Câncer de Pulmão: Como Começa, Sintomas e Tratamento [Guia]

Confira as principais informações sobre o câncer de pulmão e conheça as formas de tratamentos disponíveis!

O câncer de pulmão é uma das doenças que mais atingem os brasileiros.

De acordo como o INCA, até 2022, o número de casos no país deve superar os 30 mil ao ano.

Isso significa um risco estimado de 16,99 casos novos para cada 100 mil homens e 11,56 para cada 100 mil mulheres.

Embora o número de tabagistas no Brasil tenha diminuído bastante, chegando hoje a apenas 9,8% população, esse é um fator de risco sempre presente.

Além disso, não é apenas o hábito de fumar que potencializa o risco de câncer de pulmão, dos brônquios e da traqueia. 

Os fumantes passivos também entram na conta, já que são forçados a inalar substâncias tóxicas liberadas pelo cigarro.

A realidade é dura, mas a vitória sobre a doença, que é possível, começa por conhecer tudo a respeito dela.

É a proposta deste conteúdo, que vai trazer tudo sobre o câncer de pulmão, suas causas, sintomas e formas de tratamento.

Nas próximas linhas, você vai descobrir também o papel do canabidiol como medida terapêutica e o que dizem estudos científicos sobre a sua eficácia.

Siga acompanhando!

O que é o câncer de pulmão?

O carcinoma pulmonar, mais conhecido como câncer de pulmão, se caracteriza por alterações nas células pulmonares, que deixam de cumprir com as suas funções normais.

Basicamente, esse tipo de tumor maligno pode ser diagnosticado em dois estágios. 

Um é o câncer primário, manifestado quando as células pulmonares são comprometidas, podendo surgir também nas vias respiratórias.

O outro é o câncer metastático, no qual o pulmão é acometido por células cancerígenas que se espalham para outras partes do corpo.

Como começa o câncer de pulmão?

É consenso na comunidade médica e científica que o tabagismo é a principal causa do câncer de pulmão.

Sendo assim, quanto maior for o tempo em que uma pessoa mantiver o hábito de fumar, mais riscos de desenvolver a doença ela apresenta.

Há, ainda, outros fatores que podem levar um indivíduo a ter esse tipo de neoplasia, como a poluição atmosférica e a exposição a substâncias cancerígenas – caso do amianto.

Logo, o câncer pulmonar pode também começar em função de riscos ocupacionais, como acontece com trabalhadores expostos à inalação dos elementos citados.

Quais são os sintomas do câncer de pulmão?

Uma característica importante do câncer de pulmão é que os seus sintomas variam de acordo com a forma como ele se espalha pelo órgão e nas áreas periféricas.

Nos estágios iniciais, geralmente, os casos são assintomáticos, o que aumenta a necessidade de vigilância e exames complementares em grupos de risco para identificação da doença. 

De qualquer modo, a tosse persistente é o sintoma mais comum, assim como a tosse que muda suas características (mais forte ou carregada) e a tosse crônica.

Outro traço típico é a expectoração de sangue ou muco com sangue misturado, conhecido como hemoptise.

Além disso, pessoas com câncer de pulmão também podem sofrer com perda de peso, fraqueza, dor torácica e redução do apetite.

O grande problema, em muitos casos, é que os sintomas aparecem quando a doença já está em estágio avançado, o que dificulta a eficácia do tratamento.

Quais são os tipos de câncer de pulmão?

cancer de pulmao quais os tipos

Como destacamos antes, o câncer pulmonar pode ser detectado na fase primária ou metastática.

Por sua vez, o tipo primário se divide em outras duas categorias: o câncer em células não pequenas e em células pequenas.

O primeiro é o mais comum, atingindo cerca de 85% das pessoas diagnosticadas, segundo o Instituto Oncoguia

Já o câncer em células pequenas se caracteriza por ser mais agressivo.

Nele, é comum que, quando identificado, já tenha se espalhado para outras partes do corpo.

Há ainda outros tipos de câncer de pulmão mais raros. 

Entre eles, estão os tumores carcinoides brônquicos, os linfomas, os carcinomas brônquios glandulares ou o tipo mesotelioma, causado pela exposição ao amianto.

Quantos estágios o câncer de pulmão tem?

No caso do câncer pulmonar em células não pequenas, a doença se propaga em estágios cuja gravidade é crescente. 

Logo, quanto mais avançado, mais difícil é a cura ou a remissão. 

São eles:

  • Câncer com sítio primário desconhecido
  • Estágio 0
  • Estágio I
  • Estágio II
  • Estágio IIIA
  • Estágio IIIB
  • Estágio IV
  • Disseminado apenas para um local
  • Metástase
  • Recidiva (recaída).

Causas do câncer no pulmão

Como você agora já sabe, a maior causa do câncer no pulmão é o tabagismo ativo.

No entanto, os fumantes passivos também precisam ficar atentos, já que eles são, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 14 milhões no Brasil.

Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), essas pessoas têm 30% a mais de chances de desenvolver câncer de pulmão, se comparadas com quem não tem contato com a fumaça de cigarro constantemente.

A exposição a certas substâncias também aumenta o risco de ter a doença. 

Algumas delas são:

  • Sílica 
  • Urânio
  • Cádmio
  • Berílio
  • Cloreto de vinil
  • Cromo
  • Níquel
  • Gás mostarda
  • Éter clorometílico
  • Produtos de carvão
  • Escapamento de diesel.

Quais são as chances de cura do câncer de pulmão?

Segundo a OMS, o câncer de pulmão é hoje o tipo de carcinoma mais letal do mundo. 

Em 2018, foram contabilizadas 9,8 milhões de mortes em todo o planeta por essa neoplasia.

Como acontece com outros tipos de câncer, a remissão e a cura terão as suas chances aumentadas quanto mais precoce for o diagnóstico.

Outro fator que pode elevar essa possibilidade é o modelo de tratamento empregado. 

Hoje, acredita-se que, além da quimioterapia, é preciso também combater o câncer no pulmão com imunoterapia.

E para auxiliar no tratamento dos sintomas, como veremos à frente, são cada vez mais indicados medicamentos à base de Cannabis.

Diagnóstico: como saber se estou com problemas no pulmão?

O que torna o câncer de pulmão particularmente perigoso é que, quando os sintomas se manifestam, esse costuma ser um sinal de que a doença já se encontra em estágio avançado.

Ou seja, nas fases iniciais, geralmente, ele é assintomático. 

O que fazer, então, para detectá-lo a tempo de aumentar as chances de cura?

O primeiro aspecto a ser ressaltado é evitar o comportamento de risco, isto é, não fumar ou se expor a substâncias potencialmente causadoras de câncer no pulmão.

Para os fumantes ativos ou passivos, a melhor forma de saber como está a saúde do sistema respiratório são os exames de imagem. 

Ressonância magnética, tomografia e radiografia de tórax, nesse caso, são os mais comumente prescritos.

Tratamentos para câncer de pulmão com canabidiol: como funciona?

cancer de pulmao como funciona tratamento com canabidiol

O canabidiol (CBD) vem ganhando força como medicamento para auxiliar no tratamento de sintomas do câncer de pulmão, especialmente contra náuseas e vômitos.

Há estudos que, inclusive, atestam a eficácia dessa substância como substituta da medicação para eliminar tais efeitos, comuns em pacientes submetidos à quimioterapia. 

É o que diz o artigo “Patient Counseling Guidelines for the Use of Cannabis for the Treatment of Chemotherapy-Induced Nausea/Vomiting and Chronic Pain” de Patrick Makary, Jayesh Parmar, Natalie Mims e Nile M. Khanfar.

Outro estudo que reforça a eficácia do CBD no alívio das náuseas e dos vômitos é uma revisão sistemática da literatura conduzida por Francisco Carlos Machado Rocha. 

Nele, o foco é a análise do uso terapêutico de Cannabis sativa em náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia em pacientes com câncer.

O texto encontra evidências que justificam a utilização de canabinoides como opção terapêutica no manejo de sintomas.

O que é canabidiol?

O canabidiol é uma substância ativa extraída das plantas do gênero Cannabis.

Utilizado para fins medicinais na forma de cápsulas, óleos e pomadas, entre outros formatos, tem se mostrado eficaz como alternativa terapêutica a uma série de doenças.

Entre elas, estão ansiedade, autismo, diabetes, Alzheimer e diferentes tipos de câncer, como o de pulmão, cujo tratamento pode ser complementado com o uso de fármacos à base desse composto.

Como funciona o tratamento do câncer de pulmão com Canabidiol?

Quando prescritos para alívio da dor, medicamentos à base de Cannabis agem no organismo alterando a maneira como os neurônios transmitem informação um para o outro.

Isso é possível graças ao sistema endocanabinoide, responsável por manter a homeostase, ou seja, o equilíbrio entre as funções corporais.

Nesse caso, o CBD interage com os receptores desse sistema, destravando ou bloqueando certas reações.

Canabidiol: quais remédios são utilizados nos cuidados paliativos?

Vêm dos Estados Unidos os casos pioneiros de uso de medicamentos com canabidiol em cuidados paliativos em pacientes com câncer de pulmão.

Um deles é o Dronabinol, aprovado desde a década de 80 pelo FDA (a Anvisa norte-americana) para o controle de náuseas e vômitos causados pela quimioterapia.

Esse foi, inclusive, o primeiro dos medicamentos produzidos a partir do CBD liberado em solo americano. 

Em 2006, os EUA tiveram também a aprovação do uso de Nabilona para a mesma finalidade pelo FDA.

Entrevista com oncologista Cid Buarque de Gusmão sobre tratamento com CBD

cancer de pulmao entrevista tratamento com cbd

A respeito do uso do CBD no tratamento do câncer, o portal Cannabis e Saúde realizou uma entrevista com o médico oncologista Cid Buarque de Gusmão.

Ele é referência no combate à doença e, nos últimos anos, tem se dedicado a terapias com canabinoides.

Nos próximos tópicos, vamos trazer informações com base nessa entrevista e destacar trechos que ajudam a compreender como o canabidiol pode ser um aliado no enfrentamento do câncer de pulmão.

Qual é a comprovação científica da eficácia do CBD no tratamento do câncer?

Embora sejam necessários mais estudos e pesquisas para que se confirme a eficácia dos medicamentos à base de CBD, já há evidências acadêmicas para apoiar a decisão por esse tratamento.

No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) é uma das principais referências em pesquisas científicas para comprovar que o CBD é, de fato, eficaz em cuidados paliativos.

Entre os vários estudos publicados, um deles aponta para a eficácia das cápsulas de canabidiol no tratamento de sintomas de câncer.

Conduzido por pesquisadores do Hospital Sírio-Libanês e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ele revela que os canabinoides ajudam a tratar diversos dos seus efeitos.

Outra comprovação científica da eficácia do CBD vem de um estudo de um grupo de pesquisadores espanhóis liderados por Marta Duran. 

Nele, fica atestada a eficácia do extrato de Cannabis no tratamento de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia.

O que o paciente precisa fazer para ter acesso ao tratamento de câncer com canabidiol?

No Brasil, a compra de fármacos à base de CBD ainda depende de autorização da Anvisa, que pode autorizar ou não a sua importação.

De qualquer forma, a expectativa é de que, em breve, o uso do canabidiol para fins medicinais avance em nosso país, já que, em abril de 2020 a Anvisa liberou o primeiro medicamento fabricado a partir de CBD para comercialização.

Por enquanto, pacientes que desejarem se tratar com esses remédios precisam, obrigatoriamente, da prescrição médica.

Se o medicamento em questão estiver disponível no mercado nacional, basta se dirigir a uma farmácia ou drogaria.

Caso contrário, será preciso importar, o que demanda uma solicitação junto à Anvisa.

O órgão analisa caso a caso e decide com base nos documentos e nos propósitos e riscos de cada tratamento.

Qual estilo de vida se adotar para evitar o câncer?

Por mais que os fármacos fabricados a partir de CBD sejam um alento para pacientes com câncer de pulmão, o ideal mesmo é evitar a doença.

Sobre isso, vale destacar este trecho da entrevista com o oncologista Cid Gusmão:

“O câncer é uma mistura de fatores genéticos com fatores ambientais, onde agentes externos levam a mutações nas células, causando alterações no DNA das células e fazendo com que elas passem a receber instruções erradas para suas atividades. A minoria dos tumores é causada por alterações genéticas hereditárias, a maior parte decorre dessas interações com o meio externo. Assim, o mais importante para diminuirmos nosso risco de desenvolver o câncer é a prevenção. São medidas simples de alteração de comportamento e hábitos de vida, que podem reduzir em cerca de um terço o número de novos casos de câncer.

Por exemplo, o cigarro possui mais de 4.700 substâncias cancerígenas e a grande maioria, cerca de 90%, dos tumores de pulmão ocorrem nos pacientes fumantes. Cigarro também está associado a câncer de pâncreas, bexiga, fígado, colo de útero, esôfago, rim, laringe, cavidade oral, faringe, estômago. Sedentarismo e obesidade também estão associados a vários outros tumores: mama, cólon, endométrio. Quer dizer: ter uma vida ativa, não ser sedentário, também diminui o risco de câncer.

Da mesma forma, ter uma alimentação saudável, evitando alimentos super processados, principalmente os embutidos, como bacon, hambúrguer, presunto, evitar uma dieta excessiva de carboidratos, procurar comer mais fibras e vegetais. Fazendo isso, você vai diminuir seu risco, por exemplo, de desenvolver um câncer de cólon, de intestino.

Não quer dizer que você não possa comer um hambúrguer, mas é óbvio que você não deve comer x-bacon todo dia. Só essas mudanças de hábitos na sua vida reduzem o risco de câncer em um terço. E isso é tão ou mais importante do que descobrir remédios.”

Conclusão

Neste artigo, apresentamos um panorama completo sobre o câncer de pulmão: das causas aos sintomas.

A quimioterapia, que é uma das formas mais conhecidas de tratamento, vem normalmente acompanhada de sintomas secundários, que podem ser combatidos com remédios fabricados a partir de CBD.

Além de raramente apresentarem efeitos colaterais, eles também reduzem a chamada polimedicação, contribuindo para diminuir os custos com o tratamento.

Considerando que esses valores normalmente são altos, trata-se de uma economia que pode fazer a diferença para o orçamento da família do paciente.

Esteja sempre bem informado sobre os avanços dos medicamentos extraídos da Cannabis, aqui, no portal Cannabis e Saúde.

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