“O canabidiol me ajudou a parar de fumar”, comemora Marcus Bruno

Jornalista conta sobre os anos em que combateu o tabagismo e como o CBD o ajudou contra a ansiedade, insônia e a abstinência
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Em agosto agora fez um ano que finalmente eu consegui parar de fumar. Isso depois de 17 anos de tabagismo e pelo menos meia década tentando largar. Não o vício, porque ele vai me perseguir para sempre, mas o cigarro, que causa doenças graves, leva à morte e é vendido livremente no Brasil. Por ironia, o remédio que me ajudou a parar pode me levar à cadeia se eu plantar em casa…

Por isso, em lembrança ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, criado pelo Instituto Nacional de Combate ao Câncer em 29 de agosto, eu decidi compartilhar meu relato no portal Cannabis & Saúde.

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Nessa meia década combatendo o tabagismo, eu tentei quase tudo. Bupropiona, cigarro eletrônico, goma de mascar e adesivo. Nada adiantou. A abstinência foi um troço que eu não sabia lidar. Me deixava muito irritado por coisas pequenas, me trouxe crises de ansiedade que eu nunca tinha sentido antes, acompanhadas de taquicardia e falta de ar. Voltei a conviver com um problema que eu já tinha controlado: a insônia.

Teve uma época que eu tomava clonazepam para dormir, um remédio tarja preta, altamente viciante e que prejudica o fígado. Eu não queria voltar a tomar essa droga. Foi aí que decidi tentar o canabidiol. Logo eu, que trabalho na indústria da Cannabis, mas até então nunca tinha sido paciente!

Comecei a usar um CBD de 1500 mg três vezes ao dia. Nesse período, vivemos um drama familiar muito grande aqui em casa: minha sogra, tabagista, faleceu de câncer no pulmão, aos 64 anos. Essa tragédia foi o maior motivo para eu largar de vez o cigarro, e acredito que com ou sem o canabidiol eu teria parado.

Mas o CBD fez esse processo ser muito mais fácil.

A primeira resposta do óleo foi o controle do humor. Logo depois, passei a dormir melhor, embora eu ainda esteja acordando mais cedo do que deveria. Mas a abstinência, que me deixava com falta de ar e taquicardia, desapareceu.

A prova final ainda viria: o álcool!

Quem fuma sabe o quanto uma coisa leva à outra. Basta um copo de cerveja ou uma taça de vinho para bater aquela vontade avassaladora. O bupropiona, que eu tentei antes do CBD, perdia todo o efeito com o álcool. Já o canabidiol, aparentemente, funciona.

Esses dias, me encontrei com uma amiga de infância e tomamos algumas. Ela fuma bastante. Mas o cheiro do cigarro, em vez de me atiçar, me enjoou. Ali, enquanto falávamos assuntos variados, no brilho, eu me dei conta: “eu não volto nunca mais!”.

O meu caso é pessoal mas é amparado pela ciência. Já mostramos aqui no portal pesquisas, inclusive nacionais, que comprovam a eficácia do composto contra a insônia, a ansiedade e até a dependência química.

O mais irônico dessa história é que a Cannabis, a planta da qual se extrai o canabidiol, pode me levar à cadeia se eu plantar em casa para benefício da minha própria saúde. Já o tabaco, que mata, é vendido em quase todos os supermercados do Brasil.

Hoje, felizmente, os tratamentos com Cannabis estão muito mais acessíveis do que há alguns anos atrás, seja com importados mais baratos ou via associações de pacientes, embora só a legalização dará acesso justo e universal. Enquanto isso não acontece, é preciso que a informação seja passada adiante. Menos de 2 mil médicos prescrevem Cannabis no Brasil diante de meio milhão de profissionais. E só metade dos brasileiros se tratariam com a planta no Brasil, segundo uma pesquisa recente. Que outro fitoterápico teria tanta rejeição assim?

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