Tratamento de Alzheimer: Qual é a Forma mais Eficaz?

Confira como acontece os estágios da doença, as causas do Alzheimer e as formas mais efetivas de tratamento atualmente. Leia mais!
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O tratamento do Alzheimer muito se favorece de um um diagnóstico precoce.

Afinal, por ser uma enfermidade neurodegenerativa incurável, quanto antes for detectada, maiores são as chances de retardar o processo e aumentar a qualidade de vida do paciente.

Trata-se de um mal que aflige não só a pessoa enferma como os familiares, que se veem obrigados a dedicar-se integralmente ao cuidado do ente incapacitado.

Mas existe uma esperança no tratamento e alívio dos sintomas do Alzheimer: a Cannabis medicinal.

Continue lendo e descubra como ela pode ajudar a tratar dessa doença.

O que é o Alzheimer?

Caracterizada como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, a doença de Alzheimer (CID 10 G30) causa perdas severas da capacidade cognitiva e da memória.

Com o tempo, ela passa a comprometer também funções motoras básicas, impedindo a pessoa doente de levar uma vida normal.

Embora suas causas exatas ainda não possam ser apontadas, sabe-se que o avanço do Alzheimer tem relação com a proliferação de uma proteína chamada beta-amilóide no cérebro.

A doença foi descoberta em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que investigou, após a morte, o cérebro de uma paciente, Auguste Deter, a primeira pessoa a ser diagnosticada com a condição.

Quais são as causas do Alzheimer?

Não são conhecidas as causas primárias do Alzheimer, no entanto, a medicina acredita que ela tem um forte componente genético.

De qualquer forma, existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolvê-lo, especialmente em pessoas acima de 65 anos.

Consumo de álcool, sedentarismo, tabagismo e falta de estímulos ao raciocínio e à cognição são os aspectos mais conhecidos.

Os 5 sintomas mais comuns do Alzheimer

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Como destacado logo no início deste conteúdo, o tratamento do Alzheimer será mais eficaz quanto antes a doença for identificada.

Embora não tenha cura, a qualidade de vida do portador dessa condição pode ser prolongada quando ela é detectada a tempo e se a medicação for corretamente prescrita.

Por isso, é fundamental aprender a reconhecer os sintomas mais comuns em pessoas que sofrem de Alzheimer, uma doença silenciosa e que pode ser confundida inicialmente com sinais comuns do envelhecimento.

Vamos a eles!

1. Falta de memória recente

Conforme envelhecemos, é normal que haja alguma perda de memória, especialmente a de curto prazo.

No entanto, esse também é o sintoma inicial do Alzheimer, que caracteriza-se por situações em que a pessoa se esquece de coisas que acabou de fazer ou de fatos recentes.

Esse déficit de memória também pode vir acompanhado de mudanças no humor.

Por isso, caso você perceba que um familiar acima de 40 anos tem se mostrado esquecido ou irritado demais, procure um médico para que os exames de detecção da doença sejam prescritos.

2. Perguntas que se repetem

Com a perda acelerada da memória, é comum que o indivíduo com Alzheimer se veja confuso e passe a fazer perguntas aparentemente sem sentido ou mesmo repetidas.

Nos estágios mais avançados, ele passa a esquecer até mesmo de pessoas próximas e se vê perdido em locais antes conhecidos.

3. Dificuldade em raciocinar

O Alzheimer é uma doença que afeta as sinapses, ou seja, o fluxo de informação que circula entre os neurônios no cérebro.

Por isso, o portador dela também apresenta, cedo ou tarde, dificuldades em elaborar raciocínios mais complexos.

Nos estágios mais avançados, ele se vê incapaz de formular ideias ou mesmo de responder a questões triviais do dia a dia.

Em virtude desse prejuízo neurológico, a dependência de outras pessoas para realizar tarefas simples aumenta com o tempo.

4. Incapacidade em solucionar problemas

Por causa dos prejuízos neurológicos, o indivíduo com Alzheimer se torna incapaz também de solucionar problemas muito simples.

Esse é mais um motivo que aumenta a necessidade de vigilância sobre o doente, que não pode sair desacompanhado ou realizar tarefas sem supervisão.

5. Comportamento agressivo e anormal

Junto a todos os distúrbios comportamentais que já vimos, há ainda a manifestação de uma agressividade incomum, até mesmo em situações corriqueiras em que tal atitude não faz sentido.

Essa agressividade, por sua vez, tem ligação com outros problemas associados à doença e que geram irritabilidade.

Privação de sono, cansaço e efeitos adversos da medicação são algumas das possíveis causas.

Assim sendo, é preciso muito cuidado e paciência por parte dos familiares que se dedicam a assistir o portador dessa enfermidade.

As 4 fases do Alzheimer

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Por ser uma doença neurodegenerativa e que só avança com o tempo, o Alzheimer se manifesta por etapas.

A medicina já identificou quatro fases distintas para o processo evolutivo desse tipo de demência.

A cada avanço, a pessoa doente sofre perdas irreversíveis. Por isso, vale reforçar, mais uma vez, a importância do diagnóstico precoce.

Considere que os sintomas descritos a seguir não são necessariamente ligados a um estágio específico, podendo se apresentar antes ou depois.

Conheça, então, a forma mais comum de como o Alzheimer evolui.

Estágio 1

Também conhecido como estágio de pré-demência, nesta fase inicial, os sintomas de Alzheimer aparecem de maneira ainda sutil.

Normalmente, o indício mais comum é a perda da memória de curto prazo, o que faz com que a pessoa não dê importância ao problema ou o relacione ao envelhecimento.

Contudo, é extremamente relevante detectar o Alzheimer logo nessa fase, que é quando é possível minimizar os danos ao cérebro.

Para isso, existem testes neuropsicológicos capazes de detectar a enfermidade com grande antecedência, auxiliando no seu controle.

Estágio 2

A partir do estágio 1, se nada for feito, o Alzheimer começa a se instalar.

É então que os sintomas se agravam e o paciente passa a ter dificuldade para se expressar, além de apresentar desorientação temporal e espacial, bem como complicações para tomar decisões.

Também é nessa etapa que o doente já começa a ter problemas para realizar tarefas simples, como trocar de roupa, por exemplo.

É comum, ainda, que ele passe a descuidar da própria higiene, além de apresentar confusão mental, como ao não saber se lembra algo ou ao relatar ter lembranças que não existem.

Estágio 3

No estágio 3, o Alzheimer já avançou a ponto de comprometer as funções musculoesqueléticas.

Por isso, o paciente apresenta fraqueza e falta de tônus muscular.

Nessa fase, o enfermo passa a ter incontinência, tanto fecal quanto urinária, o que o leva a depender totalmente de outras pessoas para realizá-las adequadamente.

Outro sintoma dessa etapa é a incomunicabilidade.

O paciente se torna apático, deixa de falar e fica cada vez mais isolado em um cômodo da casa.

Estágio 4

Quando chega ao quarto estágio, o terminal, em geral, o doente já não consegue mais se lembrar nem mesmo de acontecimentos do passado.

Ele passa a ser vítima de infecções cada vez mais frequentes e não consegue mais se alimentar por sentir dor ao engolir alimentos.

Além disso, o enfermo nesse estágio prefere permanecer deitado em posição fetal, ficando ainda impossibilitado de se locomover sem auxílio de cadeira de rodas.

Qual é o tempo de vida de uma pessoa com Alzheimer?

Se o diagnóstico for feito precocemente e a medicação correta for administrada, estima-se que uma pessoa com Alzheimer possa viver com qualidade por, pelo menos, 20 anos.

No entanto, nos casos em que a doença é detectada tardiamente, essa expectativa de vida pode ficar entre quatro e oito anos.

Vale sempre lembrar que essas são estimativas e que o tempo de vida médio varia de um paciente para o outro.

Qual é o tratamento para a doença de Alzheimer?

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A doença de Alzheimer requer não apenas tratamento farmacológico, como toda uma abordagem sócio-comportamental.

Isso porque o doente precisa de uma rede de cuidados e proteção, tendo em vista principalmente as fases mais avançadas da enfermidade.

Veja, na sequência, quais tipos de tratamentos são aplicados considerando os quatro estágios da doença.

Psicoterapia

Uma das formas de se reduzir o estresse provocado pela perda de conexão com a realidade do portador do Alzheimer é a abordagem com base na psicoterapia.

Uma das possibilidades nesse sentido, é a chamada terapia de estimulação, na qual as pessoas que convivem ou cuidam do enfermo passam a “entrar” na sua realidade.

Desse modo, os conflitos podem ser minimizados, ao mesmo tempo em que o portador da doença se sente mais seguro e confortável.

Fármacos convencionais

No entanto, a maior parte do tratamento para Alzheimer é baseado na administração de medicamentos tradicionais específicos para essa doença.

Entre esses fármacos, um dos mais prescritos é a Memantina, que atua diretamente no neurotransmissor glutamato.

Outro remédio comumente indicado é o Haldol, um antipsicótico usado para controlar a agressividade e a agitação.

Há, ainda, medicamentos usados como inibidores de colinesterase, cuja função é diminuir a taxa de destruição da acetilcolina, substância responsável por facilitar a comunicação entre as células nervosas.

Tratamento com óleo de CBD

Embora o tratamento com remédios convencionais possa ser bem-sucedido, em boa parte dos casos, eles trazem consigo uma série de efeitos colaterais.

Nesse sentido, os fármacos à base de canabidiol (CBD) vêm mostrando uma gama de benefícios, se comparados com os medicamentos comuns.

Estudos como Evidência in vivo para propriedades terapêuticas do canabidiol (CBD) para a doença de Alzheimer, publicado na revista NCBI, trazem importantes conclusões sobre a eficácia do CBD no tratamento de doença.

Em uma outra linha, a pesquisa Canabinoides para o tratamento da agitação e agressão na doença de Alzheimer, também publicada na revista da NCBI, foca nas propriedades dos canabinoides para minimizar os distúrbios comportamentais.

Sendo assim, já existem evidências científicas de que o CBD é uma alternativa a ser seriamente considerada para tratar do Alzheimer desde já.

Você pode ler mais sobre o óleo de CBD nestes artigos do nosso portal:

Quais são os benefícios do Cannabis para tratamento do Alzheimer?

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O uso medicinal do canabidiol ainda é visto com ceticismo por uma parcela da comunidade médica brasileira.

Parte disso é por causa da associação que se faz com os efeitos psicoativos do THC, outro canabinoide encontrado nas plantas da espécie Cannabis.

No entanto, o seu “irmão” CBD não apresenta esse tipo de reação, muito pelo contrário.

Pesquisas e casos reais de recuperação incríveis só confirmam as propriedades terapêuticas dos fármacos produzidos com extrato de canabidiol.

Um deles é o do seu Ivo Suzin que, aos 51 anos, foi diagnosticado com Alzheimer.

Durante muito tempo, a família sofreu com a sua agressividade e o seu comportamento arredio.

Foi então que eles começaram uma jornada para conseguir cultivar Cannabis em casa, a fim de extrair o óleo que mudaria o rumo do tratamento.

Conheça essa emocionante história de sucesso do uso do canabidiol medicinal, que, inclusive, deve ser transformada em documentário.

Como usar óleo de CBD para tratamento de Alzheimer?

Os itens terapêuticos produzidos à base de componentes da Cannabis estão disponíveis em vários formatos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite apenas a comercialização dos produtos utilizados por via oral e nasal.

O mesmo vale para os medicamentos destinados ao tratamento para Alzheimer, em geral administrados na forma de óleo.

O que diz a legislação brasileira sobre o uso medicinal da maconha?

A primeira iniciativa da Anvisa em regulamentar o uso medicinal da Cannabis só aconteceu em 2015.

Foi quando o órgão publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 17/2015, na qual determina as normas para a importação de medicamentos à base de CBD.

Somente quatro anos depois, em 2019, uma nova resolução da Anvisa trouxe um avanço importante nas possibilidades de usar a Cannabis medicinal no Brasil.

Pela RDC Nº 327/2019, foram estabelecidas exigências para a comercialização de produtos de Cannabis para fins medicinais em território brasileiro.

De acordo com a norma, os artigos poderiam ser importados mediante prescrição médica e atendendo a determinados critérios, cabendo à Anvisa a verificação e a permissão.

Já em 2020, a Anvisa determinou novas regras para pacientes que querem comprar produtos à base de canabidiol no exterior, por meio da RDC Nº 335/2020.

Onde comprar óleo de CBD no Brasil?

Para quem tem a prescrição médica para adquirir produtos vendidos no Brasil, basta ir até o estabelecimento com a receita em mãos e comprá-lo normalmente.

Nesse caso, a farmácia é obrigada a reter uma via da receita.

No entanto, a oferta de produtos à base de CBD ainda é limitada no Brasil.

Sendo assim, em boa parte dos casos, a importação é a melhor alternativa – confira oa passos exigidos a seguir.

Consulta médica

A pessoa discute o tratamento com seu médico, que prescreve o produto à base de Cannabis medicinal.

Solicitação à Anvisa

O paciente preenche o formulário, com a receita, cópia da identidade e comprovante de residência, e aguarda a análise.

Autorização da Anvisa

Caso aprove o pedido, a agência emite a autorização para importação.

Compra e entrega

De posse da autorização, o paciente compra o produto do exterior, de acordo com os critérios estabelecidos pela Anvisa.

Prevenção do Alzheimer: 5 hábitos para aderir

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Por mais que saibamos da relação do Alzheimer com a proliferação anormal de proteínas no cérebro, suas causas ainda não são exatamente conhecidas, como mencionado.

De qualquer forma, existem alguns fatores de risco associados à doença que, em geral, se manifesta após os 65 anos.

Veja, então, cinco  hábitos que podem ajudar a evitar o Alzheimer.

1. Faça exercícios

Há pesquisas que relacionam a prática regular de exercícios físicos a um risco menor de desenvolver Alzheimer na melhor idade.

Um deles, publicado no na revista Nature’s Medicine, comprovou a ligação entre atividade física e a melhora na capacidade de memorização.

2. Estimule a mente

Acredita-se que as chances de desenvolver Alzheimer seja maior entre as pessoas com poucos anos de estudo ou que não têm o hábito de estimular a mente.

A leitura, segundo o pesquisador André Matta, da UFF, é um dos hábitos de estimulação mental que podem ajudar a evitar a doença.

De acordo com Matta, “uma vida mentalmente ativa adia a chegada da doença”, por isso, o hábito de ler é uma das melhores formas de prevenção.

3. Não consuma bebidas alcoólicas

Já é também conhecida a conexão entre o consumo de álcool como fator de risco para desenvolver Alzheimer.

Uma das provas dessa relação está no estudo Alcohol consumption and risk of dementia, publicado na revista The Lancet Public Health.

Portanto, quem não quiser aumentar as chances de ter Alzheimer no futuro deve evitar bebidas alcoólicas.

4. Não fume (ativa ou passivamente)

Assim como o álcool, outra substância tóxica também apontada como fator de risco para a doença é o tabaco.

É o que ficou comprovado pelo estudo Effect of smoking cessation on the risk of dementia: a longitudinal study, em que um grupo de pesquisadores sul-coreanos estabeleceu conexão entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de demência.

5. Adote uma alimentação saudável

As pesquisas também comprovam que o Alzheimer tem relação com uma alimentação desregrada.

Em Portugal, um dos países europeus com mais casos registrados para essa doença, o estudo Nutrição e Doença de Alzheimer aponta para os tipos de alimentos ideais para prevenir e retardar o avanço da enfermidade.

Conclusão

A doença de Alzheimer não tem cura, mas, como vimos neste conteúdo, é perfeitamente controlável.

Em casos mais avançados, como o do seu Ivo, a medicação certa torna possível até mesmo resgatar o bem-estar e reintegrar o enfermo à vida em família.

Nesse aspecto, o canabidiol vem se mostrando um poderoso aliado para as pessoas que precisam lidar com a doença.

Ainda assim, é necessário avançar no debate, conscientizando não só o público como os médicos a respeito das propriedades terapêuticas do CBD.

Caso precise de um médico prescritor de Cannabis medicinal, nesta página, você pode agendar uma consulta.

Para ficar sempre bem informado sobre a Cannabis medicinal, leia os conteúdos publicados aqui, no portal Cannabis & Saúde.

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