Maconha apreendida pela Polícia Federal pode virar remédio no RS

Produção seria feita pela Faculdade de Agronomia da UFRGS, que possui laboratórios para extração de componentes de plantas; diretor da PF já deu aval 
Foto: Polícia Federal/ Divulgação

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) apresentou ao Ministério da Saúde uma solicitação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para produzir o medicamentos a partir de maconha apreendida pela Polícia Federal.

Em audiência na sede do ministério com Carlos Henrique Sobral, assessor especial do ministro Marcelo Quiroga, o parlamentar falou da possibilidade legal de extração do óleo para fins medicinais, hoje inacessível para grande parte da população, com posterior incineração da carga pelos agentes. Ele estava acompanhado do reitor da UFRGS, Carlos André Bulhões Mendes.

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“Sou radicalmente contra a legalização da maconha. Mas não posso deixar de reconhecer que a Cannabis, que é uma planta, contém uma substância muito valiosa para doenças como epilepsia, Parkinson, autismo, esquizofrenia, entre outras, que é o canabidiol”, destacou o senador.

Na verdade, o THC e outras substâncias presentes nas plantas também possuem propriedades medicinais, como já explicamos aqui no Cannabis & Saúde. Porém, o canabidiol é a substância mais conhecida e explorada pela ciência, além de ter uma legislação mais branda no Brasil e no mundo.

Segundo Lasier Martins, a Faculdade de Agronomia da UFRGS, que possui laboratórios para extração de componentes de plantas, o procurou para propor a iniciativa. 

Lasier Martins ao lado de Carlos Sobral, do Ministério da Saúde, e o reitor da UFRGS, Carlos André Bulhões.

“Se não der certo, cancela-se a experiência.”

A ideia é que as plantas ou até mesmo a droga já em barras apreendidas pela Polícia Federal, com toda fiscalização, já garantida pelo diretor da Polícia Federal em Brasília e pelo Superintendente do RS, possa ser usada na extração e formulação do medicamento. O político citou como exemplos os países de Israel, Inglaterra, Canadá e Chile.

“Após a extração, no RS, o restante da erva será encaminhada aos fornos para incineração, como já é feito hoje, sem qualquer desvio. Porque a Polícia Federal é rigorosa neste trabalho. Todo processo, uma vez aprovado pela Anvisa, onde está agora para autorização, terá acompanhamento da Polícia Federal mediante recibo das quantidades entregues aos laboratórios. Se não der certo, cancela-se a experiência.”

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