Dez pacientes, dez doenças: relembre relatos de pacientes beneficiados pela Cannabis

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São diversas as condições atendidas pelo tratamento com Cannabis medicinal. Veja algumas das mais marcantes publicadas pelo portal Cannabis & Saúde em 2021

Ao longo do ano de 2021, o Portal Cannabis & Saúde contou diversas histórias de pacientes que, após tentarem diversas opções de tratamento, encontraram alívio para suas condições e sintomas graças à Cannabis medicinal. Relembre relatos de pacientes diagnosticados com dez patologias diferentes. 

Síndrome de Down

Diagnosticado com Síndrome de Down ainda na primeira infância, Clóvis nunca teve sérios problemas de saúde. Até poucos meses atrás, o menino nunca havia ficado doente. Mas a preocupação da mãe, Andressa Berti, era em relação ao comportamento de Clóvis. 

“Ele não consegue falar. Se quer comunicar algo e não consegue, fica muito agitado. Só que ver televisão. Não podia ir a qualquer lugar diferente, ficava se jogando no chão”, lembra Andressa. 

Em busca de alguma melhora no desenvolvimento de Clóvis, desde os cinco meses de vida Andressa tentava diversas terapias que atendessem às necessidades do filho. Aos seis, foi diagnosticado dentro do espectro de transtorno autista e logo teve sua primeira convulsão. Foi quando começou a tomar a Cannabis medicinal

O menino nunca mais teve convulsões, mas esse foi só o primeiro dos benefícios. “A parte cognitiva dele melhorou muito. É até difícil de lembrar tudo, porque todo dia ele apresenta algum progresso”, comemora Berti. “03 de março, completou sete anos. Ele saiu da terapia, tem uma lojinha lá do lado, ele foi lá e me apontou o que queria ganhar.”

Pequenas vitórias que fazem toda a diferença na qualidade de vida da família. “A gente está conseguindo fazer as coisas que não fazia, e acredito que vai continuar melhorando”, afirma. “Ele não tinha iniciativa para fazer as coisas, agora tem. Se mostra mais interessado, começou a experimentar alimentos novos. Dá a impressão que meu filho despertou para a vida.”

Síndrome das pernas inquietas

Começou em 2012 com uma sensação estranha nas pernas. Após um dia de trabalho como encarregado administrativo, já em casa, pronto para o descanso, quando tudo aconteceu. Queimação, pontadas e muita dor nas duas pernas. No início era suportável, uma só vez por semana. Logo se tornaram mais frequentes, todas as noites, roubando qualquer possibilidade de paz. Desde então, a vida de Welington Belluco, 42 anos, nunca mais foi a mesma.

Cerca de dois anos após o início dos sintomas, Welington foi, enfim, encaminhado para um neurologista e, assim, conheceu o dr. Ibsen Damiani e seu diagnóstico: Síndrome das Pernas Inquietas. Também chamada de síndrome de Ekbom,é uma condição que se caracteriza por alterações da sensibilidade e agitação motora involuntária dos membros inferiores, mas que pode se estender aos braços em casos mais graves. 

“Tomava o remédio, mas só conseguia dormir lá pelas 5 da manhã. Para acordar às 7 e pouco, então acabava atrapalhando demais o dia a dia no trabalho”, conta Belluco. “Sobrecarrega o corpo e a mente. Não consegue ter um sono reparador. Já acorda cansado, com dificuldade de concentração. Fora o pensamento constante de que tudo vai se repetir. Que de noite eu não vou conseguir dormir.”

Com a Cannabis medicinal, foi diferente. “No segundo dia utilizando o Canabidiol já senti melhora nos sintomas. A melhora na qualidade do sono foi inquestionável. Passei três semanas sem sintomas de dores, e o sono estava completamente regulado.”

“Creio que o canabidiol possa não eliminar  em 100% os sintomas da doença, mas, com certeza, ameniza e melhora demais a qualidade de vida. Hoje posso dormir bem  e ter um dia produtivo, coisa que os medicamentos convencionais não conseguiram em quase nove anos de tratamentos”, afirma Welington.

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Autismo 

Logo no primeiro ano da vida de Júlia, o pediatra percebeu alguns sinais de atraso no desenvolvimento e suspeitou de Autismo. Levou mais tempo para firmar a cabeça e engatinhar do que outros bebês da mesma idade. 

O pediatra recomendou uma consulta a um neurologista e a um geneticista, que pediram exames para descartar outras doenças e síndromes. Não tardou para o primeiro diagnóstico chegar: Júlia tinha traços de autismo.

Quando a garota tinha sete anos, a escola chamou a mãe e informou: precisamos do diagnóstico completo. “Até então, o Neurologista não tinha fechado o diagnóstico de Autismo, só dizia que ela tinha traços de Autismo”, contou a mãe, Silvia Leme.

Indicaram ainda a transferência de Júlia para a Apae, onde teria atendimento especializado para crianças com Deficiência e decidimos fazer a transferência para escola de Educação Especial da Apae.”

“No início da puberdade, quando começou a menstruar, começou a querer ficar mais isolada, não aceitava mais as terapias que a deixavam feli, até Natação e Equoterapia que é prazeroso pra ela, ela não aceitava. Às vezes não queria descer do carro, se batia, puxava o cabelo, enfiava a mão na garganta, pois não queria fazer a atividade.”

Em janeiro de 2020, Júlia passou a tomar óleo de Cannabis com CBD e THC. “Durante 2020, a Júlia foi ficando aos poucos mais tranquila”, explica Silvia. “Atuamos em várias frentes no Tratamento da Júlia, buscando sempre melhorar a Qualidade de Vida dela, através de Terapeutas, Médicos, Dentistas, Tratamento com a Cannabis Medicinal e Atividades física”

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Epilepsia

O primeiro aniversário de Luiz Paulo teve a marca da ausência. Juliana, sua mãe, teve problemas durante a gravidez, mas nada indicava que havia algo diferente no filho. Até que começou a notar o olhar perdido do filho, e, durante consulta médica, descobriram que se tratava de uma forma leve de epilepsia.

Ele andava, brincava, e estava aprendendo a falar, mas, aos três anos, contraiu catapora. O caso desencadeou uma doença chamada Celulite – infecção que pode atacar quase todo o corpo, e na criança atinge o cérebro.

“Ele voltou a ser neném de novo. Parou de andar, falar, ficou mole. Os médicos o desenganaram. Disseram que não tinha mais o que fazer”, lembra Juliana. Após três dias de coma, e 11 internado, ele se recuperou. 

“Mas voltou bem pior. Começou um tratamento mais intenso, conseguiu uma vaga na Apae. Começou fisioterapia. Vários tratamentos, voltou a andar aos poucos, mas ficou bem diferente do que era.”

No auge das crises, com até 60 convulsões por noite, a situação era desesperadora. “A gente não sabia o que fazer. Ele é muito grande. Com 16 anos, sua idade hoje, tem 1,80m. Pelo peso, ele já tomava doses muito altas e os exames de sangue mostravam que não dava para aumentar mais.”

Os pais começaram a pesquisar e, com apoio de grupos de pacientes nas redes sociais, encontraram associações canábicas. “Na primeira vez que tomou o óleo, já dormiu a noite inteira”, lembra Juliana. “Coisa que nunca tinha acontecido. Desde criança, nunca dormiu uma noite inteira. nunca ficou um dia sem crise.”

Hoje fica até seis dias sem nenhum incidente, e pode finalmente ter um pouco de tranquilidade para dar sequência ao desenvolvimento.

“Diminui as crises e o cérebro amadurece. Ele não tinha muita evolução na escola. A gente percebeu que está prestando mais atenção. A gente faz as lições com ele e está mais atento”, comemora Luiz. “Mais comunicativo. Outro dia estava com dor no braço, e apontou que estava com dor. E já teve caso de ele cair, quebrar o braço,e  a gente só descobrir depois.”

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Ansiedade

Aos 19 anos, Henrique Estupiña sentiu que ia morrer. O ar faltou, os batimentos cardíacos aceleraram. A ansiedade que sempre o acompanhou estava fugindo do controle, e conhecia sua primeira crise de pânico. “É como um contatinho com a morte que a pessoa sente nesse tipo de experiência.”

Somente um ano depois do início das crises soube que a Cannabis poderia ser também um tratamento. “Comecei a estudar alternativas, e foi quando eu soube que existia um tratamento com CBD, e que poderia ser muito bom. Os relatos mostravam que poderia ter um prognóstico positivo no dia a dia. Tanto na prevenção e tratamento, como no próprio momento da crise de ansiedade.”

 “Tomava em jejum, de manhã, e já sentia uma melhora na disposição. No começo me ajudou muito a retomar a produtividade. Não estava com vontade de fazer o que precisava ser feito, e o óleo devolveu essa vontade.”

“Funcionou de forma preventiva. Crises que poderiam acontecer, tenho certeza que não aconteceram por ter tomado o óleo”, continua. “A noite, me ajudou bastante para dormir. Eu acordo muito durante a noite, e o óleo fez com que eu dormisse noites inteiras. A ação é rápida e duradoura. Me cobre pelo dia inteiro. Se não quiser tomar de noite, eu tenho efeitos positivos por ter tomado de manhã.”

“No momento eu to nessa. Toda semana tomo o óleo, mas não é todo dia. Quando percebo que o dia não vai ser muito legal, que eu posso ter uma crise, tomo e já ajuda bastante. Ajuda a limpar a mente, quebrar o ciclo de pensamento viciosos.”

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Alzheimer 

Abigail Vosgerau era ainda uma jovem senhora quando sua filha, Suzana Cavalcante, começou a perceber que havia algo de diferente com ela. Após dois anos aposentada, em 2015, os sintomas começaram a aparecer. 

“Eu estava trabalhando na época, e ela me ligava chorando”, lembra Suzana. “Se não conseguia ligar o controle da tv, já ligava desesperada. Hoje eu vejo que era como se ela estivesse perdida, muito confusa. Eu saía do serviço e quando chegava para atender ela, já nem lembrava mais porque eu estava lá.”

Sem casos de Alzheimer na família, demorou cerca de um ano para que recebesse o diagnóstico de quadro precoce da doença. Iniciou o tratamento convencional para Alzheimer, mas sua condição evoluiu muito mal. 

“Em 2017, eu saí do meu emprego e mudamos para uma chácara, na tentativa de entregar uma melhor qualidade de vida para ela. Mas, convivendo com ela, comecei a notar que tinha cada vez mais dificuldades”, diz. “Em meados de 2019 a doença começou a avançar muito rápido. não queria fazer nada, o sono começou a ser prejudicado.”

No início de 2020, após o primeiro episódio de agressividade, os médicos recomendaram a internação de Abigail para tentarem descobrir algum tratamento eficaz.    

“Foram os piores 15 dias da minha vida. Se pudesse voltar atrás, não tinha internado. Quinze dias com ela no hospital, e eu em casa chorando”, lembra. “Quase não deixavam eu ver ela. Quando via, ela queria muito sair e eu via que, na verdade, e só doparam ela e não era o que queria para minha mãe.”

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Cannabis e Alzheimer

Até que encontrou a Cannabis. “Com poucas semanas tomando o óleo de Cannabis, já notei a diferença no olhar dela. Estava com o olhar perdido, não olhava para a gente. Então, quando voltou a me olhar nos olhos, foi muito emocionante. Eu senti que começava a ter ela de volta.”

Pouco a pouco, atividades cotidianas voltaram a sua rotina. Embora precise de auxílio constante, já não apresenta mais sinais de agressividade, dispensou a fralda. Sua filha não precisa mais dar comida na boca, pois voltou a segurar os talheres. A escovar os dentes e o cabelo, a ajudar a se vestir.

Hoje com 62 anos, Abigail também voltou a dormir todas as noites. Embora ainda busquem uma melhor regularidade em seu sono, já que em algumas noites dorme apenas duas horas. “São passos a se dar, e ainda estamos evoluindo”, diz Suzana.

“Ela sempre foi extremamente vaidosa. Essa semana, fui com a mãe na manicure. Ela sentou, escolheu o esmalte, deixou fazer a unha. Poder fazer essas pequenas coisas com ela, é ter a minha mãe de volta.” 

Dor crônica

As transformações que acompanham a chegada da puberdade foram mais intensas para a jovem Thais Ricci. Aos 13 anos, intensas dores nas costas e um diagnóstico de escoliose acompanharam seu crescimento. 

Uma curvatura anormal para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras, que, principalmente em meninas, se manifesta em dor no período de crescimento mais intenso na adolescência. “Desde então, minha vida foi só dor. Sempre foi assim. Tudo que fazia, sentia dor”, conta a empresária.

Há 8 anos, porém, as coisas ficaram ainda mais difíceis. “Eu comecei a sentir uma dor no quadril. É a pior dor que eu senti. Me impossibilitou de fazer muitas coisas. Uma dor que não vai, só volta. Quando eu tenho crise, vou para o hospital tomar injeção. Ela melhora, mas está ali. Não some nunca.”

Estava praticamente resignada, pensando que ia passar o resto da vida assim. Duvidava de qualquer possibilidade de tratamento que encontrava, como a Cannabis.

“Eu nunca tinha me sentido tão bem. Eu não dormia. Fiquei desde 2013 até começar a tomar sem dormir. As dores no quadril eram mais a noite. Já sofria o dia inteiro com dor,  e na hora de descansar não conseguia dormir com mais dor. Um inferno”, conta Ricci.

“Logo que acertei a  dose, melhorou muito. Eu já conseguia dormir. Nunca dormi tão bem na minha vida inteira. Até sonhar, que não fazia, estava sonhando. Sonhos longos, porque eu estava dormindo de verdade.”

Apesar de não ter se livrado completamente da dor, Thais comemora os resultados. “O que incomoda é uma dor aguda que fica ali o tempo todo. Qualquer coisa que eu faça, está aquela dor. Com o CBD, essa dor aguda sumiu. Fica um negocinho ali , mas para alguém que já sentiu tanta dor como eu, não é nada”, conta. “De 0 a 10, eu sentia uma dor de 8 a 9. Tomando o CBD, essa dor é 2 ou 3.” 

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Lesão cerebral

A extração de um dente, motivada por questões estéticas, mudou para sempre a vida de Suzete Dias, de 64 anos. Há seis, buscou um dentista para o procedimento. O problema é que ela é portadora de uma condição chamada de Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune que, no caso dela, impedia a coagulação do sangue. Seus machucados demoravam a cicatrizar, mas nada que afetasse muito sua vida. 

Estancar o sangramento fez com que se acumulasse na região do pescoço, com um inchaço entre a boca e o ouvido. A família ponta uma sequência de erros médicos. O primeiro deles: pensar que o inchaço fosse um tumor e realizar biópsia. Terminado o procedimento, foi para o quarto sem nem passar pelo pós-cirúrgico.

Na mesma noite, o coração de Suzete parou. Até que os médicos chegassem e pudessem reanimá-la, 15 minutos se passaram. Tempo que seu cérebro ficou sem receber sangue e oxigênio. No elevador até a UTI, outra parada, seguidas por três semanas de coma induzido.

Quando voltou, já não era a mesma. “Os médicos já falando que ela ia ficar em estado vegetativo. Ela se mexia muito, mas com olhar sempre vago. a gente sentia que ela estava lá, mas os médicos diziam que ela ia ficar de cama e é isso.”

Mas os médicos estavam errados. Em três meses retornou e no dia 28 de agosto de 2015 saiu caminhando do hospital. “Foi cena de filme”, lembra Fernanda. Os médicos todos desceram para assistir.”

Esse, no entanto, não foi o final feliz. Com o tempo, as sequelas dos minutos que seu cérebro ficou sem oxigênio começaram a aparecer. Além da fala enrolada, passou a ter dificuldade de equilíbrio e tremedeiras. Foram muitos tombos e médicos, e a cada consulta com diversos neurologistas, um diagnóstico diferente. Enquanto isso, sua saúde não parava de piorar.

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Cannabis e lesão cerebral

Começou a tomar o óleo de Cannabis no primeiro semestre de 2020. Aos poucos, começou a perceber os resultados. “Eu ando de andador e estou andando muito melhor. Às vezes tento andar sem andador. Vou até a cadeira da sala, até o quarto. Antes nem pensava em fazer isso. Já cai muitas vezes”, conta Suzete.

Não que a Cannabis tenha resolvido todos os seus problemas. Todos, sem exceção, continuam lá. As quedas, o desequilíbrio, a tremedeira, as dores. Todos, porém, diminuíram. Assim, coisas simples, que já não conseguia fazer, voltaram a fazer parte do seu cotidiano: mexer nas redes sociais, ir ao banheiro sozinha, fazer consulta com a psicóloga pelo celular, pegar seus comprimidos da cartela. Pequenas conquistas que vão devolvendo sua qualidade de vida.    

“A gente até brinca com ela: tá na hora da maconha”, diz, rindo, sua filha. “Mas eu vejo uma melhora muito grande nela. Acho que deveria ser acessível para todo mundo. Para as pessoas que sofrem, faz uma grande diferença a melhora da qualidade de vida. Do que estava previsto para ela, tirou a sorte grande.

Fibromialgia

Até os 22 anos de idade, Juliana França Codespoti lidou com questionamentos sobre sua saúde mental. Do que consegue se lembrar, sempre teve que conviver com dores. Um machucado, um esforço a mais, uma batida, tudo doía muito mais nela que nas outras pessoas, mas poucos acreditavam ser real seu sofrimento. “A minha infância inteira eu escutei que eu era mimada, que era frescura, coisa da minha minha cabeça”, conta Codespoti. 

Somente quando já iniciava a vida adulta, aos 22 anos, enfim, recebeu o diagnóstico. “A fibromialgia infantil é uma doença recente no Brasil. Faz uns 15 anos que é reconhecida como doença, não como loucura. Então eu levei bastante tempo para descobrir que tinha fibromialgia.”

Somente então, tudo começou a fazer sentido. “O cérebro identifica as dores de maneira diferente. Se você ficar estressado no teu trabalho, às vezes vai ter um pouquinho de dor nas costas. Comigo é a mesma coisa, a diferença é que o meu cérebro vai ler essa dor de forma diferente e acabo sentindo a dor de forma mais intensa”, conta.

As dores cresciam, com crises que a levavam para o hospital cerca de quatro vezes em um único mês. Gerente sênior de recrutamento e seleção em uma multinacional, agradece a compreensão e apoio que sempre recebeu em seu trabalho, onde entrou ainda como estagiária, mas frequentemente se via obrigada a ficar afastada, o que acabava gerando ainda mais frustrações.

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Cannabis e fibromialgia

Até que sua sogra, que é dentista, começou a pesquisar sobre o uso de Cannabis medicinal no controle da dor odontológica. Logo descobriu que talvez pudesse ajudar também na fibromialgia de sua nora. Diante da dica, Juliana, que já havia tentado de tudo, não pensou duas vezes antes de testar a Cannabis também. “Eu nem tinha muita esperança. Já fiz de tudo, várias terapias holísticas, e pensava que ia ser somente mais uma. Em três semanas eu comecei a sentir os efeitos positivos.”

“A primeira coisa que eu comecei a sentir, que foi mágico, é que minhas mãos pararam de doer”, continua. “Então foi uma sensação muito esquisita parecer que eu não tinha mão. Foi legal, mas foi bem estranho, Nunca fiquei sem dor nas mãos, porque a fibromialgia ataca muito as extremidades, então a sensação era como se eu não tivesse mão.”

Foi só o começo. Logo percebeu que estava dormindo melhor, o que a fazia se sentir melhor no dia seguinte. Os exercícios físicos, fundamentais para quem convive com a doença, se tornaram menos desgastantes e dolorosos. Mas, o principal, é que as crises foram ficando cada vez mais raras. 

“Não tive absolutamente nada de efeito colateral e com uma qualidade de vida infinitamente melhor. Com o tratamento com o CBD eu fiquei muito mais estável. Não vou te dizer que eu zerei as minhas crises, mas, por exemplo, sempre tive crises quando estava frio, e recentemente eu consegui passar ilesa. Foi a melhor experiência da minha vida.”

Com a melhora nas dores, pode também reduzir o consumo de medicamentos, e os efeitos colaterais associados. “Minha gastrite desapareceu. A dor de barriga, que estava com síndrome do intestino irritável, também desapareceu. O cabelo parou de cair. Uma série de benefícios. Sem falar no custo, já que não preciso daquele coquetel de medicamentos.”

Esclerose múltipla

Tudo começou com uma queimação nas pernas. Trabalhando na parte de materiais de uma metalúrgica, a rotina de Adriano Bicca era andar para lá e para cá – o dia inteiro. No entanto, cumprir suas tarefas, aos poucos, começou a  ficar cada vez mais difícil.

“A perna começava a pegar fogo por dentro. Me sentava, mas não melhorava. Eu não entendia o que estava acontecendo. Colocava as pernas para cima e nada de passar.”

“Passei em vários médicos, até que fui em uma neuro. Ela tirou o líquido da coluna, fez ressonância, e bateu o martelo: era esclerose múltipla.”

Com o diagnóstico em mãos, deu início à segunda parte de sua jornada: a busca por tratamento. Foram diversas tentativas. Medicações injetáveis, tratamento com altas dose de Vitamina D, mas, em seu caso, nada funcionava. A queimação nas pernas só aumentava, assim como desenvolveu dores na coluna lombar.

Quando seu fisioterapeuta comentou que atendia um paciente que estava em tratamento com Cannabis medicinal, deixou seus receios de lado. 

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Cannabis e esclerose múltipla

Deu início ao tratamento no dia 27 de julho, menos de um mês antes de conceder essa entrevista. “Eu larguei todos os remédios. Só com o canabidiol, eu durmo tranquilo e acordo bem.”

Este foi só o começo. “A pomada é sensacional. Uma melhora de uns 90% na queimação das pernas. Uma melhora muito rápida. Nem um mês tomando e já tive um resultado muito melhor que mais de ano de qualquer outro tratamento”, comemorou.

“O canabidiol para mim foi sensacional. Não tem nada para dizer que me atrapalhou nisso ou aquilo. Só coisa boa para mim. Eu não tinha nada de esperança, agora tenho 1%. Estou fazendo tudo quanto é coisa para melhorar. Investindo bem no canabidiol mesmo. Viver com dor não é viver.”

“Eu tinha muita restrição sobre o CBD, o negócio de ser maconha”, conclui. “Mas eu mudei meu pensamento. Eu levo para o lado da melhora da qualidade de vida. Para mim, foi sensacional. Eu defendo agora a maconha. É nota 11.”

Aos poucos a visão do juiz Nilo Cardoso Perpétua começou a falhar. Sua memória já não era mais a mesma, mas com 65 anos, poderia ser algo natural. Somente um especialista o mostrou que não era bem assim. O doutor Nilo estava experimentando os primeiros sintomas do Alzheimer.

Logo deu início ao tratamento com medicamentos alopáticos, com os quais teve uma boa resposta, e conseguiu seguir na profissão. Com o tempo, porém, os bons resultados foram demandando doses cada vez mais altas. “Naturalmente vai ficando mais tóxico para a pessoa. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. A doença foi progredindo e ele foi piorando”, conta seu genro, Roberto Penteado Stevenson.

“Imagina que é como uma janela. Você vai fechando e o vão vai diminuindo conforme vai baixando a janela e vai ter que trabalhar dentro de uma fresta cada vez menor. Até o momento em que a janela fecha”, explica o genro.

“Significa que os remédios passam a ter uma função cada vez menor em quantidade muito grande. Intoxicando a pessoa, causando outros problemas, como alucinação, mexendo com o sono. Até o momento que o médico falou que não tinha mais o que fazer. è aqui que a medicina parou, não tem opções de medicamento no mercado e vocês tem que se conformar.”

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