Remédio para Epilepsia: Como é o Tratamento com Canabidiol?

Sabia que o Canabidiol funciona como remédio para Epilepsia? Conheça mais sobre a doença, como funciona o tratamento e os estudos científicos que comprovam a eficácia!

A medicina evolui e, nesse movimento, surgem novas alternativas de remédio para epilepsia.

Estudos recentes, inclusive, sugerem a eficácia do tratamento com canabidiol.

Essa é uma boa notícia, considerando que não são poucos aqueles que sofrem com a condição e que podem se beneficiar com novos métodos.

A epilepsia é, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das doenças neurológicas mais comuns do mundo, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas.

Neste conteúdo, vamos conhecer melhor a enfermidade e explicar como funciona o tratamento com base em canabidiol. 

Acompanhe até o final e boa leitura!

Remédio para epilepsia: o que é o canabidiol?

Também conhecido pela sigla CBD, o canabidiol é uma substância ativa extraída da planta Cannabis.

Por atuar diretamente no sistema nervoso central, ele vem sendo cada vez mais utilizado em tratamentos de doenças como a epilepsia, além da  Doença de Parkinson, Alzheimer e outras.

Estudos mostram, por exemplo, que ele pode ser eficaz para impedir a progressão da epilepsia.

Além das propriedades terapêuticas, o CBD apresenta outra grande vantagem, se comparado com medicamentos convencionais: seus efeitos adversos são mínimos.

Não é à toa que os fármacos produzidos a partir dessa sustância vêm crescendo em popularidade entre médicos e pacientes em todo o mundo.

Veja, a seguir, como ele atua no tratamento contra a epilepsia.

Como funciona o canabidiol como remédio para epilepsia?

Estudos têm investigado os mecanismos de funcionamento do CBD ao tratar da epilepsia.

Embora novas contribuições acadêmicas se façam necessárias, já é consenso na comunidade científica que há benefícios ao tratamento.

Isso acontece porque o canabidiol, uma vez na corrente sanguínea, liga-se aos neurônios por meio do receptor GPR55.

Dessa forma, ele impede que o cérebro entre em colapso em função de uma atividade elétrica anormal que, se não for contida, pode levar a quadros mais graves, como uma parada cardíaca.

É o que justificaria o seu uso seguro como medida terapêutica contra a progressão da doença.

Quais estudos comprovam a eficácia do CBD como remédio para epilepsia?

remedio para epilepsia quais estudos comprovam

Como destacamos antes, há estudos de qualidade sobre o CBD como alternativa no tratamento contra a epilepsia.

Um deles, de autoria dos pesquisadores brasileiros Fabrício Pamplona, Lorenzo da Silva e Ana Carolina Coan, traz uma nova compreensão a respeito do assunto.

Ele aborda justamente os benefícios dos extratos ricos em canabidiol em pacientes que resistem ao tratamento tradicional da doença.

Ou seja, quanto mais puro for o medicamento à base de CBD, melhores tendem a ser os resultados.

Outra pesquisa de destaque é a de autoria do grupo liderado por J.M. Cunha, que estudou os efeitos da administração de canabidiol em pacientes epilépticos e pessoas saudáveis.

Dos oito indivíduos que receberam doses de medicamentos com CBD, apenas um não apresentou melhora.

Logo, os resultados das pesquisas são bastante promissores e não deixam dúvidas a respeito da eficácia do canabidiol como anticonvulsivante.

Você pode ler ainda outras contribuições da ciência sobre o CBD no tratamento da epilepsia em nossa coleção de estudos clínicos.

Quando iniciaram os testes de canabidiol como remédio para epilepsia?

Embora o primeiro estudo focado em entender os efeitos do CBD no tratamento da epilepsia seja de 2014, foi em 2017 que os primeiros testes em massa vieram a ser feitos.

Realizado nos Estados Unidos, um grupo de pacientes portadores da síndrome de Dravet, uma forma epiléptica rara, apresentou resposta positiva à medicação à base de canabidiol.

Segundo o estudo, no grupo tratado com CBD, as convulsões tiveram sua frequência reduzida em 39%, caindo de uma média de cerca de 12 convulsões mensais para apenas 6.

Regulação do canabidiol como tratamento da epilepsia no Brasil

A regulamentação do uso medicinal da Cannabis no tratamento da epilepsia e outras doenças segue diferentes resoluções da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A primeira delas foi a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 17/2015, que inaugurou a possibilidade de importação de produtos com prescrição médica e mediante a aprovação do órgão.

Vale citar ainda a RDC Nº 327/2019, que permitiu a comercialização dos produtos à base de Cannabis nas farmácias e drogarias do país.

Por fim, temos a RDC Nº 335/2020, responsável justamente por determinar as exigências aplicadas ao processo de compra do exterior de produtos à base de canabidiol.

De forma resumida, a venda de produtos no Brasil depende da aprovação da Anvisa e de prescrição médica, como vamos detalhar na sequência.

Como funciona o processo de comprar remédio para epilepsia?

remedio para epilepsia processo de compra

O processo de importação começa pela prescrição do remédio para epilepsia por parte de um médico.

Se o medicamento é comercializado no Brasil, o paciente pode comprá-lo no estabelecimento, com retenção da receita.

Se não for, precisa seguir um processo diferente para a sua importação, com solicitação junto à Anvisa, que dará uma resposta positiva ou negativa.

Só com essa autorização o paciente poderá fazer a compra, cujo processo é fiscalizado pelo órgão sanitário do início ao fim.

Se você busca o tratamento para um paciente de epilepsia, utiliza as informações deste conteúdo como argumento.

nesta página, você preenche um cadastro e pode agendar uma consulta com um médico prescritor de Cannabis da especialidade desejada.

Entenda mais: o que é a epilepsia?

A epilepsia se caracteriza por uma predisposição permanente do paciente em apresentar crises epilépticas, que se manifestam em convulsões e espasmos, às vezes violentos.

Seu Código Internacional de Doenças (CID) é 10 G40.0.

Trata-se de uma enfermidade que gera danos cognitivos, neurobiológicos e psicológicos, afetando a qualidade de vida do portador.

Quais são os principais sintomas da epilepsia?

Em geral, a epilepsia se manifesta por meio dos seguintes sintomas:

  • Espasmos e contrações musculares
  • Movimentos involuntários
  • Lapsos de atenção
  • Entorpecimento
  • Perda da consciência.

Qual é a causa da epilepsia?

Em alguns casos, não é possível detectar as reais causas da epilepsia.

No entanto, ela pode ser provocada por lesões no cérebro em virtude do consumo exagerado de álcool, drogas ou por traumas na cabeça.

Também podem causar epilepsia: doenças infecciosas, como a meningite, contaminação por neurocisticercose ou problemas no parto.

O que é uma crise epiléptica?

Uma crise epiléptica consiste em uma atividade anormal dos neurônios no cérebro, podendo durar de poucos segundos a alguns minutos.

Ela é resultado de um fluxo elétrico disfuncional, o que, por sua vez, gera convulsões, espasmos musculares e outros efeitos associados.

Diagnóstico: como saber se a pessoa tem epilepsia?

Nem todas as causas da epilepsia são conhecidas, mas é possível diagnosticar a doença e tratá-la com segurança.

Cabe ao médico neurologista indicar quais exames serão feitos para o seu diagnóstico a fim de prescrever o tratamento adequado.

Entre esses testes, normalmente estão:

  • Exames de sangue e urina
  • Eletroencefalograma 
  • Ressonância magnética 
  • Tomografia computadorizada.

Quais são as sequelas da epilepsia?

Se for controlada, a epilepsia não deixa sequelas. 

Por outro lado, a recorrência de crises sem acompanhamento médico pode levar o enfermo a apresentar problemas persistentes de cognição, memória, fala e confusão mental.

Conclusão

O tratamento com CBD vem ganhando popularidade principalmente por não apresentar os efeitos adversos causados pelos fármacos à base de fenitoína ou barbitúricos.

Em contrapartida, o processo burocrático de importação dos medicamentos produzidos a partir do canabidiol ainda é um ponto negativo a ser superado.

Felizmente, esse panorama parece que está em vias de se modificar, graças à maior abertura dos órgãos de controle sobre essa importante questão.

Continue lendo os artigos no portal Cannabis e Saúde e fique a par dos últimos avanços nos tratamentos que usam o CBD como composto ativo.

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