-se que o CBD apresenta baixo risco de efeitos colaterais, já que apenas 25,2% dos pacientes com TEA tratados tiveram esse tipo de reação.

Qual é o custo médio do tratamento de autismo com canabidiol no Brasil?

Profissionais de saúde como o Dr. Paulo Fleury lutam pela legalização do cultivo de Cannabis por diversos motivos.

Um deles é que, se a matéria-prima para medicamentos com CBD estivesse disponível no Brasil, os custos de produção e de venda seriam drasticamente reduzidos.

Portanto, o custo do tratamento leva em conta principalmente a dificuldade de se obter remédios para autismo à base de canabidiol no país, sendo a maioria importados.

Nesse caso, é preciso considerar todos os custos inerentes à compra no exterior, como tarifas alfandegárias, impostos e o próprio câmbio.

Onde encontrar médicos que prescrevem tratamento de autismo com canabidiol?

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A equipe do Portal Cannabis & Saúde conhece as dificuldades pelas quais pacientes, familiares e amigos de pessoas com problemas graves de saúde têm que lidar.

Um deles é encontrar profissionais prescritores de CBD, nem sempre acessíveis pelos meios usuais.

Por isso, disponibilizamos gratuitamente um serviço de consulta com um médico prescritor de Cannabis medicinal online.

Aproveite e agende a sua consulta com rapidez e praticidade.

Conclusão

Defensores da Cannabis medicinal como o Dr. Paulo Fleury são, como vimos, imprescindíveis.

Além de ajudar a disseminar informação útil sobre as propriedades terapêuticas da planta, eles ainda atuam no sentido de fazer com que os órgãos de controle façam sua parte.

Você também pode fazer a sua, lendo, informando-se e compartilhando este artigo nas suas redes sociais.

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