Charlotte Figi, símbolo da luta pela Cannabis medicinal, morre por coronavírus

Família da garota começou a militar pela Cannabis após ver a qualidade de vida da filha, portadora da Síndrome de Dravet, melhorar com o óleo de CBD

Charlotte Figi, 13 anos, morreu na tarde de terça-feira, 7, vítima da Covid-19. Ela morava em Colorado Springs, nos Estados Unidos, e sua luta contra uma forma rara de epilepsia inspirou um movimento de permissão de uso da maconha medicinal.

A família comunicou a perda pelo Facebook. “É com um coração pesado que escrevemos para informar que Charlotte Figi faleceu nesta tarde devido às complicações do COVID-19”, escreveram na página Realm of Caring.

It is with a heavy heart that we write to let you know that Charlotte Figi passed away this afternoon. Charlotte's story…

Posted by Realm of Caring on Wednesday, April 8, 2020

As convulsões de Charlotte diminuíram após utilizar óleo rico em CBD, que foi apelidado de ‘Charlotte’s Web’. A menina tinha apenas três meses quando começou a ter crises por conta da Síndrome de Dravet, um tipo raro de epilepsia. Aos três anos, ela chegou a sofrer até 300 convulsões por semana.  Teve de usar cadeira de rodas, sofreu uma série de paradas cardíacas e mal conseguia falar. Foi quando a mãe recorreu as lojas de Cannabis medicinal como último recurso.

Dois anos depois de começar a tomar óleo, ela ficou praticamente livre das convulsões e conseguiu andar, conversar e se alimentar. Os médicos retiraram então os outros medicamentos anticonvulsivos e seguiram apenas com o ‘Charlottes’s web’.

A recuperação de Charlotte inspirou outras famílias com crianças atingidas por convulsões constantes para uso de Cannabis medicinal, o que levou a mudanças nas leis em diferentes países.

“A história de Charlotte impactou diretamente milhares de famílias em todo o mundo e mudou a face da Cannabis de várias maneiras”, ressalta a família no Facebook, complementando: “Uma vida que criou um movimento revolucionário na legitimação da cannabis como uma opção terapêutica”.

A pandemia de coronavírus, que acometeu a menina, já tem mais de 1.441.000 casos confirmados em 184 países e cerca de 83 mil mortes registradas.

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