Novo estudo sobre autismo identificou biomarcadores responsivos a Cannabis

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O mais novo estudo realizado em crianças com transtorno do espectro autista traz ainda mais evidências científicas em relação ao uso da Cannabis para o tratamento de crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA). Feito pela startup de biotecnologia Cannformatics, o estudo publicado aqui identificou 22 novos potenciais biomarcadores a Cannabis-Responsivos, baseados em lipídios na saliva de crianças com transtorno do espectro do autismo.

Desbloquear o mecanismo de ação da Cannabis

“Ao desbloquear o mecanismo de ação da cannabis medicinal, demonstramos que os biomarcadores responsivos à cannabis podem fornecer às empresas de ciências da vida e aos médicos novas ferramentas para entender o papel da cannabis na manutenção da homeostase do sistema nervoso central em crianças com TEA”, disse Itzhak Kurek, PhD, CEO e cofundador de Canformatica.

A descoberta foi publicada na revista Cannabis and Cannabinoid Research em um artigo intitulado “The Potential of Salivary Lipid-Based Cannabis-Responsive Biomarkers to Evaluate Medical Cannabis Treatment in Children with Autism Spectrum Disorder”. 

Biomarcadores

Basicamente, biomarcadores ou marcadores biológicos são entidades que podem ser medidas experimentalmente e indicam a ocorrência de uma determinada função normal ou patológica de um organismo ou uma resposta a um agente farmacológico. E o estudo identificou que todos os 22 biomarcadores mudaram para a faixa fisiológica de crianças com desenvolvimento típico após o tratamento bem-sucedido com cannabis medicinal. 

Esses biomarcadores incluem lipídios do sistema nervoso central que estão principalmente associados à atividade celular no cérebro, indicando o potencial da cannabis medicinal para afetar a função dos neurônios em crianças com TEA. 

Estudo traz confiança e oportunidades 

A publicação foi celebrada pelo PhD, CEO e cofundador de Canformatica:

“Este estudo também abre novas oportunidades para avaliar o tratamento de cannabis medicinal em doenças neurodegenerativas, como doença de Alzheimer, doença de Parkinson e ELA, nas quais alguns desses potenciais biomarcadores responsivos à cannabis à base de lipídios são conhecidos por desempenhar um papel”, disse Kurek.

Já o Kenneth Epstein, diretor comercial e cofundador da Cannformatics destacou o valor científico da publicação e o momento da startup, “é crucial para a Cannformatics, pois valida totalmente nossa tecnologia e nos posiciona claramente como líder em biotecnologia no tratamento de cannabis medicinal”.

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Sobre Cannformatics

Sediada em San Francisco, a Cannformatics é uma startup de biotecnologia em estágio inicial. Desenvolve projetos focada no desenvolvimento de biomarcadores Cannabis-Responsive™, que são encontrados na saliva e servem para tratamento personalizado de cannabis medicinal.

Quer saber mais sobre autismo? Reveja a nossa live “Cannabis no tratamento do Transtorno do Espectro Autista” com a participação da Dra. Ana Gabriela Hounie.

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