Como reconhecer os sintomas de Autismo em crianças, jovens e adultos

Autismo Adulto quais sao sintomas em adultos

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento neurológico que se caracteriza por dificuldades de comunicação e interação social e também pela presença de comportamentos repetitivos ou restritos. O autismo não têm cura. No entanto, é possível suavizar seus sintomas.

Em geral, o transtorno surge ainda nos primeiros anos de vida. Em grande parte dos casos, o diagnóstico ocorre, em média, aos 4 ou 5 anos de idade. Mas o transtorno ainda acomete adolescentes e adultos, que passam a ter, principalmente, dificuldade de socializar e de dar ou receber afeto.

Acompanhe a seguir e entenda como identificar os sinais e quais são os principais tratamentos para Autismo em crianças, jovens e adultos!

O que é Autismo?

O Autismo é uma condição médica e neurológica, marcada por dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processo de comunicação, na interação e no comportamento social. Inúmeras são as causas do Autismo, como complicações no parto ou no período neonatal.

O transtorno pode ser classificado em grau leve, moderado ou grave, a depender do apoio que a pessoa precisa para realizar as atividades mais comuns do dia a dia. O Autismo afeta cada indivíduo de modo e nível diferente, tendo uma ampla variedade de sintomas e características.

Ao contrário do que se pode imaginar, as pessoas com Autismo não apresentam um aspecto físico diferenciado, no entanto, as alterações ocorrem por meio da expressão e do comportamento. Muitas vezes, os indivíduos se isolam devido à sensibilidade alterada, transmitindo a impressão de viver em outro mundo.

O Autismo, por ser uma condição neurológica, não tem cura. Mas quanto antes for diagnosticado, mais chances a pessoa tem de receber um tratamento especializado e, consequentemente, melhor será o seu desenvolvimento. O Autismo acomete indivíduos de todas as classes sociais, idades e etnias.

Quais são os sintomas do Autismo?

Em geral, os primeiros sintomas do Autismo se manifestam até os 3 anos de idade. O transtorno é um distúrbio multifatorial, ou seja, envolve uma série de fatores genéticos e ambientais. O progresso do Autismo se dá por conta de anormalidades cromossômicas, representadas por variações no segmento de DNA.

Os sinais normalmente são aparentes no período inicial de desenvolvimento, no entanto, ainda é difícil distinguir o Autismo de outros transtornos psiquiátricos. Os déficits sociais e os padrões comportamentais podem não ser reconhecidos até que a criança seja incapaz de atender às demandas sociais, educacionais ou ocupacionais.

Hoje, o Autismo é reconhecido pelas seguintes características, que podem se apresentar em conjunto ou isoladamente:

  • isolamento social que despreza, exclui e ignora o que vem do mundo externo;
  • insistência obsessiva, com movimentos e barulhos repetitivos e estereotipados;
  • elaborados rituais e rotinas;
  • fixações e fascinações altamente direcionadas e intensas;
  • escassez de expressões faciais e gestos;
  • não olham diretamente para as pessoas;
  • utilização anormal da linguagem;
  • boas relações com objetos;
  • ansiedade excessiva;
  • não adquirem a fala ou perdem a anteriormente adquirida.

Devido à diversidade de sintomas, muitas vezes os médicos têm dificuldade de ter um diagnóstico preciso do Autismo. Os sinais são observados ainda na infância, no entanto, a condição neurológica também pode afetar jovens e adultos. Grande parte dos quadros de Autismo são genéticos, mas é possível tratar alguns sintomas com o uso de medicamentos e fármacos específicos.

A irritabilidade, a insônia, a ansiedade e a desatenção, por exemplo, são sintomas que podem ser amenizados por meio do acompanhamento de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, ou seja, um conjunto de diferentes equipes médicas.

Quebra-cabeça colorido é o símbolo do autismo

Como identificar os sinais e sintomas do Autismo?

O Autismo acompanha comportamentos específicos e variados que podem ocorrer em cada indivíduo. Com isso, é possível identificar as mesmas alterações em níveis leves, moderados e graves. O grau de intensidade do transtorno reflete diretamente na qualidade de vida e nas interações da pessoa com Autismo.

Dentro das características do Autismo também está a dificuldade do desenvolvimento neurológico em algumas áreas específicas, como a imaginação, a socialização e a comunicação. A comunicação, por exemplo, é afetada na expressão da linguagem falada e gestual. Metade dos indivíduos com Autismo não conseguem ter uma fala compreensível.

Diversas pessoas recebem o diagnóstico apenas na idade adulta, muitas vezes por pensar que a deficiência intelectual ou o déficit na linguagem são fatores relacionados à timidez e à sensibilidade. Por isso, muitas vezes quem tem o transtorno é considerado antissocial, que não gosta de conviver com outras pessoas.

É possível detectar o Autismo por meio de alguns comportamentos e características, como dificuldade na comunicação verbal e não verbal, em manter ou desenvolver relacionamentos e ter apego à rotinas ou padrões ritualizados. Nos adultos, os principais sinais são: isolamento social, falta de empatia, insônia, hipersensibilidade a cheiros, sons e visões, entre outros.

No entanto, os sintomas podem variar a depender do grau de intensidade do transtorno. Veja a seguir quais são as principais características do Autismo leve, moderado e grave.

Sintomas de Autismo leve

O Autismo leve se refere à pessoas com alterações do transtorno, mas que conseguem realizar praticamente todas as atividades diárias, como se comunicar, escrever, ler, exercer cuidados básicos de maneira independente, como comer e se vestir. O Autismo de grau leve muitas vezes é identificado por volta dos 2 ou 3 anos, quando a criança começa a interagir.

No entanto, mesmo que leve, o Autismo deste tipo se caracteriza por problemas na comunicação, dificuldades de socialização, alterações de comportamento, entre outros. O tratamento para o Autismo leve é feito por meio de fonoaudiologia e psicoterapia, uma vez que ajuda o paciente a se desenvolver e a interagir melhor com as pessoas.

Sintomas de Autismo moderado

Já no nível de Autismo moderado, as pessoas apresentam dificuldade considerável para se comunicar de forma verbal e não verbal. Ou seja, as habilidades sociais ficam limitadas, sendo facilmente percebidas por outros indivíduos. Da mesma forma, as funções cognitivas são reduzidas, impactando a interação e o relacionamento.

Em geral, tais comportamentos interferem diretamente no cotidiano da pessoa, uma vez que o autista chega a apresentar aflição para mudar o foco ou a ação. O indivíduo já demonstra déficits marcantes na conversação, tendo respostas reduzidas e limitadas que geram disfunções sociais significativas.

Sintomas de Autismo grave

Autismo grave é o nível mais extremo do transtorno. Nesse caso, os autistas precisam de apoio nas tarefas do cotidiano, por exemplo, para se vestir, se alimentar e realizar a higiene pessoal. Portanto, pessoas com Autismo grave não são capazes de viver de maneira independente.

Os principais sintomas comportamentais do Autismo grave são problemas na comunicação verbal, com pouca ou nenhuma fala, funcionamento cognitivo e mental prejudicado, comprometimento nas capacidades sociais e comportamentos inadequados. Em geral, autistas graves gostam de ficar sozinhos e apresentam um alto nível de deficiência intelectual.

Quais os sintomas do Autismo infantil?

Os sinais do Autismo não são de fácil percepção em crianças, no entanto, alguns sintomas podem ser identificados inicialmente em atendimentos clínicos especializados, por meio de observações nas capacidades cognitivas e comportamentais. A presença do transtorno se manifesta nos primeiros meses de vida, ao longo do desenvolvimento infantil.

Mesmo assim, as manifestações nem sempre são evidentes. Para ter, de fato, um diagnóstico preciso do Autismo infantil, é fundamental perceber se a criança apresenta características atípicas, como déficits na comunicação e na interação social, comportamento padronizado, atrasos na linguagem, dificuldade de estabelecer comunicação verbal e não verbal, entre outras.

Geralmente, o Autismo infantil é caracterizado por linguagem repetitiva, ausência de atividades lúdicas ou de imitação social, interesse em padrões rígidos e intensos, e desinteresse pela troca de experiências com outras crianças.

A identificação dos sintomas é um passo fundamental para ter um diagnóstico preciso, até porque é por volta dos 3 anos de vida que o comportamento autista demonstra seus primeiros sinais.

O quanto antes forem percebidos, maiores são as possibilidades de intervenções de sucesso. É importante ter em mente que determinados sinais não são suficientes para confirmar o Autismo, pois eles podem ser apenas traços da personalidade da criança. O indicado é buscar por um pediatra para realizar uma avaliação mais precisa.

Como identificar sintomas do Autismo em jovens e adultos?

Os sintomas do Autismo em jovens e adultos geralmente ficam mais evidentes na interação e na comunicação social. Em muitos casos, não há grandes prejuízos no desenvolvimento cognitivo, intelectual ou mental. Por isso mesmo pode ser difícil identificar os sinais neste público.

No entanto, o Autismo em jovens e adultos também varia conforme o grau de comprometimento funcional que a pessoa apresenta. Ou seja, quando o indivíduo tem um nível leve do transtorno, pode ser desafiador concluir um curso, trabalhar, manter um relacionamento e uma vida social padrão.

Os principais sintomas do Autismo em jovens e adultos são os seguintes:

  • dificuldade de compreender regras sociais;
  • desconforto ou estranheza ao dar e receber afeto;
  • prefere falar de assuntos muito específicos;
  • uso de linguagem muito formal e inadequada ao ambiente;
  • encara a vida de forma muito prática e objetiva;
  • apresenta resistência ao sair da rotina;
  • ansiedade excessiva;
  • interesse em coisas materiais;
  • apresenta desempenho acima do comum em determinadas atividades;
  • incômodo intenso com barulhos e ambientes agitados;
  • dificuldade em falar sobre seus sentimentos e compreender as emoções dos outros.

Seja qual for o nível de Autismo, é fundamental que os jovens e os adultos sejam direcionados para tratamentos específicos para superar algumas limitações. Tais iniciativas podem melhorar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar, possibilitando interações sociais mais saudáveis e uma melhor comunicação com as pessoas ao seu redor.

Quais são os principais tratamentos para Autismo?

Em geral, o tratamento de Autismo leva em consideração três principais fatores: a idade, o início do tratamento e o grau de comprometimento dos aspectos afetados, como linguagem, interação social e funcionamento cognitivo.

Não há intervenções e tratamentos completamente eficientes para o Autismo atualmente. Basicamente, o que os especialistas buscam melhorar são as habilidades de interação social e de linguagem, com o objetivo de torná-las mais funcionais.

A fonoaudiologia, por exemplo, tem como foco orientar a comunicação e a linguagem dos autistas, oferecendo programas específicos, como terapia da fala e análise comportamental aplicada. A ideia é potencializar tanto a linguagem verbal quanto a não verbal, permitindo que o paciente se torne mais espontâneo ao iniciar um diálogo.

Um dos maiores propósitos dos diferentes tratamentos de Autismo é intervir e diminuir os comportamentos estereotipados e repetitivos. O intuito é, justamente, aperfeiçoar as capacidades comunicativas e interacionais, possibilitando que o autista se afirme como sujeito.

O tratamento farmacológico é outra opção para atenuar comportamentos indesejáveis do Autismo. Medicamentos específicos são administrados a fim de interferirem, por exemplo, no déficit de atenção, na hiperatividade e na debilidade das agitações motoras.

Os medicamentos anticonvulsivantes são utilizados com frequência pelo público autista. A ideia é diminuir ao máximo a incidência das convulsões e, nesse ponto, a Cannabis medicinal oferece contribuições significativas.

Como a Cannabis medicinal pode ajudar no tratamento para Autismo?

A utilização do Canabidiol (CBD), um dos componentes da Cannabis medicinal, se apresenta como uma terapia complementar no controle do Autismo. O medicamento auxilia os pacientes em diversos sintomas comportamentais do transtorno, como distúrbios do sono, convulsões, hiperatividade, insônia e ansiedade.

Isso porque a Cannabis contém centenas de componentes conhecidos como canabinoides, que contém uma infinidade de propriedades farmacológicas, incluindo anticonvulsivo, sedativo, hipnótico, antipsicótico, anti-inflamatório e neuroprotetor. O CBD ainda apresenta efeitos antioxidantes e promove a neurogênese.

O sistema endocanabinoide, presente no organismo humano, atua como uma rede neuromoduladora que envolve a regulação das respostas emocionais, impactando diretamente o comportamento e a interação social. A Cannabis medicinal é uma intervenção terapêutica alternativa que visa amenizar os sintomas e dar maior independência aos autistas.

Há diversos estudos que comprovam a eficácia da Cannabis medicinal na qualidade de vida de pacientes, oferecendo melhorias no humor, na redução das convulsões e dos ataques de raiva. A Cannabis pode ser utilizada por crianças, jovens e adultos portadores de Autismo, de forma totalmente legal e segura.

Atualmente, para adquirir o medicamento a base de Cannabis medicinal no Brasil é preciso contar com uma prescrição médica e uma autorização de importação da Anvisa. Felizmente, o processo já está bastante avançado no país, permitindo que diversos pacientes tenham acesso à Cannabis medicinal.

Desde abril de 2020, diversas farmácias brasileiras já estão comercializando medicamentos feitos a partir do extrato da Cannabis medicinal. A venda e a compra depende, portanto, da apresentação da receita médica e do diagnóstico do paciente.

Confira agora mesmo o estudo brasileiro que demonstra a eficácia do canabidiol em casos de Autismo!

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