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Dez histórias, uma mesma busca: como a Cannabis medicinal auxiliou pacientes em 2025

Dez histórias, uma mesma busca: como a Cannabis medicinal auxiliou pacientes em 2025

De atletas de alto rendimento a pacientes com epilepsia refratária, dor crônica, feridas complexas e câncer avançado, os relatos revelam como o acompanhamento médico e a individualização terapêutica ampliaram qualidade de vida ao longo do ano.

Publicado em

26 de dezembro de 2025

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

Seja para atletas de alto rendimento, que precisam preservar o corpo e a mente no limite da performance, seja para crianças no espectro autista, pessoas que convivem com doenças neurológicas, condições crônicas ou tratamentos oncológicos, 2025 deixou claro um ponto essencial: a Cannabis medicinal vem ocupando, de forma cada vez mais responsável, um lugar clínico de suporte — nunca de promessa — na medicina contemporânea.

As histórias reunidas nesta retrospectiva não falam de atalhos nem de soluções mágicas. Falam de condutas médicas individualizadas, de ajustes finos de dose, de integração com terapias convencionais e, sobretudo, de qualidade de vida. Em comum, todos os relatos mostram como a Cannabis, quando bem indicada e acompanhada, pode auxiliar no controle de sintomas, favorecer o sono, reduzir dor, inflamação, ansiedade e permitir que tratamentos já consolidados funcionem melhor.

A seguir, dez trajetórias que atravessaram 2025 e ajudam a compreender, na prática clínica, o potencial dessa ferramenta terapêutica.

Confira os 10 principais relatos de pacientes em 2025

1. Marina Jacob: quando o descanso virou estratégia de performance

Triatleta amadora de alta performance, Marina Jacob conciliava treinos intensos com uma rotina de trabalho de quase dez horas diárias. As dores persistentes no joelho, surgidas durante a preparação para o Mundial de Ironman, levaram à investigação da qualidade do sono — conduzida pelo otorrinolaringologista Dr. Roberto Beck.

A introdução do CBD isolado, permitido em competições, não visou tratar a dor diretamente, mas melhorar a recuperação. O resultado foi clínico: sono mais profundo, redução inflamatória e retomada da capacidade de treino sem dor. Desde então, o canabidiol faz parte de sua rotina como ferramenta de equilíbrio fisiológico.

2. Rafael Batista Minari: alto rendimento sem os efeitos colaterais

Campeão mundial de powerlifting, Rafael Minari convivia com insônia crônica e ansiedade. Medicamentos convencionais como fluoxetina e trazodona comprometeram seu rendimento competitivo. O acompanhamento com o Dr. Gabriel Dias levou à construção de um protocolo individualizado com canabinoides.

 

A melhora do sono, da recuperação muscular e da estabilidade emocional permitiu a retomada de treinos intensos, sem prejuízo cognitivo ou físico. O tratamento segue com acompanhamento mensal e ajustes clínicos contínuos.

3. Elias Jabbour e o filho: quando a fala rompe o silêncio

O economista e professor Elias Jabbour, diagnosticado tardiamente com TEA, reconheceu no filho desafios semelhantes aos seus. Sob acompanhamento médico especializado, a introdução do Canabidiol trouxe avanços expressivos na comunicação da criança, além de redução da ansiedade.

 

O tratamento não substituiu terapias, mas criou condições metabólicas e comportamentais para que elas funcionassem melhor — um ponto frequentemente observado em crianças no espectro.

4. Ayla Schnyder: ouvir “mamãe, eu te amo”

Diagnosticada com TEA aos dois anos, Ayla, filha de Silvana Schnyder, iniciou tratamento com CBD sob orientação da Dra. Adriana Aiko Fujinami. Em menos de um mês, surgiram avanços na fala funcional e no sono.

A Cannabis foi integrada a outras medicações e terapias, compondo um cuidado multidisciplinar que trouxe ganhos concretos para a criança e para a dinâmica familiar.

A Cannabis foi o que possibilitou ouvir ‘mamãe eu te amo’, algo que sonhei por muito tempo”, disse Silvana.

5. Janaína Lacerda e Clara: regulação para aprender

A neuropsicóloga Janaína Lacerda recebeu o diagnóstico de autismo já adulta, processo que ajudou a compreender também os desafios da filha, Clara. Mesmo com acompanhamento psicológico e pedagógico, a criança apresentava crises frequentes, insônia e dificuldade escolar.

Com acompanhamento médico, a introdução da Cannabis medicinal trouxe estabilidade emocional, melhora do sono e avanços cognitivos. Em seis meses, Clara passou a escrever em letra cursiva e acompanhar a turma — mostrando como a regulação pode potencializar outras intervenções.

6. José Piauhy: Parkinson, sono e autonomia

Após o diagnóstico de Parkinson, José Piauhy passou a conviver com insônia severa, tremores e perda de equilíbrio. Sob acompanhamento do Dr. Vinicius Pereira de Mesquita, iniciou tratamento com óleos de Cannabis ajustados ao longo do tempo.

A melhora do sono foi o primeiro ganho clínico, seguido de mais estabilidade motora e retomada de atividades físicas. Para a esposa, Deise, a transformação foi também da rotina familiar.

7. Jennifer Besse: adesão ao tratamento como eixo central

Nascida com HIV, Jennifer Besse enfrentou dificuldades de adesão ao tratamento antirretroviral ao longo da vida. A Cannabis medicinal, indicada e acompanhada pelo Dr. Jimmy Fardin Rocha, não substituiu o tratamento convencional, mas ajudou a reduzir náuseas, mal-estar e sobrecarga emocional.

O suporte permitiu constância terapêutica — ponto central no controle do HIV — e hoje Jennifer é indetectável, vivendo na Suíça e atuando em um laboratório de Cannabis medicinal.

8. Sérgio Urt e Cícero de Moraes: metástase, cuidado e política pública

Diagnosticado com metástase óssea decorrente de câncer de próstata, Cícero Azevedo de Moraes iniciou tratamento com Cannabis sob prescrição do Dr. Rodrigo Cariri, com posterior inclusão de formulações contendo THC.

A melhora da dor, da comunicação e da vitalidade redefiniu o cuidado paliativo. Para o filho, Sérgio Urt, a experiência resultou em atuação jurídica ativa, culminando na vice-presidência da Comissão Especial de Direito da Cannabis Medicinal do CFOAB.

 

9. Adeilce de Souza Gama: cicatrização completa de úlcera venosa periférica após falha de tratamentos convencionais

Por anos, Adeilce de Souza Gama conviveu com uma úlcera venosa periférica extensa na perna esquerda, agravada por diabetes, hipertensão arterial e neuropatia. O quadro resistiu a múltiplas abordagens: curativos especiais, medicamentos analgésicos, controle vascular e cerca de 50 sessões de oxigenoterapia hiperbárica — sem resposta clínica sustentada.

A condução do cuidado ficou a cargo da filha, Ana Paula, enfermeira, que acompanhou de perto a progressão da lesão e a perda gradual de qualidade de vida da mãe. A possibilidade de uso da Cannabis medicinal surgiu a partir de uma experiência familiar prévia e levou à consulta com a Dra. Vanessa Matalobos, que estruturou um protocolo combinado: canabinoides por via oral e uso tópico.

A resposta clínica foi progressiva e consistente. No uso sistêmico, Adeilce apresentou redução importante da dor, suspensão de pregabalina e clonazepam e melhora no controle da pressão arterial. Já a aplicação tópica mostrou impacto direto no leito da ferida: eliminação gradual do tecido necrosado e surgimento de tecido novo, vascularizado e viável.

A conduta foi ajustada ao longo do processo — incluindo mudança no tipo de gaze para preservar o tecido em regeneração e associação pontual de laserterapia. Meses depois, a lesão apresentou cicatrização completa.

Atualmente, Adeilce mantém apenas o uso oral de CBD e THC, em dose ajustada, sem dor, com sono preservado e doenças crônicas controladas. O caso ilustra o potencial dos canabinoides como ferramenta adjuvante, especialmente em feridas crônicas refratárias, quando integrados a uma condução médica cuidadosa e individualizada.

10. Epilepsia refratária e Síndrome de Ohtahara: 12 anos de acompanhamento com Cannabis medicinal desde a infância

Diagnosticado ainda nos primeiros meses de vida com Síndrome de Ohtahara, uma das formas mais graves de epilepsia infantil, um menino iniciou o tratamento com Cannabis medicinal antes de completar um ano de idade. Hoje, aos 12 anos, segue em acompanhamento contínuo, com controle significativo das crises e avanços no desenvolvimento motor.

A história começa após uma intercorrência grave no parto, que resultou em hipóxia neonatal extensa. As crises epilépticas surgiram precocemente e rapidamente evoluíram para um quadro refratário, com 500 a 600 episódios diários, apesar do uso de cerca de 15 anticonvulsivantes diferentes em poucos meses.

A única resposta parcial veio com o uso de corticoide importado, que trouxe efeitos colaterais severos e levou a longas internações, infecções recorrentes e risco iminente de vida. Diante do esgotamento das alternativas convencionais, a mãe, Natália Kochen, passou a buscar outras possibilidades terapêuticas.

Com orientação do Dr. Eduardo Faveret, um dos pioneiros na prescrição de Cannabis medicinal no Brasil, o tratamento foi iniciado ainda durante uma internação hospitalar, com um óleo rico em CBD e THC. A resposta foi gradual, porém consistente.

Nas primeiras semanas, houve redução expressiva da frequência das crises. Em poucos meses, surgiram sinais inéditos de desenvolvimento neuromotor: sustentação cervical, maior interação com o ambiente e o primeiro sorriso — aos 10 meses de vida.

Ao longo dos anos, o controle das crises se manteve em torno de 70% a 80%, superior ao alcançado com os fármacos tradicionais, e com melhor tolerabilidade. O acompanhamento se mantém até hoje, com ajustes de dose e vigilância clínica contínua.

Um convite ao cuidado responsável

No Brasil, o uso de Cannabis medicinal é legal, desde que feito com prescrição médica e acompanhamento adequado. Cada organismo responde de forma única, e o sucesso do tratamento depende de avaliação individual, escolha da formulação correta e monitoramento contínuo.

Na plataforma do Portal Cannabis & Saúde, você pode agendar consultas — presenciais ou por telemedicina — com médicos experientes na prescrição de canabinoides.

Agende sua consulta e dê o primeiro passo com informação, segurança e cuidado.

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