Dia da Luta contra o Câncer: a Cannabis no tratamento oncológico

Live Milena

Os destaques da Live com a oncologista Milena Ribeiro Bessa, que explica como a Cannabis pode beneficiar a qualidade de vida dos pacientes

Dia 8 de abril é celebrado o Dia Mundial da Luta contra o Câncer e para contribuir com a conscientização sobre a doença e a importância de um diagnóstico precoce e um estilo saudável de vida, o portal Cannabis & Saúde recebeu nesta quinta-feira (7) a oncologista Milena Aparecida Coelho Ribeiro Bessa para uma Live que foi transmitida pelo YouTube e redes sociais. A seguir, os destaques da “aula” sobre os benefícios, usos e indicações da Cannabis medicinal no tratamento oncológico.

Cannabis para a dor 

“A dor oncológica realmente é um dos pilares do cuidado. Os piores efeitos que os pacientes oncológicos podem sentir.  Pode ser uma dor relacionada tanto com a própria tumor, mas também pode estar relacionado com os tratamentos. Algumas quimioterapias podem causar dor neuropática, por exemplo, neuropatias. Tratamento para dor leve, você usa anti-inflamatório, analgésico simples.” 

“Para dores moderadas e fortes, tende a usar opióides – tramadol, morfina, codeína. A gente sabe que todos esses vem também muitos efeitos colaterais. Os anti-inflamatórios são extremamente tóxicos para a parte gastrointestinal, são extremamente tóxicos para o rim, por exemplo. Opióides também vem com inúmeros efeitos colaterais.”

“A Cannabis medicinal dentro da oncologia, e temos estudos que corroboram, tem um benefício para o controle da dor, Estou tendo pacientes que a gente consegue reduzir de forma drástica a morfina ou o tramadol.”

Náuseas e vômitos

“Se o primeiro pilar é a dor, o segundo são as náuseas e vômitos induzidos pelo tratamento. A Sociedade Americana de Oncologia, e a gente observa em muitos países, já introduziram a Cannabis medicinal como uma alternativa viável para o tratamento de pacientes oncológicos. Principalmente quando forem tentadas outras medicações que não tiveram benefício.Náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia ou radioterapia são uns dos parâmetros que a gente mais considera para o uso de Cannabis medicinal.”

Perda de apetite (caquexia)

“O câncer vai eliminando na corrente sanguínea algumas proteínas que geram saciedade no paciente oncológico. Então ele não sente fome. Não é porque ele não quer comer, é porque ele realmente não sente fome e junto com isso vai acontecer numa perda de peso muito importante.”

“Na prática, a gente não tem medicações que estimulam tanto o apetite, mas a Cannabis medicinal pode ajudar. Tem alguns trabalhos que falam que para alguns pacientes a Cannabis pode ser um um estímulo para melhorar o apetite, a vontade de comer. Tem alguns trabalhos que falam inclusive que pode melhorar o paladar. Tem alguns pacientes que perdem o paladar durante o tratamento por radioterapia na região de cabeça e pescoço. Só que são trabalhos ainda insuficientes. As pesquisas não foram suficientes para corroborar esse papel importante na caquexia. Isso não significa que nós, na prática, não usamos para ver se esse paciente vai ter benefício ou não.”

Ansiedade, depressão e insônia

“Tem indicação da Cannabis. Ela consegue ajudar associada a outros medicamentos ou sozinha. Para a ansiedade principalmente.  Os pacientes realmente tem muita dificuldade de sono, alguns até relacionados com o próprio tratamento e outros relacionados com a ansiedade. A Cannabis medicinal ajuda nisso.” 

“A melhora do sono realmente tem um benefício muito bom também. Teve um estudo que eles fizeram com pacientes com câncer de cabeça e pescoço. O objetivo era ver qualidade de vida, porque os pacientes com câncer de cabeça e pescoço têm uma queda de qualidade de vida muito importante. O resultado foi que o subgrupo que utilizou Cannabis realmente teve uma melhora. Eles descrevem justamente o sono e a ansiedade. São pacientes que tiveram um sono de melhor qualidade, não só em termos de horas dormidas. Pacientes que que usaram a Cannabis tiveram também uma proatividade melhor.”

“Para a questão da ansiedade, do sono e da qualidade de vida em si do paciente oncológico, a gente já vê realmente benefício dessa adição da Cannabis medicinal.” 

Anticancerígeno

“A gente não indica na Oncologia de Cannabis medicinal como um tratamento anti-câncer. A gente não tem dados suficientes, nem estudos, para a gente falar sobre o efeito anti-câncer da Cannabis medicinal. A Cannabis medicinal entra como um adjuvante na oncologia integrativa. Para complementar tudo o que a gente já tem de arsenal hoje para tratamento oncológico, que são tratamentos extremamente avançados.”

Você pode assistir a LIVE com a oncologista Milena Bessa na íntegra em nosso canal no YouTube e com diversos outros especialistas, que dão detalhes sobre o uso da Cannabis em casos de dores crônicas, epilepsia, autismo, Alzheimer, Parkinson, saúde mental, entre outros.

Mas, se o objetivo é dar início ao tratamento com Cannabis medicinal, acesse agora nossa plataforma de agendamento para encontrar o contato de mais de 150 médicos prescritores de diversas especialidades.

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