“Benzodiazepínicos resolvem um problema para criar outro”

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Especialista em saúde mental integrativa, Andréa Toledo explica como a Cannabis ajuda no desmame de alopáticos e no tratamento psiquiátrico

Assim que deu início à prática da medicina, no cuidado com a saúde da família em uma Unidade Básica de Saúde, Andrea Toledo Medeiros começou a notar que a maioria de seus pacientes apresentavam dificuldades com a saúde mental. O que realmente a preocupou foi o tratamento que tinha como alternativa até então.

“Os medicamentos alopáticos tradicionais para saúde mental tem uma gama de efeitos colaterais, que são diferentes de um indivíduo para outro, mas que geram muito, muito impacto.”, afirma Toledo. 

“Por exemplo, você vai usar um medicamento para tratar depressão e ansiedade, um antidepressivo, ele vai atuar naquele problema, mas o efeito colateral pode desencadear outros problemas. Alteração na libido; no sistema gastrointestinal, com perda de peso e apetite, e repercutir de uma forma negativa na qualidade de vida. Está tratando um problema e criando outro.”

A saúde integral do paciente

Sentiu que precisava buscar algo de diferente para oferecer aos seus pacientes e encontrou caminho na medicina integrativa. “Eu sou uma pessoa que nunca gostei e evito ao máximo me tratar com alopáticos. Acompanhando os pacientes, vendo todo o sofrimento de resolver uma questão e criar outras, eu comecei a ir atrás dessa visão mais completa do indivíduo.”

“Não uma medicina fragmentada, que vai resolver cada problema em um especialista. Mas um olhar mais abrangente para o indivíduo, para que aquele tratamento seja efetivo. É isso que a medicina integrativa entrega de diferente da convencional.”

Isso não quer dizer que dispense os medicamentos alopáticos, mas eles são usados em conjunto com outras abordagens que cuidem da manutenção do bem-estar dos pacientes. Seja na melhora da alimentação, prática de exercícios físicos, suplementação de vitaminas e minerais, meditação, acupuntura e o que mais puder trazer efeitos positivos ao paciente.

Início na Cannabis medicinal

Para que sua abordagem se tornasse cada vez mais efetiva, decidiu ingressar em mais uma especialização: psiquiatria pelo Hospital Sírio Libanês. Foi justamente na busca por tratamento de uma condição comum aos consultórios psiquiátricos, os distúrbios de sono, que a Cannabis medicinal foi acrescentada a seu arsenal terapêutico.

“Comecei a estudar a medicina do sono e, trabalhando nessa área, você vê o desafio que é fazer o desmame de benzodiazepínicos. Principalmente durante a pandemia, cresceu muito o uso desses medicamentos, como o Rivotril, Clonazepam, Alprazolam”, conta a médica especialista em saúde mental integrativa. “Eu comecei a usar o canabidiol para fazer o desmame e comecei a ter bons resultados. Aí fui estudar mais, no uso para ansiedade e resposta para dor, e os resultados têm sido bem satisfatórios.”

Sua certeza do benefício da Cannabis veio logo na primeira paciente que tratou. Um caso de depressão refratária em que a pessoa já não respondia mais aos cinco medicamentos convencionais que fazia uso diariamente. Em pouco tempo, a paciente melhorou e o número de alopáticos foi reduzido a um. 

 

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“Uma foi uma resposta muito satisfatória. Então eu falei, nossa, preciso estudar e me aperfeiçoar cada vez mais. Foi quando decidi mergulhar no assunto e, no processo de estudos, tive várias outras respostas positivas. Mas desde a primeira paciente, me surpreendeu muito.”

Trabalhando com a prescrição de Cannabis medicinal há quase dois anos, ela explica que as principais vantagens são causar poucos efeitos colaterais e nenhuma dependência. “Os benzodiazepínicos devem ser usados somente como uma medicação de emergência. Um SOS que vai ter efeito instantâneo e vai atuar somente no sintoma. Não vai tratar”, afirma. “A Cannabis vai atuar na inflamação. Um processo que libera citocinas e exacerba a ansiedade.”

Conselho aos colegas psiquiatras

Segundo ela, a Cannabis na psiquiatria chegou para ficar, tanto que já beneficia 70% de seus pacientes. Para os profissionais que ainda tem alguma resistência, ela sugere que sigam seus passos e estudem. “É importante que entendam como funciona. Ainda temos poucos estudos em psiquiatria, mas tem muitos artigos bacanas falando, por exemplo, do desmame de benzodiazepínicos”, conclui.

“Depois é começar a aplicar e, vendo a resposta terapêutica, a melhora da qualidade de vida, da saúde e bem-estar, vai desconstruindo esses preconceitos. Às vezes, o profissional é bastante cético em relação ao tratamento, mas ao ver a resposta em pessoas próximas ou familiares, começa a despertar um pouquinho para entender como funciona e o que tem a oferecer.”

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