Cannabis & Saúde

Tratamento hipertensão: por que o canabidiol pode ser uma boa opção?

A hipertensão arterial é uma condição que precisa ser controlada de perto, já que ela pode ocasionar uma serie de outras doenças. Saiba como o canabidiol pode ser uma boa opção de tratamento para essa doença.
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O tratamento da hipertensão está mais relacionado aos hábitos alimentares saudáveis do que ao uso de medicamentos.

Esse tipo de condição clínica precisa ser controlada de perto, já que ela é a precursora de uma série de doenças e de problemas cardiovasculares.

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Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE, 21,4% da população brasileira acima de 18 anos sofre desse distúrbio.

As mulheres representam a fatia da população com maior prevalência, totalizando 24,2% dos pacientes hipertensos, enquanto entre os homens ela é de 18,3%.

Um percentual relativamente alto e que preocupa, considerando que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% das pessoas com a condição não procuram ajuda médica.

E você, quando mediu a sua pressão arterial pela última vez?

Felizmente, o controle desse indicador de saúde não chega a ser nenhum bicho de sete cabeças.

Com algumas medidas simples, é possível evitar a hipertensão e, assim, levar uma vida sem ter que se preocupar com a iminência de um ataque cardíaco.

Um dos aliados nessa jornada é o canabidiol (CBD), uma das substâncias extraídas da Cannabis, cujos efeitos terapêuticos ajudam a manter a pressão sob controle.

Entenda como fazer isso lendo este conteúdo até o final.

Tratamento hipertensão: o que é hipertensão?

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O sangue que circula pelo nosso corpo, nutrindo suas células, depende do bombeamento realizado pelo coração.

Ao fazer isso, o órgão gera dois tipos de resposta: a pressão diastólica, medida quando ele bombeia o sangue, e a sistólica, quando está em repouso.

Portanto, o ideal é que esses dois indicadores estejam permanentemente dentro da normalidade, afinal, pressão demais nas artérias traz problemas de saúde, assim como a falta dela.

Sempre que a pressão sanguínea diastólica for igual a 140mmHg ou a sistólica for maior ou igual a 90mmHg, fica caracterizada a hipertensão arterial (HTA).

Se esses valores são constantes, a pessoa é então diagnosticada como hipertensa e, como tal, precisará se submeter ao tratamento e às medidas de controle. 

No entanto, como veremos a seguir, a hipertensão está diretamente relacionada com a alimentação e ao estilo de vida que um indivíduo adota.

Mais um aspecto que deve ser destacado é que essa é uma condição perigosa e que leva a outros problemas de saúde muito graves.

Quais são as causas da hipertensão?

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A medicina tem plenamente identificadas as causas da hipertensão.

Trata-se de uma condição que tem como origem e fatores de risco principais os seguintes comportamentos, hábitos e situações:

  • Excesso de peso
  • Estresse
  • Ingestão excessiva de álcool, açúcar e sal
  • Colesterol elevado
  • Tabagismo
  • Sono irregular.

Há, ainda, doenças e outras condições de saúde que podem levar uma pessoa a tornar-se hipertensa, como:

  • Gravidez
  • Coartação da aorta (rara)
  • Doença da glândula tireoide
  • Apneia do sono
  • Doença renal
  • Feocromocitoma (tipo raro de tumor)
  • Síndrome de Cushing
  • Hiperaldosteronismo primário
  • Uso de descongestionantes nasais, contraceptivos orais e medicamentos dietéticos.

De qualquer forma, sabe-se que os hábitos alimentares e o sedentarismo são os principais causadores da hipertensão, como apontam alguns artigos científicos.

Vale destacar, ainda, que a pressão arterial de 14/9 não é consensualmente aceita por todos os especialistas como o limiar da condição.

Para alguns, o índice de 13/8 já é suficiente para sinalizar que o indivíduo pode estar hipertenso.

Por isso, é fundamental aferir a pressão regularmente, sobretudo se a pessoa for idosa ou tiver um histórico de pressão alta.

Quais fatores de risco aumentam a probabilidade de ter hipertensão?

Como vimos, existe uma série de fatores de risco que levam alguém a desenvolver hipertensão.

Maus hábitos alimentares, tabagismo e sedentarismo estão no topo da lista.

Outro aspecto relevante é o sono: quem dorme pouco ou em intervalos irregulares tem mais chances de se tornar hipertenso.

Já que a prevalência entre as mulheres é mais alta, as que estão na menopausa precisam redobrar os cuidados, já que nessa fase da vida o risco é maior.

Igualmente elevado é o perigo para pessoas acima dos 60 anos, uma vez que, quanto mais velho, menor é a capacidade de contração das artérias.

Há ainda os fatores ambientais, pois quem vive em locais com muita poluição atmosférica tem mais propensão a se tornar hipertenso.

Além disso, o sal é um vilão a ser evitado.

Segundo a OMS, a dose diária recomendada para um adulto é de 5g, o que dá mais ou menos uma colher de chá.

No caso do açúcar, a dose diária máxima sugerida pela organização é de seis colheres de chá ao dia.

São também fatores de risco para a hipertensão a diabetes e a genética.

Estima-se que filhos de pais hipertensos têm 30% mais chances de desenvolver essa condição.

Quais são os sintomas da hipertensão?

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A hipertensão traz consigo um desafio adicional: a ausência de sintomas.

Além disso, os sinais que ela pode apresentar são comuns a outras doenças e condições, como tonturas, sangramento nasal, dor de cabeça e cansaço.

Ou seja, são sintomas perfeitamente possíveis de serem associados a outras enfermidades.

É aí que mora o perigo, já que a hipertensão arterial de longa duração, quando não tratada, pode levar a problemas severos, como lesões no cérebro, no coração, nos olhos e nos rins. 

Em certos casos, a HTA grave gera um inchaço do cérebro, causando sintomas como sonolência, convulsões e confusão mental e podendo, inclusive, levar ao coma.

Esse tipo de manifestação é conhecida como encefalopatia hipertensiva.

Por fazer com que o coração trabalhe mais, a hipertensão pode provocar também falta de ar, dor torácica ou ambos.

A dor ainda pode ter origem no rompimento da principal artéria que leva sangue do coração, a aorta, que por sua vez é causado pelo aumento na pressão.

Nesse caso, a pessoa deve ser conduzida imediatamente à emergência hospitalar.

Nas situações em que a HTA é originada pela feocromocitoma, o indivíduo pode sentir ansiedade, transpiração, dor de cabeça forte, palpitações, palidez e tremores.

Isso porque o tumor secreta os hormônios epinefrina e norepinefrina em altos níveis, levando ao quadro sintomático.

Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

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O diagnóstico da HTA depende da medição da pressão arterial.

Para esse exame ambulatorial, a pessoa deve permanecer sentada durante alguns minutos e não pode ter ingerido cafeína, realizado exercícios ou fumado durante um período mínimo de meia hora antes da aferição.

Um aspecto importante na detecção da hipertensão é que, embora o índice de 14/9 indique essa condição, isoladamente, ele não garante o diagnóstico, que deve se basear em mais leituras.

Há, inclusive, casos em que múltiplas medições não bastam, já que fatores secundários e externos podem fazer com que haja variação.

Em algumas situações, pode ser feita mais de uma leitura em uma única consulta e a aferição deve ser repetida em pelo menos mais dois dias para que a HTA seja diagnosticada.

Vale destacar, ainda, a chamada hipertensão do jaleco branco, que é causada pelo aumento na ansiedade decorrente da visita ao médico.

Dessa forma, há profissionais que recomendam a leitura da pressão fora do ambiente ambulatorial e hospitalar, por meio da MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial) ou MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial).

Como é possível prevenir a hipertensão?

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O método indicado para prevenir a hipertensão é aferir a pressão arterial uma vez por ano, no mínimo.

Caso seja detectada alguma alteração, deve-se continuar a fazer medições regulares, de preferência com acompanhamento de um profissional de saúde.

Quanto maior a idade, mais frequentes devem ser as aferições, afinal, esse é um dos fatores de risco para a HTA.

No entanto, a melhor forma de se prevenir é evitar o sedentarismo.

Para isso, vale adotar medidas simples, como dar preferência aos trajetos a pé para as tarefas do cotidiano e às escadas em vez do elevador.

Outra maneira de se precaver é reduzir ou eliminar o álcool, uma vez que essa substância leva ao aumento da pressão.

A atitude perante a vida também conta.

Na medida do possível, o ideal é aceitar as dificuldades e tentar assumir uma postura serena diante dos desafios e pressões do dia a dia.

Outra ação fundamental para evitar a hipertensão é controlar o peso.

Quem está com Índice de Massa Corporal (IMC) muito alto deve procurar orientação para começar uma dieta e rotina de exercícios.

Por último, mas não menos importante, é preciso desde sempre cuidar da alimentação, evitando sal e açúcar em quantidades acima da recomendada e dando preferência aos alimentos naturais.

Qual é o medicamento mais indicado para o tratamento de hipertensão?

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A farmacologia para tratamento da HTA é extensa.

Para cada remédio, o médico considera o tipo de mecanismo orgânico em que a substância deverá atuar, conforme o perfil do paciente.

Isso porque os medicamentos indicados dependem do quadro individual, ou seja, podem variar bastante de um caso para outro.

Há situações em que o especialista pode prescrever fármacos de classes distintas simultaneamente, de maneira a proteger o coração e controlar melhor a pressão arterial.

Entre as alternativas mais comumente receitadas, destaca-se o inibidor da enzima conversora da angiotensina.

Essa substância age impedindo a angiotensina I de se converter em angiotensina II, que por sua vez leva ao aumento da pressão.

Outra classe de medicamento indicada é a de antagonistas dos receptores da angiotensina (ARA), cujo efeito é impedir a ação da angiotensina II em um dos seus receptores.

Podem ser prescritos, ainda, os chamados antagonistas de cálcio, que impedem a ação do canal de cálcio, que dilata as artérias.

Em certos casos, o médico também pode receitar diuréticos para aumentar a excreção de água e sódio do organismo, induzindo a um efeito vasodilatador.

Outra possibilidade é a indicação de betabloqueadores que, ao agir diretamente no sistema nervoso simpático, podem reduzir a pressão ao atenuar a reação ao estresse.

Tratamento hipertensão: os medicamentos convencionais são eficazes contra a doença?

Não restam dúvidas sobre a eficácia dos medicamentos convencionais no tratamento da HTA.

Afinal, além de funcionar bem na maioria dos casos, também podem ser facilmente encontrados nas farmácias e drogarias a preços acessíveis.

Por outro lado, como todo remédio, eles podem cobrar um preço, na forma de efeitos colaterais.

Quando isso acontece, a primeira providência a ser tomada é consultar o médico para realizar possíveis ajustes na dosagem ou, dependendo do caso, suspender a medicação.

No entanto, existem classes de fármacos que devem ser prescritas com muito cuidado.

Uma delas é a de inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Como ela reduz a pressão arterial, em certos casos, pode provocar impotência ou disfunção erétil em homens.

Medicamentos como a Losartana, por sua vez, podem causar fadiga, tonturas, vertigem e hipercalemia, que é o aumento nos níveis de potássio no sangue.

Sendo assim, as reações adversas representam um fator que pode pesar contra os fármacos utilizados nos tratamentos convencionais.

Por que o canabidiol pode ser uma boa opção de tratamento para a hipertensão?

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Considerando os efeitos colaterais causados pelos medicamentos tradicionalmente prescritos para tratar da HTA, fica a questão: qual seria a alternativa?

Nesse caso, o canabidiol (CBD) pode ser uma resposta interessante, em virtude das suas propriedades terapêuticas e boa tolerância no geral.

Isso se deve em grande parte à interação dessa substância com o sistema endocanabinoide, cuja função é restaurar o equilíbrio orgânico, ou seja, a homeostase.

E se você desconhecia esse sistema, tudo bem: ele é uma descoberta relativamente recente, já que foi identificado somente na década de 1960 pelo químico Raphael Mechoulam.

Foi a partir dessa incrível revelação que a ciência passou a olhar para a Cannabis medicinal com mais atenção e cuidado.

Até então, boa parte do que se sabia era baseado em conhecimento empírico, ou seja, apenas pela experiência sem rigor ou controle científico.

No tratamento da HTA, o canabidiol pode ser um poderoso aliado, já que vem sendo utilizado com sucesso para tratar dos sintomas associados a essa condição.

O que os especialistas dizem sobre o uso de canabidiol para a hipertensão?

Desde que o canabidiol entrou na “mira” de cientistas e médicos, não param de surgir evidências da sua eficácia e segurança.

Uma delas é um importante estudo realizado por pesquisadores da Universidade Ben-Gurion do Negev (BGU), em Israel.

Nessa pesquisa pioneira, foram testados os efeitos do tratamento com CBD em idosos hipertensos, sendo toda ela focada no controle da pressão arterial e monitoramento da frequência cardíaca.

No Brasil, uma das defensoras da Cannabis no cuidado da hipertensão é a pesquisadora Luiza Sampaio, vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em uma matéria para o portal Saúde Plena, ela destacou o papel do tetrahidrocanabinol (THC) na redução da HTA de uma forma até certo ponto inesperada: pelos rins.

“Em culturas de células do rim, um canabinoide sintético, parecido com o THC, é capaz de controlar a entrada e a saída de íons como o sódio (substância que provoca aumento da pressão)”.

Como visto, o potencial não só do CBD, como de outros canabinoides, é grande, principalmente pela sua eficácia e pelo baixo risco na maioria dos casos.

Tratamento hipertensão: quais são as vantagens dos medicamentos à base de canabidiol?

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A verdade é que a ciência está cada vez mais perto de encontrar respostas conclusivas a respeito da utilidade do canabidiol.

Nesse sentido, até mesmo a OMS já se rendeu a essa incrível substância, como destaca o Critical View Report de 2017.

E se a autoridade máxima em saúde no mundo diz que o CBD é seguro e eficaz, é porque ele, de fato, se mostra como uma boa opção a considerar.

Além disso, como vimos, ele não provoca os efeitos colaterais associados aos medicamentos de praxe no tratamento da hipertensão.

Quando existem, eles são normalmente mais brandos e podem ser facilmente revertidos com um simples ajuste na dosagem feito pelo médico.

Quais são os efeitos do uso do canabidiol?

Você viu que o CBD age por meio do sistema endocanabinoide. 

Nele, encontram-se os receptores CB1 e CB2, aos quais o canabidiol se liga, agindo em favor da saúde.

No caso das pessoas com HTA, ele promove benefícios ao controlar as reações de certos fatores de risco como obesidade e estresse.

Sobre isso, um estudo publicado no Journal of Clinical Investigation traz importantes revelações a respeito dos efeitos do CBD no tratamento da hipertensão:

“Os dados mostram que uma única dose de CBD reduz a pressão arterial de repouso e a resposta da pressão arterial ao estresse.”

Como iniciar o tratamento para hipertensão com canabidiol?

O tratamento para HTA com canabidiol, no Brasil, deve ser sempre orientado por um médico prescritor de CBD.

Aqui no portal Cannabis & Saúde você encontra uma lista atualizada com diversos especialistas e pode agendar sua consulta online ou a distância, se assim preferir.

Conclusão

A hipertensão tem tratamento e, com o CBD, ele é ainda mais seguro e conta com a mesma eficácia das abordagens tradicionais.

Portanto, se você sofre dessa condição ou não teve sucesso com outros recursos terapêuticos, considere desde já aderir a essa poderosa substância.

De qualquer forma, o mercado brasileiro continua evoluindo e, para os próximos meses, a expectativa é de que o preço da ampola e do óleo de CBD seja reduzido.

Para ficar a par dessas e de outras mudanças, não deixe de acompanhar os conteúdos publicados aqui, no portal Cannabis & Saúde.

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