“Quem não tem acesso à Cannabis é o mais prejudicado”, diz pediatra

cannabis pediatra

Após superar o câncer com Cannabis medicinal, a médica Vanessa Matalobos busca compartilhar os benefícios com seus pacientes

“Amamentação previne câncer de mama”. A médica pediatra Vanessa Matalobos aprendeu essa frase ainda na faculdade, e repetiu ao longo de anos para as mãe de pacientes que atendia. Até que foi obrigada a interromper a amamentação de seu filho justamente por um câncer de mama.

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“Caiu tudo por água abaixo. Meu mundo desmoronou”, conta a médica. “Eu falava isso 24h por dia para as mães, e vi na realidade que não foi bem assim na minha situação. Eu fiquei muito revoltada. Mas hoje eu encaro que tive que passar por isso para poder entender o que é medicina canábica.”

Seu quadro clínico não ia muito bem. O câncer espalhou para o fígado, e foi desenganada pelos médicos. “Como os médicos me diziam que não tinha muito mais a fazer no meu caso, e tinha que me contentar em esperar a morte chegar. Eu comecei a buscar um tratamento alternativo com a Cannabis.”

 Tratamento de câncer com Cannabis

Começou o tratamento, enquanto atendia pacientes pediátricos em home care. Alguns desses com epilepsia, uma das patologias em que o conhecimento científico sobre os efeitos terapêuticos da cannabis está mais consolidada. Se aprofundou nos estudos e começou a prescrever também para seus pacientes.

“Eu comecei para tentar bloquear o processo tumoral. Meu marcador tumoral do fígado desceu, meu nódulo do fígado desapareceu. Só tomo óleo, não tomo mais nada”, afirma Matalobos. “Já faz cinco anos que estou nessa estrada. Já são mais de 300 pacientes tratados, e continuo o trabalho. A cada dia aparecem mais pacientes, patologias que ninguém mais quer investir, a gente começa usar e a ter resultado.”

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Medicina canábica 

Pediatra por especialização, ao longo de sua carreira a médica também se formou em dermatologia devido a alta incidência de pele nas crianças que atendia. Agora, com uma nova perspectiva sobre a medicina, está cursando pós-graduação em neurologia, pela grande procura de pacientes com doenças do sistema nervoso que buscam tratamento com Cannabis.

“A medicina canábica está em alta e vai ficar cada vez mais, pois não cuida só da matéria. Cuida do abstrato, do pensamento. Do mundo que não é palpável”, defende. “Enquanto vários médicos dopam seus pacientes, eu tiro tudo. Meus pacientes não tomam anticonvulsivantes, antidepressivos, ansiolíticos. Sou da teoria que só o óleo já pode melhorar a qualidade de vida de cada ser.”

Tratamento de câncer com Cannabis

Em sua experiência como paciente, além de creditar a remissão do câncer à Cannabis, a médica revela que contou com o auxílio do óleo em todas as etapas do tratamento. Desde os efeitos colaterais da quimioterapia, evitando inclusive a queda de cabelo, até para controlar dores da mastectomia.

Recuperada, busca ajudar pacientes que agora enfrentam a doença. “Tenho vários pacientes oncológicos que diminuíram muito o carcinoma. Na maioria dos casos estão bem controlados, tanto na doença quanto na qualidade de vida”, conta. 

“O paciente oncológico é muito sofrido. Tanto fisicamente quanto psicologicamente. Todos têm depressão, dor. O óleo melhora muito tudo isso. Da parte psicológica. Dá mais disposição. Muitos têm depressão profunda, e a Cannabis consegue melhorar a condição.”

“A medicina canábica envolve mais a sensibilidade. O amor ao próximo. Gostar do que se faz. Não é uma medicina matemática”, continuou. “A planta foi criada pela natureza, por Deus, e quem a marginalizou foi o homem. A Cannabis é o marco da medicina deste século. Hoje em dia quem não tem acesso é o mais prejudicado. Todos tem ganho, todos tem melhora. Eu acredito na medicina canábica como eu acredito na luz do sol todos os dias.”

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