Cannabis medicinal não causa déficit cognitivo, aponta estudo

Cannabis Medicinal o que é

Em testes realizados por pesquisadores de Harvard, os pacientes apresentaram função executiva superior após 12 meses de tratamento com Cannabis medicinal

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Um dos maiores temores diante o uso de Cannabis medicinal é a possibilidade de adquirir algum tipo de déficit cognitivo. O estigma da maconha ainda ronda mesmo o uso terapêutico, e estudos com usuários recreativos indicam a possibilidade de alterações caso o consumo se inicie ainda na adolescência.

Uma equipe de pesquisadores do departamento de psiquiatria da Universidade de Harvard, nos EUA, quiseram analisar se isso vale também para os medicamentos da Cannabis.

Como foram os testes

Para isso, selecionaram um grupo de pacientes com pouca ou nenhuma experiência prévia com Cannabis, que foram submetidos a uma bateria de exames neurocognitivos. A função executiva, capacidade de aprendizagem, memória verbal foram analisadas, além do humor, ansiedade e sono. A exposição ao delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e ao canabidiol (CBD) também foi quantificada.

A bateria foi repetida após três e seis meses, e ao final de um ano de tratamento.Os pesquisadores relataram que os indivíduos mostraram melhora no desempenho cognitivo dentro de três meses de tratamento e que essas melhorias foram sustentadas durante todo o período de teste de 12 meses.

Benefícios da Cannabis medicinal

O uso de produtos dominantes em CBD foi mais intimamente associado às mudanças positivas no humor e nível de ansiedade dos participantes. Os pesquisadores, porém, não podem afirmar se as melhorias observadas na função executiva é um efeito direto do tratamento canabinoide, ou se é um efeito colateral das melhorias clínicas proporcionadas pelo tratamento.

“Em um estudo longitudinal observacional de 12 meses, os pacientes que usam Cannabis Medicinal para várias condições médicas exibiram função executiva melhorada, aprendizagem verbal e memória estável, no contexto de melhorias no humor, ansiedade e sono”, escreveram os pesquisadores do estudo publicado no Journal of the International Neuropsychological, da Universidade de Cambridge.

“A melhora do estado clínico ao longo do tempo foi significativamente associada ao aumento da exposição ao CBD. Pesquisas futuras examinando o impacto de canabinoides individuais e a idade de início do uso são necessárias para esclarecer as implicações do uso da Cannabis medicinal. É imperativo compreender a relação entre essas variáveis, a fim de maximizar o potencial terapêutico da Cannabis, minimizando os riscos e danos potenciais.”

Outras evidências

Outro estudo, publicado em 2020, havia encontrado resultados semelhantes em um grupo de pacientes com HIV que relataram o consumo de Cannabis. Os indivíduos possuíam “melhor velocidade de processamento, aprendizado e memória visual e capacidade motora da mão dominante” em comparação com aqueles sem histórico anterior de uso de Cannabis.

Os autores concluíram: “o histórico de uso de Cannabis dos indivíduos não afetou negativamente a neurocognição em uma amostra primariamente de pessoas que vivem com HIV.  Os resultados sugerem que pessoas que vivem com HIV com uso anterior de Cannabis têm neurocognição semelhante ou melhor em todos os domínios em comparação com pessoas que vivem com HIV sem uso anterior. ”

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