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Hypera, maior farmacêutica brasileira, entra no setor da Cannabis

A Hypera Pharma, com sede em São Paulo, é considerada a maior farmacêutica do Brasil em termos de receita líquida e capitalização de mercado. Nesta quarta-feira (1), a empresa protocolou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de autorização sanitária para um produto à base de Cannabis.

O pedido à Anvisa para venda direto nas farmácias foi procoloado através da subsidiária da Hypera chamada Cosmed. No portal de consultas da agência, não há mais informações sobre. Apenas que se trata de um fitoterápico com concentração de THC maior que 0,2%.

Este já é o 34º pedido à Anvisa para comercialização de derivados de maconha em drogarias. Até agora, oito já foram autorizados e outros oito foram encerrados. Porém, o pedido de autorização pela Hypera é relevante no setor porque é recém a segunda farmacêutica tradicional brasileira que busca ampliar o portfólio com produtos de Cannabis. O setor até agora é dominado por empresas especializadas.

A primeira autorizada pela Anvisa foi a paranaense Prati-Donaduzzi. Com forte presença no mercado de genéricos e venda para hospitais e SUS, a farmacêutica já teve três produtos de Cannabis aprovados para venda em farmácias.

No mundo, apenas duas consideradas big pharmas já fizeram esse movimento: a Novartis e a Jazz Pharma, que pagou US$ 7 bilhões em maio pela GW, a fabricante do Mevatyl, primeiro e único medicamento de Cannabis registrado pela Anvisa.

Fora o Mevatyl, todos os demais derivados de Cannabis vendidos em farmácias possuem uma autorização sanitária e transitória e seguem a resolução 327/19 da Anvisa, em vigor desde março de 2020. As regras valerão até 2024, quando a agência definirá critérios definitivos para registro de medicamento. Já os produtos importados pelos pacientes seguem a resolução 570/21, atualiaada recentemente e que facilitou o processo, sendo feito de forma automatizada hoje.

O registro feito ontem pela Hypera é de um fitoterápico. Os fitoterápicos são feitos integralmente com a planta, mantendo as centenas de substâncias presentes na espécie, como terpenos, flavonóides e inclusive o THC. São chamados de full spectrum e promovem o efeito comitiva, ou entourage – de imenso valor medicinal. Dos oito produtos autorizados pela Anvisa, dois são fitoterápicos e pertencem às empresas Promediol e Zion. Já os fitofármacos, como o da Prati-Donaduzzi, são feito com a molécula isolada, no caso o CBD.

Com informações do Brazil Journal

Marcus Bruno

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