Cannabis garante vida sem dor para professora com fibromialgia

Desde jovem, Marinete sempre sentia dores intensas, mas só há poucos anos soube o nome da doença que tinha. Agora, a Cannabis acabou com o calvário de trinta anos.

No começo, nem os médicos acreditavam que a professora Marinete Alves Rossi tivesse uma doença. Era o início da década de 90 e não havia um diagnóstico para aquela enfermidade. Nos anos seguintes, ela consultou reumatologistas e ortopedistas, sem solução para seu sofrimento. Hoje, aposentada e com 63 anos, ela iniciou uma nova fase, graças ao óleo canabidiol que ainda precisa importar da Inglaterra. 

Por décadas, Marinete sentiu cansaço e o corpo todo dolorido: “são dores tipo dor muscular, aparecem em todos os lugares, eu não podia encostar em nada”, lembra. Com isso faltava às aulas, pedia licença constantemente, passava dias de cama sem poder cuidar da casa e dos filhos. Com tudo isso, entrou em depressão: “Ninguém enxergava a doença”. Como as pessoas não tinham como saber a intensidade de suas dores, sofreu preconceito, gente achando que era frescura, diziam que ela tinha que aprender a conviver com a dor. 

Tomou todo tipo de remédios, de anti-inflamatórios a analgésicos, como o opioide tramadol. A dor melhorava por duas, três horas mas depois voltava e ainda ficavam os efeitos colaterais: pesadelos, boca seca, sono ruim, problemas gástricos. No frio, a dor era insuportável.

Há cinco anos, finalmente veio o diagnóstico e a certeza de que a vida que vivia não era normal. Só que com a notícia veio a informação de que fibromialgia não tem cura, e ela seguiu a vida com dores. Mais recentemente, a irmã que mora no Rio de Janeiro (Marinete mora em Niterói), falou da Gravital, uma clínica no bairro carioca de Botafogo que trata pacientes com Cannabis. Marinete já tinha ouvido falar de tratamentos com a planta, mas somente para autismo. Não tinha ideia de que adultos com fibromialgia poderiam se beneficiar do tratamento. 

Ela marcou a consulta com o Dr. Pietro Vanni, que explicou o tratamento e prescreveu o CBD. Marinete fez o processo na Anvisa e importou seu óleo de Londres.

Zero dor

Marinete conta que não teve preconceito na hora em que a irmã sugeriu o tratamento e nem durante a consulta. Só que, quando o remédio chegou, ela teve medo porque ele era derivado da Cannabis. Postergou por 15 dias antes de tomar coragem para usar.

Quando tomou, o resultado veio logo. Dia após dia as dores foram regredindo, até que, em apenas um mês, não sentia mais nada. Zero dor. No retorno por vídeo com o médico, dois meses depois da prescrição, ele perguntou a Marinete o que ela tinha para falar. Objetiva, ela respondeu: “Nada. A dor passou”. 

A depressão também foi embora, o que Marinete acredita ter acontecido porque as dores pararam. “Eu era muito deprimida, emburrada, não tinha ânimo para nada”, ela conta. Até o porteiro do prédio disse que ela está mais animada. O antidepressivo que tomava duas vezes por dia foi reduzido já no início do tratamento pela metade, sem fazer falta. Até dezembro eles pretendem cortar o remédio por completo, mas Marinete não pretende fazer isso antes, só com a orientação do médico.

Vida nova

Hoje ela só toma suas gotas três vezes ao dia, além do antidepressivo e uma Neosaldina, se estiver com dor de cabeça muito forte. Sem efeitos colaterais, e portanto seguro, Marinete gosta de indicar o CBD para as pessoas. Quando faz isso, encontra muito preconceito. Ela conta que a dentista quase caiu da cadeira quando ela disse que estava se tratando com Cannabis. E é assim com a maioria das pessoas quando ela tenta contar: elas parecem nem querer falar no assunto, não respondem e mudam a prosa.

Por isso ela reforça que as pessoas precisam vencer o preconceito e ir a uma clínica que trabalhe com Cannabis. “Vai ser uma coisa muito boa na sua vida”.

Com a pandemia, Marinete ainda não conseguiu aproveitar a vida nova. Ela conta que em Niterói, as pessoas estão conscientes sobre o perigo que a Covid-19 representa, e saem protegidas. Ela, como mora perto da praia, dá uma caminhada e volta. Mas está com saudades de tomar banho de mar, coisa que ela não podia fazer quando tinha crises de dor.

Com o filho que visita duas vezes por semana, planeja sair mais. Eles já combinaram de, uma vez por mês, saírem para passear, curtir o verde. E uma vida sem dor.

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