Coronavírus: pacientes de Cannabis medicinal se enquadram no grupo de risco?

FDA

A quarentena causada pelo coronavírus tem se mostrado essencial para evitar a proliferação da doença aos grupos de risco, que sofrem agressivas consequências.

Com a atual pandemia que se instaurou devido ao Coronavírus, a população mundial está em quarentena e busca não alastrar a transmissão da doença que já infectou aproximadamente 480 mil pessoas e provocou mais de 20 mil mortes, até então, de acordo com dados do Covid Visualizer, que mostra o tempo real da doença, feito pela Carnegie Mellon University, da Pensilvânia.

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O principal cuidado da sociedade perante ao Covid-19 é o de não permitir que as pessoas do grupo de risco sejam portadoras do vírus. No caso de usuários da Cannabis medicinal, nada muda. Estes se enquadram no mesmo agrupamento que o restante da população. Isso porque, em sua maioria, são pacientes com crises epiléticas, especialmente crianças com dores neuropáticas, ou que apresentam sintomas do autismo, agitação noturna e, até mesmo, espasmos decorrentes da esclerose múltipla, de acordo com pesquisa realizada pelo The Jounal of Family Practice. Ou seja, não estão no quadro apresentado pela OMS.

Segundo a Dra Paula Dall’Stella, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem e que trabalha com medicina funcional, além de ser pioneira na prescrição de Cannabis medicinal no Brasil, “esse grupo de risco precisa estar em isolamento. Se possível, total. E principalmente não ter contato com jovens e crianças, que podem apresentar sintomas leves e não perceberem que estão doentes, e acabam transmitindo o vírus”. São esses: pessoas acima de 60 anos de idade. Principalmente, as que apresentem alguma doença crônica como diabetes e hipertensão, ou doenças auto-imunes, independentemente se realizam ou não tratamento com a planta.

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Mas qual é a razão do grupo de risco ser pré-definido com idosos, diabéticos, hipertensos, pessoas com doenças crônicas e auto-imunes? O motivo é simples: as chances de sofrerem mais complicações dessas infecções, por meio das vias respiratórias.  Além disso, essas pessoas apresentam uma falha no sistema imunológico, reagindo de forma mais intensa ao vírus, de acordo com a idade.

Em um estudo publicado na revista The Lancet, foi revelado ainda que medicamentos para pressão alta e diabetes auxiliam no favorecimento da ação do novo coronavírus. Fato que pode agravar ainda mais a situação de quem está no grupo de risco. Nos hospitais, a recomendação médica é manter acetaminofeno para a febre.

Impacto da quarentena nos usuários de Cannabis

Na quarentena, uma das maiores preocupações dos usuários da Cannabis medicinal eram com a chegada do medicamento.

“Os correios estão funcionando e as operações de importação não estão paradas. O que está acontecendo são atrasos para chegarem as medicações”, relata a Dra. Paula Dall’Stela. E esses atrasos se dão pelas medidas preventivas que as transportadoras adotaram por todo o país.

Leila Carvalho, de 47 anos, tem fibromialgia com diagnóstico fechado desde 2017. Começou a usar a Cannabis medicinal no início deste ano, após fazer uso de várias medicação indicadas por profissionais especializados, mas que já não apresentavam melhora.

Ela não se enquadra no grupo de risco, mas a preocupação com a Covid-19 é grande, por saber que ela e sua família podem agir como transmissores. “Tenho me mantido em quarentena e obedecido às normas de segurança, junto com meus filhos e marido”.

Porém, para Wesley de Freitas Moreno, 34 anos, que sofre de ansiedade, depressão, insônia e falta de apetite há 10 anos, a quarentena não tem afetado na rotina de seu medicamento. Isso porque ele realiza o cultivo da Cannabis em casa, para a própria extração do óleo.

Mas também tem se mantido recluso, “sem muito contato com pessoas de fora. Sem visitar ninguém e trabalhado de casa. Porém, sou privilegiado quanto ao medicamento, isso porque o meu estoque não é afetado em nada. Isso porque quem cultiva, depende apenas da natureza”, afirma.

Recomendações para evitar o Coronavírus

“As medidas devem ser as mesmas para todos. Ao chegar em casa, não se pode tocar em nada. Lavar sempre as mãos com água e sabão é essencial. E, fora de casa, pode-se usar álcool gel 70%. Além disso, é essencial deixar as roupas e os sapatos que circularam na rua fora ou na porta de casa. Limpe o celular, os óculos e a maçaneta da porta com álcool gel”, afirma a Dra. Paula Dall’Stela que, para não parar com suas consultas, tem atendido virtualmente: “estou trabalhando com telemedicina e estou achando excelente!”, completa.

Vale lembrar que o Ministério da Saúde recomenda que, além de se manter em quarentena de 14 dias – em diversos estados, decretada oficialmente – a população também esteja com as vacinas em dia. Atualmente, postos de saúde têm realizado campanhas de vacinação para a Influenza A H1N1, que não previne do Covid-19, mas auxilia para eliminar chances de outros vírus, no organismo.

Em pacientes que sofrem com asma ou outros problemas respiratórios graves, é aconselhado tomar a vacina pneumocócica, que impede o desenvolvimento da pneumonia, fator que pode acontecer em um paciente que se enquadra no grupo de risco.

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