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Dia Mundial do Parkinson: histórias reais mostram como a Cannabis pode auxiliar no controle dos sintomas

Dia Mundial do Parkinson: histórias reais mostram como a Cannabis pode auxiliar no controle dos sintomas

Relatos de pacientes mostram como o uso de Cannabis medicinal tem sido adotado como suporte no cuidado do Parkinson, com impactos na qualidade de vida e no manejo de sintomas motores e não motores

Publicado em

11 de abril de 2026

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

Celebrado em 11 de abril, o Dia Mundial do Parkinson propõe mais do que conscientização: é um convite para olhar com mais profundidade para a realidade de quem convive com a doença, marcada por limitações progressivas, adaptações constantes e a busca por qualidade de vida.

O Parkinson é uma condição crônica e degenerativa que compromete o sistema nervoso central. A redução da dopamina, substância responsável pelo controle dos movimentos, leva a sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão. Com o avanço do quadro, atividades simples do dia a dia podem se tornar  bastante desafiadoras.

Além dos sintomas motores, há também impactos não motores, como distúrbios do sono, ansiedade e alterações de humor, fatores que influenciam diretamente o bem-estar dos pacientes.

Sem cura, o tratamento é centrado no controle dos sintomas e na preservação da autonomia, combinando medicamentos, terapias de reabilitação e acompanhamento multiprofissional. Nos últimos anos, no entanto, o uso medicinal da Cannabis tem ganhado espaço como uma estratégia complementar, especialmente em casos em que os sintomas persistem.

Dia Mundial do Parkinson: confira três histórias que ajudam a entender como essa abordagem vem sendo incorporada à rotina de pacientes

Quando o tremor deixa de definir a rotina

Ao tornar público o diagnóstico, o político Eduardo Suplicy também revelou um desafio comum entre pacientes: mesmo com o tratamento convencional, os tremores e a lentidão continuavam impactando sua vida cotidiana — inclusive em situações públicas.

Antes da Cannabis, atividades simples, como segurar objetos ou discursar, eram atravessadas por limitações motoras e desconforto.

A mudança começou com a introdução de um tratamento à base de Cannabis com predominância de THC, acompanhado de perto por profissionais de saúde. Ao longo dos meses, ajustes na dose foram fundamentais para alcançar um equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.

Com o tempo, houve uma redução significativa dos tremores, melhora na marcha e mais segurança para realizar tarefas básicas, como escrever. O impacto não foi apenas físico: a retomada da confiança também marcou essa fase.

Menos dor, mais autonomia no dia a dia

Morador de Várzea Grande, Claudio Gomes, de 58 anos, lidava não apenas com o Parkinson, mas também com dores crônicas na coluna que exigiam o uso contínuo de medicamentos fortes.

A resposta aos tratamentos tradicionais era limitada, e os efeitos colaterais pesavam na rotina.

Foi a partir do início do uso do canabidiol (CBD), com acompanhamento médico, que ele passou a notar mudanças graduais. No começo, melhorias sutis: noites de sono mais estáveis e maior relaxamento corporal. Com o passar do tempo, os efeitos se tornaram mais consistentes.

A rigidez diminuiu, a lentidão passou a ser mais controlável e, aos poucos, foi possível reduzir os analgésicos que ele utilizava há anos.

Hoje, Claudio mantém uma rotina ativa, com caminhadas diárias e exercícios físicos frequentes — algo que, antes, parecia distante. Para ele, o processo exigiu paciência e acompanhamento constante, respeitando o tempo de resposta do corpo.

Recuperar o sono é recuperar a vida

No caso de José Piauhy, o impacto do diagnóstico foi imediato. Tremores intensos, noites mal dormidas e perda de equilíbrio transformaram a dinâmica da casa — afetando também sua esposa, Deise, que passou a dividir o peso da rotina.

O sono, em especial, se tornou um dos maiores desafios. As noites agitadas geravam um ciclo contínuo de exaustão.

A decisão de iniciar o tratamento com Cannabis surgiu após indicação e pesquisa da família. E foi justamente durante a noite que os primeiros efeitos apareceram.

Com o uso dos óleos, José passou a dormir melhor, com mais tranquilidade. A partir dessa melhora inicial, outros ganhos começaram a surgir: mais estabilidade ao caminhar, redução da agitação e maior controle do corpo.

Com o tempo, ele retomou atividades como ir à academia e passou a se movimentar com mais segurança. Para a família, a mudança não se resume aos sintomas — está na reconstrução de uma rotina mais leve.

Entre ciência, experiência e acesso à informação

As histórias mostram que não existe um único caminho no tratamento do Parkinson — e que cada paciente responde de forma particular às terapias disponíveis.

O uso da Cannabis medicinal, nesse contexto, aparece como uma possibilidade complementar, com potencial para atuar tanto em sintomas motores quanto não motores. Ainda assim, especialistas reforçam a importância do acompanhamento médico e da individualização das condutas.

Neste Dia Mundial do Parkinson, dar visibilidade a essas experiências também é uma forma de ampliar o debate, reduzir estigmas e fortalecer o acesso à informação de qualidade — elementos essenciais para quem busca viver melhor com a doença.

Importante! 

Para quem deseja entender se essa abordagem pode ser uma opção no seu caso ou de um familiar, o primeiro passo é buscar orientação com um médico, garantindo um tratamento seguro, individualizado e baseado em evidências. Clique aqui e agende sua consulta!

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Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

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