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Telemedicina: o que é, como funciona e quais são as vantagens

A telemedicina é o exercício da atividade médica a distância. Cada vez mais essa pratica ganha evidencia, devido aos benefícios que proporciona. Entenda mais!
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A telemedicina está em evidência, mas essa não é uma prática recente.

Desde a metade do século passado, médicos utilizam meios de comunicação remotos para prestar auxílio e orientar seus pacientes.

Motivos não faltam para que governos, ONGs e entidades de classe incentivem a expansão desse tipo de serviço de saúde.

Um deles é a falta de atendimento médico de qualidade, especialmente entre as classes mais pobres da população.

Segundo uma pesquisa publicada no portal G1, por ano, cerca de 5 milhões de pessoas morrem por causa do atendimento médico insuficiente.

Detalhe: o estudo só levou em consideração consultas presenciais.

No Brasil, o panorama não é menos preocupante, já que a pesquisa estimou que aproximadamente 135 mil pessoas morram anualmente por falhas na assistência médica.

Diante desse quadro, a medicina exercida remotamente pode ser de grande ajuda para quem mais precisa.

Avance na leitura deste conteúdo e entenda o porquê.

O que é telemedicina?

Telemedicina é o exercício da atividade médica a distância. Para isso, pacientes e profissionais de saúde utilizam meios de comunicação remotos, como telefone, e, principalmente, os formatos digitais.

Nesse aspecto, aplicativos como o WhatsApp vêm sendo cada vez mais empregados para conectar médicos e pacientes.

Não é por acaso, uma vez que ele é, de longe, o app de conversação mais usado por brasileiros, estando instalado em 99% dos aparelhos.

A abrangência dos meios eletrônicos somada aos diversos recursos de comunicação disponíveis hoje abre a oportunidade para ampliar o alcance dos serviços de saúde.

Para quem vive em regiões isoladas, sem hospitais ou clínicas por perto, ela pode significar a diferença entre a vida e a morte.

No Brasil, o cenário para quem depende da telemedicina vem evoluindo, embora haja muito a ser feito.

Uma prova disso são os avanços legislativos, conforme veremos a seguir.

A telemedicina no Brasil

A Resolução Nº 1.643 de 2002, publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), é a primeira norma de abrangência nacional visando disciplinar a atividade médica a distância no Brasil.

Sobre o exercício da medicina por meios remotos, ela aborda um ponto bem importante no artigo 2º, o sigilo:

“Art. 2º – Os serviços prestados através da Telemedicina deverão ter a infraestrutura tecnológica apropriada, pertinentes e obedecer às normas técnicas do CFM pertinentes à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional.”

Em 2018, viria a ser publicada a Resolução Nº 2.227, na qual o CFM trouxe novas orientações detalhadas acerca de como exercer a telemedicina.

No artigo 5º, por exemplo, estipulou que tipos de registros deveriam ser fornecidos pelos pacientes e médicos envolvidos nas consultas.

Outra determinação importante apareceu no §8º do art. 8º.

Segundo esse dispositivo, atos médicos remotos a distância só poderiam ser usados para fins de ensino se os destinatários da transmissão fossem médicos.

A resolução, no entanto, foi revogada pelo CFM poucos meses depois como forma de ampliar o debate sobre suas deliberações.

Vale destacar também a Portaria Nº 467, de 20 de março de 2020, na qual o governo federal regulamentou a prática da telemedicina por conta da pandemia da Covid-19.

De acordo com o art. 2º da mais recente lei:

“As ações de Telemedicina de interação a distância podem contemplar o atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação, no âmbito do SUS, bem como na saúde suplementar e privada.”

Como funciona a telemedicina?

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Na telemedicina, o objetivo é sempre colocar em contato pacientes e profissionais da medicina visando a melhora de um quadro de saúde.

Nesse tipo de serviço, as anamneses (entrevistas) feitas pelos médicos têm o mesmo propósito, ou seja, investigar o passado do paciente para se chegar a um diagnóstico.

Para a realização das consultas, o especialista pode recorrer a chamadas por telefone, de voz via aplicativos ou videochamadas, sendo este o meio mais usual.

Se for necessário algum tipo de exame que exija aferir condições clínicas, como pressão arterial ou coleta de sangue, um outro médico assistente ou enfermeiro deverá acompanhar o paciente.

Em cirurgias, a equipe cirúrgica poderá ser orientada remotamente pelo cirurgião responsável, que acompanhará os procedimentos por vídeo.

Ou, se o local estiver equipado, o procedimento poderá ser feito por um robô-cirurgião.

Não menos importante, pela telemedicina, médicos podem ler e interpretar resultados de exames, sendo capazes, assim, de indicar tratamentos com muito mais agilidade.

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Qual é a importância da telemedicina?

De acordo com a Pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, feita pela Associação Paulista de Medicina (APM), a telemedicina veio para ficar.

Para 90% dos 2.258 profissionais entrevistados, as novas tecnologias digitais podem ajudar a melhorar a assistência médica junto à população.

Já 88% disseram acompanhar seus pacientes por meios de comunicação virtuais, com destaque para o WhatsApp, fora as consultas presenciais.

A propósito, o app mais utilizado pelos brasileiros é também o preferido por 65,19% dos médicos para exercer a telemedicina.

Tais números só evidenciam o quão importante é a telemedicina para profissionais de saúde, em função da maior proximidade que eles passam a ter com seus pacientes.

Isso sem falar na ampliação da rede de atendimento para locais inacessíveis ou em casos nos quais não tenha um especialista por perto.

Digamos, por exemplo, que em uma pequena cidade do interior só exista um clínico geral.

Com o teleatendimento, esse profissional poderia ser orientado por um especialista, caso fosse necessário um exame presencial que exigisse conhecimentos mais específicos.

Quais especialidades médicas podem utilizar a telemedicina?

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A medicina exercida remotamente não proporciona apenas economia de tempo.

De acordo com uma pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), 81% dos atendimentos remotos evitaram reencaminhamentos, gerando para o SUS uma economia de R$ 236 milhões.

Embora os dados se refiram ao período que antecede a pandemia de Covid-19, eles dão uma boa amostra da relevância da telemedicina.

Outra prova de que os serviços médicos a distância são fundamentais é que não há especialidade que não possa aproveitar suas vantagens.

Afinal, como vimos, até mesmo cirurgias podem ser feitas remotamente.

Isso vale inclusive para especialidades em que o exame visual é indispensável, como a dermatologia.

Além disso, a telemedicina não dispensa a medicina presencial, já que, em certos casos, como o exame de próstata, a interação médico-paciente é obrigatória.

Quais são os benefícios da telemedicina?

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Um outro dado da pesquisa da APM que merece ser destacado é que, em 58,5% dos casos, o diálogo entre médico e paciente é diário via apps de comunicação.

É um fluxo intenso e que seria inviável sem ferramentas que permitissem a troca instantânea de mensagens.

Esse é um exemplo dos muitos benefícios que vêm a reboque com a telemedicina, modalidade que não deixa de ser um desdobramento do movimento global de transformação digital.

Hoje, não há mais atividade que não seja impactada ou que não seja beneficiada pelos avanços nos meios de comunicação eletrônicos, e isso inclui a medicina.

Conheça, a seguir, algumas das vantagens que pacientes e médicos percebem ao aderir às consultas e aos procedimentos remotos.

Acessibilidade

De acordo com o relatório Framework for the Implementation of a Telemedicine Service, da Organização Mundial de Saúde (OMS), um dos desafios a serem superados em relação à saúde mundial é o acesso ao atendimento médico.

O problema não se restringe apenas aos países menos desenvolvidos, já que, de acordo com o documento, até mesmo nos Estados Unidos existem disparidades.

Isso porque há regiões bem servidas, tanto em número de médicos quanto em infraestrutura.

Já em outras, como a Índia, há quem precise percorrer até 8km para ter acesso a cuidados básicos.

São dados contundentes e que sem dúvida colocam a telemedicina em um lugar de destaque para solucionar um dos mais graves problemas de saúde pública global.

Segurança

No mesmo documento, a OMS define a eHealth (telemedicina) como uma forma segura de se utilizar a tecnologia da informação em apoio à saúde.

De acordo com a entidade, a telemedicina reforça os direitos humanos fundamentais ao melhorar a equidade, a solidariedade e a qualidade de vida e do atendimento.

No caso brasileiro, o próprio CRM dispõe, nas resoluções em que regulamenta a prática de serviços médicos a distância, limites no sentido de garantir a segurança e o sigilo.

No artigo 1º da Resolução Nº 1.718/2004, que trata do ensino de atos médicos, fica proibido o ensino de procedimentos médicos a pessoas que não sejam da área.

Portanto, a lei garante que o exercício da medicina, ainda que remotamente, seja reservado apenas a profissionais credenciados.

Rapidez

A legislação nacional prevê que o médico deve se responsabilizar por toda e qualquer ocorrência ou falha em atendimentos de emergência.

Essa é mais uma garantia que as normas dão para quem precisa de assistência de urgência, na qual o tempo é decisivo.

Além disso, infelizmente, são mais frequentes do que esperado os casos de pessoas que morrem em unidades do SUS em virtude da demora no atendimento.

O teleatendimento pode ser, então, a melhor forma (às vezes, a única) de assegurar que indivíduos em situações críticas sejam cuidados a tempo.

Ele também garante que pacientes em tratamento sejam atendidos nos prazos indispensáveis, tendo em vista o controle das suas enfermidades.

Otimização do tempo

Imagine que um familiar ou amigo seu com dificuldades de se locomover tenha um mal súbito e precise ser atendido.

Nesse caso, temos algumas possibilidades a serem consideradas.

Uma, é que esse mal seja sintoma de alguma crise mais grave e que, por isso, exija um tipo de ação imediata.

Outra, em que o problema não é motivo para alarme, contudo, se não for tratado a tempo pode evoluir para um quadro mais complicado.

Em ambos os casos, como se vê, o fator tempo mais uma vez faz toda a diferença.

Por outro lado, é possível que um médico possa indicar o que fazer a distância, apenas inspecionando o paciente por vídeo ou conversando com você.

Lembre-se de que pessoas com dificuldades de se locomover necessitam de auxílio, o que tornaria uma viagem a um hospital mais demorada.

Esse é um caso em que a telemedicina pode salvar vidas e, de quebra, otimizar o uso do tempo que seria consumido em uma ida à unidade de saúde mais próxima.

Facilita a comunicação

Um dos procedimentos ambulatoriais mais importantes para se investigar uma doença e diagnosticá-la, como vimos, é a anamnese.

Em boa parte dos casos, ela é suficiente ou o único meio pelo qual um médico pode diagnosticar um problema de saúde.

Portanto, a comunicação é e sempre será a base de um atendimento eficaz.

A telemedicina, nesse aspecto, é mais uma garantia de que pacientes e especialistas estejam em contato quando e onde for necessário.

Além disso, vimos que, em mais da metade dos atendimentos, o diálogo entre médicos e pacientes é diário.

Imagine então o que aconteceria se essa comunicação fosse interrompida por falta de meios adequados?

Como encontrar médicos que atendem por telemedicina?

A missão do portal Cannabis & Saúde é levar informação confiável e atualizada para quem precisa de cuidados médicos, sobre medicina canabinoide.

Por isso, além de indicar médicos que prescrevem Cannabis medicinal, procuramos disponibilizar um plantel com diversas especialidades da medicina.

Sendo assim, desde já você sabe que pode contar com o nosso serviço de agendamento de consulta online, no qual muitos profissionais exercem a telemedicina.

Essa é mais uma alternativa para quem está em busca de um especialista que atenda remotamente com a possibilidade de marcação sem a necessidade de contatos telefônicos.

No link acima, você tem acesso ao nosso cadastro de médicos, elencados por especialidade, cidade e valor da consulta.

Veja a seguir como fazer para acessar esse serviço.

Cannabis & Saúde: como funcionam as consultas feitas por telemedicina?

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O primeiro passo é identificar o especialista adequado para tratar do seu caso.

Para tanto, basta acessar o link já informado e procurar pela área na qual precisa de atendimento.

Uma vez encontrado o médico desejado, é só clicar no botão logo no fim da sua ficha “Quero Agendar”.

Se tiver dificuldades em sua busca, você pode utilizar a barra de pesquisa com filtros, localizada à esquerda da tela.

Nela, é possível incluir os seguintes critérios de busca:

  • Especialidade
  • Nome do médico
  • Patologia
  • Cidade
  • Estado
  • Valor da consulta.

Preenchimento do formulário

Uma vez selecionado o médico, é hora de preencher o formulário do paciente, no qual devem ser informados:

  • Nome completo
  • E-mail
  • Telefone
  • Estado
  • Cidade
  • Nome do médico
  • Pessoa para quem você deseja agendar a consulta (caso seja um terceiro)
  • Nome completo e idade do paciente
  • Relação com a pessoa (familiar, responsável, tutor ou amigo)
  • Consulta de preferência (presencial ou telemedicina) – note que há especialistas que só atendem remotamente
  • Patologia a ser tratada.

Agendamento

Após o preenchimento do formulário, basta clicar em “Solicitar agendamento”.

Depois disso, você receberá uma confirmação, na qual acusamos o recebimento das informações e o encaminhamento para o especialista indicado.

Em seguida, o médico deverá fazer um novo contato para agendar a consulta conforme a preferência informada no formulário.

Consulta

Se a escolha for pela consulta presencial, então, o paciente deverá se deslocar ao local indicado pelo médico no ato de confirmação.

E se a opção for pela telemedicina, o paciente vai combinar a forma e o meio de comunicação a ser utilizado para o primeiro contato.

Telemedicina: como são os tratamentos após as consultas a distância?

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Baseando-se no que dizem as portarias do CFM e a mais recente lei publicada pelo governo em resposta à pandemia de Covid-19, alguns procedimentos de rotina em telemedicina foram definidos.

Conforme o Ofício CFM Nº 1756/2020, em face da situação de emergência, os médicos poderão realizar remotamente:

  • Teleorientação: pela qual pacientes em isolamento poderão ser encaminhados
  • Teleinterconsulta: em que médicos trocam opiniões e informações para auxílio terapêutico ou diagnóstico
  • Telemonitoramento: permite que, sob orientação ou supervisão médica, parâmetros de doença ou saúde sejam monitorados a distância. 

Por outro lado, as medidas de exceção não são uma exclusividade do período pandêmico, até porque, como vimos, a telemedicina vai muito além da anamnese.

Como você viu, até mesmo robôs podem realizar intervenções cirúrgicas a distância, desde que sejam guiados por um especialista.

Dessa forma, os tratamentos depois das consultas remotas podem perfeitamente continuar via telemedicina.

Caso sejam necessários exames laboratoriais ou de imagem, o médico poderá decidir o que fazer com base na observação visual ou dos sintomas relatados pelo paciente.

Vale destacar que é prerrogativa do especialista decidir se as consultas a distância são suficientes.

Em alguns casos, pode ser que ele prefira as presenciais.

Confira depoimento de Especialista

Conclusão

Não restam dúvidas de que a telemedicina funciona e, em certos casos, é a única solução para ter acesso a serviços médicos.

Se você nunca recorreu a esse tipo de atendimento, pode ter a certeza de que nele encontrará a mesma segurança das consultas presenciais.Para ficar sempre a par dos avanços da medicina e dos tratamentos com Cannabis medicinal, acompanhe os conteúdos do portal Cannabis & Saúde, feitos por uma equipe de especialistas comprometidos com a informação.

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