Falta de engajamento limita acesso à Cannabis medicinal, diz estudo

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Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra grande apoio à terapia com fitocanabinoides, mas desconhecimento ainda é entrave

Com o avanço do uso de Cannabis medicinal para o tratamento de diversas patologias, o engajamento de médicos e pacientes é cada vez mais importante para superar barreiras de ceticismo e preconceito, ainda muito presentes na sociedade. É o que indica uma pesquisa recente realizada nos Estados Unidos, que tem como foco os benefícios dos fitocanabinoides na área da dermatologia.

De acordo com os resultados obtidos por um grupo de pesquisadores liderados por Samuel Yeroushalmi, da Escola de Medicina e Ciências da Saúde, da Universidade George Washington, da capital dos EUA, a legalização e disseminação de produtos de Cannabis medicinal  criou um grupo cada vez maior de pacientes interessados em seus potenciais benefícios terapêuticos.

Na dermatologia não é diferente, com proveito já identificado na terapia de doenças inflamatórias e neoplásticas da pele, como tumores decorrentes de condições genéticas ou por exposição excessiva à luz solar.

 O estudo foi conduzido com pacientes e profissionais da área da dermatologia, via um questionário online. A partir das respostas, foi possível aferir como uso de Cannabis medicinal é visto por esse segmento e suas práticas cotidianas envolvendo a terapia.

Quinhentas e quatro pessoas participaram do estudo. 88,8% dos participantes declararam apoiar o uso de fitocanabinoides no tratamento de doenças dermatológicas. Desses, no entanto, apenas 7% têm a licença para prescrever ou adquirir medicamentos à base de Cannabis (o “medical cannabis card”, nos Estados Unidos).

 Para o tratamento de doenças da pele, 55,4% disseram aprovar, enquanto apenas 6,4% desaprovavam. E a grande maioria, 72,9% afirmaram que se sentiriam confortáveis de fazer uma consulta com foco na medicina canábica.

Outro dado chama a atenção para a importância da opinião pública e a necessidade da discussão sobre o uso da Cannabis medicinal: participantes residentes em estados nos quais a Cannabis é legalizada tinham mais chances de já ter feito uso de fitocanabinoides do que aqueles que moram onde o tema ainda é tabu — 24,4% contra 15,5%.

Entre os pacientes que já fizeram uso de Cannabis medicinal para patologias dermatológicas, 17,6% o fizeram sem prescrição médica; 28,4% para acnes e 26,1% para psoríase. Daqueles que consultaram um dermatologista previamente, 32% usaram para psoríase e 30% para rosácea, entre outras doenças.

 Segundo o estudo, apesar de a maioria dos participantes apoiar o uso de fitocanabinoides em tratamentos dermatológicos, é notável que boa parte deles nunca fez uso para tal fim. As respostas mais frequentes sobre o porquê de não utilizar Cannabis medicinal foram falta de conhecimento, ceticismo, altos custos e obstáculos legais — o que reforça a tese professada por diversos profissionais da saúde de que produzir conhecimento sobre o uso de Cannabis medicinal, contar histórias de tratamentos e facilitar o acesso aos medicamentos são fundamentais para ampliar o uso de fitocanabinoides e, consequentemente, tratar mais patologias e beneficiar mais pacientes.

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