Cannabis & Saúde

Dor Crônica: Causas, Diagnóstico e Tratamento com Cannabis

Descubra quais são as possíveis causas da dor crônica, os sintomas, tipos e como funciona o tratamento à base de cannabis.
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A dor crônica faz parte da vida de muitos brasileiros, que precisam conviver com ela dia sim, dia não.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed), essa é uma condição que atinge 37% da população, o que não deixa de ser um dado preocupante.

Afinal, quem sente dores tem dificuldades em desempenhar atividades produtivas e, não menos importante, sofre prejuízo na qualidade de vida.

O que fazer, então, quando a dor se manifesta de maneira incessante e, aparentemente, nenhum tratamento surte efeito?

Talvez uma boa resposta para isso esteja na Cannabis medicinal, recurso terapêutico que vem sendo utilizado com eficácia no cuidado das mais variadas formas de dor.

Portanto, caso você sofra com algum tipo de processo doloroso ou tem familiares que passam por esse problema, a leitura deste conteúdo é indispensável.

Avance para descobrir como enfrentar a dor crônica.

O que é dor crônica?

Dor crônica é toda aquela que se prolonga ou se repete por mais de três meses após a cura de uma lesão ou permanece em ferimentos não curados.

Ela é classificada no CID-10 pelos códigos:

  • R52: dor não classificada em outra parte
  • R52.0: dor aguda
  • R52.1: dor crônica intratável
  • R52.2: outra dor crônica
  • R52.9: dor não especificada.

Quando a dor é considerada crônica?

Convenciona-se que uma dor pode ser classificada como crônica quando ela continua por mais de três meses, independentemente de tratamento.

No entanto, há quem prefira dar um prazo mais amplo, categorizando uma condição dessa forma apenas quando ela se manifesta sem parar por mais de seis meses.

Assim, pessoas que sofrem com questões de saúde que não podem ser curadas em curto prazo, como câncer, hérnia de disco, artrite ou problemas articulares, são as maiores vítimas desse tipo de mal.

Uma característica da dor crônica é que ela também pode se apresentar por razões psicológicas.

Indivíduos com depressão ou submetidos a estresse podem vir a sentir dores sem uma razão aparente, por exemplo.

Certos comportamentos também colaboram para a continuidade da dor, por isso, a prescrição de um tratamento depende de uma minuciosa investigação médica.

Qual é a diferença entre dor aguda e dor crônica?

Existem diversos tipos de dores e, em alguns casos, pode ser difícil saber qual é a diferença entre elas.

A dor aguda, por exemplo, pode ser facilmente confundida com a crônica.

Primeiramente, é preciso ressaltar que a dor, por si só, é um mecanismo utilizado pelo corpo humano para alertar sobre algo que não está bem.

Sendo assim, ela será aguda sempre que tiver a função de servir como um sinal.

É o que acontece, por exemplo, quando topamos em uma pedra ou sentimos dor no estômago por ter comido algo estragado.

Logo, é uma dor que desaparece no momento em que a sua causa principal é eliminada.

Situação diferente ocorre com o tipo crônico, já que, nesse caso, a dor não é o sintoma, mas a própria doença.

A dor na coluna causada pelo câncer ou pela enxaqueca é um exemplo dessa modalidade de dor.

Qual é a diferença entre dor crônica e fibromialgia?

A dor crônica, como vimos, caracteriza-se dessa forma por ser não o sinal de uma doença, mas a própria enfermidade.

Um exemplo de dor crônica é o que acontece com pessoas que sofrem de fibromialgia, uma das síndromes mais “misteriosas” que a medicina conhece. Portanto, a fibromialgia é um tipo de dor crônica.

Essa condição se manifesta por dores corporais que não têm uma causa aparente.

É como se o cérebro estivesse em um estado permanente de alerta, sem que haja um motivo para tanto.

Logo, acredita-se que a fibromialgia seja uma espécie de “descalibragem” do cérebro que leva a alertas falsos, embora a dor seja real.

Seria como um alarme veicular acionado sem nenhum motivo aparente.

Por isso, quem sofre dessa condição reclama da chamada dor difusa, que não se manifesta com mais intensidade em um local exato.

Ou seja, é uma situação diferente da dor crônica, que em geral pode ser atribuída a um ou mais problemas de saúde específicos.

Possíveis causas da dor crônica

Usualmente, a dor tem origem neuropática, isto é, surge em virtude de lesões no nervo, causadas por traumas ou compressão.

Também existe a chamada dor nociceptiva, que se caracteriza por estímulos malignos em alguma parte do corpo.

É o que acontece, por exemplo, nas lesões ocasionadas por traumas sucessivos ou por problemas como a tendinite.

Por outro lado, o tipo neuropático pode ter fontes que não sejam traumas.

Pessoas diabéticas, por exemplo, estão propensas a desenvolver essa modalidade de dor, cuja origem são as lesões em virtude do não tratamento da condição, acometendo principalmente as pernas.

Desse modo, é preciso ter muita atenção, já que a dor crônica pode ser a manifestação de outra doença grave e que, se não for tratada, tende a piorar com o tempo.

Sintomas atrelados à dor persistente

Dependendo da origem e da causa, a dor crônica pode vir acompanhada de outros sintomas, como acontece em pessoas portadoras de fibromialgia.

Para elas, normalmente, a dor é acompanhada de insônia, depressão e a chamada síndrome das pernas inquietas.

Esse último traço se caracteriza pelo desconforto nos membros inferiores ao deitar, o que leva o doente a sentir vontade de colocar-se em movimento para aliviá-lo.

Já a dor no peito (mais especificamente do lado esquerdo), deve ser tratada com mais cautela.

Isso porque as dores da angina, ou seja, que sinalizam a isquemia cardíaca, usualmente são acompanhadas de dores difusas do lado esquerdo do tórax, que irradiam pelo braço esquerdo.

Por sua vez, nem sempre o incômodo na mama, em mulheres, indica que há algum tipo de câncer.

Ele pode ser, por exemplo, sinal de doença fibrocística, que se caracteriza por dores cíclicas, portanto, que vêm e vão em intervalos mais ou menos regulares.

Tipos de dor crônica

As causas dos diferentes tipos de dor crônica são bastante variadas, por isso, os médicos costumam considerar a possibilidade de elas terem origens físicas ou psicológicas.

Aqui, vale destacar o que diz a International Association for the Study of Pain (IASP), segundo a qual “dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com dano tecidual real ou potencial”.

Ou seja, há tanto o componente físico quanto o emocional na experiência da dor, o que pode dificultar a identificação da sua origem real.

A propósito, de acordo com a IASP, é considerada dor crônica toda aquela que se manifesta, sem interrupção, por mais de 30 dias.

Há diferentes abordagens para classificação dos tipos de dor, cada uma segundo uma perspectiva distinta.

No entanto, em geral, elas podem ser definidas das formas que detalhamos a seguir.

Fisiopatológica

A IASP considera que a dor crônica fisiopatológica se manifesta de duas maneiras.

Veja quais são abaixo.

Dor nociceptiva

Causada por lesões nos tecidos corporais, a nociceptiva é um resultado da estimulação dos receptores da dor nos locais danificados.

Ela é, em geral, ocasionada por feridas, queimaduras, fraturas e qualquer outro tipo de trauma que possa levar os tecidos corporais a se romper ou se desfazer.

Normalmente, a dor nociceptiva pode ser leve, aguda, intensa ou latejante, e tudo vai depender do grau de profundidade da lesão que ela sinaliza.

Dor neuropática

Já a dor neuropática tem início não no dano em si, mas em problemas no próprio sistema nervoso, responsável por transmitir os impulsos de dor.

Sendo assim, ela se caracteriza por ser desproporcional à lesão à qual está vinculada – isso quando ela não se manifesta sem nenhuma origem definida.

Dor mista

Por sua vez, a dor mista representa um desafio a mais para a medicina, porque, como o nome indica, é uma combinação dos dois tipos fisiopatológicos.

Ela pode ter, ainda, características da chamada dor nociplástica, que tem origem em alterações na nocicepção.

Assim sendo, a dor mista é bem mais complexa de ser detectada e diagnosticada, já que, via de regra, está associada a duas doenças ou mais.

Como funciona o diagnóstico da dor crônica?

A primeira providência ao se buscar o diagnóstico da dor é medir a sua intensidade.

Nesse caso, utiliza-se a Escala Visual Analógica (EVA) para avaliar tal potência.

Trata-se de um exame em que o paciente assinala a força dos sintomas em uma escala de 0 a 10, na qual zero corresponde à ausência de dor e o dez equivale à pior dor possível.

Em seguida, a condição é classificada de acordo com a escala Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and Signs (LANSS).

Essa medição vai de 0 a 24 pontos e conta com duas seções: uma que avalia os aspectos qualitativos e outra que diz respeito aos elementos sensitivos de uma dor qualquer.

A dor mista, por exemplo, é toda aquela situada entre 8 e 16 na escala LANSS, como é o caso da ciática e da oncológica.

Dor crônica tratamento

Em virtude dos diferentes tipos de dor, das possíveis origens, da intensidade e dos sintomas associados, naturalmente, os recursos terapêuticos aplicáveis variam a cada quadro.

Normalmente, naqueles em que a condição tem seu foco no sistema nervoso, o tratamento se baseia em medicamentos antidepressivos, como a nortriptilina e a amitriptilina.

Também podem ser prescritos antiepilépticos, como a gabapentina, pregabalina e carbamazepina.

Em último caso, podem ser indicados analgésicos e opioides, opções consideradas nas situações em que a dor não melhora com as alternativas já destacadas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tratamento da dor crônica, seja qual for o seu tipo, deve ser feito conforme uma escala.

Nela, o médico prescreve, inicialmente, fármacos de ação mais branda, cuja dose, intensidade ou modalidade pode ser alterada de acordo com as respostas do paciente.

Tratamentos convencionais para dor crônica

Essa escala medicamentosa, por sua vez, segue a tabela abaixo:

Dor (intensidade)Medicamentos
1 – LeveAnalgésicos, como dipirona ou paracetamolAnti-inflamatórios, como ibuprofeno ou cetoprofeno
2 – ModeradaAnalgésicosAnti-inflamatóriosOpioides fracos, como tramadol ou codeína
3 – IntensaAnalgésicosAnti-inflamatóriosOpioides fortes, como morfina, metadona, oxicodona e fentanil transdérmico

Seja qual for o nível de intensidade da dor, junto ao tratamento, podem ser empregadas ainda terapias auxiliares, que são capazes de proporcionar alívio de maneira eficaz e duradoura.

Entre as principais opções, estão:

  • Antidepressivos, como amitriptilina
  • Relaxantes musculares, como ciclobenzaprina
  • Antiepiléticos, como gabapentina.

Tratamento para dor persistente com Cannabis

Vimos que, em alguns casos, podem ser prescritos os sempre arriscados opioides para tratar da dor quando ela é forte demais ou não tem suas causas totalmente identificadas.

Nesse sentido, uma alternativa aponta para a Cannabis medicinal, cada vez mais utilizada por conta da sua eficácia e dos poucos efeitos adversos gerados.

No estudo Uso de Canabinóides na Dor Crônica e em Cuidados Paliativos, por exemplo, são destacados os benefícios terapêuticos do CBD no alívio de náuseas e vômitos em pessoas submetidas à quimioterapia.

Por sua vez, no ensaio Current evidence of cannabinoid-based analgesia obtained in preclinical and human experimental settings, os autores concluem que:

“(…) drogas à base de Cannabis ainda podem ser úteis para alívio da dor intratável e de algumas doenças envolvendo forte neuroinflamação, como esclerose múltipla, doença de Huntington e/ou espasmos musculares e rigidez.”

Qual médico procurar para tratamento de dor com Cannabis?

O tratamento da dor tem relação com o local em que ela se manifesta.

Se for nas articulações ou nos músculos, por exemplo, o normal é que o ortopedista seja procurado.

Mas se a dor for nas costas, em um ponto mais difuso, pode ser que outros especialistas tenham que ser acionados.

Afinal, pode haver uma infinidade de causas, o que pede uma investigação mais profunda.

Dependendo do caso, um oncologista pode ser indicado, ou mesmo um reumatologista, como acontece nos quadros de pacientes com fibromialgia.

No entanto, em geral, o neurologista é o profissional mais capacitado para detectar os focos da dor e as suas origens, além de apontar os possíveis tratamentos.

Essa indicação é reforçada principalmente nos cenários de dor neuropática, seja qual for a sua intensidade.

De qualquer forma, vale frisar que o tratamento de uma dor crônica, em certos casos, exige uma conduta multidisciplinar.

Desse modo, médicos de diferentes especialidades atuam juntos a fim de indicar a melhor abordagem.

Como conseguir prescrição para tratamento de dor com Cannabis?

Em certos casos, o tratamento para a dor crônica pode ser retardado, já que, como vimos, um diagnóstico preciso pede mais tempo para ser realizado.

Ainda assim, em muitas situações, os médicos podem prescrever medicamentos que não surtem efeito ou deixam de ser eficazes depois de certo tempo.

É nesse ponto que há pessoas que optam pelo canabidiol (CBD), em geral indicado como recurso quando todos os tratamentos convencionais falham.

Por isso, se você pretende antecipar esse tipo de terapia, converse com o seu médico, usando o que aprendeu aqui para argumentar a favor da Cannabis medicinal.

Mas, em alguns casos, talvez o profissional resista à ideia, preferindo manter as suas convicções a respeito dos tratamentos tradicionais.

Assim, nossa sugestão é para que você acesse a área do portal Cannabis & Saúde na qual é possível encontrar o médico prescritor de Cannabis especialista na patologia que você gostaria de tratar.

Para isso, basta apenas preencher o formulário online do médico escolhido, em seguida, você irá receber um e-mail confirmando o agendamento da sua consulta.

Como comprar remédios à base de Cannabis?

A compra de fármacos à base de CBD, desde que tenham sua venda permitida nos estabelecimentos brasileiros, é igual à de qualquer outro remédio controlado.

Desse modo, só é necessário comparecer ao local com duas vias da receita e fazer a aquisição normalmente – aqui é importante destacar que a farmácia vai reter uma das vias da prescrição.

No entanto, a oferta de CBD ainda é bastante restrita no Brasil, sendo o mais usual recorrer à importação de medicamentos.

Nesse caso, basta seguir o processo que detalhamos nos tópicos abaixo.

Prescrição médica

A aquisição de remédios à base de canabidiol começa na consulta médica, na qual o especialista indica o medicamento conforme as necessidades do paciente.

Pedido junto à Anvisa

Tendo a receita em mãos, um comprovante de residência e identidade, o comprador deve acessar o site da Anvisa para envio da documentação e preenchimento de um formulário.

Resposta do órgão

Uma vez que o pedido foi feito online, é só aguardar pela resposta do órgão de vigilância sanitária, que deve chegar no prazo de, aproximadamente, 10 dias.

Se o retorno for positivo, a autorização de importação é emitida.

Compra e entrega

Sempre respeitando os limites da Anvisa, que proíbe a compra de medicamentos de CBD que não sejam administrados via oral ou nasal, pode ser feita a aquisição do produto do exterior.

Para maior comodidade, utilize o serviço de concierge da Tegra Pharma, que realiza todo esse trabalho para o paciente, cumprindo todas as etapas legais exigidas.

E para escolher o medicamento, temos mais uma dica.

Clique aqui e veja como importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

O tratamento da dor pode ser complexo e, em alguns casos, exigir um tempo que nem todos têm.

Assim sendo, a Cannabis medicinal surge como uma possibilidade segura, já que não oferece os mesmos riscos dos opioides, por exemplo.

Por isso, se você, algum amigo ou familiar sofre com dores, considere essa alternativa.

E para continuar a par dos últimos avanços da medicina em tratamentos com CBD, não deixe de acompanhar os conteúdos publicados aqui, no portal Cannabis & Saúde.

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