Síndrome das pernas inquietas: Como aliviar os sintomas da SPI

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A síndrome das pernas inquietas (SPI) é uma condição que causa uma vontade incontrolável de mover as pernas, geralmente por causa de uma sensação desconfortável.

Essa é uma condição neurológica em que se sente uma necessidade incontrolável de se movimentar para aliviar uma sensação de desconforto.

Normalmente acontece à noite ou durante a tarde, quando se está sentado ou deitado. O movimento alivia temporariamente a sensação desagradável.

Essa urgência de se mexer costuma vir associada a sensações desagradáveis nas pernas, como formigamento, fisgadas ou queimação.

É mais comum que a doença afete as pernas, mas há casos de pacientes que experimentam os mesmos sintomas nos braços. Ela pode acontecer em qualquer idade, mas as chances aumentam com a idade.

A qualidade de vida de um portador dessa doença fica bastante prejudicada, visto que a doença pode atrapalhar o sono, o descanso e suas atividades diárias.

Continue lendo para entender mais sobre a doença e os principais tratamentos!

O que é a síndrome das pernas inquietas?

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A síndrome das pernas inquietas, também chamada de síndrome de Ekbom, causa sensações desagradáveis ou desconfortáveis nas pernas e uma vontade irresistível de movê-las.

Os sintomas geralmente ocorrem no final da tarde ou à noite, e muitas vezes são mais graves à noite quando uma pessoa está descansando.

Eles também podem ocorrer quando alguém está inativo e sentado por longos períodos (por exemplo, ao fazer uma viagem de avião ou ao assistir a um filme).

Como os sintomas podem aumentar de gravidade durante a noite, pode se tornar difícil adormecer ou voltar a dormir depois de acordar.

Movimentar as pernas ou caminhar normalmente alivia o desconforto, mas as sensações desagradáveis se repetem cada vez que o movimento para.

A síndrome das pernas inquietas é classificada como um distúrbio do sono, uma vez que os sintomas são desencadeados pelo descanso e pela tentativa de dormir, e como um distúrbio do movimento, uma vez que as pessoas são forçadas a mover as pernas para aliviar os sintomas.

É, entretanto, melhor caracterizado como um distúrbio sensorial neurológico com sintomas que são produzidos a partir do próprio cérebro.

Como resultado, os sintomas podem causar exaustão e sonolência diurna, o que pode afetar fortemente o humor, a concentração, o desempenho profissional e escolar, e as relações pessoais.

Muitas pessoas com a síndrome relatam que muitas vezes não conseguem se concentrar, têm a memória ruim ou não conseguem realizar as tarefas diárias.

Além disso, a síndrome das pernas inquietas de nível moderado a severo quando não tratado pode levar a uma diminuição de cerca de 20% na produtividade do trabalho e pode contribuir para a depressão e ansiedade.

O que provoca a síndrome das pernas inquietas?

De acordo com National Institute of Neurological Disorders and Stroke, os motivos que desencadeiam a síndrome das pernas inquietas nem sempre são claros.

Por isso, é necessário realizar uma avaliação médica para identificar os causadores da síndrome. Entretanto, sabe-se que alguns fatores podem provocar a síndrome das pernas inquietas, entre eles:

Deficiência de ferro: O ferro realiza a comunicação entre os neurônios e quando o organismo não possui a quantidade de ferro suficiente essa comunicação pode ser comprometida levando a síndrome.

Diabetes: A diabetes pode danificar os vasos sanguíneos e nervos, inclusive dos músculos dos membros inferiores, causando a síndrome das pernas inquietas.

Falência renal: Estudos mostram que é comum que pessoas com insuficiência renal tenham a síndrome das pernas inquietas, contudo a causa ainda é desconhecida.

Gravidez: Há mulheres que apresentam a síndrome das pernas inquietas durante o último trimestre da gravidez, provavelmente devido a uma deficiência nos níveis de ácido fólico.

Medicamentos: Alguns medicamentos podem causar a síndrome, entre eles: antipsicóticos, antidepressivos, anti-histamínicos e anti-eméticos.

Hábitos inadequados: O uso excessivo de álcool, cigarro e cafeína podem interferir no funcionamento do sistema nervoso, resultando na síndrome.

Sintomas da síndrome das pernas inquietas

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O principal sintoma da síndrome das pernas inquietas é o desejo irresistível de se mover.

Além dessa sensação, sensações desconfortáveis nos membros inferiores podem ser sentidas de forma diferente das de pessoas sem o distúrbio.

As sensações em suas pernas são muitas vezes difíceis de definir, mas podem ser descritas como latejantes, de formigamento, fisgadas, pontudas e dores nas pernas. As sensações variam de incômodas a irritantes e dolorosas.

Estas sensações afetam menos comumente os braços, e raramente o peito ou a cabeça. E embora as sensações possam ocorrer em apenas um lado do corpo, elas podem afetar ambos os lados, bem como, alternar entre os lados.

Algumas pessoas com a síndrome da perna inquieta têm dificuldade em adormecer e permanecer dormindo. Elas também podem notar um agravamento dos sintomas se seu sono for reduzido ainda mais por eventos ou atividades.

Qual a incidência dessa síndrome?

Em casos moderados, os sintomas ocorrem apenas uma ou duas vezes por semana, mas muitas vezes resultam em atrasos significativos no início do sono.

Em casos graves, os sintomas ocorrem mais de duas vezes por semana e resultam em uma interrupção onerosa do sono e em uma diminuição da função diurna.

Pessoas com a síndrome podem às vezes experimentar remissão.

A remissão é a melhora espontânea durante um período antes dos sintomas aparecerem. Isso ocorre normalmente durante os estágios iniciais do distúrbio.

No entanto, em geral, os sintomas tornam-se mais graves com o passar do tempo.

Pessoas que têm alguma condição médica associada tendem a desenvolver sintomas mais graves rapidamente. Em contrapartida, aqueles que não possuem nenhuma outra condição mostram uma progressão muito lenta do distúrbio.

Fatores de risco da síndrome das pernas inquietas

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São considerados fatores de risco para o aparecimento de SPI as seguintes situações:

  • Sexo feminino;
  • Idade >50 anos;
  • Gravidez;
  • Deficiência de ferro;
  • Doação frequente de sangue;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Neuropatia periférica;
  • Uso excessivo de álcool ou bebidas cafeinadas;
  • Uso de fármacos como antidepressivos, anti-histamínicos, metoclopramida, lítio etc.;
  • Outros: doença de Parkinson, diabetes mellitus, fibromialgia, artrite reumatóide, mielopatias, transtornos do sono como narcolepsia e distúrbio comportamental do sono REM.

Como funciona o diagnóstico da SPI?

O diagnóstico da síndrome das pernas inquietas normalmente é feito por um clínico geral ou um médico especialista em distúrbios do sono.

Em outras palavras, o diagnóstico de síndrome das pernas inquietas é predominantemente clínico, fundamentado na descrição dos sintomas.

Embora raramente essa síndrome tenha como causa uma polineuropatia, é indispensável avaliar os reflexos, a sensibilidade ao toque e a intensidade da dor.

A síndrome das pernas inquietas tem cura?

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Não há cura para a síndrome das pernas inquietas, mas os sintomas podem ser aliviados com o tratamento.

Nesse sentido, o objetivo do tratamento é reduzir a intensidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida. Existem diversos tratamentos disponíveis, incluindo medicamentos, terapias não medicamentosas e cirurgia.

Os medicamentos mais utilizados para o tratamento da síndrome das pernas inquietas são os dopaminérgicos, que são drogas que aumentam os níveis de dopamina no cérebro.

Outros medicamentos usados para o tratamento da SPI são os anticonvulsivantes, como o gabapentina e a carbamazepina.

Alguns pacientes também podem se beneficiar de terapias não medicamentosas, como acupuntura e massagem. Cirurgia é uma opção de tratamento rara e só é indicada para casos graves.

Tratamento da síndrome das pernas inquietas

Não existe cura para a síndrome das pernas inquietas, no entanto, é possível adotar algumas medidas que acabem por aliviar os sintomas dessa peculiar condição.

Casos leves de síndrome das pernas inquietas que não estão ligados a uma condição de saúde subjacente podem não requerer nenhum tratamento, a não ser fazer algumas mudanças no estilo de vida.

Como por exemplo, investir em técnicas de relaxamento, como ioga e meditação, além de tomar banhos quentes que relaxam os músculos podem aliviar a vontade de movimentar as pernas constantemente.

Se a síndrome das pernas inquietas for causada pela anemia por deficiência de ferro, suplementos de ferro podem ser tudo o que é necessário para tratar os sintomas.

Nos pacientes em que a síndrome das pernas inquietas é mais grave, apresentando sintomas que prejudicam a vida deles, é preciso fazer o uso de alguns medicamentos que diminuem a sensibilidade das pernas, como por exemplo:

  • Agonistas da dopamina: costumam ser a primeira opção de tratamento com medicamentos e atuam como o neurotransmissor dopamina no cérebro, diminuindo a intensidade dos sintomas;
  • Benzodiazepinas: são sedativos que ajudam a pegar no sono mais facilmente, mesmo que ainda existam alguns sintomas;
  • Agonistas da Alfa 2: estimulam os receptores de alfa 2 no cérebro, que desligam a parte do sistema nervoso responsável pelo controle involuntário dos músculos, aliviando os sintomas da síndrome.

Cannabis medicinal como auxiliar na tratamento da SPI

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Alguns estudos têm sido publicados ao longo dos últimos anos relatando como a Cannabis medicinal tem auxiliado pacientes que possuem a síndrome das pernas inquietas.

Confira abaixo alguns dos principais estudos e relatos de pacientes após o uso do tratamento canabinoide para a Síndrome das Pernas Inquietas.

Estudos que apontam benefícios da Cannabis para a síndrome

De acordo com um estudo publicado pela Sleep Breath, em 2020, cerca de 3% da população norte-americana e europeia sofre com essa síndrome apresentando sintomas que vão de moderado a grave.

Ainda de acordo com eles, faltam alternativas de tratamentos convencionais.

Por isso, o uso medicinal da Cannabis surge como uma opção que pode proporcionar uma remissão parcial ou até mesmo total em alguns casos.

Esse estudo publicado teve como referência um primeiro relato de 2019 em que pacientes utilizaram a Cannabis como forma de tratamento dos sintomas da SPI.

De acordo com os pacientes foi perceptível uma melhora na qualidade do sono após o início do tratamento via administração sublingual de canabidiol.

Ainda de acordo com esses estudos, o canabidiol sublingual, apresenta uma taxa de 90% de eficácia na redução dos sintomas.

Entre os principais sinais de SPI em que houveram melhoras importantes estão:

  • Redução das sensações de desconforto ou da necessidade de mover as pernas;
  • Diminuição das dores;
  • Diminuição de outros sintomas da SPI como formigamento, arrepios e pontadas.

Um dos motivos que podem explicar essa eficiência está relacionado ao sistema endocabinoide.

Este sistema tem entre outras funções, a regulação da liberação de noradrenalina e serotonina por mecanismos diretos e indiretos.

De certo modo, isso pode estar subjacente a vários efeitos comportamentais induzidos pelo uso medicinal da Cannabis.

Essa pesquisa mostrou também que o uso crônico de cannabis está associado à redução da capacidade de síntese de dopamina e pode explicar a eficácia relatada na redução dos sintomas da SPI.

Como é feito o tratamento auxiliar por meio da Cannabis medicinal?

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O tratamento auxiliar é feito por meio de óleo de canabidiol (CBD) derivado da planta de cannabis.

Além disso, ele pode ser utilizado via de administração mais comum que é a sublingual (de ação imediata), bem como a oral (cujo efeito demora mais tempo), a nasal, a tópica e por vaporizador.

Ainda são necessários para determinar a eficácia e segurança a curto e longo prazo da cannabis medicinal para SPI.

Dentre as opções de CBD, temos a forma isolada ou a de espectro completo (full spectrum).

Nessa última, há a inclusão de todos os canabinoides encontrados na planta Cannabis, inclusive tetrahidrocanabinol (THC). Há ainda o amplo espectro, que inclui vários canabinoides, mas não o THC.

Relatos de pessoas com a síndrome

Os remédios que têm sido produzidos à base de cannabis tem se mostrado não só como uma alternativa viável bem como também mais eficiente a pacientes com diversos tipos de transtornos.

Esse é o caso do Welington Belluco, 42 anos, diagnosticado com síndrome das pernas inquietas, em 2014.

De acordo com ele, tudo começou em 2012, quando já em casa o mesmo sentia queimação, pontadas e muita dor nas duas pernas.

Ainda de acordo com ele, no início era suportável, pois os sintomas se apresentavam uma vez por semana. Logo se tornaram mais frequentes, todas as noites, roubando qualquer possibilidade de paz.

Junto com o diagnóstico, veio o tratamento.

Welington tomou anticonvulsivo, antidepressivo, um remédio usado para tratar a doença de Parkinson, e nada de melhorar.

Com clonazepam, que inibe as funções do sistema nervoso, conseguiu, pelo menos, dormir um pouco.

“Esta medicação não melhorava em nada os sintomas de dores e pressão, mas ajudava a melhorar a qualidade do sono. Durante anos foi a minha única opção.”

Ele ainda conta sobre como sua rotina era atrapalhada pela doença e a ineficácia dos remédios:

“Tomava o remédio, mas só conseguia dormir lá pelas 5 da manhã. Para acordar às 7 e pouco, então acabava atrapalhando demais o dia a dia no trabalho”.

“Sobrecarrega o corpo e a mente. Não consegue ter um sono reparador. Já acorda cansado, com dificuldade de concentração. Fora o pensamento constante de que tudo vai se repetir. Que de noite eu não vou conseguir dormir.”

Início do tratamento com Cannabis Medicinal

Porém, a situação do Welington começou a mudar em 2020, quando lhe foram apresentados resultados significativos de pacientes que iniciaram o tratamento com canabidiol.

Após receber autorização da Anvisa para começar a utilizar a Cannabis, começou imediatamente e, a melhora nos sintomas já foi perceptível nos primeiros dias.

“No segundo dia utilizando o Canabidiol já senti melhora nos sintomas. A melhora na qualidade do sono foi inquestionável. Passei três semanas sem sintomas de dores, e o sono estava completamente regulado”, lembra Welington.

“Após um mês, os sintomas foram voltando, mas diminuíram novamente em frequência e intensidade após o Dr. Ibsen regular a dose.”, conclui.

Mesmo acreditando que o uso do canabidiol não melhore 100% dos sintomas, hoje em dia, Welington consegue ter noites de sono regulares, bem como uma melhora em sua qualidade de vida.

De acordo com ele, em quase nove anos de tratamentos e medicamentos convencionais, ele nunca sequer chegou perto desse tipo de resultado.

Ele recomenda finalizando:

“Muitas pessoas ainda podem ter receio e desconfiança em utilizar o Canabidiol. Por experiência própria, em desespero por encontrar alguma melhora, aceitei de imediato iniciar o tratamento e creio que ele me ajudou muito. Gostaria que outras pessoas também pudessem tentar esta opção.”

Continue lendo para entender como você pode obter ajuda com Cannabis Medicinal no Brasil!

Onde buscar ajuda para tratamento à base de Cannabis Medicinal?

O tratamento para Síndrome das Pernas Inquietas à base de Cannabis Medicinal deve ser feito apenas sob prescrição médica por um profissional legalmente habilitado para isso.

Nesse sentido, o mais adequado a se fazer é buscar um médico com experiência nos tratamentos com o uso de substâncias canabinoides.

Isso se deve ao fato de que boa parte dos profissionais de saúde não tem experiência em receitar esse tipo de tratamento. Dessa forma, muitos acabam não o fazendo por falta de conhecimento ou sensação de insegurança.

Algumas pesquisas apontam que o número de médicos prescritores de tratamentos à base de Cannabis é inferior a 0,5% no Brasil.

Assim, é bem comum encontrar pacientes que se frustram por não receberem um tratamento com perspectivas tão positivas.

Por isso, nós do Portal Cannabis e Saúde desenvolvemos uma plataforma onde conectamos médicos prescritores de cannabis aos pacientes.

Dessa forma, reduzimos em boa parte os problemas e custos que você pode ter ao buscar um bom tratamento para SPI.

Você pode entrar em nossa plataforma e buscar profissionais que tenham o conhecimento necessário para determinar se esse é o tratamento certo para você.

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Recomendações gerais para quem possui a SPI

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Fazer mudanças simples no estilo de vida pode ajudar a aliviar os sintomas da SPI, entre eles:

Experimente banhos relaxantes e massagens: Mergulhar as pernas e pés em uma bacia de água quente e massagear as pernas pode relaxar os músculos.

Aplique compressas quentes ou frias: O uso de compressas quentes ou frias, ou o uso alternado das duas, pode diminuir as sensações desconfortáveis dos membros.

Estabelecer uma boa higiene do sono: A fadiga tende a piorar os sintomas da SPI, por isso é importante que você pratique uma boa higiene do sono. Idealmente, tenha um ambiente silencioso e confortável e durma pelo menos oito horas de sono noturno.

Exercício físico: Fazer exercícios físicos moderados e regulares pode aliviar os sintomas da SPI, mas fazer exercícios em excesso ou fazer exercícios tarde demais pode intensificar os sintomas.

Evite a cafeína: Às vezes, cortar a cafeína pode ajudar a diminuir a sensação das pernas inquietas. Tente evitar produtos que contenham cafeína, incluindo chocolate, café, chá e refrigerantes.

Conclusão

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio que se manifesta através de sintomas como coceira, formigamento e sensação de queimação nas pernas.

Embora não exista uma cura para a síndrome das pernas inquietas, o tratamento é possível e pode ser muito eficaz.

Uma das possibilidades é através do tratamento com o uso da Cannabis Medicinal, cujos estudos e relatos de pacientes demonstram bons níveis de eficácia e segurança em seu uso.

Porém, para tanto, é importante buscar um profissional qualificado para verificar se essa realmente é a opção mais indicada para você.

O Portal Cannabis e Saúde oferece uma plataforma onde você pode buscar por profissionais especializados em síndrome das pernas inquietas.

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