Ben & Jerry’s com CBD?

Ben & Jerry's com CBD
Se você é fã de sorvete com certeza deve conhecer a marca Ben & Jerry’s.  Agora queremos saber se você conhece o sorvete da marca com CBD?
Leia nosso artigo e saiba mais!

Como nasceu a Ben & Jerry’s.

A história da famosa marca de sorvetes começou no ano de 1978, quando Ben e Jerry realizaram um curso por correspondência de apenas US $ 5 em fabricação de sorvete. Com um investimento de US $ 12.000 (US $ 4.000 emprestados), eles abriram sua primeira sorveteria em um posto de gasolina reformado em Burlington, no estado de Vermont nos Estados Unidos.
Para celebrar o aniversário de um ano da loja os donos convidaram os clientes que tornaram isso possível e realizaram o primeiro Dia de Sorvete grátis para todos, durante todo o dia, é distribuído  1 cone ou 1 copo para qualquer pessoa que comparasse a loja. Esta tradição de doação anual de sorvetes continua hoje em dia nas lojas Ben & Jerry’s, em todo o mundo.
Atualmente a empresa é uma das marcas mais ativa politicamente, manifestando sua ideologia por produtos de qualidade com NON-GMO ingredientes, ou seja não utilizam ingredientes modificados geneticamente. Em sua linha constam produtos sem lactose, sem açúcar e até sem leite! E, ainda fazem questão de informar que esta linha de produtos é 100% Vegan certificada.

Como surgiu a ideia do sorvete Ben & Jerry’s com CBD?

O movimento para inclusão de CBD na alimentação surgiu pelos chefs de cozinha que buscando inovar em seus cardápios começaram a estudar os benefícios do CBD, em função da liberação completa do uso da planta em alguns estados dos EUA.
Este movimento deixou de ser tendência para se tornar realidade quando uma pesquisa da National Restaurant Association  descobriu que três em cada quatro chefs americanos nomearam o CBD e alimentos com infusão de Cannabis como uma tendência, ainda em 2019. 
Diante do fato em maio de 2019 a Ben & Jerry’s fez um anúncio para o mercado que o sorvete com CBD estava chegando e aguardava apenas a legalização a nível federal, ou seja em todos os estados americanos, para disponibilizar para sua fiel clientela. Ou seja Ben & Jerry’s com CBD!
Porém, passados dois anos do anúncio o sorvete com CBD ainda não está disponível para o público, por aguardar a liberação das autoridades americanas para alimentos com infusão de Cannabis, a nível federal.

O mercado de alimentos com CBD

Estima-se que o mercado de alimentos no Estados Unidos ultrapasse a marca de bilhões de dólares e as gigantes dos alimentos estão com os olhos bem atentos neste mercado que cresce no mínimo 2 dígitos, ano após ano.

As gigantes do segmento alimentício estão se preparando fortemente para entrar neste mercado, segundo entrevista recente para o Bloomberg Stacy Papadopoulos, conselheira geral e vice-presidente Sênior, de operações e iniciativas da Consumer Brands Association, haverá um esforço de lobby para que a legislação federal aprove a Cannabis. Ainda segundo Stacy, as pequenas empresas estão avançando no segmento, enquanto as grandes estão hesitantes devido as regulamentações especificas de cada estado que já liberou o uso da Cannabis. “A maioria de nossas grandes marcas reconhecíveis está sentada à margem”, disse ela. “Elas não querem se submeter a processos judiciais ou, pior ainda, que algo que estavam fazendo no espaço não era totalmente seguro para os consumidores”.
Cabe lembrar que os Estados Unidos é composto por 50 estados, sendo que destes, 15 já liberaram o uso adulto da Cannabis, sendo o estado de Nova York o mais recente.
Para Michael Blanche, co-fundador da Surfside, a questão de não haver uma lei federal, abre espaço para marcas menores que assumem o risco atuando de acordo com as leis estaduais. Estas empresas fabricam desde as famosas gomas, chocolates, pães e outros alimentos. Dentro deste mercado são prováveis empresas que sejam adquiridas pelas grandes empresas do setor assim que os Estados Unidos tiver uma regulamentação federal.

CBD nos Alimentos

Atualmente fora do Brasil já há uma série de produtos comestíveis chicletes, cookies, pirulitos, barras, balas, chocolates, azeite, manteiga e muitos outros, incluindo bebidas.  Alguns produtos contém THC, outros contém CBD, o composto sem efeito psicoativo, que é frequentemente usado para tratamentos medicinais.As vantagens de se consumir CBD nos alimentos se dá por alguns motivos:

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  • não tem o sabor característico da Cannabis fumada e do óleo de CBD;
  • não agride os pulmões – fator especialmente importante em pacientes com câncer de pulmão, por exemplo;
  •  seu efeito demora mais para acontecer, mas, quando acontece, é muito mais duradouro.

Já o risco está no fato de como o efeito pode demorar de 30 minutos a duas horas para acontecer, algumas pessoas acabam comendo mais do que a quantidade adequada, o que pode causar diversos problemas de saúde. Além disso, costuma ser mais duradouro, o que torna os comestíveis, assim como os inaláveis, desaconselháveis para quem vai dirigir, ou fazer alguma atividade que exija concentração e precisão.

Que alimentos ingerir para potencializar o CBD?

Segundo um estudo da Universidade de Minnesota, os alimentos ricos em gordura podem aumentar a absorção de CBD no organismo. O estudo constatou:

  • que a exposição ao CBD aumenta quando ele é tomado com alimentos ricos em gordura;
  • quando comparado ao jejum, tomar CBD com alimentos aumentou a quantidade de CBD no corpo em quatro vezes e a quantidade máxima registrada no sangue dos participantes em 14 vezes;
  • não foram identificadas diferenças cognitivas, o que é consistente com estudos realizados anteriormente.

Por isso que a dieta cetogênica começou sendo usada em pacientes com epilepsia. Em geral, ela é composta por 80% de gorduras, até 15% de proteínas e, no máximo, 10% de carboidratos e essa proporção a torna indicada para o tratamento de certas doenças.

Conclusão

Por enquanto os alimentos com Cannabis seja para fins medicinal ou de uso adulto continua sendo proibido no Brasil, inclusive o sorvete Ben & Jerry’s com CBD.
A aprovação da PL 399/15 na Câmara dos Deputados no dia 08/06/2021 vem a dar uma esperança de que possamos um dia ter produtos comestíveis para uso medicinal, aumentando as opções do uso medicinal, uma vez que muito produtos em especial os óleos e as pastas de uso oral tem um gosto um tanto forte e para alguns pacientes desagradáveis.
Portanto, saber potencializar o uso do CBD com alimentos e dietas apropriadas é a alternativa que resta a todos os brasileiros.
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