“É o tratamento do século”, diz paciente com depressão sobre a Cannabis

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O relato da cirurgiã dentista Clara Bernardo sobre sua luta contra a depressão, e como a Cannabis medicinal a fez voltar a viver

 Quando Clara Bernardo, de 35 anos, afirma que o óleo de Cannabis literalmente salvou sua vida, ela não está exagerando. É dessa forma que a cirurgiã dentista mineira resume sua experiência com o tratamento, que proporcionou uma virada decisiva em sua vida. 

Após passar 4 anos em um relacionamento abusivo, Clara entrou em um pesado processo de depressão. Crises de ansiedade eram recorrentes e extremadas: em uma delas, durante uma simples coleta de sangue, apresentou sinais de convulsão, de tanta ansiedade. Acompanhada por apoio psicológico e psiquiátrico, a dentista fazia uso de diversos medicamentos alopáticos para controlar seu quadro. Os resultados eram poucos, e os efeitos bastante adversos. Chegou a engordar 15 quilos e convivia ainda com um embaraçoso tique nervoso no olho, que as medicações não conseguiam resolver.

 Longe da família, que mora na cidade de São João Evangelista, no interior de Minas Gerais, Clara levava uma vida bastante delicada em Belo Horizonte. Um dia, sua mãe a visitou na capital e, preocupada com o estado da filha, deu um ultimado: ou ela se demitia de todos os trabalhos e voltava para a casa da família, ou seria internada. Era hora de dar um tempo e tentar organizar a cabeça.

 Clara voltou para o interior e passou um mês na fazenda de uma tia. Continuava com os medicamentos convencionais, mas agora tinha o apoio de pessoas próximas. Sua mãe e seu irmão, apreensivos com a situação, começaram a buscar uma alternativa, até que chegaram na Cannabis medicinal. Nisso, sua prima, a médica Caroline Fontes, havia iniciado alguns cursos sobre Cannabis medicinal. Clara decidiu procurar Caroline para tentar iniciar o tratamento.

Contrariando as expectativas, a parte burocrática foi surpreendentemente rápida, e em pouco tempo recebeu um frasco de óleo de Cannabis medicinal para começar a terapia. “O primeiro dia de tratamento foi motivo de muito choro”, lembra Clara, “Muito choro e muita alegria.”

Tomou algumas gotas de manhã e, à noite, assistindo TV, percebeu que o tique no olho havia desaparecido. “Chorei muito, na hora liguei para o meu irmão, para a Caroline, queria contar para todo mundo. Foi muito bom.”

Esse foi o primeiro dia de uma mudança em sua vida. Após anos de sofrimento e algumas tentativas de suicídio, Clara Bernardo tinha novamente esperança de dias melhores.

 Com 2 anos de tratamento com Cannabis medicinal, Clara comemora os resultados. “Agora não sei mais o que é crise de ansiedade. A depressão é sempre uma luta, mas está bem controlada. Sigo minha vida normalmente.”

E os benefícios foram além: a dentista sofre de síndrome do intestino irritável — um distúrbio nas funções intestinais, que pode provocar episódios de desconforto, dor, diarreia ou prisão de ventre. Frequentes, as crises chegavam a acontecer uma vez a cada 2 meses, muitas vezes levando-a ao hospital. “Em dois anos de tratamento com Cannabis medicinal, só tive uma crise”, conta.

 Além da mãe, do irmão e da prima, um tio farmacêutico também acompanhou de perto o caso de Clara. No auge de sua medicamentação, a dentista fazia uso de 6 remédios alopáticos ao mesmo tempo, e seu tio é quem lhe enviava os produtos. Ele sempre dizia: “Clara, é muito remédio, você tem que tentar tirar alguns.”

Ela vivia angustiada com essa questão. “Eu já gastava mais de 600 reais por mês. Isso é o que gasta uma pessoa idosa, com muitos problemas de saúde. Mas eu tinha só 33 anos.”

 Com a Cannabis medicinal, Clara conseguiu desmamar dos medicamentos e suspender todas alopatias. “É libertador quando você consegue se livrar esses remédios”, afirma.

Mesmo seu tio, que lhe vendia os medicamentos, comemorou muito. “Foi uma vibração em toda a família. Minha mãe, meu irmão, toda minha família me ajudou muito. Para você ver como algumas gotas milagrosas mudaram as coisas.”

 Clara Bernardo não poupa elogios ao tratamento, e faz questão de enfrentar o desconhecimento de algumas pessoas. “No início, minha mãe ficava com receio de que as pessoas da cidade soubessem, com medo do preconceito”, lembra.

“Mas quando comecei a tomar, quando vi os benefícios, eu e meu irmão falamos: ‘É por isso mesmo que a gente tem que contar para todo mundo!’”

Clara recomenda o tratamento tanto para os amigos que sofrem com alguma condição tratável à base de Cannabis medicinal, quanto aos colegas profissionais da saúde.

 “Para quem tem condições, é um tratamento válido”, diz Clara, lembrando que os custos ainda podem restringir o acesso de quem precisa. “Por ser importado, acaba saindo caro. Eu gostaria que os governantes olhassem com mais carinho para essa questão. Para agilizar os processos de autorização de cultivo no Brasil. Se a planta fosse descriminalizada, se fosse possível plantar e produzir o óleo aqui no Brasil, já seria algo maravilhoso.”

 De volta à ativa, agora Clara se prepara para estudar mais sobre Cannabis medicinal — tem vontade de incluir a terapia em sua prática como cirurgiã dentista e ajudar seus pacientes. E acredita que é fundamental contar sua história e fazer com que outras pessoas possam conhecer a Cannabis medicinal. “Com os avanços das pesquisas, essa área só tem a evoluir. É algo que pode dar esperança para muita gente que vive uma vida desenganada, mostrar uma luz no fim do túnel”, declara. “Eu acho que é o medicamento do século.”

Se você gostaria de apoio emocional e quer conversar com alguém, entre em contato com o Centro de Valorização à Vida no telefone 188, ou pelo site cvv.org.br. O atendimento é sigiloso e funciona 24 horas por dia.

E se você sofre algum tipo de violência psicológica, verbal ou física em seu relacionamento, entre em contato com o Canal de Atendimento à Mulher no telefone 180. Para saber mais sobre relacionamentos abusivos e conhecer alguns de seus sinais, clique aqui.

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