Cannabis & Saúde

“Sete a cada dez pacientes me procuram pelo tratamento com Cannabis”, conta médica

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A anestesiologista Wanderli Carvalho se especializou em dor em 2018 e relata a melhora de seus pacientes com Cannabis


Dra. Wanderli Carvalho se lembra bem de uma jovem com enxaqueca que apareceu no consultório. Por conta das crises, a garota frequentemente ia aos hospitais para tomar medicação na veia. Dois meses após a consulta, as dores foram embora. Quando retornou ao consultório, a estudante contou estarrecida: “Pela primeira vez na minha vida eu passei 30 dias sem dor de cabeça.”

Não havia milagre algum. Dra. Carvalho receitou à paciente um óleo de CBD, manteve outro remédio e recomendou mudanças nos hábitos comportamentais e alimentares. “Ela fez um diário de cefaleia, anotava tudo o que comia para saber o que poderia desencadear as crises”, conta Carvalho.

Da anestesia para a Cannabis

Formada em medicina pela Universidade de Taubaté, no interior de São Paulo, em 2007, Carvalho fez residência em anestesiologia na cidade vizinha, em São José dos Campos. Trabalhou em vários hospitais conceituados na capital paulista até decidir mudar de área: virar uma especialista no tratamento da dor.

A mudança começou em 2018, quando fez uma pós-graduação na área. Logo que conquistou o título da Universidade de São Paulo recebeu um convite: o neurocirurgião Pedro Pierro, prescritor de Cannabis, a chamou para trabalhar com ele, em 2020.

“Comecei a ler todos os artigos científicos para entender como funciona o canabidiol”, conta. “Então comecei a prescrever na clínica, associado às terapias alopáticas. A dor precisa ser tratada de forma multidisciplinar, com fisioterapia, nutrição, psicólogo.”

Desde então, Carvalho abriu o próprio consultório e virou referência na prescrição de Cannabis. “É um diferencial. Hoje, a cada dez pacientes, dez me procuram por causa do tratamento com canabidiol.”

O uso do óleo começa aos poucos, como indicam todos os médicos. À maioria dos pacientes, Carvalho indica um óleo full spectrum. “Outro ponto importante no tratamento da dor crônica é o efeito entourage, esse sinergismo entre canabidiol e THC, isso é muito importante para os efeitos benéficos”, diz.

Pés no chão

Carvalho não gosta de dar à planta o status de “milagrosa”. Para ela, Cannabis é mais uma ferramenta.

“É preciso ter muito cuidado para não levar as coisas para uma dimensão leviana”, explica. “Normalmente o paciente com dor crônica me procura porque nenhum outro medicamento funciona. Então, alinho as expectativas e aviso: a minha parte é 25%, o resto é seu. Não basta tomar gotas mágicas. Precisa cuidar da alimentação, do psicológico e fazer atividades físicas.”

Carvalho ressalta ainda a falta de estudos científicos para comprovar as evidências dos benefícios da Cannabis. “Ainda há poucos estudos duplo cego randomizados, que é o que tem maior valor científico, então não tem como cravar que vai dar certo”, afirma. “Esse é o problema: a gente vê que existe eficácia, mas não consegue ainda traduzir em dados relevantes.”

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Experiência pessoal

As evidências atraíram também outros médicos próximos a ela. “Comecei a trabalhar com isso e mesmo meus colegas anestesistas que trabalham com dor ficaram super interessados, queria saber qual era o caminho”, relata. “No começo até existia um julgamento velado por parte de alguns médicos, como se fosse algo ruim. Quando começam a perceber que realmente faz efeito e que existe um mercado por trás, aí mudam.”

Tanto faz efeito que Dra. Carvalho passou também a tomar óleo de Cannabis. Cansada dos efeitos colaterais do antidepressivo, consultou sua psiquiatra e substituiu o alopático pela Cannabis. “Voltei a ter a sensação de uma vida mais normal, comecei a me sentir mais eu. Na parte psicológica me fez muito bem. Além disso, a qualidade do meu sono, que já era boa, ficou maravilhosa. É um dormir gostoso”, comemora.

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