Qual Melhor Remédio para Alzheimer?

Sabia que a Cannabis é considerada remédio para Alzheimer? Confira mais sobre esse tratamento e as principais características da doença. Leia agora!
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Neste material, você irá entender um pouco mais sobre o Mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que atinge cerca de 1,2 milhões de brasileiros. Também irá conhecer os principais remédios utilizados no tratamento.

Como a patologia não tem cura, médicos têm receitado drogas para controlar os sintomas e retardar a degeneração cerebral. isso inclui remédios, como Donepezila, Memantina e Rivastigmina. Contudo, estas medicações muitas vezes não trazem resultados, mas graves efeitos colaterais.

E uma alternativa que tem despertado atenção é o uso da Cannabis medicinal, que tem trazido resultados positivos, sem os danos dos fármacos químicos. Pesquisas recentes têm trazido esperança a médicos e familiares dos pacientes.

O que é o canabidiol?

O canabidiol (CBD) é um canabinoide, composto químico extraído de plantas do gênero Cannabis.

Pelas pesquisas atuais, mais de cem canabinoides já foram detectados e isolados, fora outros muitos compostos químicos característicos dessa espécie.

A principal característica do CDB é que ele age como ativador do sistema endocanabinoide, que só veio a ser descoberto na década de 1960.

A partir das reações com esse sistema, ele promove a regulação e o equilíbrio de uma série de processos fisiológicos do corpo humano, tais como apetite, sono e até o humor.

Por suas características e efeitos, pode ser empregado de forma medicinal no tratamento de doenças diversas, no formato de cápsulas, óleos, pomadas e outros.

Principais benefícios do CBD

Além do canabidiol, a Cannabis tem cerca de uma centena de canabinoides, entre eles o mais conhecido é o tetrahidrocanabinol, o THC. Este composto também possui propriedades terapêuticas, mas por conta de sua psicoatividade e efeitos colaterais, não é tão utilizado quanto o CBD pela medicina.

Devido às propriedades terapêuticas e poucos efeitos adversos, o canabidiol tem sido amplamente empregado na área da saúde, especialmente a partir da última década. Logo, os efeitos do canabidiol são exclusivamente terapêuticos, o que torna a sua utilização praticamente livre de riscos à saúde.

O canabidiol tem forte efeito ansiolítico, por isso é eficaz no alívio do estresse, ansiedade e depressão, entre outras questões de saúde mental. Pode auxiliar inclusive no combate a dependência química.

Também pode ajudar no combater a dor. Géis e óleos são capazes de minimizar as dores e inflamações nas articulações. O produto também pode ser usado no alívio de dores crônicas oriundas do câncer ou convulsões. Como efeito colateral, o canabidiol pode gerar sonolência. Dessa forma ela ajuda também no combate à insônia

Saiba mais sobre a doença e o canabidiol como remédio para Alzheimer

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O que é a Doença de Alzheimer?

Caracterizada como transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, a doença de Alzheimer (CID 10 G30) provoca perdas severas da capacidade cognitiva e da memória.

Com o tempo, ela passa a comprometer também funções motoras básicas, impedindo a pessoa doente de levar uma vida normal.

Embora suas causas exatas ainda não estão claras, sabe-se que o avanço do Alzheimer tem relação com a proliferação de uma proteína chamada beta-amilóide no cérebro.

A doença foi descoberta em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que investigou, após a morte, o cérebro de uma paciente, Auguste Deter, a primeira pessoa a ser diagnosticada com a condição.

Quais são os sintomas do Alzheimer?

A qualidade de vida do paciente de Alzheimer pode ser prolongada quando a doença é detectada a tempo e se a medicação for corretamente utilizada. Por isso, é crucial reconhecer os sintomas mais comuns e não confundir com sinais comuns do envelhecimento.

1. Falta de memória recente

À medida que envelhecemos, é normal acontecer a perda de memória, sobretudo a de curto prazo. Porém, esse também é o sintoma inicial do Alzheimer, que se manifesta quando a pessoa esquece de coisas que acabou de fazer ou fatos recentes. Essa situação também pode vir acompanhado de mudanças no humor.

Caso você perceba que um parente com mais de 40 anos se mostra esquecido ou irritado demais, procure um médico para que exames de detecção sejam feitos.

2. Perguntas que se repetem

Com a perda acelerada da memória, é comum o portador se ver confuso e passe a fazer perguntas sem sentido ou repetidas.Nos estágios mais avançados, ele passa a esquecer até mesmo de pessoas próximas e se vê perdido em locais antes conhecidos.

3. Dificuldade em raciocinar

Cedo ou tarde, o portador apresentará dificuldades em elaborar raciocínios mais complexos. Nos estágios mais avançados, se verá incapaz de formular ideias ou mesmo de responder a questões simples do dia a dia. Com a degradação neurológica, a dependência de outras pessoas para realizar tarefas simples aumenta com o tempo.

4. Incapacidade em solucionar problemas

Por causa dos prejuízos neurológicos, o paciente de Alzheimer se torna incapaz de solucionar problemas muito simples. Esse é mais um motivo que aumenta a necessidade de vigilância sobre o doente, que não pode sair desacompanhado ou realizar tarefas sem supervisão.

5. Comportamento agressivo e anormal

Existe ainda a manifestação de uma agressividade incomum, até mesmo em situações corriqueiras em que tal atitude não faz sentido. Essa agressividade está relacionada a outros problemas associados à doença e que geram irritabilidade. Privação de sono, cansaço e efeitos adversos da medicação são algumas das possíveis causas.

O que são os quatro estágios da Doença de Alzheimer?

A medicina já identificou quatro fases distintas para o processo evolutivo do Alzheimer. A cada avanço, a pessoa doente sofre perdas irreversíveis. Os sintomas descritos a seguir não são necessariamente ligados a um estágio específico, podendo se manifestar antes ou depois.

Estágio 1

Conhecido como estágio pré-demência, nesta fase os sintomas aparecem de maneira ainda sutil. O indício mais comum é a perda da memória de curto prazo, o que faz com que a pessoa não dê importância ao problema ou o relacione ao envelhecimento.

Contudo, é extremamente relevante detectar o Alzheimer logo nessa fase, que é quando é possível minimizar os danos ao cérebro. Para isso, existem testes neuropsicológicos capazes de detectar a enfermidade com antecedência, auxiliando no seu controle.

Estágio 2

É quando os sintomas se agravam, e o paciente passa a ter dificuldade para se expressar, além de apresentar desorientação do tempo e espaço, bem como complicações na tomada de decisões.

É nessa etapa que o doente começa a ter problemas para realizar tarefas simples, como trocar de roupa. É comum que passe a descuidar da própria higiene e apresentar confusão mental.

Estágio 3

Nessa fase, a condição avança a ponto de comprometer as funções musculoesqueléticas. O paciente apresenta fraqueza e falta de tônus muscular. é quando o doente passa a ter incontinência, tanto fecal quanto urinária, o que o leva a depender totalmente de outras pessoas para realizá-las de forma adequada.

Outro sintoma é a incomunicabilidade. O paciente se torna apático, deixa de falar e fica cada vez mais isolado em um cômodo da casa.

Estágio 4

Quando chega ao quarto e terminal estágio, em geral o doente não consegue mais se lembrar sequer de acontecimentos do passado. Ele passa a ser vítima de infecções cada vez mais frequentes e não consegue se alimentar por sentir dor ao engolir alimentos.

Além disso, o enfermo prefere ficar deitado em posição fetal, impossibilitado de se locomover sem cadeira de rodas.

Quais são os fatores de risco da Doença de Alzheimer?

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Embora o Alzheimer esteja relacionado à proliferação anormal de proteínas no cérebro, existem fatores de risco associados à doença que, em geral, se manifesta após os 65 anos.

1. Sedentarismo

Há pesquisas que relacionam a prática regular de exercícios físicos a um risco menor de desenvolver Alzheimer na melhor idade. Um deles, publicado no na revista Nature’s Medicine, comprovou a ligação entre atividade física e a melhora na capacidade de memorização.

2. Mente desestimulada

Acredita-se que as chances de desenvolver Alzheimer sejam maior entre pessoas com poucos anos de estudo ou que não têm o hábito de estimular a mente. Segundo o pesquisador André Matta, da UFF, A leitura é um dos hábitos de estimulação mental que podem ajudar a evitar a doença. De acordo com o cientista, “uma vida mentalmente ativa adia a chegada da doença”.

3. bebidas alcoólicas

É conhecida a conexão entre o consumo de álcool como fator de risco para desenvolver Alzheimer. Uma das provas dessa relação está no estudo Alcohol consumption and risk of dementia, publicado na revista The Lancet Public Health. Portanto, quem não quiser aumentar as chances de ter Alzheimer no futuro deve evitar bebidas alcoólicas.

4. Tabagismo

Assim como o álcool, outra substância tóxica também apontada como fator de risco para a doença é o tabaco. É o que ficou comprovado pelo estudo Effect of smoking cessation on the risk of dementia: a longitudinal study, em que um grupo de pesquisadores sul-coreanos estabeleceu conexão entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de demência.

5. Alimentação 

Pesquisas também comprovam que o Alzheimer tem relação com uma alimentação desregrada. Em Portugal, um dos países europeus com mais casos registrados para essa doença, o estudo Nutrição e Doença de Alzheimer aponta para os tipos de alimentos ideais para prevenir e retardar o avanço da enfermidade.

Possíveis causas do Alzheimer

Não são conhecidas as causas primárias do Alzheimer. Contudo, a medicina acredita que ela tem um forte componente genético.

De qualquer forma, existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolvê-lo, especialmente em pessoas acima de 65 anos.

Consumo de álcool, sedentarismo, tabagismo e falta de estímulos ao raciocínio e à cognição são os aspectos mais conhecidos.

Remédio para Alzheimer: como age o Canabidiol?

Embora o tratamento com remédios convencionais possa ser bem-sucedido, em boa parte dos casos, eles trazem consigo uma série de efeitos colaterais.

Nesse sentido, remédios à base do canabidiol (CBD) têm demonstrado uma gama de benefícios, se comparados com os medicamentos comuns.

Estudos como Evidência in vivo para propriedades terapêuticas do CBD para a doença de Alzheimer, publicado na revista NCBI, trazem importantes conclusões sobre a eficácia do CBD no tratamento de doença.

Em uma outra linha, a pesquisa Canabinoides para o tratamento da agitação e agressão na doença de Alzheimer, também publicada na revista da NCBI, foca nas propriedades dos canabinoides para minimizar os distúrbios comportamentais.

Sendo assim, já existem evidências científicas de que o CBD é uma alternativa a ser seriamente considerada para tratar do Alzheimer desde já.

Quais estudos indicam o Canabidiol como remédio para Alzheimer?

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Pesquisas indicam que as propriedades do canabidiol tem tido eficiência em casos de Alzheimer.

Em laboratório, a substância apresentou capacidade de neurogênese, ou seja, de formar novos neurônios no hipocampo (onde acredita-se que são armazenadas as memórias), no cérebro de ratos. E isso é muito positivo para o tratamento, pois tem potencial de parar a perda progressiva da memória e da cognição.

Uma revisão de estudos publicado em 2019 na Revista Brasileira de Neurologia também demonstrou que o uso de THC e CBD pode proporcionar aumento na diferenciação celular, na expressão de proteínas axonais e sinápticas, além de apresentar efeito neuro restaurador.

Isso resulta em maior atividade cerebral no hipocampo, o que facilita com que as memórias não se degenerem na velocidade assustadora da doença.

Como usar o CBD como remédio para Alzheimer?

Os itens terapêuticos produzidos à base de componentes da Cannabis estão disponíveis em vários formatos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite apenas a comercialização dos produtos utilizados por via oral e nasal.

O mesmo vale para os medicamentos destinados ao tratamento para Alzheimer, em geral administrados na forma de óleo.

Remédio para Alzheimer: há efeitos colaterais no uso Canabidiol?

Nos primeiros três meses do tratamento com CBD, é comum que os pacientes sintam mais sono do que o normal. Em casos mais raros, os pacientes podem sentir náuseas, tontura e apresentar quadros de diarreia.

Em casos de remédios com THC, pode haver aumento temporário no débito cardíaco (maior quantidade de sangue sendo bombeado pelo coração por minuto), taquicardia e aumento da pressão arterial. Também pode causar hipotensão ortostática – que nada mais é do que a repentina queda de pressão quando você se levanta.

Remédio para Alzheimer preço: quanto custa óleo de CBD no Brasil?

Todos os remédios e óleos ainda vêm do exterior, já que a Anvisa proíbe o plantio em território nacional, com exceção para alguns raros casos de pacientes e associações que conseguiram na Justiça o direito ao cultivo de Cannabis para fins medicinais. Isso eleva bastante os preços dos medicamentos.

Em média, dentro do comércio legal, o custo total fica na faixa de 300 a 400 dólares por mês – dependendo da patologia e necessidade do paciente, esse valor pode chegar a até R$ 5 mil.

Onde e como comprar o óleo de CBD no Brasil?

Para adquirir remédios à base de Cannabis no Brasil é necessário ter uma receita médica. O paciente que tiver a prescrição tem três opções: comprar na farmácia, importar ou procurar uma associação de pacientes.

No caso da farmácia, existem apenas dois produtos disponíveis. São eles o Mevatyl, indicado para espasmos da esclerose múltipla e que custa cerca de R$ 2,9 mil. Há também o canabidiol da Prati-Donaduzzi, que custa R$ 2,1 mil e é indicado para controle de epilepsia.

Sendo assim, a melhor opção segue sendo a importação de medicamentos. Confira os passos exigidos a seguir.

Consulta médica

O paciente discute o tratamento com seu médico, que prescreve o produto à base de Cannabis medicinal. No portal Cannabis & Saúde, temos grandes nomes da medicina canabinoide para indicar. Basta preencher o formulário aqui.

Solicitação à Anvisa

O paciente preenche o formulário, com a receita, cópia da identidade e comprovante de residência, e aguarda a análise.

Autorização da Anvisa

Caso aprove o pedido, a agência emite a autorização para importação.

Compra e entrega

De posse da autorização, o paciente compra o produto do exterior, de acordo com os critérios estabelecidos pela Anvisa.

Relatos de pacientes que usaram o Canabidiol como remédio para Alzheimer

No portal Cannabis & Saúde contamos histórias emocionantes de pacientes com diferentes doenças e que só encontraram nos derivados da planta a tão buscada qualidade de vida.

Um dos casos que mais chamou atenção foi o do goiano Ivo Suzin, de apenas 51 anos. O Alzheimer se desenvolveu rapidamente e logo o seu Ivo se tornou uma pessoa agressiva com a família.

Em vídeos gravados pelo filho, Filipe, seu Ivo aparece agredindo ele e a esposa durante tarefas do dia a dia, como comer e tomar banho. Somente com a Cannabis medicinal, o homem voltou ao controle de si

Hoje, quase dois anos após o início do tratamento com Cannabis, Ivo é um novo homem. Acorda bem humorado. Come tranquilo, sem nenhuma agressividade. Vai ao banheiro. Dorme após o almoço e a noite toda.

“Hoje eu brinco que meu pai é um budinha. Posso sair, viajar, sem me preocupar. Mudou da água para o vinho. Não sei nem como explicar. É tanta mudança, que eu nem acredito. Parece de filme”, comemorou Filipe em entrevista ao portal.

Remédio para alzheimer: nomes de outras opções usadas no tratamento

Hoje, quase todos os tratamentos para o Alzheimer são baseados na administração de medicamentos tradicionais específicos para essa doença. Entre esses remédios, um dos mais prescritos é a Memantina, que atua diretamente no neurotransmissor glutamato.

Outro remédio comumente indicado é o Haldol, um antipsicótico usado para controlar a agressividade e a agitação.

Há, ainda, medicamentos usados como inibidores de colinesterase, cuja função é diminuir a taxa de destruição da acetilcolina, substância responsável por facilitar a comunicação entre as células nervosas.

Contudo, como já dito anteriormente, muitos desses químicos não trazem o efeito desejado, mas têm efeitos colaterais bastante graves.

Conclusão

A doença de Alzheimer não tem cura, mas, como vimos neste conteúdo, é perfeitamente controlável.

Em casos mais avançados, como o do seu Ivo, a medicação certa torna possível até mesmo resgatar o bem-estar e reintegrar o enfermo à vida em família.

Nesse aspecto, o canabidiol vem se mostrando um poderoso aliado para as pessoas que precisam lidar com a doença.

Caso precise de um médico prescritor de Cannabis medicinal, nesta página, você pode agendar uma consulta.

Para ficar sempre bem informado sobre a Cannabis medicinal, leia os conteúdos publicados aqui, no portal Cannabis & Saúde.

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