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Hipertensão Arterial: entenda como o CBD pode ser usado para tratar

A hipertensão arterial (HTA) é um problema de saúde que permanece assintomático na maior parte do tempo.

Dessa forma, trata-se de uma condição das mais perigosas porque, quando ela acarreta problemas de saúde, normalmente, são complicações graves ou fatais.

Não por acaso, governos e entidades estão o tempo todo alertando para os riscos que essa doença silenciosa pode causar.

Anualmente, são creditadas à hipertensão arterial pelo menos 200 mil mortes no Brasil.

Um número bastante elevado e até certo ponto surpreendente, considerando que a doença pode ser evitada com relativa facilidade.

Isso nos leva a concluir que tem faltado informação que ajude as pessoas a tomarem decisões melhores a respeito da sua própria saúde.

Por isso, neste conteúdo, você vai conhecer melhor que condição é essa, o que ela causa, como prevenir-se e o que fazer quando ela é diagnosticada.

Não deixe de ler até o fim para descobrir também como o canabidiol (CBD) ajuda pacientes em tratamento. 

Se você não for hipertenso, é possível que amigos, familiares e parentes próximos possam precisar das informações que traremos a partir de agora. 

O que é a hipertensão arterial?

A hipertensão arterial (CID 10 – I10) se caracteriza pelo estado no qual a pressão das artérias se mantém elevada de forma contínua.

Trata-se de uma condição que, em geral, não apresenta sintomas, sendo classificada em sua forma primária quando não tem causa detectada, ou secundária, quando há uma causa definida.

Estima-se que, no Brasil, 60% da população acima de 65 anos sofra de hipertensão arterial.

De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), 30% das população mundial é portadora dessa condição, totalizando mais de um bilhão de indivíduos.

A entidade alerta que a hipertensão é o principal fator de risco para problemas como Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, renal, demência e arritmia.

Como se pode perceber, não dá para brincar quando se trata do cuidado com a pressão que, em pessoas do grupo de risco, deve ser aferida regularmente.

Consultas regulares ao médico cardiologista ou angiologista também são recomendadas para essas pessoas, especialmente se há na família histórico da doença.

Qual é a principal causa da hipertensão?

Os dois tipos de hipertensão conhecidos são classificados conforme suas respectivas causas.

O mais recorrente deles, afetando cerca de 90% das pessoas portadoras, é a hipertensão primária, na qual as causas não podem ser apontadas.

Nesse caso, uma soma de fatores concorre para configurar a doença, dentre os quais os mais importantes são as alterações cardíacas.

Acredita-se que, quando o coração entra no chamado débito cardíaco, passe a bombear mais sangue por minuto, o que leva ao aumento na resistência das artérias (constrição).

Outro fator que leva à hipertensão primária é o acúmulo de sódio nas células, somado à redução de compostos que induzem à dilatação arterial.

Por sua vez, a hipertensão secundária atinge em torno de 10% dos portadores, os quais vêm a se tornar hipertensos em virtude de certos problemas de saúde ou disfunções.

Doentes renais, pessoas com distúrbios hormonais e o abuso de certos fármacos, por exemplo, são algumas das possíveis causas de hipertensão secundária.

Seja como for, quando se trata de hipertensão, o melhor a se fazer é prevenir, evitando sempre que possível os fatores de risco para a doença.

Há fatores de risco para o surgimento da hipertensão arterial?

O lado bom dessa história é que a hipertensão arterial pode ser evitada com a mudança de certos hábitos .

Isso, claro, se a pessoa estiver disposta a adotar práticas que demandam alguma disciplina.

Com o tempo, o novo estilo de vida deixa de ser um esforço, passando a ser algo natural e até prazeroso.

Isso vale principalmente para as pessoas que estejam enquadradas nos fatores de risco para a doença.

Entre elas, estão as pessoas pretas, as quais acredita-se serem mais propensas a desenvolver HTA em virtude de fatores sociais e genéticos.

Outro grupo de risco para a enfermidade é formado pelas pessoas com histórico familiar da doença. 

Quanto mais membros da família com hipertensão, maiores as chances de vir a desenvolvê-la.

O consumo de sal é também um fator de risco dos mais sérios. Por isso, a OMS recomenda a ingestão diária de, no máximo, 5 gramas do produto.

Além desses, são considerados como fatores de risco para HTA:

  • Tabagismo
  • Álcool
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Idade
  • Colesterol elevado
  • Uso de anticoncepcionais orais.

Quais são os sintomas da hipertensão arterial?

A HTA é uma condição extremamente perigosa porque, como você agora já sabe, ela é assintomática.

Sendo assim, a pessoa que não tem o hábito de ir ao médico ou de medir a pressão pode se tornar hipertensa sem nem se dar conta disso.

Evidentemente, esse é um risco muito maior para aquelas que fazem parte dos grupos de risco citados no tópico anterior.

No entanto, quando não se manifesta causando complicações graves, a doença pode, sim, apresentar alguns sintomas.

Entre eles, destacam-se falta de ar, náuseas, ânsia de vômito, dor de cabeça e fadiga.

Em certos casos, pode acontecer edema (inchaço) cerebral, resultando em sonolência, confusão mental e até em coma, configurando a encefalopatia hipertensiva.

Por aumentar o esforço cardíaco, a HTA pode levar ao rompimento das válvulas e artérias do coração, causando dores abdominais e no tórax.

Se isso acontecer, a pessoa precisa ser conduzida imediatamente para o hospital para receber os primeiros socorros.

Mas o sinal de alerta vai para os casos de hipertensão não tratada, quando não raro surgem complicações.

Uma delas é o aumento no tamanho do coração que, ao fazer esforço extra para bombear sangue, tem suas paredes aumentadas e endurecidas, levando à arritmia e à insuficiência.

Uma das complicações mais graves é o AVC, que leva a sequelas graves como paralisia, cegueira e perda de coordenação motora e da fala, podendo ser fatal.

Além dela, a HTA pode apresentar como complicação a insuficiência renal e até causar demência vascular.

Quais exames são realizados para diagnosticar a hipertensão arterial?

Sendo uma enfermidade cuja característica é a pressão arterial elevada de forma permanente, o principal exame para detecção da HTA é a medição da pressão.

Tendo em vista o diagnóstico da doença, é preciso seguir um protocolo para essa medição, segundo o qual a pessoa deve estar em repouso, além de não ter ingerido cafeína ou fumado por, pelo menos, meia hora antes.

O procedimento deve ser repetido quantas vezes o médico entender que seja necessário para o diagnóstico.

Na impossibilidade de fazer diversas medições, pode ser indicado o uso de um monitor de pressão por 24 horas. 

Esse aparelho afere a pressão diversas vezes ao dia, ajudando não só a apontar para a HTA como a estabelecer o quão grave o quadro está.

O médico precisa ter muito tato para discernir, ainda, possíveis resultados de pseudo-hipertensão. 

Isso acontece em geral com pessoas idosas, cujas artérias do braço mais rígidas podem induzir a leituras equivocadas.

É preciso ainda mais atenção à chamada hipertensão mascarada, situação em que a pressão arterial parece ser normal, quando na verdade ela está alta.

Trata-se de um caso em que é impossível detectar a HTA, a menos que a pessoa tenha apresentado uma das complicações associadas à doença. 

Nesse cenário, uma nova medição em casa pode vir a apontar para um aumento na pressão.

É possível prevenir a hipertensão arterial?

Sendo uma doença que não manifesta sintomas, a HTA representa um risco grave, pois nunca se sabe quando a pessoa vai sofrer suas complicações.

Isso reforça ainda mais a necessidade de preveni-la, adotando medidas relativamente simples e um estilo de vida saudável.

O que vale aqui é o custo-benefício envolvido. 

Será que vale mais a pena comer aquela gordurinha do churrasco todo fim de semana ou viver mais anos para ver filhos, netos e sobrinhos crescerem?

Se você acha que a segunda opção é mais interessante, então, pode começar desde já a prevenir a HTA, evitando a ingestão de sal e gordura, além do consumo de álcool e fumo.

Também ajuda nesse sentido a prática de exercícios e, claro, o monitoramento constante da pressão arterial, de preferência por um profissional de saúde.

O uso de medicamentos à base de CBD para tratar a hipertensão arterial

Quando a HTA já está estabelecida, não resta alternativa a não ser apelar para os medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos e vasodilatadores.

Embora possam ser administrados com relativa segurança, via de regra, eles causam efeitos adversos expressivos.

Para os homens, por exemplo, há o risco de perda de potência sexual e da libido, já que o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais é comprometido.

Portadores de HTA idosos devem ser acompanhados ainda mais de perto, já que, para eles, o risco de sofrer efeitos adversos com a medicação é maior.

Esses riscos vem levando médicos a considerarem com mais cuidado a adoção de tratamentos alternativos, entre os quais se destaca a prescrição do canabidiol.

O que é o CBD?

Conhecido pelo acrônimo CBD, o canabidiol é um dos mais de 100 canabinoides que podem ser extraídos das plantas pertencentes à família cannabaceae.

O canabidiol é conhecido pela humanidade há milhares de anos, sendo utilizado há pelo menos 6 milênios no combate a doenças.

Essa é uma substância terapêutica que não exerce quaisquer efeitos psicoativos e que vem revelando grande eficácia no tratamento de uma série de doenças.

O mais interessante é que, embora conhecido há tanto tempo, foi apenas nos anos 1960 que o canabidiol viria realmente a ganhar a importância que lhe é merecida.

Foi nessa época que o célebre químico e pesquisador Raphael Mechoulam viria a descobrir o sistema endocanabinoide e os receptores CB1 e CB1, além dos neurotransmissores anandamida e 2-AG.

Como funciona o tratamento da hipertensão arterial com CBD?

Resumidamente, a principal função do sistema endocanabinoide no corpo humano é fazer com que o organismo se mantenha no equilíbrio de suas funções.

Quando ingerido, o CBD entra na corrente sanguínea, onde atua em sinergia com os endocanabinoides por meio dos receptores CB1 e CB2.

É nesse ponto que ele pode ajudar a tratar da HTA, já que atua controlando a pressão sistólica e diastólica.

Um estudo feito na Universidade de Nottingham em 2017 testou os efeitos do CBD em humanos, chegando à seguinte conclusão:

“Nossos dados mostram que uma única dose de CBD reduz a pressão arterial de repouso e a resposta da pressão arterial ao estresse (…)”

Efeitos colaterais do CBD

Além dos riscos que a HTA traz por si só, é preciso considerar também os potenciais efeitos adversos dos medicamentos convencionais prescritos em seu tratamento.

Nesse sentido, o CBD ganha ainda mais pontos, pois, além de eficaz, ele apresenta um perfil de risco muito menor.

Embora exista sempre alguma chance de haver efeitos colaterais, no caso do canabidiol eles são realmente remotos, se comparados com os fármacos de praxe.

Como sugere um estudo realizado por cientistas americanos e italianos, esses efeitos dependem mais da dosagem de CBD e das interações com outros medicamentos.

Por que iniciar o tratamento de hipertensão arterial com CBD?

Não se brinca com uma doença silenciosa que, quando se manifesta, pode ser fatal.

Assim sendo, apostar todas as fichas nos fármacos comuns pode não ser a melhor opção, considerando seus potenciais efeitos colaterais e limitações de eficácia.

Portanto, o CBD vem a ser uma alternativa viável, em virtude da sua efetividade como relaxante e ansiolítico, além do risco reduzido de efeitos adversos.

Isso sem contar que se trata de uma substância que interage naturalmente com o organismo, sendo em geral muito bem tolerado.

Felizmente, a Anvisa permite que ele seja comercializado no Brasil desde 2015, mesmo que sob certas condições e algumas restrições, como vamos explicar ainda neste texto.

Onde encontrar médicos que prescrevem CBD?

Não há como adquirir CBD no Brasil sem a prescrição de um médico.

Isso porque a compra só pode ser feita mediante a apresentação da indicação feita por um especialista.

Embora as pesquisas estejam avançando a passos largos, elas ainda não são conclusivas e, por isso, uma parcela dos médicos brasileiros se mostra reticente quanto ao CBD.

Por essa razão, encontrar um profissional que o indique pode ser um desafio extra para quem sofre de HTA e outras doenças crônicas.

O portal Cannabis e Saúde tem como missão levar informação sobre a medicina canabinoide e facilitar, dentro dos limites legais, o acesso à Cannabis medicinal.

É por isso que disponibilizamos uma lista atualizada de médicos prescritores de canabidiol, divididos por especialidade e região. 

Agende online sua consulta ou, se preferir, marque atendimento presencial.

Onde e como comprar medicamentos à base de CBD?

Passados mais de cinco anos desde que o CBD saiu da lista de substâncias proibidas, são ainda restritas as opções de medicamentos contendo canabidiol de produção nacional.

Isso faz com que a via da importação seja a mais recorrente para sua aquisição que, em casos pontuais, pode acontecer por meio do cultivo autorizado pela Justiça.

De qualquer forma, a importação do CBD só pode ser feita com a permissão da Anvisa, via solicitação online pelo portal do governo federal.

Para dar início ao processo, é indispensável a receita médica, documento sem o qual o pedido de importação não pode ser deferido.

A receita é fundamental, mas não é tudo. 

Com ela, você poderá dar entrada por conta própria no processo de importação, sempre sujeito a burocracias. 

Como importar canabidiol: passo a passo

Veja na sequência os passos a serem seguidos para obter CBD dentro dos parâmetros determinados pela Anvisa no Brasil.

1. Consulta médica

O primeiro passo é a consulta com um médico que se disponha a prescrever medicamentos à base de CBD, dependendo das necessidades do paciente.

2. Solicitação à Anvisa

De posse da receita, o paciente/comprador deverá preencher o formulário disponível no site da Anvisa

Para isso, precisará antes ter cadastro no site do governo e apresentar em seguida documentos como cópia da identidade e comprovante de residência. 

3. Autorização da Anvisa

Em um prazo médio de 10 dias, a agência emite a resposta e, caso o pedido seja aprovado, é liberada a autorização para importação.

4. Compra e entrega

Com a autorização em mãos, é possível fazer a compra do exterior, sempre observando as regras da Anvisa, que só autoriza medicamentos administrados via oral ou nasal.

Uma alternativa mais rápida e cômoda é fazer uso do serviço de concierge da Tegra Pharma, pelo qual a empresa cuida de todo o processo de importação do início ao fim para o paciente, incluindo a autorização junto a Anvisa.

Clique e veja como importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

A hipertensão arterial é um mal silencioso e que, se não for tratado, pode levar a problemas graves de saúde.

Para evitá-la, o ideal é adotar um estilo de vida equilibrado, principalmente no que diz respeito à alimentação.

Nesse sentido, o consumo de gorduras, açúcares, sal e de substâncias como álcool e tabaco deve ser evitado.

Para os casos em que a hipertensão é crônica, o CBD vem a ser uma escolha segura para restabelecer o bem-estar e uma pressão arterial em níveis saudáveis.

Como os idosos são os mais afetados, é preciso que seus familiares tomem a iniciativa de apoiá-los, sugerindo bons hábitos e facilitando o acesso à informação.

Uma maneira de fazer isso é indicando a leitura deste artigo.

Não deixe, ainda, de acessar mais conteúdos desenvolvidos pela equipe de especialistas do portal Cannabis & Saúde.

Aqui, você se informa sobre os avanços mais recentes da medicina canabinoide para ajudar quem mais precisa.

Redação Cannabis & Saúde

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