Alprazolam: como se livrar da dependência com a ajuda do CBD?

O canabidiol (CBD) pode ajudar no abandono gradual dos fármacos benzodiazepínicos, como o Alprazolam.

Afinal, ele trata justamente os sintomas apresentados por quem tenta largar a medicação. 

É o que mostra um estudo de 2019, publicado no Centro Nacional de Biotecnologia dos Estados Unidos.

No Brasil, a cada ano, são vendidas mais de 50 milhões de caixas de remédios para ansiedade e insônia (como é o caso do Alprazolam). 

Como são fármacos que podem gerar dependência, tão importante quanto a receita médica, é o processo de alta do paciente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), somos o país com mais pessoas que sofrem de ansiedade no mundo. Até 2019, eram aproximadamente 19 milhões de habitantes com o transtorno no Brasil (9,3% da população).

Claro que, desse número, muitos não se medicam, seja por medo, falta de informação ou falta de recursos. 

Já entre os que se medicam com ansiolíticos a maioria consome os benzodiazepínicos, como é o  caso do Alprazolam, tema deste artigo.

Continue a leitura para saber mais sobre o fármaco, suas indicações, modo de ação, efeitos colaterais e, ainda, como a Cannabis medicinal ajuda na transição para evitar a dependência do medicamento.

O que é o Alprazolam?

Alprazolam é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos com efeito ansiolítico, sendo receitado para o tratamento de transtornos como a ansiedade, síndrome do pânico, dificuldades de concentração e irritabilidade.

É um fármaco tarja preta, que possui ação sedativa e só pode ser vendido com prescrição médica.

De acordo com Nota Técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), possui a mesma efetividade de outros antidepressivos, mas com potencial de desenvolvimento de dependência – sobretudo em casos de uso indiscriminado.

Sua apresentação se dá na forma de comprimidos que podem ter 0,25mg, 0,5mg, 1,0mg ou 2mg. Todas as versões são comercializadas com diferentes nomes comerciais ou no medicamento genérico, que leva justamente o nome de Alprazolam.

O medicamento de referência é o Frontal ou Frontal RX, podendo ainda ser encontrado com os nomes Alfron, Altrox, Apraz, Constante, Neozolam, Teufron, Tranquinal, Xanax ou Zoldac.

O que são benzodiazepínicos?

Os benzodiazepínicos são uma classe de medicamentos sintéticos que têm propriedades sedativas, hipnóticas, relaxantes, anticonvulsivantes e ansiolíticas.

Essa classe de fármaco começou a ser comercializada na década de 60 e, desde o fim dos anos 70, é uma dos mais receitadas em todo o mundo.

Alguns dos produtos mais conhecidos da família dos benzodiazepínicos são o Dormonid e o Lorazepam, com efeito de curta e média duração e comumente usados para ansiedade e insônia.

Por sua vez, o Diazepam (Valium) e o Clonazepam (Rivotril), têm efeito de longa duração, podendo chegar a 50 horas, e são usados principalmente para ansiedade e crises de pânico.

Um dos benzodiazepínicos mais vendidos no mundo é justamente o Alprazolam, mais conhecido no mercado como Frontal e Xanax. 

O ansiolítico tem média duração, com início da ação em uma ou duas horas, e seu efeito podendo durar aproximadamente 15 horas.

O que é Xanax?

Xanax é o nome comercial com que o Alprazolam é comercializado nos Estados Unidos. No Brasil, a marca de referência se chama Frontal, mas existem medicamentos genéricos. 

Alprazolam é a substância ativa de todos estes remédios.

Qual a diferença de Clonazepam e Alprazolam?

Tanto o Alprazolam quanto o Clonazepam – mais conhecido como Rivotril – são fármacos da classe dos benzodiazepínicos. 

Apesar disso, cada um tem sua substância ativa e, portanto, distintos efeitos, indicações e posologia.

Ambos podem ser indicados para tratar transtornos de ansiedade e dificuldades de concentração, mas o Clonazepam costuma ser mais indicado para o tratamento de distúrbios epilépticos.

Indicações do Alprazolam

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O Alprazolam é indicado para tratar transtornos de ansiedade e síndromes do pânico, que podem incluir uma série de sintomas além da ansiedade em si.

Entre eles, podemos citar os seguintes:

  • Medo e tensão
  • Irritabilidade
  • Dificuldades de concentração
  • Insônia
  • Hiperatividade
  • Ataques de pânico.

Como estamos falando de perturbações de ordem psicológica e mental, geralmente, o paciente inicia o tratamento com Alprazolam após a prescrição de um médico psiquiatra.

Como o Alprazolam age no organismo?

alprazolam organismo age

Quando nos sentimos irritados, agitados, ou até mesmo tristes, nem sempre isso ocorre por algo externo que tenha despertado esses sentimentos. 

Muitas vezes, o que pode estar por trás desse tipo de emoções é um desequilíbrio químico no nosso cérebro.

O que acontece é que utilizamos centenas de neurotransmissores para diferentes ações e sensações. 

Um dos mais importantes é o ácido gama-aminobutírico ou GABA (Gamma-AminoButyric Acid), responsável pela inibição de neurônios no sistema nervoso central e que desempenha papel crucial na regulação da atividade excitatória no córtex pré-frontal. 

Ele contribui para a visão e controle motor, além de desempenhar um papel importante na regulação da ansiedade.

Assim, os medicamentos benzodiazepínicos funcionam de forma a aumentar a eficiência dos neurotransmissores GABA quando esses estão em desequilíbrio, o que pode promover a sensação de relaxamento e calma.

Efeitos colaterais do Alprazolam

alprazolam efeitos colaterais

A bula do Alprazolam apresenta uma tabela com uma série de reações adversas comuns ou muito comuns entre aqueles que fazem uso do medicamento.

Confira na lista as principais: 

  • Diminuição do apetite
  • Depressão
  • Desorientação
  • Sonolência
  • Comprometimento da memória
  • Tontura
  • Dermatite
  • Disfunção sexual
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Fraqueza muscular
  • Náusea
  • Distúrbios de atenção
  • Constipação
  • Boca seca
  • Desorientação
  • Diminuição ou aumento da libido
  • Nervosismo
  • Mania e alucinações.

Sintomas de abstinência do Alprazolam

Apesar de atuarem como um agente equilibrante dos neurotransmissores, os fármacos acabam deixando o sistema viciado.

Em outras palavras, quando o usuário interrompe o tratamento com a medicação, o seu corpo já não consegue regular o ácido GABA sem a sua ajuda, o que causa efeitos colaterais bastante indesejados, além daqueles anteriormente citados como comuns.

Nesses casos, o corpo responde como uma abstinência, podendo ocorrer sintomas como:

  • Insônia
  • Angústia
  • Raiva
  • Tristeza
  • Suor excessivo
  • Pensamentos suicidas

Então, o que era para ser uma solução de curto a médio prazo acaba se tornando um problema sem hora para acabar.

Diante dessas complicações decorrentes da dependência, muitos pacientes continuem tomando a medicação por tempo indeterminado, como uma tentativa de fuga dos efeitos indesejados provocados pela abstinência.

Alprazolam dá sono?

Segundo a bula do medicamento, a sonolência é uma reação adversa muito comum.

Ou seja, ela ocorre em pelo menos um entre dez pacientes (10% de todos aqueles que realizam o tratamento com Alprazolam).

Alprazolam emagrece?

A diminuição do apetite, segundo a bula do Alprazolam, é uma reação adversa menos comum: ocorre com pelo menos uma entre 100 pessoas (1% dos pacientes em tratamento).

Aqui, cabe uma observação: estamos falando de um efeito colateral e, portanto, não se trata de uma forma nada saudável de emagrecer. 

O fármaco Alprazolam não é indicado para quem busca perder peso.

Uso social do Alprazolam

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O que vimos até este ponto do artigo é que os efeitos do remédio para quem realmente sofre de uma alteração química podem ser bastante indesejados e, assim, prejudicar atividades do cotidiano.

Como se não bastasse isso, virou moda o uso do fármaco para fins recreativos, especialmente entre jovens.

Em parte, isso acontece por que os comprimidos são baratos, fáceis de transportar e de esconder, o que facilita o acesso a eles, mesmo por quem não tem indicação médica de uso.

Há relatos de adolescentes que misturam a pílula com álcool e outras drogas, o que eleva o perigo físico devido aos efeitos acumulados de letargia e falta de percepção espacial, entre outros.

Nesse caso, também o efeito negativo da ausência da droga no organismo costuma ser enfrentado com o seu uso constante e recorrente.

Ou seja, para não ter que lidar com a abstinência, o medicamento se torna parte do dia de indivíduos que não têm indicação médica de utilização.

Não raro, isso leva ao vício e à desregulação do GABA em uma pessoa que talvez nem tivesse um desequilíbrio de neurotransmissores, mas que pode ter desenvolvido o problema após o uso indiscriminado do Alprazolam.

Como parar de tomar Alprazolam?

alprazolam como para de tomar

Geralmente, os médicos diminuem de forma gradual as doses diárias do paciente, justamente para que o baque no organismo não seja tão grande, de forma que ele consiga por si próprio regular os neurotransmissores.

Essa é uma estratégia que busca reduzir ao máximo as implicações da abstinência que, como vimos, podem desencadear até quadros de pensamentos suicidas.

Não é recomendado, portanto, que o paciente decida interromper o uso de forma abrupta e nem o faça sem conversar com seu médico.

Mesmo seguindo a orientação do especialista, podem ocorrer os efeitos colaterais já mencionados.

Veja, por exemplo, o relato de Luiz Felipe Camargo, 42 anos, que usou o medicamento por três anos , “entre idas e vindas”, segundo ele.

Para mim foi muito ruim parar. Eu sentia muita dependência. Diminuía a dose durante um mês, depois tentava parar e depois de três semanas voltava a usar de novo, porque o efeito colateral era muito ruim. Minha cabeça parecia que ia explodir e eu me sentia muito mal, pra baixo mesmo”, conta.

Para evitar reações tão indesejadas ao parar o tratamento com Alprazolam, uma alternativa é buscar a transição com o canabidiol, como vamos mostrar na sequência.

CBD no auxílio para se livrar da dependência do Alprazolam

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O Alprazolam é um medicamento que pode melhorar muito a qualidade de vida e saúde mental de pacientes com transtornos de ansiedade.

A extensa lista de possíveis efeitos colaterais e a propensão a causar dependência, porém, sugerem que deve ser usado com moderação.

Como vimos, ao encerrar o tratamento, recomenda-se a diminuição gradual das doses. 

Mas, mesmo assim, os sintomas da abstinência tornam esse momento muito difícil. 

É por casos assim que vale pacientes e médicos devem conhecer e avaliar alternativas que podem ajudar na transição, como é o caso do canabidiol (CBD).

Como o CBD pode ajudar na transição?

Diversos estudos comprovam que o sistema endocanabinoide pode trabalhar a favor das principais funções do organismo, também regulando uma série de processos fisiológicos, incluindo apetite, dor, sensação, controle muscular, equilíbrio de energia, metabolismo, qualidade do sono, resposta a estresse, humor, memória, entre outros.

O organismo pode gerar seus próprios canabinoides, mas o uso do CBD pode potencializá-los. 

No caso de desequilíbrio dos neurotransmissores, ele pode ser de grande ajuda, pois gera um efeito muito semelhante ao do medicamento, mas sem as suas reações adversas.

Logo, o CBD pode auxiliar no abandono gradual dos benzodiazepínicos, já que trata justamente os sintomas apresentados por quem tenta largar a medicação, tais como ansiedade, pânico e insônia.

Para quem deseja superar a dependência do Alprazolam com o CBD, o ideal é que haja um balanço entre os dois produtos e diminua-se lentamente um, enquanto se aumenta a dose do outro – de maneira que o organismo tenha tempo de se acostumar.

É o que mostra um estudo publicado na Centro Nacional de Biotecnologia dos EUA em 2019, conduzido durante 9 meses com pacientes que tentavam largar o fármaco. 

Os efeitos indesejados foram decrescendo lenta e gradualmente após o início do tratamento paralelo com o CBD.

Por exemplo, no início, toma-se 6 mg do Alprazolam e 5 mg do CBD. Após duas semanas, 5 mg do primeiro e 30 mg do segundo e assim sucessivamente.

É importante fazer uma pesquisa aprofundada sobre qual tipo de extrato é o mais indicado e qual a melhor dosagem para se começar e terminar o tratamento de abandono do ansiolítico.

Como ter acesso legal à cannabis medicinal?

Em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou as regras sobre a comercialização de produtos com canabidiol, ou CBD, substância presente na planta da Cannabis sativa.

Desde então, farmácias podem comercializar os produtos com a substância que são aprovados pela agência. 

Antes, o paciente não podia adquirir os produtos no Brasil, ele precisava de uma autorização da Anvisa para importá-lo.

Ainda assim, vale destacar que a compra de medicamentos à base de canabidiol só pode ser feita mediante receita médica.

Em nosso site, você encontra mais informações sobre a regulamentação e acesso ao CBD.

Conclusão

Neste conteúdo, apresentamos uma abordagem completa sobre o Alprazolam: suas indicações, modo de ação e efeitos.

Você entendeu o que ele provoca no organismo e como reduzir os impactos da abstinência da droga, fazendo a transição cm canabidiol.

Aproveite para compartilhar este material com contatos da sua rede que podem se interessar pelo tema.

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