Os potenciais benefícios da Cannabis para saúde e bem-estar

cannabis e bem estar

Existe, na medicina, um leque de tratamentos para as doenças, sejam elas agudas ou crônicas. Nos últimos anos, dispararam os estudos em torno da Cannabis medicinal. O objetivo é encontrar evidências quanto às suas propriedades medicinais.

Ao longo deste texto, vamos explorar o potencial da Cannabis e seus benefícios para a saúde. Você entenderá detalhes relacionados, por exemplo, com os mecanismos de ação no organismo e como ela trata diversos problemas de saúde do indivíduo. Boa leitura!

O que é a Cannabis

A Cannabis é uma planta originária da Ásia. Possui várias subespécies, sendo que uma delas é o cânhamo (hemp), ou Cannabis sativa ruderalis, que tem uma baixa quantidade de THC (Tetrahidrocanabinol), substância relacionada aos efeitos psicotrópicos.

Por este motivo, costuma-se usar essa subespécie para fins medicinais e terapêuticos. Já a maconha (Cannabis sativa) possui uma quantidade maior de THC, o que aumenta as suas restrições de uso por parte das autoridades governamentais.

História da Cannabis

Nos primórdios da humanidade, a Cannabis foi usada para a produção de tecidos, em virtude de possuir fibras resistentes. A China foi o primeiro país a adotar a planta para fins medicinais, há mais de 5 mil anos, tratando problemas de saúde como:

  • problemas intestinais;
  • malária;
  • problemas no sistema reprodutor feminino;
  • dores reumáticas.

Introdução da Cannabis na Europa

Com a invasão ao Egito no fim do século XVIII, Napoleão Bonaparte levou consigo dois médicos que colheram amostras da planta. Após estudos, o psiquiatra Moreau de Tours passou a sustentar a hipótese que a Cannabis atua no SNC (Sistema Nervoso Central).

Tanto este como o médico e cientista Shaughnessy são considerados os principais responsáveis por introduzir a medicina canabinóide no continente, em especial no tratamento de cólera, tétano e raiva.

Introdução da Cannabis nos Estados Unidos

Infelizmente, o processo de entrada da planta no país ocorreu de forma conturbada. Primeiramente, houve a importação clandestina por imigrantes mexicanos, sendo que o consumo da Cannabis iniciou entre os habitantes do sul dos Estados Unidos.

Após a mídia da época relatar alguns comportamentos dos usuários da Cannabis, começou a haver um movimento para restringir o seu consumo.

Cannabis – Wikipédia, a enciclopédia livre

Classificação da Cannabis de acordo com a botânica

A Cannabis é um planta dioica, pois possui tanto exemplares do sexo masculino como do feminino. O macho é caracterizado por ter uma vida mais curta, ocorrendo a sua morte após a liberação do pólen; já a fêmea só morre depois do amadurecimento das sementes, além de possuir muito mais canabinoides que o exemplar masculino.

Pelo fato de possuir diversas variedades, não há um consenso quanto à classificação da planta. Somente a Cannabis sativa linnaeus é oficialmente reconhecida, possuindo subespécies como a indica e a ruderalis.

Também é importante destacar o fato de que a planta pode sofrer modificações, a depender do ambiente de cultivo. Dessa forma, torna-se mais difícil fazer a classificação em termos morfológicos e químicos.

Dito isso, a classificação botânica oficial da Cannabis é a seguinte:

  • reino: Plantae;
  • subreino: Tracheobionta, ou planta vascular;
  • subdivisão: Spermatophyta, ou planta com sementes;
  • divisão: Magnoliophyta, ou planta com flores;
  • classe: Magnoliopsida, ou Dicotiledônea;
  • subclasse: Hamamelidae;
  • ordem: Urticales;
  • família: Cannabaceae;
  • gênero: Cannabis Linnaeus;
  • espécie: Cannabis Sativa Linnaeus;
  • subespécies: sativa, indica, ruderalis, spontanea.

Composição química da Cannabis

A molécula da Cannabis possui 21 átomos de carbono. Dentre os 400 compostos da planta, existem dois que merecem destaque: o THC e o CBD, ou canabidiol.

O primeiro se encontra em maior abundância, além de ser lipofílico (facilidade de dissolução em gorduras) e ter uma estrutura não cristalina. Significa que o THC não apresenta uma homogeneidade ao longo de sua estrutura molecular.

Já o CBD, diferente do THC, não apresenta efeitos psicotrópicos. Além disso, foi alvo de estudos que detectaram uma possível ação neuroprotetora, dada a sua atuação contra os radicais livres do organismo. Também é possível associar o canabidiol à melhora de outros quadros de saúde, como inflamações, convulsões e fortalecimento do sistema imune.

Além de açúcares, hidrocarbonetos e aminoácidos, é preciso também destacar na composição da Cannabis:

  • esteróides: são lipídios formados de hidrocarbonetos com 17 átomos de carbono. No organismo, é responsável por várias funções, como o controle metabólico;
  • flavonóides: são compostos encontrados em abundância nas plantas. Possui várias ações no organismo, combatendo, por exemplo, inflamações e radicais livres;
  • terpenos: também abundantes no reino vegetal, apresentam propriedades fungicidas, bactericidas e anticancerígenas.

A diferença entre uso adulto e medicinal

Como já falamos, o composto responsável pelos efeitos psicoativos é o THC. No uso adulto, a via comum é a fumada na busca é por uma alta dosagem do THC, um dos fatores que contribui na duração e intensidade dos efeitos psicoativos.

Isso vai depender da perda de sensibilidade às ações do THC e da taxa de absorção e metabolismo deste.

Em relação ao uso medicinal, o cenário é diferente. Primeiro, que o composto usado para esse fim, na maioria dos casos é apenas o CBD, que não possui efeitos psicoativos que geram dependência.

Quando há a recomendação médica para o THC, as doses são ministradas através do acompanhamento de um médico especializado e em doses muito controladas, gerando efeitos benéficos ao organismo e pouca atividade psicoativa.

No uso medicinal, a via preferencial é oral, através de óleos e cápsulas, ou nasal. Em alguns casos, de pacientes com dores crônica incontroláveis, por exemplo, é possível o médico recomendar o uso fumado ou vaporizado. Porém, esta via traz consigo efeitos colaterais, como dano à traquéia e pulmão.

O que é efeito entourage? Ciência busca entender interação de canabinoides,  terpenos e flavonoides - Cannabis & Saúde

Efeito Entourage

Um tratamento à base de Cannabis pode conter somente o CBD. No entanto, existem situações em que o uso combinado de outros compostos — inclusive o THC — pode ser bastante benéfico ao organismo do indivíduo.

O efeito entourage, portanto, consiste em uma ação sinérgica dos compostos da planta, envolvendo também os terpenos, esteróides e flavonóides.

Além de potencializar efeitos terapêuticos, o efeito entourage pode ainda minimizar problemas decorrentes do uso recreativo da Cannabis.

Para facilitar o entendimento sobre o uso de produtos full spectrum (combinação dos diversos compostos da Cannabis), explicaremos a seguir sobre os mecanismos de ação dos canabinóides no organismo.

Ação dos canabinóides

Os mecanismos de ação dos canabinoides começaram a ser estudados nos anos 60. Algumas décadas mais tarde, surgiu uma série de descobertas relacionadas com receptores canabinoides localizados no sistema periférico e nervoso central.

Nesses estudos, descobriu-se também os chamados canabinoides endogenos. Basicamente, estes são produzidos de forma natural pelo organismo, sendo que um dos principais deles é a Anandamida. Este canabinoide se forma a partir da etanolamina e do ácido araquidônico, sendo que este contribui no controle de processos como o fluxo de sangue e inflamações. Além disso, a Anandamida tem efeitos farmacológicos muito semelhantes ao THC.

Receptores canabinóides CB1 e CB2

Neste tópico, vamos falar sobre dois receptores: o CB1 e o CB2. O primeiro se localiza no Sistema Nervoso Central, enquanto o segundo fica na parte periférica, sendo também encontrado em abundância em outras regiões do corpo, como o baço. As regiões do cérebro onde há mais receptores canabinoides e suas respectivas funções são:

  • hipocampo, relacionado com o stress, memória e aprendizagem;
  • gânglios basais, responsáveis por controlar movimentos do indivíduo;
  • cerebelo, coordena os movimentos do corpo;
  • córtex, ligado a funções cognitivas.

Existe uma série de elementos envolvidos na comunicação entre neurônios. Um deles é a proteína G, localizada no sistema endocanabinóide, sendo os primeiros responsáveis pelo processo de transdução de sinais.

De maneira simplificada, essa transdução pode ocorrer pela conversão de um sinal elétrico em químico entre dois neurônios, sendo um chamado pré sináptico e outro pós sináptico. Durante essa comunicação, acontece também a abertura ou bloqueio dos canais de potássio e cálcio, pois estes impactam diretamente a transmissão de sinais e, por consequência, a liberação de neurotransmissores.

Propriedades medicinais da Cannabis e seus benefícios

A descoberta do sistema endocanabinoide e dos receptores CB1 e CB2 contribuíram sensivelmente no aumento no número de estudos sobre a planta. Outro fator que aumentou o interesse da comunidade científica pela Cannabis foi o próprio aumento na expectativa de vida dos indivíduos.

Este fato tornou várias doenças mais prolongadas, além do aparecimento de enfermidades incuráveis. Especificamente, a aceitação do THC pela comunidade científica também aumentou.

Efeito neuroprotetor da Cannabis e seus benefícios

O glutamato é um neurotransmissor que pode causar muitos problemas se estiver em excesso. O estresse e a dor de cabeça são apenas alguns de seus efeitos prejudiciais, mas que podem ser minimizados com o uso de canabinoides.

Na prática, o processo é conduzido pela proteína G, que está localizada no receptor canabinóide CB1.

A Doença de Parkinson, o Alzheimer e a esclerose múltipla, portanto, podem ser tratadas com Cannabis. Outros benefícios importantes do efeito neuroprotetor da Cannabis incluem:

  • controle de crise epiléptica, mediante um estudo em que foi ministrado óleo de CBD;
  • controle da Síndrome de Dravet, um tipo peculiar de epilepsia que costuma acometer crianças;
  • a síndrome de Lennox-Gastaut, outro tipo de epilepsia, pode ser tratado com o Epidiolex, produto à base de Canabidiol aprovado pelo FDA.

Efeito ansiolítico da Cannabis e seus benefícios

A ação ansiolítica da Cannabis possui relação com a diminuição da ansiedade. Um dos remédios que podem ser aplicados para esse fim é a Nabilona, um canabinoide sintético também usado no combate a náuseas, vômitos e até mesmo pacientes com câncer.

Embora seja trivial, é importante conceituarmos a ansiedade do ponto de vista médico. Consiste basicamente no sofrimento por antecipação, mediante algo estranho ou desconhecido.

Além disso, o indivíduo se vê em uma situação de grande medo, insegurança e apreensão, sendo algo, portanto, que demanda tratamento. Algumas categorias de ansiedade que mais acometem as pessoas são o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e o TAS (Transtorno de Ansiedade Social). Uma substância que pode causar ansiedade é o delta-9-THC, sendo que o CBD se mostrou, mediante estudos, antagônico a esta.

Efeito antioxidante da Cannabis e seus benefícios

Conceitualmente, a oxidação é um processo químico responsável por criar moléculas chamadas radicais livres. Quando estão em quantidades elevadas, os radicais livres podem causar o chamado estresse oxidativo, que é prejudicial à saúde. Felizmente, o processo pode ser revertido pelo consumo de alimentos com antioxidantes, como vitamina C, selênio e CBD.

Estudos mostraram que o CBD age diretamente sobre os radicais livres, convertendo-os em formas com menor potencial agressivo. Na prática, o que ocorre é a interrupção das reações em cadeia desses radicais, sendo que o CBD também pode atuar na captura deles.

O CBD também influencia a formação das chamadas espécies reativas de oxigênio (ROS). Diminuindo a produção destas, é possível evitar o aumento de radicais livres e prejudicar a saúde do indivíduo.

Quando há um desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes, a transdução de sinais sofre interferência, aumentando o risco de disfunções no organismo. Portanto, a ação antioxidante do Canabidiol ajuda a lidar com problemas de saúde como:

  • envelhecimento;
  • enfraquecimento do sistema imune;
  • catarata;
  • câncer;
  • doenças inflamatórias;
  • doenças neurogenéticas.
  • Efeito antiinflamatório da Cannabis e seus benefícios

Quando o organismo está inflamado, significa que ele está tentando combater algum patógeno ou substância prejudicial.

Caso este processo se dê de maneira contínua, o indivíduo passa a se encontrar com sérias dificuldades, inclusive havendo o risco de óbito.

Sobre o papel da Cannabis, há evidências que a sua ação ocorre mediante alguns fatores. Existe um receptor chamado GPR55 acoplado à proteína G, localizado em abundância nos sistemas imune e nervoso.

O CBD se mostrou antagonista a este receptor, sendo que o seu efeito primário é anticonvulsivante.

No entanto, neste caso, notou-se também a possibilidade indireta de ação sobre o equilíbrio oxidativo e inflamação, em virtude do CBD elevar a expressão de endocanabinóides.

Efeito neuromodulador e seus benefícios

A neuromodulação possui relação com a capacidade de interação do sistema nervoso a estímulos externos.

Pelo fato de estar ligado ao cérebro e, por consequência, ao sistema endocanabinóide, o CBD tem se mostrado benéfico nesse sentido, ajudando a tratar problemas como:

  • depressão;
  • distúrbios cognitivos;
  • zumbido no ouvido;
  • AVC;
  • Doença de Parkinson;
  • distonia, problema cerebral que causa espasmos e movimentos involuntários do indivíduo;
    epilepsia;
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Cannabis para promoção de saúde e bem-estar

De maneira geral, a saúde está relacionada com o sistema imune e a regulação da atividade cerebral. Como falamos aqui, temos um sistema endocanabinóide que atua no nível de membrana das células, em especial na transdução de sinais entre neurônios.

Outro ponto a ser destacado é o envelhecimento celular, causado em parte pelo excesso de radicais livres. O CBD se mostrou efetivo nesse sentido, contribuindo no equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes.

O bem-estar é caracterizado, segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, quando o consumo de Cannabis ocorre com a prescrição médica, não só a saúde é afetada positivamente, mas também a qualidade de vida.

O indivíduo passa a ter mais disposição para suas atividades, inclusive pela possibilidade de o CBD auxiliar na regulação do sono. Dormir bem é outro componente fundamental na saúde, principalmente no âmbito das atividades cerebrais.

Cannabis para redução da pressão arterial

Uma pessoa que sofre de hipertensão é aquela cuja pressão do sangue sobre as artérias está acima do normal. Uma vez feito o diagnóstico, o paciente passa a correr o risco de problemas mais graves, como doenças renais e cardiovasculares.

Em um experimento, dez homens receberam 600 mg de CBD, de modo a apresentar os seguintes resultados:

  • redução na PAS, ou pressão arterial sistólica de repouso;
  • redução na PAD, ou pressão arterial diastólica;
  • redução na PAM, ou pressão arterial média;
  • redução do SV, ou volume sistólico em repouso;
  • redução no EJT, ou tempo de ejeção do ventrículo esquerdo;
  • tendência de redução na TPR, ou resistência periférica total.

Convém lembrar que a sístole e a diástole correspondem, respectivamente, à contração e o relaxamento do músculo cardíaco. Sobre o EJT, ele consiste na abertura da válvula aórtica, responsável pelo transporte de sangue do coração para as demais partes do corpo.

Após ser alcançada a pressão aórtica, ocorre a ejeção do sangue e, por consequência, a diminuição no volume ventricular. Já a TPR é simplesmente a resistência do sistema circulatório em relação à pressão arterial.

Cannabis para tratar dependência química

Falaremos agora sobre um estudo com CBD usado na prevenção de recaída no uso de drogas. Ao contrário do experimento citado há pouco, o alvo dessa vez são ratos, mais especificamente machos da raça Wistar.

Os ratos não foram submetidos à ingestão oral em virtude de limitações referentes à conversão do CBD em canabinóides psicoativos. No lugar, foi adotada a administração por via transdérmica, pois o intuito era injetar o composto mais rapidamente na corrente sanguínea dos animais.

No experimento, a maioria dos ratos teve contato com a cocaína. Constatou-se que o CBD trouxe benefícios em termos das condições promotoras de recaídas, bem como efeitos ansiolíticos.

Uma característica importante do CBD é a sua afinidade com lipídios. Dito isso, é possível que a substância fique tanto no plasma como no cérebro, contribuindo na ação contra a dependência química.

ansiedade insônia

Cannabis para tratar distúrbios do sono

A ansiedade é apenas um entre muitos fatores que pode afetar a qualidade do sono. Caso o primeiro não seja tratado corretamente, o risco de desencadear patologias mais sérias a médio e longo prazo tende a aumentar.

Existem indícios satisfatórios de que o CBD não só faz a pessoa dormir com maior facilidade, como ajuda a fazê-la levantar disposta no dia seguinte.

Outro ponto positivo sobre o composto é que ele não afeta as fases NREM e REM do sono, ao contrário de outros remédios.

Tratamento de distúrbios gastrointestinais (GI)

Para este tópico, precisamos falar brevemente sobre os nutracêuticos. Este é o termo que designa um tipo de suplemento alimentar, composto por alguns nutrientes que podem ser empregados no tratamento de problemas de saúde.

Como exemplos de compostos usados como nutracêuticos estão o resveratrol (que pode ser extraído da semente e da casca da uva) e o licopeno, que pode ser obtido a partir do tomate.

A Cannabis se insere neste contexto, a partir da possibilidade de seu uso como nutracêutico.

O intestino do ser humano é um sistema praticamente autônomo, sendo considerado por muitos o início da saúde e da doença.

Para a fabricação de um nutracêutico, é necessária a presença de um bioativo, sendo que, no caso da Cannabis, os principais deles são:

  • THCA, ou ácido Δ-9 tetrahidrocanabinólico;
  • CBDA, ou ácido canabidiólico;
  • CBNA, ou ácido canabinólico;
  • CBGA, ou ácido cannabigerólico;
  • CBCA, ou ácido cannabicromênico;
  • CBNDA, ou ácido canabinodiólico.

Além de bioativos, a planta possui ácidos graxos essenciais e fibras. No entanto, o THCA possui uma certa instabilidade, podendo se transformar em THC e, com isso, prejudicar a propriedade nutracêutica da planta.

Provavelmente você deve ter ouvido falar em síndrome do intestino irritável. Alguns indícios deste problema são a diarreia e a menor motilidade, responsável por facilitar o processo de digestão. Dito isso, a modulação do sistema endocanabinóide pode ajudar bastante a atenuar esse quadro, sendo que a Cannabis é usada principalmente na modulação da motilidade intestinal e alívio da dor.

Cannabis para alívio de dor

Seja ela pontual ou crônica, existem indícios que a dor pode ser tratada com auxílio do CBD. O óleo de canabidiol, por exemplo, é recomendado quando o indivíduo estiver sentindo grandes desconfortos, decorrentes de algum problema maior de saúde, como o câncer.

O CBD pode, inclusive, substituir opióides no combate à dor, sendo que estes estão associados a alguns efeitos colaterais.

Como iniciar um tratamento com Cannabis

De fato, médicos habituados com terapias e tratamentos concencionais não possuem a expertise para ministrar Cannabis medicinal. A esta altura do texto, pode-se notar que a efetividade do CBD e outros compostos depende de aspectos como a dosagem adequada, com base nos estudos citados aqui em humanos e ratos.

Felizmente, a comunidade científica está mais aberta às descobertas sobre o potencial medicinal e terapêutico da Cannabis.

A consequência disso é o aumento na oferta de profissionais especializados, capazes de ministrar um tratamento ao paciente e este alcançar seu objetivo, que pode ser uma cura ou atenuação de um quadro crônico.

A Cannabis de uso medicinal, como vimos ao longo do artigo, possui centenas de compostos, sendo que os principais são o CBD e o THC.

Muitos estudos ainda precisam ser conduzidos, mas a existência de um sistema endocanabinóide reforça a efetividade da planta no tratamento de doenças agudas e crônicas.

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