Cannabis reduz incidência de diabetes em mulheres, diz estudo

diabetes

Um levantamento de dados nos EUA concluiu que mulheres que consomem Cannabis frequentemente têm  metade das chances de desenvolver diabetes

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas cuja principal função é promover a entrada de glicose nas células que serve como “combustível” para a realização de diversas atividades celulares. 

Quando esse mecanismo apresenta algum problema em seu funcionamento, a glicose se acumula no sangue e causa hiperglicemia, uma característica da doença chamada de diabetes mellitus.

Existem dois tipos principais de diabetes. Indivíduos diagnosticados com diabetes tipo 1 (também conhecido como diabetes juvenil) são incapazes de produzir insulina pancreática e devem confiar na medicação de insulina para sobreviver.

Pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2 (também conhecido como diabetes do adulto) produzem quantidades inadequadas de insulina. O diabetes tipo 2 é uma condição menos grave que normalmente é controlada pela dieta. Com o tempo, pode levar à cegueira, insuficiência renal, danos nos nervos, endurecimento das artérias e morte.

Cannabis no controle da diabetes

Alguns estudos, realizados em animais, já haviam demonstrado que o sistema endocanabinoide está relacionado ao funcionamento do mecanismo que leva a glicose para as células. 

Uma falha no receptor CB1 – que influencia tanto o metabolismo da glicose quanto dos lipídeos – contribui para casos de obesidade, dislipidemia e diabetes do tipo 2. Como antagonista do receptor CB1, quando no organismo, o CBD é capaz de corrigir tais distúrbios metabólicos.

Uma pesquisa feita em ratos demonstrou que, ao serem alimentados apenas com carboidratos, a incidência de diabetes chegou a 86% entre os indivíduos não tratados com CBD, enquanto entre aqueles que receberam CBD, a incidência foi de apenas 30%.

Cannabis e diabetes em mulheres

Uma nova pesquisa, realizada por pesquisadores da Texas A&M University, nos Estados Unidos, demonstrou que o mesmo acontece em humanos. Com efeitos benéficos dos canabinoides principalmente entre mulheres. 

Um levantamento de dados da Pesquisa Nacional de Exames de Saúde e Nutrição (NHANES) nos EUA, de 2013 a 2018, recém publicado na revista Cannabis and Cannabinoid Research, demonstrou que as mulheres que consomem Cannabis com frequência são menos propensas a serem diagnosticadas com diabetes mellitus.

Os cientistas avaliaram a relação entre uso de Cannabis e diabetes em uma amostra nacionalmente representativa de mais de 15.000 adultos. 

Eles relataram que as mulheres que eram consumidoras frequentes de Cannabis tinham menos da metade da probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes em comparação com as mulheres não usuárias. Não foram observadas diferenças entre as mulheres que consumiram Cannabis apenas ocasionalmente.

Conclusão

Os pesquisadores não identificaram uma relação inversa semelhante entre os homens. Eles concluíram: “Mais estudos são necessários para explorar a heterogeneidade baseada no sexo – e os fatores individuais e contextuais responsáveis ​​- na associação entre o uso de Cannabis e o diabetes mellitus”.

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