“Há 100 anos se sabe que Cannabis é bom contra a abstinência”

wilson lessa

Nesta quarta-feira (18), o portal Cannabis & Saúde realizou mais uma tradicional live com especialistas convidados para falar sobre a Medicina Canabinoide. O tema do último evento foi em comemoração a duas datas: o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo (18/02) e o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo (20/02).

O convidado foi o Dr. Wilson Lessa, psiquiatra especialista em Cannabis medicinal e Psiquiatria Forense, professor do Curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba, membro das sociedades International Cannabinoid Research Society e Society of Cannabis Clinicians.

O profissional abriu o evento explicando sobre como funciona a dependência química, as causas da doença, como identificar que a pessoa é dependente e os tratamentos tradicionais que hoje estão disponíveis. 

Dr. Wilson Lessa destacou que a Cannabis auxilia dependentes químicos das mais diversas substâncias: desde as drogas legais, como álcool, tabaco e remédios de farmácia, como as ilegais, entre elas a cocaína e até mesmo a própria maconha.

Dr. Lessa lembrou que há 100 anos a ciência já sabia que a Cannabis poderia auxiliar no controle dos sintomas de abstinência, como ansiedade, depressão, a fissura e a insônia.

“No Século XIX, a Inglaterra fez um trabalho gigantesco na Índia para ver se a Cannabis tinha risco de dependência. Lá no século XIX eles já chegaram à conclusão de que não tinha. E na mesma época, cientistas do departamento médico do estado de Ohio (EUA) chegaram à mesma conclusão. Já no começo do Século XX, os medicamentos de Cannabis ainda estavam disponíveis nas farmácias e no rótulo eles diziam: ajuda na abstinência de opióides, cocaína e o álcool, para o delirium tremens, que é um estágio avançado de abstinência.

Apesar desse longo período de conhecimento sobre o uso da Cannabis para controle da dependência química, o Dr. Wilson Lessa pondera que ainda faltam estudos científicos mais robustos em seres humanos. Isso não significa porém, que ela não seja eficaz.

“A ausência de evidência não é evidência de ausência. A gente vê relatos de muitas pessoas e os poucos estudos que já têm demonstraram que o canabidiol ajuda sim em diminuir o gatilho para o cigarro”.

O psiquiatra cita um estudo liderado pelo químico israelense Dr. Raphael Mechoulam, considerado o “pai da Cannabis medicinal”.

“O professor Raphael Mechoulam já fez um trabalho com ratos, e ele notou que ratos viciados em nicotina, se ele oferece um endocanabinoide chamado codeiletalonamida (OEA), eles melhoram bastante do sintomas de inquietação causados pela abstinência”.

“Nos ratos que entram em abstinência, o cérebro começa a aumentar a produção dessa OEA. Isso dá uma pista que existe uma grande probabilidade que, quando a pessoa está em dependência de nicotina, ela aumenta a OEA para lidar com a abstinência. Ou seja: a pessoa que sente mais os efeitos da abstinência produz menos OEA. Isso pode estar relacionado a um funcionamento do sistema endocanabinoide de cada pessoa”.

Assista à live completa com o Dr. Wilson Lessa no player abaixo. E se você tem interesse em iniciar um tratamento com o psiquiatra, acesse agora nossa plataforma de agendamento de consultas e busque pelo Dr. Wilson ou outro profissional.

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