Lúpus: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento com CBD

O lúpus é uma doença inflamatória autoimune, causada por uma reação anormal do sistema imunológico. Descubra como tratar essa enfermidade!
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Você conhece uma pessoa portadora de lúpus?

Embora não seja uma doença tão comum no Brasil, ela se manifesta de diferentes formas e, por isso, exige cuidados bastante específicos.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a condição afeta cerca de 65 mil brasileiros, com maior prevalência entre as mulheres – estima-se que uma em cada 1,7 mil seja portadora.

De qualquer modo, o lúpus pode acometer pessoas de todos os gêneros, etnias e idades. 

Por apresentar variações, seu diagnóstico é em geral mais difícil, até mesmo porque não há testes que detectem a doença.

É por essa e outras razões que o canabidiol (CBD) vem sendo cada vez mais recomendado como alternativa terapêutica em seu tratamento.

Então, se você ou algum familiar é portador de lúpus certamente as informações contidas neste artigo são do seu interesse.

Avance na leitura, conheça melhor essa enfermidade e como ela pode ser tratada com a Cannabis medicinal.

O que é lúpus?

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O lúpus é uma doença inflamatória do tipo autoimune, ou seja, é causado por uma reação anormal do sistema imunológico, que passa a atacar diversos órgãos e tecidos do corpo, entre os quais os mais afetados são a pele, os rins, o cérebro e as articulações.

A condição é classificada no CID 10 com o código M32 e apresenta quatro tipos, cada um com sintomas e causas distintas.

No entanto, a medicina reconhece dois grupos para a doença.

Um é o que ataca a pele (lúpus cutâneo), que tem como sintoma a vermelhidão em áreas como bochechas (no formato de borboleta), colo e braços.

O segundo grupo é o sistêmico, formado pelos tipos de lúpus que atacam outras partes do corpo.

Seja como for, a manifestação mais recorrente é a cutânea, que atinge aproximadamente 80% das pessoas que desenvolvem a enfermidade.

A doença de lúpus no Brasil

Um dos maiores obstáculos para médicos e indivíduos com lúpus no Brasil é a falta de informação acerca da doença.

Na falta de estudos mais aprofundados, os profissionais de saúde e entidades de classe trabalham com as estimativas divulgadas pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Ainda assim, os poucos dados disponíveis ao público dão algumas pistas sobre essa enfermidade.

Em uma matéria publicada na revista Veja, a médica Emilia Sato revela que 9 entre 10 casos de lúpus em nosso país são registrados em mulheres com idade entre 15 e 45 anos.

A causa para essa maior prevalência seria hormonal, uma vez que as mulheres nessa faixa etária estão mais expostas ao estrogênio.

Fora do Brasil, foram bastante divulgados na mídia os casos das cantoras Selena Gomez e Lady Gaga, ambas portadoras de lúpus.

Elas foram diagnosticadas, respectivamente, em 2012 e 2010.

Quais são os tipos de lúpus?

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A exemplo de outras doenças autoimunes, o lúpus pode se manifestar de diferentes formas, conforme suas respectivas causas.

Embora cada uma delas tenha sintomas peculiares, em geral, eles acabam por ser parecidos, o que dificulta o diagnóstico.

Por ser uma enfermidade ligada ao sistema imunológico, o lúpus se apresenta com muitas variações, afinal, cada indivíduo é “equipado” com defesas únicas.

Veja a seguir quais são os quatro tipos da doença, suas características, causas e fatores de risco.

Lúpus eritematoso sistêmico (LES)

Esse é o tipo mais comum de lúpus, afetando a grande maioria das pessoas que desenvolvem a enfermidade.

Tal como as outras variações, a progressão da doença pode ser lenta, durando meses, ou mais acelerada, quando avança em questão de poucas semanas.

Como vimos, no LES, o sintoma mais característico são as manchas na pele e as lesões avermelhadas.

Portadores desse tipo de lúpus ainda costumam apresentar lesões discoides, causadas por exposição à luz solar e que, ao cicatrizarem, deixam manchas na pele.

Mas essa é também uma doença reumática e, como tal, pode afetar as articulações.

É o que acontece com boa parte das pessoas que desenvolvem LES, que passam a sofrer com dores nas juntas das mãos, dos pés e dos joelhos. 

Também podem apresentar processos inflamatórios no coração (pericardite) e na pleura, membrana que reveste o pulmão.

Em cerca de metade dos casos de LES, o paciente pode apresentar inflamação nos rins, mais conhecida como nefrite, cujos sintomas são inchaço e urina espumosa.

Lúpus discoide ou cutâneo

O principal sintoma do lúpus discoide é o surgimento de manchas avermelhadas, de formato arredondado e em relevo na pele.

Elas podem aparecer no rosto, dentro das orelhas e no couro cabeludo.

No entanto, elas também podem vir a se manifestar em outras áreas do corpo, já que são provocadas pela exposição à luz do sol.

Essas manchas podem atingir os folículos pilosos, deixando sem cabelos a área atingida depois da cicatrização.

Como no LES, o tratamento convencional é à base de corticosteroides, que podem ser de aplicação intralesional ou tópica.

Estima-se que um percentual entre 5% e 15% dos pacientes com esse tipo da condição vem a desenvolver com o tempo o lúpus eritematoso sistêmico, quando outros órgãos são atingidos.

Nesses casos, quanto mais lesões de pele a pessoa tiver, maior o risco de que a doença evolua.

Lúpus induzido por medicamentos

Também conhecido como lúpus induzido por drogas (LID), nessa versão da doença, os sintomas são muito parecidos com os da cutânea.

É considerada uma reação idiossincrática, ou seja, peculiar a um indivíduo. Portanto, não é associada a nenhuma propriedade dos fármacos que a desencadeiam.

Outra característica desse tipo de lúpus é que seus sintomas se manifestam em períodos bastante distintos.

Enquanto há situações em que a pessoa desenvolve a doença em poucos dias, em outros, ela pode levar anos para apresentar os primeiros sinais.

Em 100% dos casos, a interrupção do uso do medicamento causador da condição é suficiente para eliminar a reação autoimune, embora isso possa levar meses.

O LID pode ser provocado por fármacos imunobiológicos anti-TNF, principalmente o Etanercept, o Adalimumabe e o Infliximabe.

Também pode ser desencadeado por anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, antibióticos e estatinas.

Lúpus neonatal

Já o lúpus eritematoso neonatal (LEN) tem como causa a transmissão de anticorpos com potencial autoimune da mãe para o feto.

Essa é uma versão rara da doença e, na maior parte dos casos, autolimitada. Ou seja, ela tem início, meio e fim.

Na primeira gestação, mulheres com anticorpos patogênicos apresentam cerca de 2% de chances de passar a condição para o bebê.

E se ela vier a engravidar em sequência, esse risco é multiplicado por dez.

Como os outros tipos de lúpus eritematoso, no LEN, os principais sintomas são as lesões na pele, presentes em aproximadamente 70% dos casos.

Geralmente, ele surge no bebê entre os dois ou três meses de idade, desaparecendo por volta dos nove meses.

Uma peculiaridade da variação neonatal é que, via de regra, ela provoca sequelas cardíacas, com manifestações brandas de bloqueio atrioventricular.

Qual é a causa do lúpus?

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A exemplo da maioria das doenças autoimunes, as causas do lúpus ainda não são conhecidas.

De qualquer forma, sabe-se que a enfermidade é provocada por uma soma de fatores exógenos que, somados à predisposição genética, podem desencadeá-la.

Para a medicina, a condição é causada por uma combinação de aspectos infecciosos, genéticos, hormonais e ambientais.

Sendo assim, pessoas que tenham predisposição para desenvolver lúpus passam a manifestá-lo quando entram em contato com algum elemento externo motivador da doença.

O desafio que a ciência tem pela frente é identificar com precisão que fatores externos são esses.

Em todo caso, já se sabe que a exposição à luz solar é uma das causas mais comuns, sendo indicada como o principal gatilho para os processos inflamatórios da enfermidade.

Além disso, também são apontados como fatores exógenos causadores de lúpus o uso de certos medicamentos e infecções.

Há algum fator específico que pode facilitar o desenvolvimento do lúpus?

De forma equivocada, há quem acredite que o lúpus seja uma doença contagiosa.

Sendo uma condição autoimune, a chance de haver transmissão é zero. Portanto, seu desenvolvimento só depende da exposição aos fatores de risco e da genética.

Entre os elementos endógenos mais recorrentes, destacam-se:

  • Gênero: está estatisticamente comprovado que o lúpus é mais recorrente em mulheres do que em homens
  • Etnia: pessoas asiáticas, pretas e hispânicas também são mais afetadas, enquanto mulheres pretas apresentam um risco até quatro vezes maior de desenvolver lúpus em relação às brancas
  • Faixa etária: estima-se que a maioria dos casos se manifeste entre os 15 e 40 anos de idade.

Contudo, esses fatores, por si só, não são garantia de que a pessoa vá desenvolver lúpus, afinal, a doença é geralmente desencadeada pela soma de elementos externos e internos.

Quais são os principais sintomas do lúpus?

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Uma das dificuldades no tratamento do lúpus, principalmente os do grupo sistêmico, é a multiplicidade de sintomas apresentados.

Além disso, o ritmo com que eles se desenvolvem varia, podendo surgir de forma repentina ou lentamente.

A intensidade também não é uniforme, já que, em alguns casos, o lúpus apresenta sintomas quase imperceptíveis ou moderados.

No entanto, em certas ocorrências, a doença se manifesta com gravidade, podendo até levar à morte.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Cansaço
  • Dores articulares
  • Dor de cabeça, perda de memória e confusão mental
  • Febre
  • Inchaço
  • Rigidez muscular
  • Lesões cutâneas agravadas pela exposição ao sol
  • Sensibilidade à luz solar
  • Dor no peito ao inspirar profundamente
  • Dificuldade para respirar
  • Queda de cabelo
  • Linfonodos aumentados
  • Feridas na boca
  • Desconforto geral
  • Ansiedade
  • Rash cutâneo, que se caracteriza pela vermelhidão no rosto em forma de “borboleta”, cobrindo também a ponta do nariz.

Como é feito o diagnóstico da doença de lúpus?

Outra dificuldade enfrentada por médicos e pacientes é a falta de exames específicos para o diagnóstico do lúpus, assim como a multiplicidade de sintomas, os quais variam bastante de pessoa para pessoa.

Para dificultar ainda mais, eles mudam com o tempo, podendo também se sobrepor entre eles, confundindo-se com sintomas de outras enfermidades.

Diante de tantos complicadores, o que os médicos geralmente fazem é indicar uma bateria de exames complementares.

Entre eles, são prescritos:

  • Hemograma completo
  • Exame físico
  • Exame de urina
  • Radiografia do tórax
  • Biópsia renal
  • Exames de anticorpos (teste de anticorpos antinucleares).

Será a partir dos resultados desses exames que o médico (geralmente, um reumatologista) prescreverá o tratamento, que é uma soma de medicação com a adoção de novas posturas e medidas preventivas.

Como tratar a doença lúpus?

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Doenças autoimunes como o lúpus são, em geral, crônicas e incuráveis, a não ser nos casos em que ela é autolimitada.

Por outro lado, não ter cura não significa que não há tratamento ou que a pessoa portadora não possa ter uma vida normal.

Assim sendo, o objetivo passa a ser o controle dos sintomas e o restabelecimento da qualidade de vida.

O paciente também precisará adquirir hábitos no sentido de prevenir a resposta autoimune, como evitar a exposição ao sol e, se o fizer, usar protetor solar.

Quando se manifesta de forma menos agressiva, o lúpus sistêmico geralmente é tratado com anti-inflamatórios não esteroides para pleurisia e artrite.

Também pode ser prescrita hidroxicloroquina e corticoides de baixa dosagem, bem como corticoide tópico para tratar lesões cutâneas.

Já nos casos mais graves, pode ser indicado tratamento com fármacos citotóxicos que, como tais, costumam provocar efeitos colaterais bastante severos.

O que é o CBD e por que ele pode ser mais eficiente no tratamento de lúpus?

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Considerando os efeitos adversos das drogas prescritas nos quadros mais graves (e, às vezes, também nas manifestações brandas), o canabidiol (CBD) surge como uma alternativa mais segura.

Trata-se de um dos mais poderosos canabinoides extraídos das plantas do gênero Cannabis, em virtude das suas incontáveis propriedades terapêuticas.

Um dos motivos para isso é a sua interação com as células do corpo pelo sistema endocanabinoide (SE), no qual ele se liga aos receptores CB1 e CB2.

A partir disso, o CBD promove uma série de efeitos benéficos ao organismo, seja estimulando, seja suprimindo certas reações.

Dessa forma, ele pode ser indicado no tratamento de doenças autoimunes, uma vez que o papel do SE é justamente equilibrar as funções orgânicas, restabelecendo a homeostase.

Como o CBD é usado no tratamento da doença de lúpus?

Embora eficaz, o CBD ainda não tem os seus efeitos e mecanismos de ação completamente identificados pela ciência.

Por causa disso, parte da comunidade médica e das autoridades de saúde é reticente a respeito do seu uso medicinal.

Essa é uma das razões pelas quais o canabidiol é autorizado pela Anvisa a ser administrado pelas vias oral e nasal no Brasil, embora nos países onde a Cannabis medicinal está mais desenvolvida, são permitidos vias de administração como supositórios e vaporização

A maneira mais conhecida de se usar o CBD no tratamento do lúpus é como óleo, que, por sua vez, pode ser de espectro amplo, completo ou com a substância isolada.

Quais são os principais efeitos colaterais do CBD?

Medicamentos corticoides e alguns anti-inflamatórios prescritos para tratar de doenças autoimunes podem provocar efeitos adversos graves.

Nesse aspecto, o CBD se revela ainda mais vantajoso, porque raramente causa reações indesejadas ao ser administrado via oral ou nasal.

A propósito, esse é um dos motivos pelos quais cada vez mais especialistas vêm se rendendo à Cannabis medicinal.

Os fitocanabinoides extraídos das plantas do gênero interagem com os endocanabinoides que todos nós produzimos naturalmente, sendo, portanto, bem tolerados pelo organismo.

De qualquer forma, o CBD pode provocar alguns efeitos colaterais brandos, como tonturas e dor de cabeça.

São situações excepcionais, mas, ainda assim, precisam ser consideradas.

Se o paciente vier a sentir essas reações, deve conversar com o médico para possíveis ajustes no tratamento ou na dosagem do canabidiol.

Quais estudos apontam a eficácia do CBD para o tratamento de lúpus?

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A ciência continua avançando no sentido de comprovar a eficácia do CBD no tratamento do lúpus e de outras enfermidades autoimunes.

Um estudo encampado pela Universidade de Roma, por exemplo, buscou estabelecer as primeiras ligações do sistema endocanabinoide com o lúpus.

Pelos resultados obtidos, há sinais de que ele exerce um papel significativo nas respostas à doença, o que sugere a possibilidade de se explorar tratamentos à base de canabinoides.

Outra pesquisa, liderada por cientistas da Universidade da Carolina do Sul, aponta para as propriedades do ácido ajulêmico (AJA, um canabinoide sintético) no cuidado da enfermidade.

Nesse caso, sua ação anti-inflamatória pode ser benéfica para tratar da artrite associada ao lúpus sistêmico.

Como iniciar o tratamento de lúpus com CBD?

A aquisição de CBD, no Brasil, ainda é feita majoritariamente via importação.

Embora haja medicamentos nacionais vendidos nas farmácias e drogarias, eles são escassos, fornecidos em dosagens limitadas e caros, se comparados ao importados. 

Por isso, na maioria dos casos, é preciso solicitar à Anvisa a permissão para importar o canabidiol, normalmente dos Estados Unidos, desde que seja obtida a receita médica.

Para encontrar um profissional credenciado, acesse a nossa lista de médicos prescritores de CBD, classificados por especialidade e região.

Além disso, você também pode recorrer ao serviço de concierge da CanTeraMed, que auxilia do início ao fim no processo de compra de canabidiol do exterior.

Clique e veja como importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

Embora sem cura, o lúpus é perfeitamente tratável e seus portadores podem ter uma vida saudável e produtiva.

Mas, em certos casos, as opções convencionais de tratamento podem não ser as mais adequadas, se levarmos em conta os possíveis efeitos adversos que os fármacos normalmente prescritos provocam.

Por isso, se você, um amigo ou familiar tiver dificuldades em encontrar um tratamento eficaz contra o lúpus, converse com seu médico sobre o CBD.

E para ficar sempre a par dos avanços da medicina canabinoide, leia os artigos publicados no portal Cannabis & Saúde.

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