“Olívia está muito mais serena, feliz, se expressa melhor”, conta Henrique Fogaça, que trata a filha com CBD

Chef de cozinha diz que convulsões da filha reduziram quase 80%, após o início do tratamento com Cannabis

O chef de cozinha e empresário Henrique Fogaça, famoso por atuar como jurado do programa ‘Masterchef’ da Band, utiliza o canabidiol no tratamento da filha. Olívia Corvo Fogaça, 13 anos, tem um tipo raro de epilepsia e hipotonia (redução do tônus muscular). Ela tinha convulsões frequentes que foram reduzidas após utilizar óleo de Cannabis no tratamento.

Em fevereiro deste ano, a garota teve um avanço e tanto. Ficou pela primeira vez em pé, sozinha. “Minha linda filha Olívia me enche de orgulho e esperança. O papai te ama mais que tudo na vida. Você é o maior exemplo de superação. Te amo, minha eterna bonequinha”, declarou Fogaça em um post no Instagram.

Para saber mais sobre o uso do canabidiol e a evolução do tratamento de Olívia, conversamos com o chef. Confira:

Queremos saber a história da Olívia e quando recebeu o diagnóstico da doença rara?

Ela nasceu há 13 anos com uma síndrome rara, que até hoje não sabemos qual é. O diagnóstico não existe. Ela é tratada com muito amor e muito carinho.

Quantas convulsões ela tinha por dia, como funcionavam os outros medicamentos e quais eram?

A primeira vez que ela foi internada com quatro meses estava com convulsão. Depois, as convulsões foram controladas. Ela ficou até os seis anos de idade usando apenas Gardenal e outro medicamento. A Olívia foi crescendo e isso não foi ajustado até que o médico achou que não precisava mais e tirou. Ela tinha febre, mas a convulsão não era um problema nesse momento.

Aos oito anos, com os hormônios da puberdade, ela voltou a ter convulsões. Ela tinha crises mais focadas, não aquelas generalizadas, várias vezes ao dia. Ela tomava três remédios para convulsão e não resolvia. Havia uns cinco escapes por dia. E a cada três dias tinha que dar mais remédios para parar a convulsão generalizada. Nessa fase, ela chegou a ser internada e ficar 15 dias no hospital para controlar, mas não segurou muito. Foi quando a Olívia começou a dieta cetogênica e entramos com o canabidiol.

Como descobriu a Cannabis medicinal? Quais foram os primeiros sinais de melhora?

Já ouço falar há vários anos. Viajei para Amsterdã e entrei em uma loja medicinal e me informei melhor. Depois tive contato com pessoas que produzem em San Diego, na Califórnia e desde então iniciamos o tratamento com a Olívia. Com o uso do óleo, as convulsões generalizadas diminuíram. E não tinha mais necessidade de dar outros remédios. Hoje, as convulsões focadas ocorrem apenas no período de Tensão Pré-Menstrual (TPM) ou quando está com algum incômodo, com alguma dor. Os remédios para convulsão começaram a ser espaçados para uma vez por mês, duas vezes por mês, e hoje faz muito tempo que não damos mais essa medicação.

Qual medicamento ela usa?

Ela utiliza um óleo de CBD três vezes ao dia que é administrado com uma seringa de insulina.

Você postou que sua filha ficou de pé pela primeira vez. Que outras melhoras ocorreram?

As melhoras são visíveis em relação à diminuição da convulsão em cerca de 80%. Ela fica muito esperta, mais tranquila e atenta.

Qual sua opinião sobre o acesso dos pacientes ao canabidiol?

Há uma burocracia para provar que você precisa do canabidiol. As empresas que estão legalizando têm certa dificuldade aqui Brasil. A situação vai evoluindo aos poucos. Nos Estados Unidos e na Europa, o uso do canabidiol para fins medicinais existe há muitos anos. É uma forma alternativa que os pacientes que sofrem de epilepsia ou outras doenças ter uma condição melhor de vida. É o caso da minha filha Olívia. Ela está muito mais serena, se expressa melhor, mais tranquila, mais feliz, sorrindo. É muito gratificante ver isso.

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