Cannabis devolve o prazer de viver em paciente com transtorno bipolar

Com a ajuda da filha, que a levou para a medicina integrativa, Maria Aparecida Portella redescobriu a felicidade
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Gisele Ribeiro tinha nove anos quando os pais se separaram. A mãe, Maria Aparecida Portella, criou os filhos sozinha. Teve transtorno bipolar e chegou a ser internada. Enfrentou anos de terapias, surtos, remédios e um relacionamento difícil em casa. A mãe chegou a desistir da vida. Com a Cannabis, as duas finalmente puderam viver felizes.

Antes de chegar lá, o caminho foi longo. Após a internação, Maria Aparecida passou a ser medicada. Os custos aumentaram, assim como os surtos, ela agia como se não estivesse no mesmo mundo da filha.

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Com o tempo, Gisele foi morar no interior. No início de 2019, quando voltou, ficou assustada. A mãe tinha engordado, praticamente não saía da cama, quando se movimentava tinha que usar muletas: parecia ter desistido de viver, com apenas 61 anos. Era o resultado de um tratamento precário, usando um medicamento controlado, mas aparentemente pouco efetivo para seu caso específico. 

Voltaram a morar juntas, trocaram o medicamento, a mãe levantou da cama, emagreceu e voltou a cuidar de suas plantinhas. Só que a alopatia teve um preço: passou a ter dores nas costas. Recorreram à auriculoterapia, que minimizou o problema criado pelo medicamento. Até que a pandemia chegou e as sessões tiveram que ser suspensas. 

Medicina integrativa e Cannabis 

Sem a auriculoterapia, as dores nas costas de Maria Aparecida se intensificaram e duas amigas de Gisele indicaram o Dr. Rodrigo Mistrinel. Gisele não conhecia a medicina integrativa e foi entender como o médico trabalhava. “O Rodrigo tem uma equipe que nos atendeu e continua nos atendendo”, explica. “Adotamos um diário da minha mãe onde anoto intensidade da dor, seu humor, seu progresso”.

Assim que o óleo prescrito chegou, elas começaram o tratamento: três gotas três vezes ao dia. Em menos de um mês, Maria Aparecida sentiu que podia ficar sem o antidepressivo e começou a desmamar do medicamento. A cada semana, também percebeu que a dor diminuía. Por enquanto, ainda toma um remédio alopático, porque sua coluna sofreu um desgaste. 

Como Mistrinel pratica medicina integrativa, receitou quatro florais para harmonizar (Maria Aparecida já deixou de tomar dois deles), dióxido de cloro para desintoxicar e reposição de colágeno. Também cortou da dieta o queijo e a carne. Agora só falta o cigarro, que Gisele acha que a mãe já reduziu porque sente menos dor e ansiedade. 

Custo do remédio

O alto valor dos óleos é o principal impeditivo. Por isso, a filha, que trabalha com arte, segue na intensa produção de artigos de couro, para bancar o tratamento para a mãe. Vale a pena: “Nunca pensei que poderia ver o melhor da minha mãe, livre dos remédios. Era um sonho de gavetinha vê-la de volta”. 

A ovelha negra, como ela mesma se chamou, voltou para casa, se orgulha por ter encontrado a solução para a mãe e se sente grata por poder acompanhar sua melhora. Sobre o relacionamento difícil durante a adolescência, Gisele recomenda que as pessoas tenham empatia e procurem entender como foi a vida dos pais. Ela acredita que chegou a esse entendimento com humildade e amor. “Mãe é mãe. O que eu puder fazer por ela é o mínimo que eu posso fazer”.

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