Uso de cannabis medicinal cresce 75% entre idosos nos EUA, mostra pesquisa

Houve um aumento de 180% no consumo da planta entre participantes com diabetes. Entre pessoas com um ou nenhum tipo de doenças crônicas, houve crescimento de 95% no uso de cannabis

Cada vez mais, desde a liberação e regulamentação da cannabis em vários estados americanos, os idosos de lá usam a planta para tratar doenças crônicas ou problemas típicos da terceira idade. Segundo pesquisa da Universidade de Nova York, o consumo entre homens e mulheres com mais de 65 anos subiu 75% em um ano.

O crescimento é maior principalmente entre pacientes com diabetes –  aumento de 180%. O levantamento detectou ainda uma alta de 95% no uso de cannabis em pessoas com um ou nenhum tipo de doença crônica.

Pacientes com doenças mentais também aderiram à cannabis medicinal, com aumento de 157,1% no consumo.

A análise da Universidade de Nova York teve como base a Pesquisa Nacional sobre uso de Drogas e Saúde, que entrevistou 14.896 idosos com 65 anos ou mais, de 2015 a 2018 – com maioria de pessoas brancas (77%). Com esses dados, concluíram ainda que o uso de cannabis cresceu principalmente entre homens e mulheres com maiores rendimentos familiares.

Há uma preocupação: boa parte deles também consome bebidas alcoólicas, o que é arriscado. A pesquisa sugere novos e mais aprofundados estudos para orientar os idosos sobre o uso de cannabis conjugado a outra substância.

Cannabis é considerada essencial

Dispensários de maconha foram considerados essenciais em San Francisco, Califórnia, na atual pandemia ocasionada pelo coronavírus. Além de farmácias, postos de gasolina e mercados, estabelecimentos que comercializam Cannabis permanecem abertos nesta quarentena mundial.

Segundo a Rádio Pública Nacional norte-americana (NPR), autoridades trabalham em uma estratégia para permitir que essas empresas apoiem o acesso dos moradores à planta durante a crise.

No Reino Unido, a primeira rede de clínicas fornecedora de cannabis, denominada Sapphire, foi autorizada a realizar consultas por vídeo. Porém, esse serviço continua limitado, mesmo após a legalização da maconha para uso médico em 2018.

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