Como a Cannabis mudou a vida de um paciente com esclerose múltipla

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Um dos primeiros ativistas pelo uso medicinal da Cannabis, o designer Gilberto Castro abandonou a cadeira de rodas após iniciar o tratamento com a planta

O primeiro susto veio aos 26 anos. De uma hora para outro, o designer Gilberto Castro perdeu toda a sensibilidade do pescoço para baixo. Eram os primeiros sinais da esclerose múltipla. E os médicos alertaram: teria mais cinco anos de vida saudável. Aos poucos, perderia os movimentos e parte da visão.

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Ainda sem causa definida, a esclerose múltipla é uma doença autoimune. E acontece quando o organismo destrói a bainha de mielina, que reveste os neurônios. Daí surgem processos inflamatórios – e os sintomas da doença, como os relatados por Gilberto.

Sem cura, o diagnóstico assusta. E o tratamento também – os efeitos colaterais são muitos. Nos primeiros anos, Gilberto chegou a tomar cinco remédios por dia e a gastar mais de 600 reais por mês na farmácia.

“Era remédio para controle da irritabilidade, outro para amenizar a fadiga, um para tontura, outro para insônia, e outros para controle da dor”, relata. As dores neurológicas vêm com a sensação de choque ou queimação. Ou de dor muscular mesmo. “Você toma um remédio para um tipo de dor, depois para outra e outra. E os efeitos podem ser terríveis. Se você ler a bula, você nem toma”, completa.

O encontro com a Cannabis

Quando soube das perspectivas negativas do futuro, Gilberto se voltou aos estudos da doença. E encontrou relatos e pesquisas sobre os benefícios da Cannabis em pacientes com EM. Levou a descoberta aos médicos. E os clínicos gerais não se mostraram favoráveis. Já os neurologistas apoiavam.

Naquela época, Gilberto recorreu ao mercado ilegal, com maconha prensada. “Usei por um tempo. Ajudou um pouco, mas não muito”, relembra. “Então comecei a preparar minha casa para fazer minha própria plantação.”

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Em 2014, largou, aos poucos, os medicamentos auxiliares – aqueles cinco outros remédios. Seguiu com o uso de intérferons, infusões de medicamentos anti-inflamatórios. Mas nunca mais teve outros surtos. Em cinco anos, havia tido outros cinco episódios, além do primeiro que o levara ao diagnóstico.

As dores ainda permanecem, mas com bem menos força do que antes. Deixou para trás a cadeira de rodas, antes tão necessária. “E talvez eu largue até a bengala”, brinca.

Liberdade

Em anos de plantação, Gilberto cansou de se assustar com o barulho de sirenes na rua. A qualquer momento, poderia ser incriminado por conta da plantação de Cannabis. Não por falta de tentativa de legalização. Teve alguns pedidos negados. E até uma incursão da polícia em sua casa.

Uma das juízas julgou o caso como comércio ilícito e mandou a DENARC para lá. Só que não encontraram nada. “Minhas plantas haviam pegado uma praga dias antes, então eu não tinha nada”, conta. “Falei com os policiais e eles viram que não havia crime algum.”

Só em 2018, conseguiu, enfim, o habeas corpus e o alívio para produzir seus próprios remédios sem medo. Hoje, Gilberto usa três diferentes tipos de Cannabis para o tratamento – que segue sob auxílio médico. Algumas são usadas para ajudar no sono, à noite, outras para dar disposição ao longo do dia. E todas auxiliam no tratamento da dor.

“Existe um erro entre as pessoas. O CBD sozinho não parece muito eficiente no controle da dor. Eu tomei e não senti diferença nenhuma”, conta. “O melhor é o óleo com a planta completa.”

Hoje, 21 anos após o primeiro surto, superou a expectativa negativa dos médicos – aquela de cinco anos de vida. Muitos dos sintomas desapareceram. “Não recuperei a sensibilidade nos dedos e isso me impede de tocar violão, por exemplo.”

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