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Posologia do canabidiol: como é feita a dosagem correta nos tratamentos?

Posologia do canabidiol: como é feita a dosagem correta nos tratamentos?

Publicado em

30 de abril de 2024

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A medida prescrita pelo médico, faz toda a diferença no tratamento de doenças diversas. A preocupação com a dosagem, aliás, é inerente a toda e qualquer abordagem terapêutica com medicamentos, já que frequência e medida estão diretamente relacionadas com a eficácia do tratamento.

Por outro lado, é preciso também considerar a própria dinâmica do sistema endocanabinoide de cada paciente, que é onde o canabidiol atua. Afinal, a reação do organismo é individual e isso influencia diretamente na quantidade de remédio a ser administrada.

Neste conteúdo, vamos conhecer melhor as diferentes formas de se dosar o canabidiol, antes e durante um tratamento, com base na literatura existente sobre o assunto.

O que é o canabidiol ou Cannabis medicinal?

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A Cannabis é uma espécie de planta que tem origem na Ásia e, há muito tempo, vem sendo cultivada por todo o mundo. As fibras da planta são há muito utilizadas na fabricação de roupas e cordas, mas também há evidências de seu uso por inalação de fumaça há milênios. Ela é muito conhecida por ser a “planta da maconha” e, por isso, foi (e ainda é) criminalizada em diversos países, durante muitos anos.

No entanto, atualmente existem muitos estudos que comprovam a eficácia da planta para fins terapêuticos e, quando usada para essa finalidade e com acompanhamento médico, a chamamos de Cannabis medicinal.

Não é de hoje que os canabinoides extraídos das plantas do gênero Cannabis são usados como recurso terapêutico. Acredita-se que há pelo menos 10 mil anos o homem utilize a planta com os mais variados propósitos medicinais, antes mesmo de a Medicina existir como a conhecemos hoje. É dessa experiência milenar que aprendemos a usufruir dos benefícios do canabidiol (CBD), um dos mais de cem canabinoides já catalogados pela Ciência.

3 benefícios do canabidiol para tratamento de doenças

A ação do CBD acontece quando ele é absorvido pelo organismo e, a partir daí, interage com outras células, via sistema endocanabinoide. Sabemos que esse sistema tem como característica a capacidade de regular diversos processos fisiológicos do corpo humano. E é dessa plasticidade que vem o amplo espectro de doenças que podem ser tratadas com os compostos da Cannabis.

Nesse contexto podemos destacar três dos muitos benefícios já conhecidos, quando se utiliza o CBD como alternativa de tratamento. Veja a seguir.

1. Relaxante muscular

De forma empírica, o homem vem usando o canabidiol como relaxante muscular há milhares de anos. Por isso, no estudo Evidence for the efficacy and effectiveness of THC-CBD oromucosal spray in symptom management of patients with spasticity due to multiple sclerosis, os autores investigaram as características do CBD para essa finalidade.

Eles descobriram, entre outras propriedades, que o canabidiol:

“(…) tem pouca atividade no receptor CB1, mas maior atividade no receptor CB2. (…). Estudos também mostraram que ele pode ter efeitos anti-inflamatórios, neuroprotetores, anticonvulsivantes, relaxantes musculares, antioxidantes e anti-psicotrópicos, em diferentes medidas.”

2. Analgésico

A Ciência também já sabe que o CBD pode ser bastante eficaz como um analgésico, ou seja, agindo para reduzir ou eliminar a dor. Um dos estudos que sugerem essa eficácia é o The Analgesic Potential of Cannabinoids, no qual os autores fazem uma ampla investigação sobre a ação dessas substâncias no combate a dores de diversos tipos.

Um bom exemplo é que se observou que o medicamento Sativex, usado no tratamento da espasticidade, foi eficaz para reduzir a dor e, até mesmo, como recurso para tratar de distúrbios.

3. Neuroprotetor

Além das dores, dos problemas musculares e articulares, os canabinoides são também poderosos neuroprotetores. Essa propriedade foi investigada a fundo na pesquisa intitulada Cannabidiol for neurodegenerative disorders: important new clinical applications for this phytocannabinoid? Os autores observaram, por exemplo, que:

“O CBD tem a capacidade de restaurar o equilíbrio entre eventos oxidativos e mecanismos antioxidantes endógenos, que são interrompidos em doenças neurodegenerativas, aumentando assim a sobrevivência neuronal.”

O que é o Sistema Endocanabinoide?

Parece incrível que apenas um tipo de substância tenha tantas propriedades curativas, não é? Na verdade, essa ação deve ser creditada não só aos canabinoides em si, mas a uma das revelações mais importantes da ciência contemporânea: a existência do Sistema Endocanabinoide, por Raphael Mechoulam.

De forma resumida, esse sistema é composto por um “exército” de receptores, ligados a diversos tecidos e células do corpo, os receptores canabinoides tipo 1 e 2 (CB1 e CB2). Além disso, o Sistema Endocanabinoide também é composto por substâncias produzidas pelo próprio corpo e que se ligam a esses receptores, são os endocanabinoides. Os dois principais endocanabinoides são a anandamida e o 2-AG (araquidonilglicerol) que, por sua vez, atuam em diversos processos orgânicos, como regulação do apetite, redução de inflamações, processamento de memória e muitos outros.

Como o canabidiol age no organismo?

Os endocanabinoides e os canabinoides da planta, de uma forma geral, precisam se ligar a receptores celulares, para cumprir o seu papel. Dois dos mais conhecidos deles são o CB1 e o CB2, encontrados principalmente nas células do Sistema Nervoso, do cérebro, do pâncreas e de outros órgãos e tecidos.

Basicamente, o que eles fazem é transmitir mensagens dos endocanabinoides de uma célula para outra, e de células exógenas para as endógenas. É nesse processo de comunicação que o canabidiol age, ligando-se às células receptivas e promovendo os benefícios esperados.

Quais são os tipos de remédios produzidos a partir do canabidiol?

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Embora a Anvisa só autorize o uso de medicamentos à base de CBD via oral ou nasal, e em proporção bem pequena de THC, existem diversos formatos utilizados no tratamento de doenças ao redor do mundo.

A propósito, a variedade de maneiras com que se pode administrar o canabidiol vem ao encontro da sua própria versatilidade. Isso quer dizer que, tal como ele se liga a diferentes células do corpo, ele também pode ser utilizado de modos distintos.

Conheça algumas dessas maneiras a seguir.

1. Óleo de canabidiol

A forma mais comum de ingerir o CBD é como óleo. Nesse caso, é preciso entender que os óleos se classificam conforme sua composição, o que, por sua vez, influencia diretamente na maneira como ele age no organismo.

Temos, então, três tipos:

  • CBD isolado: contém apenas o canabidiol (CBD);
  • Óleo full spectrum: contém todos os compostos extraídos da Cannabis, tais como óleos essenciais, terpenos e outros canabinoides;
  • Óleo broad spectrum: contém todos os compostos do óleo full spectrum, porém passa por um processo para retirada completa do THC.

2. Cápsulas de canabidiol

Tratamentos convencionais à base de remédios, via de regra, são prescritos na forma de comprimidos, cápsulas ou drágeas para ingestão oral. Essa também é uma das tantas possibilidades de se administrar medicamentos feitos com CBD. Elas podem ser produzidas com extrato de canabidiol, com o componente isolado ou com outros elementos que não estão presentes na Cannabis e são adicionados sinteticamente.

3. Produtos de uso tópico

Entre os tantos endocanabinoides naturais em nosso organismo, os cutâneos ajudam a restabelecer as funções da pele, bem como o seu aspecto saudável. Tendo em vista a existência desses receptores, são produzidos pela indústria farmacêutica medicamentos contendo CBD na forma de pomadas, cremes e unguentos. Aplicados diretamente sobre a pele, eles têm ação reparadora ou cosmética, podendo ser utilizados também para tratar de pequenas infecções.

4. Vaporizadores

Por mais que a administração de CBD no formato de óleos e de cápsulas seja a mais difundida, nenhuma outra é tão eficaz quanto pela via respiratória, isto é, por inalação.

Essa eficácia tem a ver com a biodisponibilidade maior, ao inalar o canabidiol desta maneira. Assim, o CBD age mais rápido, uma vez que é absorvido quase instantaneamente pela corrente sanguínea.

5. Comestíveis

O uso do CBD na fabricação de alimentos é interessante e a variedade de produtos é grande: balas, chocolates, brownies e outras guloseimas são algumas das muitas opções que o mercado oferece.

Outro aspecto a ser destacado é que, na fabricação desses alimentos, em geral, fica de fora o tetrahidrocanabinol (THC), o canabinoide responsável pelos efeitos psicoativos associados ao uso recreativo da Cannabis.

6. Produtos de beleza

Em virtude das suas propriedades curativas e reparadoras, o CBD é usado também como composto ativo na fabricação de uma grande variedade de cosméticos. Cremes hidratantes, máscaras, óleos, xampus, sabonetes e vários outros produtos ajudam a embelezar, relaxar a pele e os cabelos e até a combater a acne.

Quais fatores são considerados?

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Considerando tantas propriedades do canabidiol, resta saber o que um médico leva em conta na hora de estipular uma quantidade, certo?

Nesse aspecto, vale frisar quatro fatores essenciais:

  • A potência do medicamento;
  • O peso do paciente;
  • O efeito esperado;
  • A via de administração.

Como não há uma dosagem mínima tida como padrão, em geral, médicos prescritores começam com quantidades baixas, que vão aumentando dependendo da resposta do paciente.

É bom destacar que, em se tratando do CBD, deve-se evitar a automedicação, sempre perigosa e potencialmente causadora de outros males. Sempre consulte e mantenha o acompanhamento com um médico, antes de iniciar um tratamento, seja com CBD ou com qualquer outro tipo de medicamento.

Nos tópicos a seguir, vamos explicar melhor a forma correta de se utilizar o CBD para tratamentos. Mas, antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que as indicações a seguir têm caráter meramente informativo e colocá-las em prática não garante nenhum efeito terapêutico.

Seja qual for a condição de saúde a ser tratada, a dosagem do medicamento é personalizada, ou seja, o médico prescritor vai analisar a situação do paciente, recomendar uma determinada medida de CBD e acompanhar os efeitos do óleo.

Posso ajustar por conta própria?

A este ponto, a resposta já está clara: não! Não é recomendado que se ajuste por conta própria. Isso porque há efeitos associados à superdosagem, que podem envolver alterações hepáticas, agitação e letargia.

Por causa disso, é bom reforçarmos que apenas um médico poderá prescrever a quantidade correta de CBD para cada paciente, baseado na análise do paciente e nas reações apresentadas durante o tratamento.

Qual a importância de seguir rigorosamente a recomendação?

Como comentamos anteriormente, o médico prescritor de Cannabis é a pessoa adequada para analisar todos os aspectos do paciente e, assim, recomendar para cada patologia e tipo de paciente.

Por isso, seguir rigorosamente a recomendada é essencial para a eficácia do tratamento, tendo em vista que ela foi pensada de forma individual, especialmente para aquele indivíduo. Sendo assim, nada de seguir a recomendada para um amigo ou familiar. Consulte um médico e siga suas recomendações.

O uso prolongado requer ajustes?

O uso prolongado de canabidiol pode, sim, requerer ajustes na posologia. Mas é sempre bom lembrar que cada caso deve ser analisado e acompanhado por um médico, que observará os efeitos do medicamento e será capaz de definir a necessidade de ajuste, de acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade à substância pelo corpo, sendo necessário, inclusive, monitorar a função hepática do paciente, periodicamente.

Outro fator de atenção é que, em caso de necessidade de interrupção do tratamento, esta deve ser feita de forma gradual, diminuindo aos poucos, e nunca de forma abrupta.

Como varia entre adultos e crianças?

Como comentamos anteriormente neste texto, é diretamente afetada por fatores como a idade e o peso corporal do paciente. Portanto, naturalmente, crianças deverão utilizar medidas diferentes de pessoas adultas, ao menos no início do tratamento. Mais uma vez, chegamos ao mesmo ponto: cada caso é um caso, cada paciente exige análise individualmente pensada para si e sua patologia. Busque recomendação e acompanhamento médicos antes de iniciar um tratamento.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Assim como qualquer medicamento, os à base de canabidiol também podem apresentar alguns efeitos colaterais. Os mais comuns efeitos associados ao CBD são:

  • Fadiga;
  • Problemas digestivos, como diarreia e alterações no apetite;
  • Mudanças de humor;
  • Agitação;
  • Insônia;
  • Hipersensibilidade na pele;
  • Problemas hepáticos;
  • Interações com outros medicamentos.

Em caso de reações como estas, é indicado relatar ao médico que acompanha o caso.

Dosagem de acordo com o tratamento de doenças específicas

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Como falamos e repetimos ao longo de todo este artigo, nenhuma de nossas recomendações deve ser seguida sem a análise individual e aprovação de um médico. Isso porque, além dos riscos da automedicação, cada doença ou condição pede uma dosagem específica.

Portanto, um paciente em estado avançado do mal de Alzheimer, certamente, vai demandar uma medida de canabidiol maior do que um que sofra de ansiedade moderada, por exemplo.

Vamos ver, então, algumas possibilidades, considerando as indicações em estudos acadêmicos para certas doenças tratáveis com CBD.

Ansiedade

A ansiedade é um dos distúrbios de comportamento mais comuns entre os brasileiros – a própria Organização Mundial de Saúde nos classificou como o país mais ansioso do mundo. Sendo assim, que dosagem seria indicada para tratar desse mal que aflige tantas pessoas no Brasil? Uma sugestão vem do estudo Anxiolytic Effects of Repeated Cannabidiol Treatment in Teenagers With Social Anxiety Disorders. Nele, um grupo de adolescentes recebeu tratamento para o Transtorno de Ansiedade Social (SAD) com diárias de 300mg de óleo de CBD.

Autismo

Já em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), o estudo Oral Cannabidiol Use in Children With Autism Spectrum Disorder to Treat Related Symptoms and Comorbidities traz algumas sugestões. Com um óleo a 30% de CBD, a diária recomendada foi de 16mg/kg, chegando, ao máximo, de 600mg. Já para o THC, a diária foi de 0,8mg/kg, com máximo de 40mg.

Câncer

Como auxiliar nos cuidados paliativos em pacientes com câncer, o CBD mostra-se eficaz para reduzir náuseas, vômitos e até a anorexia, causados pelos tratamentos da doença, conhecidos por serem bastante agressivos e difíceis de lidar.

Sobre essa última condição, o estudo The Effects of Dosage-Controlled Cannabis Capsules on Cancer-Related Cachexia and Anorexia Syndrome in Advanced Cancer Patients: Pilot Study também é bastante revelador.

As conclusões do grupo de pesquisadores são animadoras:

“(…) este estudo preliminar demonstrou um aumento de peso ≥10% em 17,6% pacientes, com 5mg x 1 ou 5mg x 2 cápsulas ao dia, sem efeitos colaterais significativos. Os resultados justificam um estudo maior com cápsulas de Cannabis com dosagem controlada.”

Doença de Alzheimer

Já no estudo Effects of THC-Free CBD Oil on Agitation in Patients With Alzheimer’s Disease, o objetivo foi verificar a eficácia do óleo de CBD para reduzir a agitação em pacientes com Alzheimer.

Nele, as intervenções consistiram na administração oral de 6 semanas de óleo de CBD em cápsulas, começando com duplas diárias de 15mg, com possibilidade de porções de até 45mg, duas vezes por dia.

Doença de Parkinson

Em relação à doença de Parkinson, a pesquisa Effects of acute cannabidiol administration on anxiety and tremors induced by a Simulated Public Speaking Test in patients with Parkinson’s disease sugere a de 300mg diárias. Os pesquisadores verificaram, ainda, que a dosagem mínima para ter os efeitos esperados era de 150mg, não devendo ultrapassar os 600mg por dia.

Epilepsia

Por sua vez, no tratamento da epilepsia, a dosagem vai variar de acordo com a origem da doença, como sugere o estudo Use of Cannabidiol in the Treatment of Epilepsy: Efficacy and Security in Clinical Trials. Testes realizados com crianças revelaram, por exemplo, que a ideal para portadoras de síndrome de Dravet fica entre 10mg a 20mg diários. Já as diagnosticadas com epilepsia intratável receberam entre 20mg e 450mg por dia.

Quais dosagens são seguras?

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Pelos números expostos nos tópicos anteriores, já dá para se ter uma ideia de quais faixas são seguras, dependendo da doença tratada. No geral, essa dosagem começa em 10mg, podendo atingir, no máximo, 600mg diárias, como verificado no estudo com pacientes de Parkinson.

Por outro lado, nenhum deles é conclusivo o bastante para dizer que as medidas testadas são definitivas, até porque cada caso pede uma abordagem individualizada. Assim sendo, fica novamente o alerta para se evitar a automedicação e só fazer ajustes na dosagem de medicamentos sob orientação exclusiva de um médico.

O que devo fazer se esquecer de tomar conforme prescrito?

É normal que nos esqueçamos de tomar medicamentos durante um tratamento. Isso, é claro, também pode acontecer com pacientes em tratamento com canabidiol. Mas, não se preocupe. Caso se esqueça de uma, tome-a assim que for possível, a não ser que já esteja próximo do horário de uma nova. Nesse caso, espere e tome a próxima normalmente.

É importante destacar que não é recomendável tomar uma medida dobrada para compensar o esquecimento. Siga seu tratamento normalmente e, em caso de dúvidas ou inseguranças, não hesite em buscar orientações diretamente com seu médico.

O canabidiol interfere no efeito de outros medicamentos?

Já é conhecido pela Ciência o chamado efeito entourage, pelo qual a eficácia do CBD é maior, quando ele é administrado com compostos contendo outros canabinoides e terpenos. No entanto, há tratamentos nos quais ele é convive com fármacos convencionais, podendo, assim, interferir na sua eficácia (consulte aqui).

Desse modo, mais uma vez ressaltamos a importância de só ingerir medicamentos sob prescrição médica, principalmente, se eles forem de uso restrito.

O uso de outros medicamentos pode influenciar?

Sim, sem dúvidas. Alguns medicamentos podem sofrer alteração em seu efeito alterado ou gerar efeitos adversos, quando junto ao canabidiol e, por isso, é necessário ter atenção a essa interação.

Os chamados medicamentos com margem terapêutica estreita, como remédios para o coração, antibióticos e anticoagulantes, são aqueles com recomendação muito específicas, pois qualquer excesso pode causar danos à saúde do paciente. Nessas condições sensíveis, eles podem reagir com o CBD, causando problemas como sangramento, trombose ou problemas no fígado, por exemplo, tendo seu efeito ampliado ou, até mesmo, diminuído ou cortado.

Sendo assim, para evitar esse tipo de problema, antes de iniciar o tratamento com Cannabis é fundamental informar ao médico se estiver fazendo uso de qualquer medicamento. Dessa forma, será de acordo com as condições do paciente e, com a observação ao longo do tratamento, poderá ter reajuste, caso necessário.

Ah! É importante lembrar que o cuidado com a interação da Cannabis e outros remédios também vale para quem faz uso recreativo da planta, usando óleo ou comestíveis.

Quais são os efeitos colaterais?

Por falar em uso de CBD com outros medicamentos, é bom destacar também os seus possíveis efeitos colaterais. Embora mínimos, eles existem e, em geral, são percebidos quando o canabidiol é administrado com fármacos convencionais ou muito altas.

Os efeitos colaterais mais observados durante o tratamento com Cannabis medicinal são fadiga, problemas digestivos, mudanças de humor, agitação, insônia, hipersensibilidade na pele e problemas hepáticos, como já contamos anteriormente.

Como adquirir produtos?

A compra de fármacos à base de CBD, no Brasil, tem regulamentação da Anvisa. No entanto, o órgão também autoriza a importação de produtos à base de CBD, mediante prescrição médica.

Para importar fármacos à base de canabidiol, é preciso consultar um médico que poderá fornecer uma receita. É com essa receita que será possível dar entrada no processo de autorização de compra do produto.

No portal Cannabis e Saúde você encontra uma lista com mais de 250 médicos prescritores de diversas especialidades que poderão te dar todo o caminho para conseguir fazer uso de medicamentos à base de canabinoides.

Conclusão

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Ela precisa ser administrada com bastante cuidado, já que o sucesso em um tratamento depende diretamente do uso da substância adequadas a cada paciente.

Afinal, apresentar poucos efeitos colaterais não é justificativa para abusos ou, ainda pior, para se arriscar na automedicação, certo? Por isso, para evitar esses riscos, informação é fundamental e, nesse sentido, o Portal Cannabis & Saúde é a sua fonte número 1 de conteúdo de qualidade sobre a Cannabis medicinal.

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