“A Cannabis é uma farmácia inteira”

Cannabis

Médica de família e entusiasta das práticas integrativas, Alice Masson explica como a Cannabis pode ajudar em diferentes processos da vida

Logo que concluiu a faculdade de biologia, a médica Alice Pessôa Masson percebeu que aquilo não era para ela. “Faltava alguma coisa. Não era a profissão que eu queria para minha vida. Eu tinha uma coisa de querer cuidar e a biologia não me trazia essa perspectiva de trabalhar com gente, de cuidar.”

Buscou a medicina tradicional chinesa e encontrou uma mudança de olhar. “Estudei e entendi muitas coisas do paradigma da racionalidade médica”, afirma. “A medicina chinesa é mais integral, holística, e, a partir daí, eu sempre levei para minha vida.”

Formada em medicina, foi levando esse olhar que se especializou em medicina na família. “É uma coisa que vem me ajudando a entender a medicina para além do olhar anatômico e biológico. O olhar mais técnico, que também é importante, mas eu entendo que a gente não pode perder o foco no todo.”

“Cada pessoa tem um universo muito complexo interno e isso me chama atenção. Me encanta isso e me leva a querer continuar minha prática. Atender essas histórias, potencializar saúde, com esse olhar mais integral”, continuou.

“Meu vínculo com a medicina sempre vem associado com o estudo de outras práticas integrativas. Sempre busquei entender e conhecer outros universo, ainda que a minha única especialidade, além de medicina de família, seja acupuntura, venho estudando práticas como reiki, yoga e medicina ayurvédica.”

Na prática, a diferença é que não prescreve apenas medicamentos alopáticos. Muitos de seus pacientes deixam seu consultório com indicação de meditação ou algum movimento específico do yoga, por exemplo.

“No lugar de um trabalho unicamente prescritivo, entregar uma coisa mais passiva, abordagens que possam gerar no paciente autonomia, empoderamento, para que a pessoa possa conhecer e acessar seus potenciais.”

A Cannabis medicinal no Uruguai

Há três anos, Masson passou a dividir sua vida entre Uruguai e Brasil e foi no país vizinho que conheceu mais uma ferramenta de seu arsenal terapêutico integrativo. “Eu tô aqui no país que o uso adulto e o uso medicinal são legalizados. Tem uma regulamentação para isso e você pode comprar a Cannabis na farmácia.”

“Ela me potencializa muito enquanto profissional porque traz uma possibilidade de integração muito grande. A Cannabis por si só é extremamente integrativa. Ela atua no sistema de integração que é o endocanabinoide”, afirma.

“Então a gente consegue trabalhar muito mais coisas. Falar mais sobre saúde, sobre processos de rotina diária, sobre mudanças de hábitos de vida e coisas que as pessoas vêm buscando cada vez mais. Até pelas incertezas e complexidades da vida.”

O que mais lhe chama atenção são os efeitos da Cannabis no tratamento de epilepsia refratária. “Os quadros convulsivos graves, a pessoa tem risco de morte. Não só retira esse risco de morte, mas também potencializa o desenvolvimento cognitivo. Melhora a qualidade de vida ao conseguir fazer coisas que não fazia antes.”

Mas seus benefícios vão além. “A Cannabis para mim faz com que o sistema que estava meio meio desconectado, se conecte. Ela ajuda muito para vários processos diferentes e vários tipos de enfermidades crônicas. Transtornos neurológicos infantis ou adultos, demências, processos de alterações cognitivas, e até mesmo espirituais.”

“Quando a pessoa precisa digerir ou elaborar situações ou quando a pessoa está mais embotada, não consegue ter atividade, vemos como uma ferramenta que potencializa essa integração para que possa prosseguir com seus projetos, suas ideias, com sua energia em movimento.”

Preconceito além da fronteira

Apesar da Cannabis ser legalizada no Uruguai, Masson conta que não muda muito quando a questão é o preconceito. “Por incrível que pareça, não tem debate. Se duvidar, no Brasil tem mais debate sobre. As pessoas estão sabendo de mais coisas do que aqui. É um país pequeno com uma cultura bem diferente da nossa.”

“Eu acredito que o preconceito venha muito mais dos médicos. Se ele está com a cabeça um pouco mais aberta, entende a história milenar da Cannabis. Ela é uma farmácia inteira. Uma ferramenta de transformação que sempre esteve em uso por várias populações de várias comunidades no mundo inteiro.”

“A gente tem muita base para desmistificar a construção da proibição da maconha. Não só dela, mas também de outras drogas que poderiam ajudar a ter uma sociedade mais consciente, saudável e potente.”

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