Cannabis & Saúde

Argentina e Brasil firmam contrato para produção de Cannabis medicinal e industrial

Objetivo é desenvolver os setores medicinal e industrial e fomentar uma agenda de investimentos, produção e trabalho nos dois lados da fronteira
argentina

A Câmara Argentina de Cannabis (ArgenCann) assinou um acordo de cooperação mútua com a Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann), com objetivo de desenvolver os setores medicinal e industrial de Cannabis e dinamizar uma agenda de investimento, produção e trabalho nos dois lados da fronteira.

“Procuramos fortalecer os esforços para desenvolver um mercado latino-americano e explorar oportunidades que promovam acordos bilaterais de comércio e investimentos, bem como uma agenda de cooperação acadêmica e científica”, explica Pablo Fazio, Presidente da Câmara Argentina de Cannabis.

“Tentaremos funcionar como uma plataforma que permita a articulação de espaços de negócios e a criação de empresas binacionais. Elas podem se posicionar ao lado dos mais importantes players do setor em nível global ”, concluiu.

Por sua vez, Thiago Ermano, presidente da Abicann, afirmou: “mais de 50 países já compreenderam a qualidade dos benefícios que a planta de Cannabis gera para a economia e suas sociedades, quando sua indústria é bem administrada. Incentivamos organizações de outros países da região – desde câmaras de negócios a órgãos reguladores – a aderirem ao acordo para também colaborar na melhoria dos padrões regulatórios relacionados à produção agrícola e industrial da planta”.

Argentina legalizou o autocultivo controlado de Cannabis medicinal e mediados de novembro de 2020, o que permite a venta de óleos, cremes e outros derivados em farmácias autorizadas.

Entre outros aspectos que estão destacados para esta regulamentação, ela inclui a autorização do cultivo pessoal e vermelho para os usuários, pesquisadores e pacientes que se registram no Programa Nacional de Cannabis (Reprocann), do Ministério de Saúde argentino.

O Brasil, por sua vez, permite a venda de derivados em farmácias e a importação individual de medicamentos. O cultivo, no entanto, é proibido, apesar de centenas de pacientes e algumas entidades terem conseguido na Justiça o direito de cultivar e produzir medicamentos.

Fuente: BAEnegocios

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