Cannabis & Saúde

Startup de Cannabis medicinal investe R$ 15 milhões em pesquisas no Brasil

Unifesp, USP e UFPA receberam financiamento para estudos sobre a Cannabis no controle da endometriose, Parkinson e ansiedade; uma delas inclusive já está recebedo pacientes voluntários 
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Uma das principais farmacêuticas de produtos à base de Cannabis do Brasil, a Greencare anunciou recentemente um investimento de R$ 15 milhões para pesquisas clínicas com universidades brasileiras para testar os canabinoides em uma série de patologias, como Parkinson, ansiedade e endometriose.

Três estudos já estão em andamento. Um deles da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, já está inclusive na fase de recrutamento de pacientes. Os outros receberam aprovação dos comitês de ética das faculdades de Medicina das universidades de São Paulo (USP) e a Federal da Paraíba (UFPB). 

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O estudo sobre o uso de canabinoides para tratar endometriose será coordenado pelo ginecologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose, Eduardo Schor, e, conduzido por Thaís Marques Federico, também da Unifesp.

Segundo a empresa, mais 3 estudos estão definidos e serão anunciados em 2022.

A Greencare tem como sócios Martim Prado Mattos, o ex-CFO da Hypera, Marcelo Marco Antonio, herdeiro da família fundadora do hospital São Luiz, e Fábio Furtado, herdeiro do grupo de autopeças Grid. A startup foi criada e é controlada pelo fundo de venture capital Greenfield.

Martim e Marcelo também são gestores do Greenfield, que tem sede no Canadá e R$ 300 milhões de ativos de 80 investidores sob gestão. O fundo é especializado em Cannabis e já investiu em 16 empresas em 7 países e que atuam em toda a cadeia: distribuição, plantio, extração e melhoria genética da erva.

Em fevereiro, a Greencare recebeu o investimento de R$ 40 milhões para investir em pesquisa, em uma fábrica e na expansão do seu time de vendas, que hoje soma 80 pessoas.

Pesquisas científicas sobre o uso de canabidiol ainda são escassas e concentradas em poucas doenças. Atualmente, a Anvisa não exige estudos clínicos para a venda dos medicamentos importados — o caminho é um médico autorizado receitar para que o paciente possa importar. Quando eventualmente o país vier a autorizar a fabricação local, isso será uma exigência, como acontece na indústria farmacêutica.

Hoje os medicamentos da Greencare vendidos no Brasil são importados de Israel, Estados Unidos e Colômbia via resolução RDC 335 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma segunda regulamentação da Anvisa, a RDC 327 já permite que pessoas jurídicas importem e vendam nas farmácias brasileiras. Mais de 10 empresas aguardam essa autorização, entre elas a Green Care. Hoje, apenas a paranaense Prati-Donaduzzi vende derivados da Cannabis nas drogarias brasileiras, e a Nunature, dos EUA, obteve autorização, mas ainda não iniciou as vendas.

A RDC 327 é uma resolução transitória, já que as licenças valem por 5 anos e não demandam estudos. O passo seguinte é a produção local. Por isso, a Greencare adquiriu uma planta de 1 km². Martin calcula que ainda levará de um a dois anos para concluir o processo de certificação junto a Anvisa.

“Até lá, continuarems importando”.

As informações são do jornal O Globo

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