Mara Gordon: de paciente encantada com a Cannabis à pesquisadora

Conheça a história da engenheira de processos que cortou 23 remédios para dor crônica com a ajuda da Cannabis e criou uma empresa para ajudar outros pacientes a encontrarem alívio com a planta
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Uma cirurgia nas costas mudou a vida de Mara Gordon. Em 1996, o processo cirúrgico rendeu dores crônicas, consequência de uma meningite espinhal adquirida no hospital, que a obrigaram a tomar uma série de analgésicos e opiodes. Chegou a tomar até 26 remédios diferentes por dia. Só que nada deu certo. Gordon ganhou peso, não conseguia mais dirigir ou trabalhar, entrou em depressão e para piorar: continuou com as dores. Foi assim por quase uma década.

Até que uma conhecida contou que preparava brownies com maconha para o marido, que sofria com dor crônica no pescoço. E era o suficiente para que ele dormisse bem à noite toda, sem precisar de medicamentos. Gordon se interessou e foi atrás de um médico.

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Para sua surpresa, saiu de lá apenas com uma lista de dispensários. Quando chegou na loja, não sabia o que comprar, nem como usar. “Pensei: como eu uso, qual pego? Não faço ideia, ok, isso não é ciência, não é medicina, preciso achar mais informação”, contou em palestra no Ted Talk.

A mágica da Cannabis

Partiu, então, para um festival de maconha em busca de informações. Encontrou muitos outros pacientes sofrendo com ansiedade ou dor crônica. Apesar de ainda sair insatisfeita com as informações, decidiu comprar um pouco de Cannabis para cozinhar e experimentar em casa. Seguiu a receita de um bolo de cenoura de sua tia Zelda. 

“Eu não podia acreditar que a minha dor tinha sido tão afetada por essa planta, que minha dor tinha caído do nível 8 para o 2 quase instantaneamente”, lembra. Gordon cortou 23 remédios que tomava. “E nenhum médico tinha se importado em me contar que a Cannabis poderia ser uma opção! Então, pensei, o que vai levar para que médicos recomendem Cannabis efetivamente para tratar pacientes como eu?”

“Não encontrei nada consistente, nada de previsibilidade, certamente nada que remotamente parecesse com medicina”, relata Gordon no documentário “Weed the people”. “Então, como uma engenheira de processo, terei que fazer isso eu mesma.”

Tia Zelda

Em 2011, Gordon e seu marido fundaram a empresa que homenageia aquela primeira receita milagrosa. Desde o começo, saíram em busca de dados dos pacientes de Cannabis medicinal para rastrear a eficácia dos protocolos. Essa pesquisa os ajudou a entender os perfis dos terpenos em cada cepa. E a mapear os óleos à base de Cannabis. 

O que os dois fazem hoje na Aunt Zelda’s é encontrar o melhor óleo para cada paciente. Gordon escuta atentamente à especificidade daquela pessoa e recomenda um de seus produtos. Todos eles são testados em laboratórios para identificar os níveis de cada canabinoide e terpeno, assim como também confirmar a ausência de pesticidas e outros metais pesados. 

Eles trabalham mundo afora para disseminar informações sobre os benefícios da Cannabis medicinal. E para capacitar médicos a prescreverem óleos a seus pacientes.

Medical Cannabis Summit

Mara gordon é uma das palestrantes que estarão presentes na terceira edição do Medical Cannabis Summit. O evento acontece entre os dias 19 e 23 de abril, online e gratuito. As inscrições podem ser feitas por aqui. Não perca!

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